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Soluções para redução de CO₂ na produção animal são destaques na EuroTier 2022

Tópicos e tendências, como sistemas de celeiros alternativos, proteção climática e ambiental, digitalização, processamento, refinamento e vendas de marketing norteiam a vasta programação do evento.

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Fotos: O Presente Rural

A produção animal é uma atividade de alto impacto, tanto pelo grande volume de resíduos gerados como pela emissão de gases poluentes, odores e particulados, os quais podem causar poluição atmosférica e prejuízos para o bem-estar e saúde humana e animal. A expansão da pecuária tem sido frequentemente apontada como uma das causas do agravamento das questões relativas ao aquecimento global, entretanto, a real contribuição do setor ainda suscita dúvidas e controvérsias, principalmente pela falta de confiabilidade nos dados existentes e a falta de informações.

Tema de diversos fóruns mundo afora, a redução das emissões de gases do efeito estufa também envolve as discussões centrais entre os especialistas que estão na EuroTier 2022, principal feira comercial do mundo para pecuária e manejo de gado. O evento apresenta soluções e as mais importantes inovações, produtos e serviços para criação e manutenção de animais de fazenda, com foco na carne bovina, suína, aves e aquicultura – o processamento de ração em carne, leite e ovos.

O Presente Rural participa pela quinta vez da feira internacional. A cobertura completa das principais discussões apresentadas durante o evento poderão ser conferidas no site, redes sociais e nas próximas edições do jornal O Presente Rural.

Apesar da chuva e do frio que faz em Hanover, na Alemanha, cidade-sede do evento, o público compareceu em peso nesta quarta-feira (16), segundo dia do evento, para acompanhar as tendências da indústria pecuária global.

Em paralelo à feira, são realizados vários seminários sobre nutrição, em que são apresentados alguns nutrientes capazes de fazer com que os animais absorvam mais os nutrientes e seus desejos emitam menos gases de efeito estufa; ambiência, bem-estar animal e impactos das doenças na avicultura.

Diretor de Comunicação e Marketing de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin

Entre as tendências e estratégias atuais para a avicultura, equipamentos que otimizam funções têm despertado o interesse dos visitantes. Entre eles está um equipamento que reaproveita melhor o calor dos galpões na troca de ar, fazendo o produtor economizar lenha e gás, ao manter uma temperatura mais homogênea para o frango. “Esse equipamento que filtra o ar reaproveita o calor da granja para aquecer o ar frio que entra no galpão, ou seja, não troca o calor o tempo todo dentro da granja”, explica o diretor de Comunicação e Marketing de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, que está na Eurotier 2022

Outro equipamento que tem chamado atenção do público, é um sistema para filtragem de odores, podendo ser usado tanto em granjas avícolas como suinícolas, para transformar os dejetos em um subproduto.

Outra pegada forte em relação ao bem-estar animal e que está atraindo olhares dos congressistas é a amostra dos aviários móveis voltados para a avicultura de postura. “Cada dia as galinhas dentro dos aviários móveis são levadas ao campo e liberadas em um espaço pré-determinado pelo produtor para ciscar, mais tarde as aves retornar para dentro das gaiolas para colocar os ovos. Cada dia são levadas para um espaço separado, sendo criadas soltas na grama”, expõe Marquesin, citando que a feira congrega um número imenso de equipamentos expostos, voltados principalmente para o melhoramento nutricional, com foco no bem-estar animal e na ambiência para reduzir a emissão de CO₂.

Tópicos e tendências, como sistemas de celeiros alternativos, proteção climática e ambiental, digitalização, processamento, refinamento e vendas de marketing norteiam a vasta programação da EuroTier 2022. A feira internacional de produção descentralizada de energia e energia agrícola – EnergyDecentral – acontece em paralelo.

 

Fonte: O Presente Rural

Notícias No Oeste do Paraná

Biometano ganha protagonismo em debate nacional no 8º FSBBB

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que ocorre em abril de 2026 em Foz do Iguaçu, reúne especialistas para discutir produção, políticas públicas, mercado e os desafios de expansão do biometano no Brasil.

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Foto: Divulgação

“Biometano: bem feito, suficiente, bem distribuído”. Esse é o tema do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril de 2026. Diversos painéis temáticos na programação do evento vão apresentar diferentes aspectos a respeito da produção, de políticas públicas, mercado de certificados, da mobilidade com o uso do biometano, de investimentos na cadeia de produção, a relação com o gás natural e oportunidades e desafios setoriais.

Realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), o evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas em primeiro lote até o dia 16 de janeiro, acesse clicando aqui, ou enquanto durarem as 100 unidades disponíveis nesse lote.

Potencial e oportunidades

O coordenador geral do Fórum, diretor presidente do CIBiogás, Felipe Souza Marques, destaca que o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024. O marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição. Temos muito a crescer se soubermos aproveitar essa oportunidade”, antecipa Felipe.

O avanço no potencial de mercado traz também desafios, como a qualidade empregada na produção, a necessidade de ampliação do volume gerado e das redes de distribuição. O biometano tem sido usado, por exemplo, em frotas de caminhões e em processos industriais, em substituição aos combustíveis fósseis, como parte do processo de descarbonização.

O volume de biometano produzido já deu um salto em 2024, em relação a 2023. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil de 2024, publicação do CIBiogás, o aumento foi de 58%. Também expandiu o número de plantas de biometano em processo de autorização na Agência Nacional do Petróleo em comparação ao levantamento anterior.

Esses novos contextos estarão norteando os debates no 8º FSBBB. Além das plenárias temáticas com a participação de especialistas que são referência na área, o evento incluirá o Espaço de Negócios, a presença de startups, a premiação Melhores do Biogás e cinco roteiros de Visitas Técnicas a plantas produtoras, entre outras agendas na programação.

Visitas Técnicas

A região Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil, com unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. Os participantes do 8º Fórum terão a oportunidade de conhecer, na prática, o funcionamento de unidades geradoras de biogás e biometano, no último dia do evento, dia 16 de abril, durante as Visitas Técnicas, que são opcionais e contratadas separadamente ao ingresso para o Fórum.

Cinco opções de roteiros mostram experiências que envolvem o aproveitamento de diferentes tipos de resíduos para obtenção de biogás destinado a aplicações energéticas (energia elétrica, térmica e biometano).

Fonte: Assessoria
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Rio de Janeiro reforça controle do uso de agrotóxicos com regulamentação da aplicação por drones

Estado avança na fiscalização ambiental e sanitária ao estabelecer regras para uso da tecnologia, com foco em segurança, rastreabilidade e proteção à saúde da população.

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No Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, celebrado em 11 de janeiro, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destaca o fortalecimento das ações de fiscalização e controle do uso de agrotóxicos com a regulamentação da aplicação por drones no Estado do Rio.

A medida estabelece regras claras para o uso dessa tecnologia na agricultura, com foco em segurança, transparência, responsabilidade ambiental e proteção à saúde da população, ampliando o monitoramento das atividades no campo. “O Governo do Estado tem o compromisso de conciliar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental. Essa regulamentação garante que o uso de drones na agricultura ocorra de forma segura, com controle rigoroso e respeito ao meio ambiente e à saúde da população”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Com a resolução, publicada em fevereiro de 2025, tornou-se obrigatório o cadastro das empresas prestadoras de serviços de aplicação de agrotóxicos com drones no Sistema de Controle Informatizado de Monitoramento de Agrotóxicos do Estado do Rio de Janeiro. A ferramenta permite o acompanhamento detalhado das operações, fortalecendo as ações de fiscalização e da Defesa Sanitária Vegetal.

A norma define os procedimentos para o registro e a operação das empresas, incluindo exigências como licenciamento ambiental, indicação de responsável técnico habilitado e cumprimento das boas práticas na aplicação de agrotóxicos. Outro ponto importante é a obrigatoriedade de que todas as operações realizadas com drones sejam registradas no sistema da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal em até 72 horas após a aplicação, garantindo rastreabilidade e maior controle das atividades. “O uso de drones na aplicação de agrotóxicos já é uma realidade no campo. Com essa regulamentação, avançamos no controle sanitário e asseguramos que essa tecnologia seja utilizada de maneira responsável, protegendo o produtor rural, o meio ambiente e a sociedade”, destacou o secretário interino de Agricultura, Felipe Brasil.

Descarte de agrotóxicos

O regulamento também estabelece obrigações relacionadas às boas práticas no uso e no descarte de agrotóxicos, determinando que as empresas mantenham responsável técnico habilitado, garantam a capacitação dos operadores e possuam credenciamento para o recebimento e a destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias.

Essas informações devem constar em um projeto técnico, que orienta os usuários quanto ao uso correto e seguro dos produtos e incentiva a devolução adequada das embalagens. “Estamos unindo inovação, fiscalização e sustentabilidade. Essa regulamentação reforça o compromisso do Estado com uma agricultura moderna, segura e ambientalmente responsável”, ressaltou o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Ilso Lopes.

Fonte: Assessoria Governo Rio de Janeiro
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Produtor rural tem até o fim de janeiro para definir forma de recolhimento do Funrural

Escolha entre contribuição sobre a folha ou sobre a comercialização vale para todo o ano e impacta os custos da produção.

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Foto: Shutterstock

O produtor rural tem até o final de janeiro para decidir ou alterar a forma de recolhimento da contribuição do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Conforme a Lei 13.606, a opção escolhida entre pagar pela folha de salários ou pela comercialização da produção será válida para todo o ano.

Para auxiliar nessa decisão, que impacta diretamente os custos da produção, o Sistema FAEP disponibiliza gratuitamente um simulador desde 2019. A ferramenta é especialmente útil para produtores com empregados registrados, pois calcula qual das duas modalidades é mais vantajosa.

O produtor interessado pode realizar essa simulação e obter orientação presencial, basta comparecer ao sindicato rural da sua região. Consulte a lista de sindicatos rurais do Paraná para encontrar o mais próximo de você e agendar o atendimento.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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