Suínos Saúde Animal
Soluções integradas atendem novas exigências do consumidor de proteína animal
Desafios da produção animal são atualizados constantemente e os consumidores finais estão cada vez mais próximos de todos os elos da cadeia

São várias as tendências do mercado atual às quais os produtores de proteína animal têm se guiado para obter êxito em suas operações. As exigências surgem por todos os lados, incluindo órgãos regulamentadores, relações comerciais internacionais, a indústria de alimentos e o mais importante de todos, o próprio consumidor final.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) lançou no início dos anos 2000 o programa “One Health”, que em poucas palavras ressalta a interdependência da saúde animal e humana e a sua relação com a saudabilidade do ambiente onde se encontram. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) agarraram a bandeira do programa “One Health” e também focam esforços para que essas exigências sejam cumpridas global e regionalmente.
Além das regulamentações globais e das políticas comerciais entre diferentes países, a indústria da alimentação e o consumidor final estão cada vez mais exigentes e proativos na busca por alimentos que atendam a esse tipo de programa e a todas as políticas globais de produção. Preocupações com a utilização indiscriminada de antibióticos na produção animal é um dos temas que mais chamam a atenção e que já faz com que as empresas produtoras comecem a se movimentar no sentido da adequação de seus produtos às novas exigências.
A “AGP Free Production” – produção livre de antimicrobianos promotores de crescimento é um dos temas mais discutidos em eventos e veículos do setor. A redução do uso ou até a substituição total desses antimicrobianos já vem sendo aplicada na produção de países por toda a América Latina e já é possível encontrar produtos livres da utilização desses medicamentos nos supermercados de todo o país. Mas se por um lado as empresas produtoras atendem as demandas do mercado consumidor, por outro precisam encontrar soluções que protejam seus animais, agora “desprotegidos” de diversas patogenias que hora afetarão o desempenho do próprio animal e hora serão questões de saúde pública.
Alinhada com a sua visão de ajudar a alimentar o mundo com alimentos saudáveis a acessíveis, proporcionando melhor qualidade de vida, as empresas estão buscando trazer em seus portfólios soluções integradas que suportam a produção de proteína animal e ajudam os produtores a atender as atuais demandas, sem perder a rentabilidade de suas operações.
Plataformas
Hoje existe no mercado empresas que oferecem uma plataforma completa de Eubióticos que garantem o bem-estar e o desempenho animal – sem perder a rentabilidade da produção, através da qualidade do ambiente GI dos animais.
Ácidos orgânicos especiais e blends únicos de óleos essenciais desempenham papéis fundamentais na redução e/ou substituição de fármacos da produção animal, garantindo altos níveis de produtividade.
Segundo o gerente de produtos da Novus, Gustavo Carneiro, “existe no mercado hoje amplo portfólio de produtos envolvendo diversos conceitos. São soluções focadas na melhora do status sanitários dos animais e no incremento de desempenho”. Ainda segundo Carneiro, estas plataformas atendem com muita eficiência a tendência de mercado na redução de utilização dos APCs, atuando no conceito de soluções integradas. Estes produtos podem ser misturas de ácidos orgânicos + HMTBa, ácidos orgânicos protegidos e na linha de óleos essenciais.
Gustavo destaca ainda que “a utilização de óleos essenciais é sólida no mercado de monogástricos e também de ruminantes. É possível, por exemplo, aplicar conceitos de CNI (Componentes naturais idênticos), com elevadíssima porcentagem de Princípio Ativo (50%) com atuação positiva em relação a resposta imune dos animais, desempenho e resultados nas granjas”.
Estima-se que, em 2018, aproximadamente 30% da ração produzida (16,5 milhões de toneladas, segundo dados do Sindirações) no Brasil incluiu algum aditivo nutricional com objetivo de auxiliar na qualidade intestinal dos animais. Isso mostra a crescente preocupação dos produtores em atender as novas regulamentações e ao atual mercado consumidor.
Os desafios da produção animal são atualizados constantemente e os consumidores finais estão cada vez mais próximos de todos os elos da cadeia. As empresas precisam estar ao lado dos produtores e da indústria para suportar uma produção que atenda o mercado atual de maneira sustentável, mantendo a rentabilidade das operações.
Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2019.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






