Empresas
Solução inovadora e natural: OxiGuard da De Heus substitui até 70% da vitamina E e potencializa a nutrição animal
Produto inédito no mercado brasileiro combina blend exclusivo de polifenóis e tecnologia avançada para mitigar o estresse oxidativo e reduzir custos na produção animal

A De Heus Brasil acaba de lançar no mercado nacional o OxiGuard, um antioxidante natural à base de polifenóis, desenvolvido para mitigar o estresse oxidativo em animais e substituir parcialmente a vitamina E sintética, sem comprometer o desempenho produtivo. “Ele atua como antioxidante, podendo substituir parte da vitamina E ou complementá-la por meio de uma estratégia on top (suplementação adicional), melhorando os resultados de saúde e desempenho na produção animal”, explica Luisa Albefaro, Gerente de Produtos e Especialidades da De Heus Brasil.
O produto foi formulado com um blend exclusivo de extratos vegetais, entre eles semente de uva, cravo-da-índia, quebracho e castanha. Esses ingredientes foram escolhidos não apenas por sua forte capacidade antioxidante, mas também pela habilidade de regenerar vitaminas C e E já oxidadas, potencializando o efeito protetor.
Benefícios e resultados comprovados
Testes realizados pela empresa a campo e em laboratório comprovaram a eficácia do OxiGuard em diferentes espécies e fases do ciclo produtivo. Em frangos de corte, a substituição de 50% a 70% da vitamina E50 (acetato de dl-alfa-tocoferol 50%) foi possível sem qualquer perda de desempenho, com manutenção do ganho de peso e conversão alimentar durante 35 dias de ensaio. Já em matrizes suínas, a suplementação adicional com OxiGuard melhorou o consumo de ração e aumentou o peso dos leitões ao desmame, evidenciando um benefício produtivo além da substituição.
Luísa explica que, ao reduzir o estresse oxidativo, o OxiGuard mantém a integridade celular e reduz os danos causados por radicais livres. “Nossos testes mostraram que é possível substituir até 50% da vitamina E em dietas de frangos de corte sem perda de desempenho. Já em matrizes suínas, o blend contribui para aumentar a ingestão de ração e o peso dos leitões no momento do desmame”, destaca a profissional.
Além dos benefícios produtivos, o OxiGuard oferece também uma importante vantagem econômica. Isto porque a vitamina E sintética possui um preço altamente volátil no mercado internacional, o que impacta diretamente no custo das formulações. Por isso, o uso do OxiGuard permite reduzir essa dependência, contribuindo assim para uma maior estabilidade e previsibilidade financeira.
Diferenciais de mercado e compromisso com a sustentabilidade
Outro ponto de destaque é a flexibilidade nutricional que o produto proporciona. Pode ser usado em diferentes fases, especialmente durante períodos críticos como creche, crescimento, terminação, desmame e situações de estresse térmico. A inclusão média recomendada varia entre 25 e 500 gramas por tonelada de ração completa, ajustada conforme as necessidades específicas de cada cliente. “Quando comparado aos concorrentes, o OxiGuard se posiciona como uma solução à base de polifenóis mais estável, acessível e eficaz”, complementa a gerente.
Por ser formulado exclusivamente com ingredientes naturais, o produto reforça também o compromisso da De Heus com a sustentabilidade no agronegócio. A composição inclui extratos de origem vegetal que reduzem o uso de insumos sintéticos e químicos, alinhando saúde animal e responsabilidade ambiental.
Expectativas comerciais e lançamento oficial
Com as mudanças climáticas elevando os níveis de estresse térmico, a expectativa da empresa é de que o OxiGuard tenha uma rápida adesão no mercado nacional, oferecendo uma ferramenta estratégica para melhorar a resiliência dos animais e controlar custos em condições desafiadoras.
“Devido às mudanças climáticas, o estresse térmico tende a aumentar no futuro. Assim, esperamos uma forte adesão do mercado ao produto, inclusive em múltiplas espécies e regiões do país, graças ao seu potencial de redução de custos e melhoria de desempenho produtivo. Esta é uma solução que poderá ser utilizada como ferramenta estratégica para gerenciar custos com ração e aumentar a resiliência animal em períodos de estresse”, enfatiza Luisa.
O OxiGuard será apresentado oficialmente pela De Heus Brasil na Victam Latam 2025, a principal feira mundial voltada para as indústrias de nutrição animal e processamento de grãos. O evento acontecerá de 16 a 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Na ocasião, a De Heus estará presente como expositora destacando suas soluções inovadoras para nutrição animal e o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
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Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.


