Peixes No Noroeste do Paraná
Soltura de 50 mil peixes no Rio Iguaçu tem participação de crianças e educação ambiental
Ação aconteceu na represa da usina hidrelétrica de Salto Osório, em Sulinas, no Sudoeste. Além de ajudar na preservação do ecossistema, a iniciativa trabalha a educação ambiental. Próxima ação está prevista para o dia 11 de abril no Rio Ivaí, em Japurá.

O Governo do Paraná promoveu a soltura de 50 mil peixes nativos na bacia do Iguaçu, na represa da usina hidrelétrica de Salto Osório, no município de Sulina, no Sudoeste do Estado. A ação é do projeto Rio Vivo, da secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), e ajuda a repovoar o rio. A ação aconteceu no último sábado (22) e integra a segunda fase do Projeto Rio Vivo.

Além de benefícios para o ecossistema do Iguaçu, o evento promoveu a educação ambiental na região, pois reuniu dezenas de crianças de escolas municipais para participarem da soltura. Elas também ajudaram no plantio de mudas nativas.
O evento também contou com a presença de 60 barcos de pescadores esportivos da Copa Iguaçu de Pesca, da população lindeira e de autoridades municipais e estaduais. “Mais do que a presença das autoridades e dos pescadores esportivos, o destaque da ação foi a participação das crianças. Elas têm uma capacidade incomparável de replicar comportamentos aprendidos em ações ambientais desenvolvidas de forma correta”, disse Francisco Martin, da Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, da Sedest.

O superintendente acrescenta que o trabalho com o meio ambiente envolve igualmente diversos setores, garantindo a reconstrução da natureza bem como a educação ambiental da população. “Tão importante quanto a recomposição da ictiofauna, é a participação da sociedade civil”, completou.
A próxima ação de soltura de peixes do projeto está prevista para 11 de abril no Rio Ivaí, em Japurá, no Noroeste do Paraná. No evento, aproximadamente 100 mil peixes serão soltos.
Projeto Rio Vivo
O Rio Vivo é uma ação da Sedest em parceria com o IAT, executada pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca desde 2021. O projeto prevê a conservação das principais bacias hidrográficas do Paraná, otimizando os usos da água e trabalhando na recomposição da ictiofauna e na preservação dos ecossistemas locais.
A meta é repovoar as bacias paranaenses com 10 milhões de animais até 2026. Apenas na segunda etapa do Rio Vivo, que começou em novembro de 2024 com investimento de R$ 557,8 mil, é esperado que 2,626 milhões de peixes sejam soltos. No ciclo inicial, entre 2021 e 2022, foram 2,615 milhões.
Os peixes do programa são soltos em estado juvenil de desenvolvimento, por apresentarem um ótimo índice de sobrevivência. O programa também segue as medidas da Resolução Sedest/IAT nº 10, evitando a introdução de espécies exóticas nos rios e respeitando os critérios ideais para o repovoamento adequado dos rios.

Peixes
Quaresma de 2026 terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral
Principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025.

O início da Quaresma em 2026 tem uma boa notícia para os consumidores paranaenses. Segundo a pesquisa de preços do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, divulgada no boletim semanal, o principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam essa tendência apontando uma queda de cerca de 12%. O movimento de preços favorece o aumento das vendas em supermercados e peixarias no momento de pico de procura por peixes.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
O Paraná é um dos principais polos pesqueiros do País justamente pela liderança na produção e exportação de tilápia, uma das espécies mais procuradas pelos consumidores. Em 2024, o Estado alcançou produção de 250 mil toneladas, alta de 17% em comparação com 213 mil toneladas no ano anterior.
No setor de ovos, que acompanha a tradicional migração do consumo de carnes vermelhas para proteínas alternativas, houve aumento no valor de comercialização em Curitiba, impulsionados pela volta às aulas e pela queda sazonal na produção nacional. Esse movimento é explicado pela combinação da demanda aquecida pelas compras institucionais para merenda escolar e pelo período religioso, que se estende até o início de abril.
“Mas apesar da elevação recente, o preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, movimento que deve permanecer até o encerramento da Quaresma”, diz a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz. O boletim do Deral aponta que o valor atual ainda é 22,4% inferior ao registrado em 2025.
Peixes
Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026
Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.
Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.
“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.
A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.
A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.
Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.
Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)
Peixes
Com tilápia à frente, setor de pescado projeta crescimento de 30% na Semana Santa
Setor projeta aumento da demanda sem pressão sobre preços, com estoques reforçados e logística organizada.

As vendas de pescado no Brasil devem crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativas do setor. A expectativa é de aumento na procura sem impacto relevante nos preços ao consumidor, diante de estoques reforçados e organização antecipada da distribuição.

Foto: Divulgação/OPR
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, as empresas iniciaram o ano com contratos já firmados e ajustes operacionais que garantem maior eficiência. A previsão é de manutenção dos preços e, em alguns segmentos, possibilidade de leve redução em comparação com anos anteriores.
A tilápia segue como principal espécie da piscicultura nacional, respondendo por mais de 65% da produção de cultivo no país. Em 2024, o volume produzido chegou a 662.230 toneladas, alta de 14,36% em relação ao ano anterior. O consumo médio no Brasil é de 4 quilos por habitante ao ano, com crescimento médio de 10,3% ao ano na última década.
No comércio exterior, o Brasil registrou aumento de 2% nas exportações em 2025, mesmo diante de barreiras tarifárias nos Estados Unidos e da concorrência do Vietnã. O Canadá passou a figurar como novo destino para o pescado brasileiro.



