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Solos Floripa 2023 recebe trabalhos até 31 de maio
Serão aceitos para apresentação até dois resumos por autor inscrito, inéditos e oriundos de trabalho realizado nas diferentes áreas da Ciência do Solo.

O evento científico Solos Floripa 2023, que agrega de forma simultânea e presencial o 23º Congresso Latino-Americano de Ciência do Solo e o 38º Congresso Brasileiro de Ciência do Solo (CLACS/CBCS 2023), recebe trabalhos até o dia 31 de maio. Serão aceitos para apresentação até dois resumos por autor inscrito, inéditos e oriundos de trabalho realizado nas diferentes áreas da Ciência do Solo. Todas as normas e procedimentos para envio estão no site do evento.
O Solos Floripa 2023 é uma realização da Epagri e acontece no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis, entre 30 de julho e 4 de agosto. A promoção é conjunta pelas Sociedades Latino-americana (SLCS) e Brasileira de Ciência do Solo (SBCS). São esperadas mais de 3 mil pessoas de mais de 20 países, o que fará do evento o maior de ciência do solo da América Latina e Caribe. Serão profissionais, técnicos, professores, acadêmicos e produtores rurais reunidos para discutir o tema “América Latina e a boa governança de seus solos e biomas: possibilidade ou utopia?”
A programação conta com sete conferências, 28 simpósios, minicursos e excursões técnicas. Os participantes também vão desfrutar de uma exposição, com cerca de 50 estandes, entre eles startups, além de atividades socioculturais.
Elisângela Benedet da Silva, pesquisadora da Epagri/Ciram e presidente do evento, afirma que o Solos Floripa 2023 terá ainda a I Competição Latino-Americana de Solos (inscrições até 15/05/2023), que será realizada na Estação Experimental da Epagri no município de São Joaquim, e o VIII Simpósio Latino-Americano de Inovações Educativas no Ensino da Ciência do Solo (submissões de resumos até 01/06/2023), que contará com a participação de jovens entre 10 e 18 anos dos países membros da Sociedade Latino-americana de Solos (SLCS).

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EUA anunciam tarifas de 25% a países que negociarem com Irã
Medida que pode afetar o Brasil, que manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (12) a imposição, com efeitos imediatos, de uma tarifa de 25% sobre qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã. Medida que pode afetar o Brasil, que de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

Segundo Trump, estes países terão uma tarifa imediata sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos. “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América”, anunciou Donald Trump em sua rede social. “Esta ordem é definitiva e irrecorrível”, acrescentou.
Protestos
O anúncio de Trump surge no momento em que o regime de Teerã enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos. Entre domingo (11) e segunda-feira, Teerã registrou também atos pró-regime da República Islâmica e para criticar as manifestações violentas dos últimos dias.
Na segunda-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por terroristas do estrangeiro para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel.
Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes.
Nos últimos dias, o presidente estadunidense tem repetido ameaças de intervenção no Irã. Donald Trump afirmou que tem opções muito fortes, incluindo a via militar, e adiantou ainda que está em contacto com líderes da oposição iranianos.
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Brasil movimentou quase US$ 3 bilhões em comércio com Irã em 2025
Trump anunciou tarifa de 25% a parceiros comerciais do país persa.

O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que as vendas brasileiras para Teerã somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, consolidando o Irã como o quinto principal destino das exportações nacionais no Oriente Médio.
Embora ocupe a 31ª posição no ranking geral dos destinos das exportações brasileiras, o Irã aparece atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita na região. No ano passado, as vendas brasileiras ao país superaram as destinadas a mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O comércio bilateral é fortemente concentrado no agronegócio. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao Irã. Somente o milho representou 67,9% do total, com vendas superiores a US$ 1,9 bilhão, enquanto a soja respondeu por 19,3%, somando cerca de US$ 563 milhões.
Também figuram entre os principais produtos exportados açúcares e itens de confeitaria, farelos de soja para alimentação animal e petróleo.
As importações brasileiras provenientes do Irã, por sua vez, foram bem mais modestas. Em 2025, o Brasil comprou cerca de US$ 84 milhões do país do Oriente Médio, com destaque para adubos e fertilizantes, que corresponderam a aproximadamente 79% do total, além de frutas, nozes, pistaches e uvas secas.
A relação comercial entre os dois países tem apresentado oscilações nos últimos anos. Em 2022, as exportações brasileiras ao Irã atingiram US$ 4,2 bilhões, o maior valor da série recente, antes de recuarem em 2023 e voltarem a crescer em 2024 e 2025. Do lado das importações, os volumes variaram de forma ainda mais acentuada, com quedas expressivas em 2023 e recuperação no ano passado.
Ameaça de Trump
O tema ganhou nova dimensão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira (12) que irá impor tarifas de 25% sobre países que mantiverem relações comerciais com o Irã.

Segundo o republicano, a taxa será aplicada “sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos” por esses países e entraria em vigor imediatamente, embora a Casa Branca ainda não tenha divulgado detalhes formais da medida.
O anúncio acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã.
O governo federal informou que aguarda a publicação da ordem executiva americana para se manifestar oficialmente sobre o tema.
Iniciativas diplomáticas

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná
A aproximação comercial entre Brasil e Irã também tem sido acompanhada por iniciativas diplomáticas. Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã visitou o Brasil e se reuniu com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Na ocasião, os dois países concordaram com a criação de um comitê agrícola e consultivo bilateral, com o objetivo de agilizar pautas de interesse comum, ampliar o intercâmbio técnico e discutir medidas para facilitar o comércio.
Durante a visita, o governo iraniano também demonstrou interesse em instalar uma empresa de navegação no Brasil, o que poderia reduzir custos logísticos e impulsionar ainda mais o fluxo comercial entre os dois países. Desde agosto de 2023, o Irã integra o Brics, bloco do qual o Brasil é membro fundador.
A possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, marcadas por ameaças mútuas, repressão a protestos internos no Irã e declarações recentes de autoridades dos dois países sobre a possibilidade de negociações, sem descartar um agravamento do conflito.
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Importações de trigo atingem maior volume desde 2013 e pressionam preços internos
Entrada recorde do cereal em 2025, impulsionada por preços externos baixos, reduz a presença compradora no mercado doméstico e leva à queda do valor pago ao produtor, aponta o Cepea.

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que as importações brasileiras de trigo atingiram, em 2025, os maiores volumes desde 2013, impulsionadas pelos baixos preços externos e pela ampla oferta do cereal em termos mundiais.

Foto: Gilson Abreu/AEN
Em dezembro, chegaram aos portos nacionais 698,74 mil toneladas de trigo, a segunda maior quantidade do ano (abaixo apenas da de janeiro, de 717 mil toneladas) e a maior para o mês de dezembro desde 2016. No acumulado de 2025, as importações somaram 6,894 milhões de toneladas do cereal, 3,7% a mais que em 2024.
Com estoques domésticos confortáveis, pesquisadores do Cepea explicam que empresas domésticas iniciam 2026 sem uma forte presença no mercado interno.
Diante da retração compradora, o preço pago ao produtor caiu na semana passada na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
Já no mercado de lotes, as cotações subiram (com exceção do Paraná), refletindo o recuo dos vendedores, que aguardam valores mais atrativos com o avanço da entressafra.



