Bovinos / Grãos / Máquinas Artigo
Soja travada e a revisão da venda futura
A venda antecipada de soja com preço travado bem abaixo da cotação na hora da entrega está fazendo o produtor repensar se a entrega da sua produção é o melhor a fazer, ou se tenta ajustar os contratos com a parte compradora

Artigo escrito por Cesar da Luz, especialista em Agronegócio, diretor do Grupo Agro10
O produtor de grãos brasileiro está acostumado com o mercado futuro da soja e do milho. Isso se tornou tão comum a ponto de nas últimas safras, quase metade da produção de soja do Brasil foi vendida antecipadamente. Então, falar de travamento da soja no mercado futuro não é nenhuma novidade.
No entanto, quando o mundo se vê diante de um “novo normal”, sem que nenhuma alma em todo o globo tivesse condições de prever a pandemia que seria provocada pela Covid-19, e o que isso impactaria na vida e nos negócios das pessoas, é preciso, ao menos, que o produtor rural analise as consequências disso nas suas atividades, no campo financeiro.
No que diz respeito aos casos daqueles que travaram a soja a um preço na faixa entre R$ 70 e R$ 80, no primeiro trimestre do ano passado, para entrega a partir de 1º de fevereiro de 2021, quando da colheita do ciclo 2020/2021, é importante buscar um equilíbrio nos contratos diante deste novo cenário de negócios, com custos elevados com a compra de insumos baseada em dólar, e os movimentos do mercado mundial de grãos.
Diante da obrigação contratual de entrega do produto a um preço menor que a metade da cotação no dia da entrega, o produtor nessas condições está em uma encruzilhada: entrega a sua produção e cumpre o contrato, ou promove o distrato, discutindo inclusive o percentual da multa pela inadimplência, geralmente excessiva, bem acima do permitido por lei, fazendo o distrato, ou tentar um realinhamento do valor. Com a parte compradora, antes da entrega dos grãos. Cumprir, meramente, o contrato e entregar sua produção com um preço, em média, menos da metade da cotação atual, significa dizer que o produtor ficará apenas com o ônus e não participará do bônus nesta safra de soja.
Os mais conservadores, com seus paradigmas, costumes e tradições, justamente de onde vem o termo “tradição”, que significa a entrega do que se vende, podem não ver outra opção, senão a de cumprir com o contrato e não aproveitar a ocasião para, quem sabe, repor perdas passadas por frustrações de safras e quando, inclusive, talvez tenha pago “washout”, negociando a recompra dos grãos com seu comprador, como previsto nos contratos internacionais de negociação de commodities, pagando a diferença do preço que vendeu para o preço atualizado do mercado.
Dispensam a oportunidade de fortalecer seu caixa, até mesmo para comprar insumos à vista, ou evitar contrair dívidas e financiamentos, deixando de alavancar sua atividade e de obter maior rentabilidade nesta safra, talvez com o pensamento popular de que: “o que foi combinado não custa caro”. Nesses casos, o ditado deveria ser: “o que foi combinado – diante da mudança de cenário – custará muito caro”, e certamente se vier a optar por não cumprir o combinado, nada o desabonará, e mesmo pagando a multa dos contratos, ainda assim não custará caro ter optado por isso.
Sabe-se que o contrato é um instrumento com o objetivo de ser uma ferramenta para a gestão do risco de oscilação de preço, utilizado pelos personagens do mercado, incluindo o produtor, a indústria, as tradings e os demais players compradores, mas não é razoável, nem justo, e está em total desequilíbrio, forçar o produtor a arcar com os custos de produção, com todos os riscos e ônus da atividade, que se agravam quando há frustrações nas safras, e não poder participar do bônus quando o mercado oferece essa oportunidade.
Sim, as relações comerciais precisam ter regras claras e cláusulas que garantam direitos e obrigações para ambas as partes contratuais. Mas, o que não se pode esquecer é que o próprio contrato inclui cláusulas relativas à rescisão, ou inadimplência, podendo ser cancelado, unilateralmente, ou em comum acordo pelas partes, caso não seja ajustado, afim de evitar prejuízos, seja para o vendedor, ou para o comprador.
Não se pode deixar de mencionar, também, a possibilidade de tornar nulo ou anulável contratos que obriguem uma parte, no caso a do produtor vendedor, a se submeter à uma condição totalmente desfavorável, pois além de custear sua produção, ele se obriga a entregá-la, senão a um preço vil, mas bem abaixo do que o mercado está praticando na entrega do grão.
Nessa situação, promover o distrato, após buscar um entendimento amigável para que o contrato se ajuste ao novo momento, e caso não o consiga junto a parte compradora, o produtor não está cometendo nenhuma ilegalidade, mas apenas defendendo seus direitos em um novo cenário de coisas, seja em razão da questão cambial, que elevou os custos de produção a níveis altíssimos, ou de um movimento atípico do mercado mundial de grãos.
De tal forma que, além de normal e justo, a revisão contratual, ou até mesmo o distrato, se torna um ato legal e nada desabona a parte, até porque o inadimplemento consta no próprio contrato, que possui cláusulas que consideram a possibilidade de rescisão, quando não se consegue aditivar o instrumento, tornando-o mais razoável.
Logicamente, uma ver rompido o contrato, a parte deve se responsabilizar pelo pagamento da multa contratual, por vezes excessiva e abusiva, podendo ser questionada, mas que está prevista nesses casos. Não há sequer necessidade de apresentar motivos para o inadimplemento, até porque, diante dos fatos não há argumentos. Basta comparar o preço travado na venda e a cotação do dia da entrega dos grãos. Ou seja, é uma questão de matemática financeira, pois ao se pegar o papel, uma caneta, “de tampa azul ou não”, e uma calculadora, e fazer as contas, se verá que a relação negocial como está é totalmente desfavorável, desarrazoável ao produtor vendedor.
Neste contexto, é preciso destacar, ainda, mesmo que “en passant”, que a venda futura de grãos está ligada, em muitos casos, ao grave problema de armazenagem no Brasil, insuficiente para uma produção cada vez mais crescente. Assim, o produtor acaba se obrigando a vender o grão que sairá da sua lavoura diretamente para os silos do comprador. Esse movimento foi percebido há tempos por cooperativas e traidings, que passaram a atuar intensamente na compra e no repasse de grãos, promovendo e intensificando o mercado futuro, negociando a soja na Bolsa Mercantil, sendo a CBOT, a Bolsa de Chicago, a maior referência nesse mercado futuro de grãos.
Portanto, o que surgiu com o problema da armazenagem se tornou uma boa maneira de assegurar o preço de venda e faturar no mercado. No caso das tradings e demais players compradores, inclusive das cooperativas da região Sul do país, comprar a soja muito antes do plantio se tornou algo bem vantajoso. Resta-nos saber, agora, se o produtor ficará apenas com a conta para pagar, ou se poderá se servir do bônus da operação.

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Novo presidente da Asbram destaca momento histórico da carne bovina brasileira
Rodrigo Miguel assume a entidade defendendo avanço em tecnologia, sustentabilidade e preparação do setor para novos desafios.

O Brasil vive um momento único na carne bovina, com recorde mundial na produção e exportação, preços crescentes e vendas para 150 países. E o panorama deve permanecer crescente. Mas o segmento necessita estar pronto para desafios como sanidade, qualidade e respeito ao meio ambiente. Além de adequar o fluxo de embarques a ciclos pecuários cada vez menos imprevisíveis.
O panorama foi desenhado pelo médico-veterinário e tarimbado executivo Rodrigo Miguel, que tomou posse como novo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM) no fim de fevereiro, sucedendo Fernando Cardoso Penteado Neto, em uma cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O novo vice-presidente é Leonardo Matsuda. E Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A ASBRAM representa 71% das empresas do setor, que mantém no campo mais de 14 mil profissionais, na assistência técnica ao lado dos pecuaristas.
“Chego muito otimista e com energia para alertar nossos pecuaristas que o mundo moderno exige velocidade e não podemos perder o momento atual maravilhoso para o boi brasileiro. O mundo precisa de carne e só nós podemos ofertar nesses volumes que estamos embarcando. Avançando em sustentabilidade ambiental, financeira e em tecnologia. Porque a exportação não pode ficar refém dos ciclos. E temos que ficar atentos ao fato de que 70% da carne fica no mercado interno. Qualquer desequilíbrio pode ser problemático. Vamos ouvir as vozes das diferentes realidades produtivas do Brasil, manter o Painel de Comercialização como referência de negócios e atuar em nome de nossas empresas e de nosso mercado”, garantiu Rodrigo Miguel, que vai dirigir a entidade até o fim de 2027.
O novo presidente ainda apontou que o caminho da produção bovina é claro. Não precisa desmatar, deve usar cada vez mais tecnologia, adaptada aos formatos locais, em áreas menores. “Assim, produziremos e exportaremos cada vez mais alimentos. Vou procurar orientar minha presidência em pilares como visão, coragem, transparência, clareza, humildade e consciência do aprendizado para orientar a execução”, concluiu.
A noite começou com uma palestra do nutrólogo, professor e pesquisador Wilson Rondó Junior, autor do livro que trata dos benefícios da carne vermelha, que falou sobre ‘Uma nova luz sobre a alimentação saudável’. Ele destacou os benefícios ancestrais proporcionados pela proteína e as gorduras saturadas, como crescimento do cérebro, saúde e proteção contra diversas doenças. E as qualidades do rebanho brasileiro que vive essencialmente do pastejo.
“O mundo vive hoje uma inflamação silenciosa, com o uso excessivo de gorduras à base de grãos. Principalmente, obesidade, diabetes e doenças coronárias. Deveríamos rezar pelos bovinos todos os dias porque eles proporcionam alimentos mais saudáveis, com mais Ômega3”, defendeu. E ainda nomeou as principais informações falsas relacionadas a um pretenso perigo no consumo da proteína animal, propagandeadas ao longo dos últimos cem anos. “Carne e leite são fontes poderosíssimas, deveriam fazer parte da dieta de todas as pessoas. Porém, as novas pesquisas já atestam que o correto é o sinal verde para a carne vermelha”, acrescentou.
Na sequência, Fernando Penteado fez um balanço dos dois anos de seu mandato, elogiando o trabalho das equipes e enfatizando que o preparo técnico das indústrias precisa caminhar ao lado dos resultados financeiros. “O importante é estarmos juntos como agora. Sendo assim, vamos alcançar todos os nossos propósitos”, referendou.
“Confio demais na pecuária brasileira e saio depois de dois anos muito profundos, de amadurecimento. Alcançamos o número mágico de cem associados, alcançamos quatro mil profissionais acompanhando nossas reuniões mensais pessoalmente ou pela internet, e fortalecemos nosso caixa. A ASBRAM vai permanecer atuando forte, com seu exército de 14 mil profissionais no campo, todo santo dia. Seguiremos juntos”, falou Fernando Penteado.
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Fundocarne lança campanha Carne Gaúcha é Diferente
Iniciativa busca valorizar a produção do Rio Grande do Sul, aproximar produtores e frigoríficos e posicionar o produto como carne de identidade própria.

O Fundo de Promoção da Carne Gaúcha (Fundocarne), deu seu primeiro passo em uma nova estratégia da carne bovina gaúcha. Unindo produtores, através do Instituto Desenvolve Pecuária e frigoríficos, por meio do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), o fundo atua na valorização da carne bovina produzida no estado.
O projeto busca aproximar produtores e frigoríficos para promover o produto nos mercados nacional e internacional, posicionando a carne gaúcha como um item diferenciado e com identidade própria. “O fundo nasce com esse desafio de tirar o pecuarista da comodidade e comunicar o que nós temos”, afirma a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli.

Fotos: Shutterstock
A primeira campanha oficial do fundo, intitulada “Carne Gaúcha é Diferente”, foi lançada com um vídeo institucional que destaca as particularidades do bioma Pampa e a tradição do churrasco local. A peça utiliza imagens reais de nove propriedades rurais do Rio Grande do Sul para reforçar a conexão entre o produto e a cultura gaúcha. “Nós temos um bioma exclusivo e uma tradição que ninguém mais tem. O vídeo mostra que o nosso churrasco não é apenas cultura, é um processo técnico de excelência que o mundo precisa reconhecer e remunerar”, destaca a dirigente.
Logo após o lançamento outras entidades e empresários já se interessaram em fazer parte do movimento. O Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Rio Grande do Sul, Sindiler, e alguns associados já anunciaram que vão entrar para o Fundocarne. Reuniões com o setor de varejo também estão avançando.
O funcionamento do Fundocarne baseia-se em contribuições voluntárias de ambos os elos da cadeia. No setor industrial, 17 frigoríficos participantes comprometeram-se com a doação de R$ 0,50 por animal, do total de abates. Por parte dos produtores rurais, a participação ocorre por meio de doações espontâneas em eventos, leilões e abates, com valores que variam conforme a adesão individual. Segundo Antonia Scalzilli, a união é fundamental para o setor: “A cadeia se uniu; a indústria frigorífica está ao lado dos pecuaristas para somar, junto ao varejo e todos aqueles que vivem da cadeia da carne”, relata.
Os objetivos centrais do Fundocarne incluem a promoção da qualidade e da responsabilidade ambiental e sanitária da produção gaúcha, visando elevar o consumo e a rentabilidade. A estratégia foca em transformar a percepção da carne de uma commodity para um produto de valor agregado, utilizando dados e comunicação ativa. Conforme explica Antonia Scalzilli, o propósito é reconectar o campo com a população urbana: “Queremos impactar os melhores mercados brasileiros com essa experiência da carne e colocar o sul do Brasil no mapa do mundo como um lugar de referência”, afirma Antonia.
Repercussão

A repercussão do lançamento inicial atingiu públicos externos à bolha do agronegócio, gerando engajamento em centros urbanos e reconhecimento de lideranças do setor em todo o país. Para a presidente do Instituto, o movimento de comunicação gerou um ciclo de retorno imediato para a instituição. “A nossa campanha já rompeu a bolha e voltou. Lançamos o ‘ping’ e agora recebemos o ‘pong’, com o reconhecimento de ícones da pecuária brasileira e de pessoas de fora do setor que se sentiram representadas”, explica Antonia.
Logo nas primeiras horas após a publicação no Instagram, o vídeo alcançou dezenas de milhares de visualizações. Além das redes sociais, o material circulou também nos grupos de Whatsapp, alcançando diferentes públicos de dentro e de fora do estado e até do país.
O vídeo está disponível no link, acesse clicando aqui.
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Programa de Melhoramento Genético eleva padrão da raça Angus no Brasil
Mais de 548 mil animais avaliados e testes de DNA permitem selecionar animais de alto desempenho, adaptados a diferentes sistemas produtivos.

O progresso da raça Angus na pecuária brasileira se consolidou, nas últimas décadas, por meio de uma base técnica robusta e do uso estratégico de dados. Números acumulados ao longo de mais de 30 anos de avaliações conduzidas pelo Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) revelam uma evolução consistente: a base raça hoje conta com 548.196 animais avaliados em rodagem semanal, formando uma base genética sólida que permite selecionar indivíduos superiores com alta precisão.
Os dados fenotípicos, ou seja, aqueles observados no campo, demonstram a evolução visual do rebanho, e o sucesso do programa deve ser compartilhado de forma equilibrada com as DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie). Elas são o indicador mais preciso do ganho real, pois utilizam cálculos estatísticos para isolar influências externas, como regime alimentar, idade do animal e variações de ambiente, focando exclusivamente no potencial genético que será transmitido aos filhos.
“O peso ao nascer permaneceu estável ao longo do tempo, mesmo com ganhos expressivos nas características de crescimento e carcaça. Isso só foi possível porque a avaliação genética permitiu identificar indivíduos que entregavam mais desempenho sem aumentar os riscos”, afirma Laerte Afonso Rochel, coordenador do Programa. Os registros históricos confirmam essa estabilidade: em 1992, a média para machos era de 34,11 kg; em 2023, o índice fechou em 34,28 kg, garantindo facilidade de parto e eficiência reprodutiva.
Evolução em carcaça

Fotos: Shutterstock
A partir dos anos 2000, o foco na qualidade e quantidade de carcaça foi intensificado através de medições por ultrassom, cujos dados também são processados via DEPs para garantir que o ganho seja genético e não apenas fruto de trato nutricional. Na prática, a raça evoluiu significativamente em Área de Olho de Lombo (AOL), que saltou de uma média bruta de 46,48 cm² no início das avaliações para 70,14 cm² em 2023. Quanto maior a AOL, maior o rendimento de cortes nobres, como contrafilé e picanha.
Na qualidade, a seleção busca uma maior deposição de gordura intramuscular (marmoreio) e um equilíbrio na gordura subcutânea. O objetivo é garantir, com a gordura subcutânea suficiente, o isolamento térmico necessário para o processo industrial de transformação do músculo em carne, sem o excesso que gera custos elevados ao produtor e desperdício ao frigorífico, já com o incremento na gordura intramuscular conseguimos produzir cortes mais suculentos e saborosos.
O salto da genômica
A incorporação da avaliação genômica representou o ponto de virada para aumentar a acurácia das DEPs, permitindo conhecer o potencial de um animal antes mesmo de ele deixar a progênie. Atualmente, o programa conta com 23.228 animais genotipados. O crescimento nesta área é acelerado: entre 2021 e 2025, a quantidade de animais com leitura de DNA vinculada ao programa praticamente quintuplicou.

Para Luis Felipe Cassol, presidente do Conselho Deliberativo Técnico da Associação Brasileira de Angus, a ampla base genética da raça contribui para a adaptação a diferentes sistemas produtivos. Segundo ele, a experiência acumulada mostrou que selecionar apenas para crescimento pode elevar a exigência nutricional além da capacidade do sistema produtivo, reforçando a importância de um animal equilibrado entre desempenho, qualidade de carne e funcionalidade.
Além do desempenho produtivo, as tendências apontam para uma característica clara de adaptação: a redução do pelame. A seleção tem priorizado animais de pelo curto e liso, mais preparados para o clima e os sistemas de produção brasileiros.
Próxima etapa: eficiência e resistência

Foto: Pixabay
Com custos de produção crescentes, características como eficiência alimentar e resistência a parasitas ganham protagonismo. Para Rochel, o objetivo é produzir animais capazes de manter desempenho e qualidade consumindo menos e com maior adaptação.
Para Cassol, o desafio é buscar um Angus equilibrado, que entregue desempenho e qualidade dentro do ambiente em que será criado. “A ampla base genética da raça permite trabalhar diferentes perfis de animais conforme o ambiente de produção, evitando que a busca por crescimento aumente excessivamente a exigência nutricional dos rebanhos”, pontua.



