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Soja no Paraná terá seguro rural com subvenção variável conforme manejo do solo

Projeto-piloto do ZarcNM começa na próxima safra e premia boas práticas com maior apoio financeiro.

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Foto: Antonio Neto

Com um projeto-piloto no Paraná, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para cultura da soja irá considerar, a partir da próxima safra, também a adoção de boas práticas de manejo do solo que aumentam o volume de água disponível para as plantas. A partir de agosto, os produtores que aderirem ao projeto terão acesso a percentuais diferenciados de subvenção nas apólices do seguro rural, de acordo com o nível de manejo adotado na propriedade. A inovação da proposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa no Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) pretende contribuir para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pela soja.

A Instrução Normativa Nº 2 de 2025, que regulamenta o ZarcNM, foi publicada no Diário Oficial em 9 de julho, após a Resolução nº 107 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural que aprovou as regras do projeto-piloto. Com isso, o manejo adotado entra no cálculo para avaliação do risco climático da cultura. Nesta fase inicial do projeto, o Mapa destinou R$ 8 milhões.

Foto: Shutterstock

Segundo o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério, Diego Melo de Almeida, o projeto concretiza a evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). “Esse é um caminho que nós temos perseguido com a Embrapa há, no mínimo, dois anos. A safra de verão será o pontapé inicial, mas esperamos seguir no aprimoramento da metodologia e ampliar o alcance e a alocação de recursos para as próximas safras”, revela.

O pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), diz que essa atualização é crucial em períodos de escassez hídrica, que atualmente representa a principal causa de perdas na produção de grãos de soja no Brasil. “O ZarcNM evidencia a redução de risco por meio de uma estratégia de manejo bem conduzida, uma informação fundamental para o produtor, para as atividades de planejamento agrícola e para o seguro rural”, explica Farias.

De acordo com o cientista, a adoção de práticas conservacionistas é determinante para aumentar a infiltração de água e reduzir o escorrimento superficial, comuns durante chuvas intensas e em grandes volumes. Junto a outras práticas de manejo do solo, elas promovem maior disponibilidade de água às plantas.

Quanto melhor o nível de manejo, maior a subvenção do seguro

O pesquisador explica que o ZarcNM passará a considerar quatro Níveis de Manejo (NMs), definidos a partir de seis indicadores. Os percentuais de subvenção no seguro rural serão maiores conforme a qualidade do manejo: 20% para as áreas classificadas como Nível de Manejo 1 (NM1), 25% para NM2, 30% para NM3 e 35% para NM4. Pela regra atual do PSR, o percentual de subvenção padrão para a soja é de 20%.

Com base em avaliações de campo conduzidas pela Embrapa em 62 propriedades do Paraná e 201 locais do Mato Grosso do Sul, foi possível validar a metodologia de classificação. Farias explica que o segundo nível do ZarcNM, o NM2, representa a média dos manejos de solo até então adotados nesses estados.

Por outro lado, os níveis seguintes (NMs 3 e 4) pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo, por intermédio do aprimoramento das práticas de manejo. Dessa forma, esses manejos aumentam a disponibilidade hídrica e, assim, reduzem os riscos de falta d’água às culturas.

Já a classificação NM1 revela áreas manejadas de forma inadequada, apresentando limitações nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e, consequentemente, maiores riscos de perdas por déficit hídrico. “O aprimoramento do manejo do solo, por meio de técnicas e práticas comprovadamente eficazes, leva a um aumento significativo na produtividade das culturas, à redução do risco de perdas causadas por condições de seca e ao aumento da fixação de carbono no solo. Além disso, promove a conservação tanto do solo quanto dos recursos hídricos”, explica Farias.

Para o pesquisador, a adoção dos níveis de manejo nos trabalhos de Zarc permite delimitar as áreas e identificar os períodos de menor risco climático para a implantação da cultura da soja no Brasil. O risco é contemplado não só devido à composição textural do solo, mas também decorrente da interação com o nível de adoção de diferentes práticas de manejo do solo.

Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc Embrapa e pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), acrescenta que o ZarcNM possibilita avaliar com maior precisão o risco associado a cada classe de manejo. “Esse refinamento pode ajudar a identificar oportunidades de ampliação de regiões ou de épocas de cultivo para sistemas de produção em níveis de manejo maiores, com menos risco”, completa.

O mecanismo de subvenção diferenciada do programa de seguro rural vinculado à classificação de nível de manejo também visa incentivar os produtores a adotarem boas práticas e tecnologias mais produtivas e sustentáveis, além de reconhecer aqueles que já fazem isso. “A classificação ZarcNM deve ajudar o produtor a fazer um diagnóstico rápido do seu sistema de produção e identificar pontos-chave que, se corrigidos, podem contribuir para aumentar sua produtividade”, analisa Monteiro.

Indicadores

“Quanto melhor o manejo e maior o histórico de boas práticas, melhores as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, maiores o teor de matéria orgânica, a redistribuição hidráulica, o crescimento do sistema radicular e a produtividade”, ressalta Farias.

Na avaliação do pesquisador, a classificação em níveis de manejo é fundamentada em indicadores objetivos e verificáveis, o que possibilita a implementação de mecanismos de fomento ou incentivos que promovam a melhoria do manejo do solo dentro de programas de política agrícola.

Os seis indicadores considerados são: tempo sem revolvimento do solo, porcentagem de cobertura do solo em pré-semeadura (palhada), diversificação de cultura nos três últimos anos agrícolas, percentual de saturação por bases, teor de cálcio e percentual de saturação por alumínio. Além dos indicadores quantitativos, alguns pré-requisitos precisam ser observados como, por exemplo, semeadura em contorno ou em nível.

As informações detalhadas sobre a metodologia de classificação podem ser consultadas na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Como vai funcionar

O objetivo do projeto-piloto para a safra 2025/2026 no Paraná é testar o fluxo operacional de uso do ZarcNM no PSR, vinculado a subvenções diferenciadas. A partir dos critérios e indicadores definidos na metodologia, a classificação do nível de manejo da propriedade ou talhão será calculada de forma automatizada por meio de uma plataforma digital desenvolvida pela Embrapa Agricultura Digital, o Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM).

Ele vai funcionar com três conjuntos de informações. O primeiro se refere aos dados para identificação da propriedade e histórico da área, como informações sobre operações mecanizadas, intervenções no solo e cultivos pré-semeadura, importantes para a classificação. O segundo conjunto são informações obtidas por meio de sensoriamento remoto e geoprocessamento, utilizadas para verificação da área. Por fim, o terceiro engloba os resultados das análises de solo de rotina, mas com geolocalização das amostras.

Assim que as informações da área de produção são registradas, o SINM gera a classificação do nível de manejo. Com isso, a seguradora irá submeter a proposta ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que fará a atribuição do percentual de subvenção correspondente ao nível alcançado.

A inserção das informações no sistema será realizada por meio de operadores credenciados previamente, como as cooperativas, seguradoras, laboratórios de análise de solo, empresas de geoprocessamento, órgãos públicos de assistência técnica, entre outros atores interessados. Equipes da Embrapa e do Mapa vem realizando reuniões técnicas com representantes das cooperativas e prestadores de serviço para apresentar o projeto-piloto do ZarcNM e tirar dúvidas sobre o fluxo de operação.

Monteiro avalia que as cooperativas têm um papel fundamental nessa fase de implementação do projeto-piloto do ZarcNM no PSR. “Algumas cooperativas já mantêm programas de capacitação de produtores e monitoramento da qualidade do manejo nas lavouras, elas têm contato com agricultores que adotam boas práticas, então podem atuar como facilitadoras”, explica.

Uma das cooperativas que participará da fase de implementação do projeto-piloto é Cocamar. “Sempre buscamos estar na linha de frente da inovação no agronegócio, principalmente quando essas inovações beneficiam nossos cooperados. Por isso, participar do projeto-piloto do ZarcNM, em parceria com a Embrapa, será uma experiência extremamente relevante. Selecionamos 20 cooperados que são referência em boas práticas agrícolas para implementar a proposta e testar na prática a nova metodologia baseada em níveis de manejo”, conta o gerente-executivo técnico da Cocamar, Renato Watanabe.

Foto: Jaelson Lucas

De acordo com Watanabe, um dos principais desafios foi enquadrar os produtores dentro desses níveis de forma criteriosa, já que cada realidade no campo é única. Ainda assim, a expectativa é que os resultados serão muito positivos. “O ZarcNM traz uma nova perspectiva para a análise de risco climático e abre caminho para políticas públicas mais justas e eficientes, principalmente no acesso ao crédito e ao seguro rural. Acreditamos que essa nova abordagem vai estimular a adoção de práticas mais sustentáveis, além de fortalecer a resiliência das lavouras frente aos desafios climáticos”.

O SINM funciona através de Interface de Programação de Aplicações (APIs), um conjunto de protocolos que permite a comunicação de um sistema para outro, de forma automática e sem manipulação direta dos dados. “Estamos construindo um caminho alternativo para viabilizar a subvenção diferenciada para quem comprova boas práticas, em que a rastreabilidade, a transparência e a verificabilidade das informações são essenciais para todas as partes”, ressalta Monteiro.

Aqueles que quiserem se credenciar para prover serviços ao setor produtivo como operadores do sistema precisam comprovar capacidade técnica e, no caso dos laboratórios, devem também ter a aprovação em algum dos programas de proficiência em análises de solo. “Neste momento, procuramos facilitar as articulações entre cooperativas, seguradoras, empresas de sensoriamento remoto e laboratórios para atuarem em conjunto e ofertarem soluções integradas, de forma a facilitar a obtenção e registro dos dados necessários para a classificação do manejo”, relata Monteiro.

Candidatos a operadores do SINM podem consultar a documentação técnica e solicitar o credenciamento por meio de um formulário disponível neste link.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja

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Mercado de commodities inicia 2026 com projeções mistas em meio às incertezas econômicas globais

Tensões nas relações comerciais, incertezas com a política econômica e fatores setoriais devem marcar este ano, aponta a StoneX.

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Foto: Divulgação/Agência Gov

Em 2026, o complexo de commodities deve apresentar um desempenho entre a estabilidade e uma leve tendência de queda, influenciado principalmente pelo comportamento esperado das matérias-primas energéticas, que têm grande peso nos índices globais do setor. No entanto, essa dinâmica não deve se repetir de maneira uniforme entre as demais categorias de bens primários. Quem afirma é o gerente de Inteligência de Mercado da StoneX, Vitor Andrioli, em relatório especial divulgado nesta terça-feira (27) sobre as Perspectivas para Commodities 2026.

Gerente de Inteligência de Mercado da StoneX, Vitor Andrioli – Foto: Divulgação/StoneX

A economia mundial em 2025 superou expectativas apesar do impacto das tarifas americanas, que mudaram o comércio internacional. Para 2026, espera-se ritmo de crescimento semelhante, mas com riscos elevados pela instabilidade da política econômica dos EUA, incertezas sobre o Federal Reserve e no cenário geopolítico.

Andrioli destaca que apesar dos investimentos em Inteligência Artificial favorecerem a manutenção do otimismo no ambiente de negócios e a perspectiva de ganhos de produtividade em diversas indústrias, essa expansão está vulnerável a mudanças nas condições de crédito e à capacidade das empresas de tecnologia em gerar resultados sólidos.

Agronegócio

No segmento de grãos e oleaginosas, a StoneX afirma que a soja segue com balanço global confortável, com destaque para novo recorde de produção no Brasil, estimado atualmente em 177,6 milhões de toneladas. Para o milho, a sobreoferta nos EUA pressiona preços, enquanto no Brasil a próxima safrinha ainda está indefinida, mas a participação do país como exportador deve cair devido ao mercado interno aquecido pelo etanol.

Foto: Claudio Neves

Entre as soft commodities, café e cacau mostram recuperação na produção dos principais exportadores, mas estoques globais ainda restritos; o açúcar mantém viés de baixa com superávit previsto, enquanto o algodão inicia 2026 com ampla oferta e menor área plantada no Brasil e Austrália.

Nos fertilizantes, o grupo ressalta que as restrições de oferta mantêm os preços elevados, com destaque para a alta da amônia, devido a problemas de produção, impactando os custos de fabricação da ureia, além de uma possível suspensão das exportações chinesas de fosfatados. Instabilidade no Irã e Venezuela também adiciona riscos à disponibilidade e aos custos dos fertilizantes que esses países exportam ao Brasil e à Índia.

Energia

O petróleo tende a seguir um balanço confortável, com a perspectiva de uma demanda em crescimento mais modesto e o aumento de produção no Brasil, Canadá, Guiana e Argentina. O gás natural tem preços sustentados nos EUA, enquanto Europa e Ásia enfrentam demanda fraca e oferta abundante.

Metais

Nos metais, o ouro e a prata se valorizam com a busca por proteção financeira e o descompasso entre a demanda aquecida, seja pelo uso industrial ou

Foto: José Cruz/Agência Brasil

pelo setor de IA, e um crescimento menos acelerado da oferta.

Real brasileiro

No âmbito doméstico, a questão fiscal ainda é uma vulnerabilidade para a valorização do real, que pode se tornar mais evidente em um ano de eleições polarizadas e com poucas chances de avanço de pautas econômicas no Congresso. Ao mesmo tempo, o diferencial de juros do Brasil deve seguir elevado, com a expectativa de redução bastante gradual da Selic, favorecendo o real ao incentivar a entrada capitais de curto prazo.

Sobre o relatório

A StoneX lançou nesta terça-feira (27) a 34ª edição do Relatório de Perspectivas para Commodities, que traz análises abrangentes sobre os mercados de grãos, energia, fertilizantes, soft commodities, metais e câmbio. Produzido pela equipe de Inteligência de Mercado, com apoio de especialistas internacionais, o documento delineia as expectativas para 2026, marcadas por tensões nas relações internacionais, incerteza em relação à política econômica e fatores específicos que afetam cada segmento do setor.

O Relatório de Perspectivas para Commodities pode ser baixado de forma gratuita aqui.

Fonte: Assessoria StoneX
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Mesmo com altas temperaturas e chuvas irregulares, soja e milho avançam no Paraná

Boletim do Deral aponta bom desempenho das lavouras, mas alerta para estresse hídrico e riscos ao potencial produtivo em algumas regiões.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

O boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), referente ao período de 20 a 26 de janeiro, aponta um cenário climático marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e ocorrência de chuvas irregulares, fatores que influenciaram diretamente o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26 em todo o Estado.

Foto: Jaelson Lucas/AEN

As informações climáticas são baseadas nos dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). O Deral é vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Segundo o relatório, nos dias 20 e 21 de janeiro as regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste registraram elevação das temperaturas, enquanto o Leste e o Centro-sul tiveram maior nebulosidade e clima mais ameno.

Entre os dias 22 e 24, o tempo permaneceu quente e relativamente estável, com sol entre nuvens e pouca chuva entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral. Já no dia 25, o Interior manteve temperaturas elevadas, com pancadas fracas e aumento do risco de incêndios florestais, enquanto no dia 26 o forte aquecimento favoreceu a ocorrência de chuvas típicas de verão no período da tarde.

Nesse cenário, a soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, com predomínio das fases de frutificação, enchimento

Foto: Divulgação

de grãos e início de maturação. Ainda conforme o boletim, apesar do bom desenvolvimento em diversas regiões, há contrastes climáticos significativos: enquanto a umidade do solo sustentou o crescimento em algumas áreas, a estiagem e as altas temperaturas provocaram estresse hídrico em outras, especialmente em solos mais leves, com possível redução do potencial produtivo. A colheita iniciou de forma pontual e deve se intensificar nas próximas semanas.

Já o milho da primeira safra encontra-se majoritariamente nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, apresentando bom aspecto geral das lavouras. Em algumas regiões, o ciclo foi alongado em função das condições climáticas, o que tem retardado o início da colheita, mas as perspectivas seguem positivas.

O plantio do milho de segunda safra avança conforme a liberação das áreas e a disponibilidade de umidade no solo. O feijão da primeira safra está com a colheita em fase final ou já encerrada em parte do Estado, com resultados variáveis e impacto dos preços sobre a rentabilidade dos produtores.

Entre outras culturas acompanhadas pelo Deral, a batata da primeira safra avança para o fim da colheita, com boa qualidade dos tubérculos, porém enfrenta dificuldades de comercialização devido à ampla oferta no mercado. A cana-de-açúcar segue em pleno desenvolvimento vegetativo, enquanto a mandioca mantém colheita contínua, impulsionada pelo retorno das indústrias, apesar dos preços considerados baixos.

A fruticultura apresenta colheita ativa e qualidade satisfatória, e as pastagens seguem com bom volume de massa verde, refletindo as condições favoráveis de temperatura e umidade observadas no período.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Há 111 anos

SIF fortalece a segurança alimentar e amplia presença da agropecuária brasileira no exterior

Criado em 1915, Serviço de Inspeção Federal fiscaliza mais de cinco mil plantas, dá lastro às exportações e virou peça-chave da defesa sanitária do país.

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Foto: Divulgação/Mapa

Com o objetivo de garantir a segurança dos alimentos, o controle sanitário e a padronização da qualidade, em 27 de janeiro de 1915 foi instituído o Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsável por fiscalizar produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis. “O Serviço de Inspeção Federal é um dos pilares da defesa agropecuária brasileira. Ao longo de mais de um século, o SIF construiu credibilidade, garantiu a segurança dos alimentos e fortaleceu a confiança do mercado interno e internacional nos produtos de origem animal do Brasil”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Foto: Divulgação

Anteriormente denominado Serviço de Inspeção Veterinária das Fábricas de Produtos Animais, o SIF fiscaliza toda a cadeia produtiva de produtos de origem animal, desde a inspeção nas empresas de abate até os produtos que chegam aos consumidores, como carnes, ovos, leite e derivados, por meio do selo presente nas embalagens. O Serviço também atua no controle de produtos como farinha, gorduras industriais e colágeno.

O Sistema é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária. O Dipoa supervisiona todo o processo de fiscalização, assegurando a qualidade dos produtos. Atualmente, são mais de cinco mil estabelecimentos registrados no Brasil. Somente em 2025, foram registrados 169 novos estabelecimentos, garantindo a segurança alimentar dos produtos comercializados no mercado interno e externo.

Foto: Divulgação

Em 1952, foi instituído o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), com o objetivo de normatizar a inspeção industrial e sanitária desses produtos. Entre as décadas de 1970 e 1990, a atuação do SIF foi ampliada, passando a abranger a industrialização, o armazenamento e a rotulagem. Já em 2003, foi criado o Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF), responsável pelo gerenciamento do SIF e pela automação dos processos.

A capacitação dos servidores do Dipoa é parte fundamental da história do SIF. O desenvolvimento de cursos e materiais técnicos tem fortalecido a qualificação do quadro técnico do Departamento, promovendo a padronização de procedimentos, o alinhamento às exigências nacionais e internacionais e a constante atualização frente aos desafios da fiscalização. Em 2025, essa trajetória de expansão foi consolidada, com o registro do maior número de turmas e participações já realizadas: foram 51 cursos e mais de 3,3 mil participantes.

Essencial para a expansão da agropecuária brasileira no exterior, o SIF contribuiu para mais de 527 novas aberturas de mercados, reflexo de uma defesa agropecuária eficiente, pautada na fiscalização e na segurança sanitária.

Fonte: Assessoria Mapa
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