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Soja, milho e café puxam mercado de biocontrole no Brasil
Desde 2015, Bahia, Goiás, Minas Gerais e São Paulo sofrem com alta incidência de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), avançando – a partir de 2019 – para os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde prejuízos de até 80% na produção foram vistos nas últimas safras.

Antes mesmo da pandemia do novo Coronavírus, as lavouras brasileiras demandavam as chamadas “tecnologias limpas” para o controle de pragas e doenças, setor que tende triplicar de tamanho até 2030, segundo projeções de Marcelo Morandi, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.
Em 2023, o mercado de biocontrole já movimenta uma cifra de R$ 3 bilhões, vindo de um crescimento de 60% entre os anos de 2018 e 2022. Esta solução inovadora e necessária é, atualmente, utilizada em 20 milhões ha de soja, 10 milhões ha de milho, 6 milhões ha de cana e 400 mil ha de café.
“Somente entre as duas safras mais recentes o mercado de biocontrole mais que dobrou de tamanho, muito impulsionado pelo advento da cigarrinha do milho, vetor de uma doença altamente destrutível e com grandes impactos na produtividade”, aponta Bernardo Vieira, responsável pela área técnica de Controle Biológico da Rovensa Next Brasil.
Vieira ressalta ainda outro ponto favorável à expansão do uso de produtos biológicos no curto prazo: a pressão internacional dos consumidores, que estão fazendo os agricultores a investir em produtos de baixo impacto ao meio ambiente e zero resíduo nos alimentos. É o caso de cafeicultores certificados, por exemplo. Antes de exportarem seus produtos, eles precisam comprovar a qualidade do grão em rigorosas auditorias.
“Contudo, o maior catalisador deste crescimento é a eficiência comprovada dos defensivos biológicos, pois, se ganhos em produtividade e rentabilidade não fossem observados, nada justificaria sua ascensão safra após safra”, avalia Vieira.
Cigarrinha do milho é ameaça real
Desde 2015, Bahia, Goiás, Minas Gerais e São Paulo sofrem com alta incidência de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), avançando – a partir de 2019 – para os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde prejuízos de até 80% na produção foram vistos nas últimas safras. A praga carrega consigo os agentes causadores das doenças do enfezamento-pálido (espiroplasma), enfezamento-vermelho (fitoplasma) e virose-da-risca, todas elas com potencial altamente destrutivo.
Além do controle de plantas involuntárias ou tigueras provenientes das colheitas anteriores, que servem de hospedeiras para o inseto, é recomendado o uso de bioprodutos enquadrados no Manejo Integrado de Pragas (MIP), possibilitando matar cigarrinhas, percevejos e pulgões simultaneamente.
Ferrugem e mofo branco
Da mesma forma que a cigarrinha, doenças foliares como as ferrugens da soja (Phakopsora pachyrhizi) e do café (Hemileia vastatrix) são capazes de dizimar as lavouras, com potencial de perdas de até 100% da produção, no caso do café. Já o mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum) pode acabar com as plantações de feijão, soja e algodão, entre outras culturas, além de se tornar um problema endêmico na área, pois, sua estrutura de resistência pode permanecer viável no solo por períodos superiores a dez anos.

Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 4 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
Notícias São Paulo
Campanha de vacinação contra Brucelose no primeiro semestre acaba na próxima terça-feira, 30 de junho
Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no primeiro semestre acaba na próxima terça, dia 30 de junho. A campanha subsequente referente ao segundo semestre de 2026 tem início na quarta-feira, dia 1º de julho com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 31 de dezembro.
Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.
A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.
A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.
Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.
O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.
É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.
Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.
Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.
Notícias Rio Grande do Sul
Febrac reforça prazo para declaração anual de rebanho no Rio Grande do Sul
Atualização deve ser feita por produtores rurais até 30 de junho e abastece a base de dados da defesa sanitária animal

Produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça a orientação a criadores, pecuaristas e associados para que façam a atualização dentro do prazo estabelecido.
De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a campanha busca chamar a atenção para a qualidade dos registros sobre rebanhos e propriedades rurais. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, destaca.
Segundo Martins, a atualização da base de dados ajuda o sistema de defesa agropecuária a organizar respostas em caso de ocorrências sanitárias. Para o dirigente, a precisão dos registros interfere diretamente na capacidade de atuação diante de situações que possam afetar a pecuária gaúcha. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, afirma.
O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à declaração do Imposto de Renda, pelo caráter periódico e pela necessidade de atualização dos dados. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.
A declaração pode ser realizada pela internet, no Produtor Online, do Sistema de Defesa Agropecuária, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. O atendimento presencial também ocorre nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.
Martins afirma que a orientação da Febrac é para que os produtores não deixem a entrega para o fim do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, conclui.



