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Notícias Segundo Associação

Soja do Brasil pode competir por demanda da China apesar de acordo

Termos do acerto também foram vistos com cautela no governo brasileiro

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O acordo comercial de Fase 1 entre Estados Unidos e China assinado na semana passada pode não ser tão negativo para exportações de soja do Brasil, diante de afirmativa dos chineses de que um prometido aumento em compras de produtos norte-americanos seguirá “condições de mercado”, disse à Reuters o dirigente de uma associação de exportadores.

Os termos do acerto, que geraram dúvidas nos mercados sobre a possibilidade de a China entregar as compras de produtos americanos prometidas, também foram vistos com cautela no governo brasileiro, disseram duas fontes em Brasília que falaram sob a condição de anonimato.

“Eu duvido muito que a China, com a força que tem, vai aceitar algo ‘goela abaixo’. Duvido que ela vai parar o esforço de diversificar seus fornecedores”, afirmou uma fonte do governo à Reuters, sob a condição de anonimato.

O vice-premiê chinês Liu He afirmou que outros fornecedores de commodities agrícolas para a China não serão impactados pelo acordo com os norte-americanos e que os negócios serão fechados de acordo com a “competitividade” das ofertas, segundo reportagem da estatal CCTV na quinta-feira (16).

O compromisso assinado entre as duas maiores potências globais inclui promessa da China de comprar ao menos 12,5 bilhões de dólares adicionais em produtos agrícolas dos EUA em 2020, tendo como base o nível de 2017, além de ao menos mais 19,5 bilhões de dólares em 2021.

O jornal chinês Global Times publicou na quarta-feira afirmação de um economista de um centro de estudos estatal segundo a qual a China elevará significativamente importações de soja dos EUA.

“Tem que ficar atento e alerta, mas esperar para ver se vai ser assim e se os chineses vão querer (cumprir todos termos do acordo)”, adicionou uma segunda fonte, da área econômica do governo.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, minimizou preocupações e afirmou que os termos finais do acordo foram menos impactantes do que inicialmente esperado.

“O resultado foi muito menos pior do que se desenhou. O acordo saiu pelo piso (32 bilhões de dólares) e não pelo teto como se especulava (50 bilhões dólares) e veio cercado de dúvidas”, disse ele à Reuters.

“O recado dado é que eles (chineses) vão comprar soja pelo menor custo, pelo menor preço, e, nisso a soja brasileira é mais competitiva”, acrescentou o dirigente da AEB.

Aumento na competição

O Centro de Agronegócio Global do Insper também apontou que “ainda é difícil crer na viabilidade do cumprimento integral do acordo anunciado”, ao menos no prazo pretendido, mas destacou que “é inevitável” a perda para os EUA de parte do mercado chinês de soja conquistado durante a guerra comercial.

A previsão do Isper, assim, é de um retorno à “complementaridade” entre exportações de soja para a China provenientes dos hemisférios norte e sul.

A instituição acadêmica ressaltou, no entanto, que os EUA provavelmente não teriam disponibilidade imediata para atender à crescente demanda chinesa, o que “muito dificilmente ocorrerá para patamares tão elevados nos dois anos previstos no acordo”.

Fonte: Reuters
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Notícias Pecuária

Preços da arroba do boi caem com embargos à carne brasileira

Ausência da China no mercado gerou uma série de instabilidades, a começar pelo remanejamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos exportadores

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país ao longo desta semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a ausência da China no mercado gerou uma série de instabilidades, a começar pelo remanejamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos exportadores.

Na quinta-feira, mais quatro países suspenderam preventivamente as importações de carne bovina brasileira, outra notícia negativa para os frigoríficos. “Egito, Irã, Indonésia e Rússia também estão embargando as importações do Brasil. Essa decisão deixa o mercado brasileiro ainda mais tumultuado, intensificando a perspectiva de queda das cotações no curto prazo. O retorno da China às compras é um fator necessário para que o fluxo de negócios se aproxime de sua normalidade, o que não acontecerá de maneira imediata”, apontou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 16 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 305,00 a arroba, estável na comparação com 02 de setembro.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 302,00 a arroba, ante R$ 305,00 a arroba, caindo 0,98%.
  • Goiânia (Goiás) – R$ 285,00 a arroba, contra R$ 295,00 (-3,4%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 305,00 a arroba, ante R$ 309,00 (-1,29%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 285,00 a arroba, contra R$ 300,00 a arroba (-5%).

China

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou à Agência SAFRAS, por meio de nota, que não há ainda uma previsão para a retomada das vendas de carne bovina do Brasil para a China.

Segundo o Mapa, a suspensão das vendas, iniciada no dia 4, continua em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas pelo Brasil após a confirmação de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) registrados nos estados de Mato Grosso e de Minas Gerais, conhecidas popularmente como mal da vaca louca.

Mesmo após a Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) ter confirmado como encerrados os episódios de EEB em território nacional, a Arábia Saudita suspendeu, no último dia 6, as importações de carne bovina de cinco plantas bovinas de Minas Gerais. Segundo o Mapa, as razões estariam ligadas aos casos de mal de vaca louca atípicos registrados no país.

Ainda conforme o Mapa, o Brasil já encaminhou informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita. Estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões”, disse a pasta.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Avicultura

Com demanda aquecida, preços do frango seguem avançando no Brasil

Demanda aquecida tem contribuído para um repasse aos preços, em face aos custos de nutrição animal bastante aquecidos ao longo do ano

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O mercado brasileiro de frango apresentou mais uma semana de cotações firmes, de estáveis a mais altas, para o quilo vivo e para os cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, a demanda aquecida tem contribuído para um repasse aos preços, em face aos custos de nutrição animal bastante aquecidos ao longo do ano.

Para Iglesias, o cenário ainda oferece espaço para reajustes nos preços no curto prazo, embora em menor proporção se comparados à primeira quinzena, com a queda no poder de compra da população.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O preço do quilo do peito passou de R$ 9,70 para R$ 9,75, o quilo da coxa de R$ 8,30 para R$ 8,40 e o quilo da asa de R$ 11,30 para R$ 11,40. Na distribuição, o preço do quilo do peito mudou de R$ 9,90 para R$ 10,00, o quilo da coxa de R$ 8,50 para R$ 8,60 e o quilo da asa de R$ 11,50 para R$ 11,60.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nas cotações ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito avançou de R$ 9,80 para R$ 9,85, o quilo da coxa de R$ 8,40 para R$ 8,50 e o quilo da asa de R$ 11,40 para R$ 11,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito subiu de R$ 10,00 para R$ 10,10, o quilo da coxa de R$ 8,60 para R$ 8,70 e o quilo da asa de R$ 11,60 para R$ 11,70.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 299,74 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 42,82 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 171,35 mil toneladas, com média diária de 24,48 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.749,30.

Na comparação com setembro de 2020, houve alta de 107,17% no valor médio diário, ganho de 60,88% na quantidade média diária e elevação de 28,77% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo avançou de R$ 6,00 para R$ 6,10. Em São Paulo o quilo continuou em para R$ 6,00.

Na integração catarinense a cotação do frango permaneceu em R$ 4,30. No oeste do Paraná o preço continuou em R$ 5,95. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 5,80.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango passou de R$ 5,80 para R$ 6,00. Em Goiás o quilo vivo mudou de R$ 5,80 para R$ 6,00. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 6,00.

Em Pernambuco, o quilo vivo prosseguiu em R$ 6,30. No Ceará a cotação do quilo se manteve em R$ 6,30 e, no Pará, o quilo vivo continuou em R$ 6,50.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Produção

Preços da soja sobem e comercialização ganha ritmo no Brasil

Os preços da soja subiram e a movimentação melhorou nesta semana no mercado brasileiro

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Os preços da soja subiram e a movimentação melhorou nesta semana no mercado brasileiro. A recuperação dos contratos futuros em Chicago, o dólar valorizado frente ao real e os prêmios firmes trouxeram os vendedores de volta ao mercado. As vendas envolveram a safra atual e a nova.

No mercado físico, a saca de 60 quilos subiu de R$ 171,00 para R$ 173,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação avançou de R$ 171,50 para R$ 172,00 a saca. O preço aumentou também em Rondonópolis (MT), passando de R$ 169,00 para 173,50.

No FOB, os patamares também subiram, refletindo o aumento da demanda chinesa. Os compradores se deslocaram do mercado americano, ainda em função dos problemas logísticos causados pelo furacão Ida, para o Brasil. Em Paranaguá, a saca subiu R$ 176,00 para R$ 177,00. Os prêmios seguem firmes tanto para embarque nesse como no próximo ano.

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro acumularam valorização de 0,74% na semana, encerrando a quinta a US$ 12,96 por bushel. Sinais de demanda ainda sustentam as cotações. Mas o mercado perde força com a proximidade da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos.

O dólar comercial seguiu firme durante toda a semana, em torno de R$ 5,27. Na manhã da sexta, a moeda subia mais de 1%, batendo em 1,4%, após o anúncio de aumento no IOF por parte do governo federal.

USDA

O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,374 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,04 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,363 bilhões ou 118,74 milhões. Em agosto, a indicação era de 4,339 bilhões de bushels ou 118,08 milhões de toneladas.

A produtividade foi elevada de 50 bushels por acre para 50,6 bushels, enquanto o mercado estimava 50,3 bushels por acre.

Os estoques finais estão projetados em 185 milhões de bushels ou 5,03 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 178 milhões ou 4,84 milhões de toneladas. No mês passado, os estoques finais estavam estimados em 155 milhões de bushels ou 4,22 milhões de toneladas.

O USDA indicou esmagamento em 2,180 bilhões de bushels e exportação de 2,090 bilhões. Em agosto, os números eram de 2,205 bilhões e 2,055 bilhões, respectivamente.

Em relação à temporada 2020/21, o USDA elevou a previsão para os estoques de passagem de 160 milhões de bushels para 175 milhões – de 4,54 milhões para 4,76 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 166 milhões de bushels ou 4,52 milhões de toneladas.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 384,42 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 98,89 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,9 milhões de toneladas. Em agosto, o USDA indicou produção de 383,63 milhões e estoques de 96,15 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,04 milhões de toneladas, contra 118,08 milhões do relatório anterior. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 101 milhões de toneladas.

Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 363,27 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 95,08 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 92,5 milhões de toneladas.

A produção do Brasil foi mantida em 137 milhões. Já a safra argentina ficou em 46 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi elevada de 97 milhões para 99 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Safras
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