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Software do IDR-Paraná qualifica gestão de fazendas leiteiras e ajuda produtores
Sigeap (Sistema de Gerenciamento e Administração de Projetos Agropecuários) é um programa online que pode ser utilizado em computadores, tablets e smartphones

Um bom gerenciamento da pecuária leiteira é fundamental para o sucesso da atividade. Planejar o trabalho, estabelecer metas e tomar as decisões adequadas são alguns fatores que influenciam os resultados. Para qualificar os trabalhos de campo, o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) iniciou em 2017 a criação de um sistema para automatizar o trabalho dos técnicos e coletar dados, bem como para a análise de resultados. O Sigeap (Sistema de Gerenciamento e Administração de Projetos Agropecuários) é um programa online que pode ser utilizado em computadores, tablets e smartphones.
Atualmente 83 extensionistas do IDR-Paraná estão usando a ferramenta junto a proprietários de gado leiteiro. Entre as propriedades assistidas pela Extensão Rural, 264 já estão cadastradas no sistema. Um projeto-piloto de utilização do Sigeap por parceiros (prefeituras) está em andamento na região de Pato Branco, sob a coordenação do IDR-Paraná, e em breve será levado para outras regiões do Estado.
Luiz Rodolfo Scavazza Gertner, médico veterinário do IDR-Paraná, faz parte da equipe de desenvolvimento do programa. Ele disse que o preenchimento e armazenamento das informações no computador não é o foco da ferramenta, mas sim a possibilidade de analisar esses dados.
“A maior vantagem de ter gestão na unidade de produção é conferir os indicadores para tomar decisões mais assertivas. A interpretação dos dados é importante para saber se uma ação será realmente vantajosa ou prejudicial. Usar esse sistema traz segurança e reduz o tempo de gestão”, afirma. “A finalidade do sistema não é apenas calcular o custo, mas principalmente criar um diagnóstico dos principais pontos de estrangulamento da propriedade e saber onde agir primeiro. O Sigeap auxilia nas tomadas de decisão e de que forma as intervenções devem ser feitas”.
Exemplo
Victor Severino Santana, produtor de Iretama, é um exemplo de como um bom gerenciamento pode mudar os rumos de uma atividade. Com a análise dos números da sua propriedade, ele decidiu alimentar o gado apenas com pasto e silagem, reduzindo o uso de ração comercial. A decisão não poderia ser mais acertada, já que o preço do insumo não parou de subir no último ano. Para levantar informações e melhorar o seu gerenciamento, Santana contou com a assistência dos extensionistas do IDR-Paraná.
O produtor e a esposa, Luciana, há tempos viam a margem de lucro com o leite despencar. Há quase três anos o casal passou a contar com a assistência técnica do zootecnista Jorge André Fernandes, do IDR-Paraná de Iretama, que se propôs a fazer um levantamento de todas as despesas da atividade para descobrir o que estava comprometendo a renda da produção leiteira. Com a análise, ficou claro que a ração comprometia a margem de lucro.
O casal decidiu investir os recursos na adubação das áreas de pasto, produzindo alimento para o rebanho, em vez de gastar com ração. Na ponta do lápis, a atividade leiteira na propriedade precisava de uma produção de 43.066 litros de leite por ano, o que em administração se chama “ponto de lucro normal”. A partir desse patamar o produtor poderia pagar as despesas e ter algum lucro. Os investimentos acertados superaram as expectativas e, no último ano, a produção chegou a 57.253 litros de leite.
Até pouco tempo atrás o casal armazenava os dados de sua propriedade em planilhas, mas desde o começo deste ano eles passaram a contar com o Sigeap como ferramenta digital, facilitando a análise das informações da propriedade do casal, que atualmente conta com 20 animais em lactação. A produtividade média é de 10 litros de leite por animal/dia.
Para Victor Santana, o uso do Sigeap está fazendo toda a diferença. “Começamos a fazer esse trabalho e agora nós estamos vendo para onde está indo nosso dinheiro. Todos os meses o Jorge vem, pega os dados e depois nos mostra os detalhes. Graças à orientação técnica do IDR-Paraná estamos melhorando nossa renda e sabendo onde é melhor investir e onde podemos reduzir os custos”, contou Santana.
Na opinião de Jorge André, um fator que contribui para o sucesso do Sigeap é a dedicação do casal. “Eles já sabem o resultado de se fazer um bom gerenciamento financeiro. Luciana é muito caprichosa na coleta das informações e até me cobra para saber os resultados o mais rápido possível. Eles sabem que estão indo bem, mesmo no período de alta nos preços dos insumos e preço baixo do leite. Esse trabalho mostra que com assistência técnica é possível superar as dificuldades”, destacou.
O extensionista afirma que gerenciar é uma das funções administrativas mais importantes dentro de uma propriedade. “Acompanhando os dados é possível controlar e administrar os custos, com a visão de aperfeiçoar a administração das atividades e desenvolver a capacidade de aumentar a lucratividade da atividade leiteira”, resumiu.
Para ele, é necessário que o produtor perceba o benefício de se ter o controle do quanto gastou, das receitas, do que tem em estoque e o que consumiu. “Este comportamento deve se tornar uma rotina”, destacou o extensionista.
Porém, esse empenho dos produtores não é uma regra no meio rural. Jorge afirma que muitos não têm o hábito de anotar e controlar o que produziu ou gastou na atividade leiteira. “Este é um caminho sem volta. Cada vez mais, será necessário que o produtor tenha o controle financeiro de sua propriedade ou que alguém o faça para ele”, explicou.
Ele entende que, muitas vezes, o produtor não está preparado para calcular os custos de produção da atividade leiteira. Acrescentou que há dificuldade para coletar os dados, compreender e interpretar as informações. Mas Jorge acredita que as barreiras podem ser superadas com uma assistência técnica de qualidade e o uso de ferramentas que vêm se mostrando cada vez mais necessárias para o produtor rural.
Próximos passos
Com o trabalho dos servidores do IDR-Paraná e programadores do Núcleo de Informática da Seab, o Sigeap tem sido aprimorado para atender as necessidades dos técnicos e produtores. “É como qualquer programa que está sempre sendo atualizado para melhor atender os usuários. Ainda tem alguns avanços programados no curto prazo, como relatórios grupais que permitem extrair dados e criar relatórios de grupos de produtores de um ou mais municípios. No médio prazo haverá a evolução para a utilização offline e a criação de um aplicativo”, arrematou.

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Fechamento do Estreito de Ormuz ameaça exportações brasileiras de carne halal, soja e açúcar
Rota estratégica movimenta mais de 28 mil toneladas mensais de carne halal e sustenta fluxo de commodities que somam US$ 21 bilhões para Oriente Médio e Norte da África.

A decisão de fechar o Estreito de Ormuz, anunciada no último sábado (28) em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, acendeu um alerta para o agronegócio brasileiro. A medida atinge diretamente a principal rota de escoamento de carne halal, segmento no qual o Brasil lidera a produção global, e coloca sob pressão contratos e fluxos logísticos que movimentam mais de 28 mil toneladas mensais do produto.
Para Frederico Favacho, advogado especializado em contratos internacionais do agronegócio, o cenário exige cautela jurídica e operacional. “Os contratos não ficam imediatamente suspensos por conta de força maior ou outra condição, na medida em que os exportadores brasileiros possam ter outras rotas, como, por exemplo, o Mediterrâneo. Só que são rotas mais caras e mais complicadas”, afirma.

Frederico Favacho, advogado especializado em contratos internacionais do agronegócio: “Os contratos não ficam imediatamente suspensos por conta de força maior ou outra condição, na medida em que os exportadores brasileiros possam ter outras rotas, como, por exemplo, o Mediterrâneo”
Segundo ele, além da elevação de custos logísticos, o ambiente regional permanece instável. “A expectativa é que o Brasil tenha impacto não só nas carnes, mas também na soja que exportamos para a região e no açúcar. Precisaremos observar como os fatos vão se desenvolver nos próximos dias para desenhar decisões estratégicas”, diz Favacho.
Os números reforçam a dimensão do risco. De acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes somaram US$ 1,79 bilhão em 2025, alta de 1,91% sobre o ano anterior, configurando o segundo recorde consecutivo de receitas com o bloco formado pelas 22 nações da Liga dos Estados Árabes, que abrange o Norte da África e o Oriente Médio.
O peso específico do mercado iraniano também chama atenção. “O Irã é um destino importante das commodities agrícolas brasileiras, principalmente o milho, foi o produto que mais exportamos para o país em 2025, seguido pela soja e, em terceiro lugar, o açúcar. São quase US$ 3 bilhões em exportações apenas para o Irã”, detalha Favacho.
Ele acrescenta que, ao considerar outros parceiros estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito, este último com logística mais vinculada ao Canal de Suez, o conjunto das exportações brasileiras de carne, soja, milho e açúcar para a região alcança cerca de US$ 21 bilhões.
Favacho lembra ainda que o Brasil construiu posição diferenciada no comércio com Teerã ao longo dos anos. “Como exportamos alimentos, ficamos fora das restrições comerciais, o que nos colocou em vantagem no mercado internacional. Então, de fato, poderemos sofrer algum impacto nos contratos de exportação, mas é importante observar que este não é o nosso maior mercado. O principal continua sendo a China, seguida pela União Europeia”, ressalta.
O desdobramento da crise geopolítica tende a influenciar não apenas a logística, mas também custos de frete, prêmios de seguro e cláusulas contratuais, exigindo monitoramento constante por parte das empresas exportadoras.
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Crescimento do agro brasileiro passa pela integração dos sistemas e biocompetitividade
Especialistas defendem ciência, inovação tecnológica e articulação entre cadeias produtivas como bases para ampliar produtividade, reduzir impactos ambientais e posicionar o país na liderança da bioeconomia.

O agronegócio brasileiro foi apresentado como vetor estratégico para segurança alimentar e transição energética durante o Fórum Integração e Biocompetitividade: a solução brasileira, realizado nesta segunda-feira (02), em São Paulo. A avaliação é de que o país reúne vantagens estruturais, com matriz energética diversificada, clima favorável, disponibilidade hídrica e ampla biodiversidade, que o posicionam de forma singular no cenário global.
Na palestra inaugural, Mathias Schelp, vice-presidente para Agricultura Inteligente da Bosch América Latina, afirmou que o Brasil tem condições objetivas de liderar a bioeconomia, desde que transforme potencial em estratégia. “Temos condições de liderar a bioeconomia, mas precisamos assumir esse protagonismo”, declarou.
Entre as frentes tecnológicas apontadas para ampliar a competitividade estão soluções de aplicação mais eficiente de defensivos e a tecnologia dual etanol-diesel para equipamentos pesados, com redução do consumo de diesel e maior uso de biocombustíveis. Segundo Schelp, a transição demanda coordenação entre setor privado, produtores e poder público, com prioridade para práticas sustentáveis, ganho de produtividade e fortalecimento das cadeias.
No painel “Alimentos e Bioenergia Integrados”, o professor sênior do Insper e coordenador do Centro Insper AgroGlobal, Marcos Jank, ressaltou que sistemas integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), têm base científica consolidada e aderência territorial. “A indústria entra com tecnologia, modernidade e escala. O resultado é aumento de produtividade com redução do impacto ambiental”, afirmou.

Solenidade de abertura do Fórum Integração e Biocompetitividade: a solução brasileira –
Foto: Gerardo Lazzari
O chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, destacou o papel da pesquisa nacional na superação de gargalos históricos, como avanços genéticos na soja e na pecuária. Segundo ele, o país estruturou uma plataforma científica e tecnológica que conecta pesquisa, campo e mercado, permitindo ganhos consistentes de produtividade. Spadotti também apontou a economia circular como eixo estruturante dos sistemas integrados e ressaltou que não há modelo único de adoção, já que as soluções variam conforme as condições regionais e produtivas.
No debate, Monica Pedó, Sustainability Program Manager da John Deere, destacou que a evolução tecnológica voltada à integração de culturas está no centro da estratégia da companhia. “Estamos integrando conhecimentos agronômicos, digitais e operacionais para promover a evolução das máquinas com mais eficiência e rentabilidade ao produtor”, ressaltou.
Willian Marchió, diretor executivo da Rede ILPF, afirmou que adoção do sistema integrado exige mudança de mentalidade e planejamento técnico. “Fazer a integração não é simples, mas os resultados são extraordinários”, frisou.
De acordo com ele, o modelo sustentável da Rede ILPF se baseia na intensificação produtiva com diversificação de atividades na mesma área, promovendo recuperação de pastagens, melhoria da fertilidade do solo, aumento do sequestro de carbono, bem-estar animal e maior eficiência no uso de insumos.
Solenidade de abertura
A abertura do evento foi conduzida por Francisco Matturro, presidente executivo da Rede ILPF, que ressaltou o caráter simbólico do encontro ao lembrar que março é um mês emblemático para a entidade. Ele recordou o Dia de Campo realizado em 2007, na Fazenda Santa Brígida, apontado como um divisor de águas para a difusão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no país e hoje considerado referência técnica no tema.
Matturro enfatizou que o avanço dos sistemas integrados está diretamente associado ao investimento contínuo em ciência. “O agro é forte porque é sustentado pela pesquisa”, afirmou, ao defender o reconhecimento do papel estratégico dos pesquisadores na consolidação da competitividade do setor.
O dirigente também informou que o Instituto Biológico deverá implantar, em breve, uma área experimental dedicada à ILPF, ampliando a base de validação científica e demonstração tecnológica dos sistemas integrados.
Luiz Carlos Corrêa Carvalho, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, destacou a trajetória institucional que sustenta a competitividade da agricultura brasileira e defendeu maior articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Ao lembrar que, antes mesmo da criação da Embrapa, o país já contava com estruturas consolidadas de pesquisa, como o Instituto Agronômico de Campinas e o Instituto Agronômico do Paraná, ressaltou que a base científica foi construída ao longo de décadas. “Construímos um sistema forte ao longo das décadas, mas ele precisa ser cada vez mais integrado”, salientou.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, reforçou que o modelo brasileiro tem no produtor seu eixo central, mas depende da ciência como vetor de desenvolvimento. “A pesquisa é a ponte entre a dúvida que nos inquieta e a ciência que nos coloca no caminho do desenvolvimento”, disse.
Segundo ele, o poder público deve atuar de forma ativa ao lado do produtor para viabilizar inovação, competitividade e sustentabilidade.
Ainda na abertura, Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretora-geral do Instituto Biológico, ressaltou a contribuição histórica da instituição para a cafeicultura e para a sanidade agropecuária, áreas estratégicas para a segurança produtiva. Já Ana Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, enfatizou a necessidade de planejamento de longo prazo e visão estratégica para assegurar a evolução técnica e ambiental da agropecuária brasileira.
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Acordo Brasil-União Europeia coloca reputação do agro no centro da estratégia internacional
Acesso ao bloco europeu exige transformar dados em reputação e coloca recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas como ativo de imagem.

O acordo entre Brasil e União Europeia foi o principal tema do encontro realizado nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, no ABMRA Ideia Café, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA). O debate colocou a comunicação no centro da estratégia para ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a reputação do agronegócio brasileiro em um dos mercados mais exigentes do mundo.

Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Rua: “A União Europeia é um mercado extremamente relevante, não só pelo tamanho, mas pelo poder aquisitivo e pelo grau de exigência regulatória” – Fotos: Divulgação
Convidado do evento, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Rua, destacou o peso econômico do bloco europeu, que reúne cerca de 450 milhões de consumidores, PIB estimado em aproximadamente US$ 20 trilhões e responde por cerca de 14% das importações globais de produtos agropecuários. Para o Brasil, que exporta para mais de 190 países, trata-se de um mercado estratégico tanto pelo volume quanto pela influência nas regras do comércio internacional.
“A União Europeia é um mercado extremamente relevante, não só pelo tamanho, mas pelo poder aquisitivo e pelo grau de exigência regulatória”, afirmou Rua. Segundo ele, o acordo amplia previsibilidade, reduz tarifas de forma gradual e fortalece a inserção do Brasil em um ambiente comercial mais estável.
O secretário também ressaltou que o tratado não altera os critérios sanitários já praticados pelo país. “O acordo não muda absolutamente nada em termos de exigência sanitária. Nós já exportamos para a União Europeia há mais de 40 anos cumprindo todos os padrões exigidos”, declarou.
Se o ambiente regulatório europeu é rigoroso, ele também abre espaço para que o Brasil transforme conformidade técnica em ativo de reputação. Temas como clima, desmatamento, rastreabilidade e bem-estar animal fazem parte do debate público no bloco e influenciam decisões de compra. Nesse contexto, a comunicação deixa de ser complementar e passa a ser estratégica.
Rua defendeu que a construção de imagem precisa ser sustentada por dados consistentes. “A gente não vai construir uma mensagem a partir de um PowerPoint bonito. Vamos construir mostrando, ao longo do tempo, desconstruindo primeiro uma imagem errônea sobre o Brasil e qualificando esse discurso com dados concretos”, afirmou.

Presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos: “O Brasil precisa assumir a liderança na construção da sua reputação no exterior”
Entre os dados citados está o potencial de recuperação de cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, área superior ao território de 36 milhões de hectares da Alemanha. A possibilidade de ampliar a produção sem abrir novas áreas agrícolas foi apresentada como um dos principais argumentos para demonstrar que o crescimento do agro brasileiro pode ocorrer com base em eficiência e sustentabilidade.
O presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, Ricardo Nicodemos, avaliou que o acordo amplia a vitrine internacional do agro e reforça a responsabilidade do setor na construção de imagem. “O Brasil precisa assumir a liderança na construção da sua reputação no exterior. Temos escala, tecnologia e resultados concretos. Transformar isso em narrativa estratégica é essencial para ampliar mercados”, afirmou.
Ao longo do encontro, também foi destacado que o processo de ratificação do acordo ainda depende de trâmites políticos nos países europeus, o que reforça a necessidade de o Brasil manter diálogo técnico e institucional permanente com o bloco.



