Avicultura
Copacol paga novo recorde na avicultura: cooperado recebe R$ 2,54 por frango
Desempenho reflete o manejo eficiente e o investimento em genética e nutrição feitos pela cooperativas juntos aos seus mais de 740 avicultores.


Prestes a completar 43 anos de atuação na avicultura, a Copacol alcança expressivos resultados na atividade com recorde no pagamento por ave. João Oleinik, cooperado em Cafelândia (PR), recebeu no último lote R$ 2,54 por cabeça de frango, a maior média já paga pela Cooperativa. “Estamos há 30 anos na avicultura com a Copacol. Não esperava por tudo isso, mas sempre trabalhamos pensando em ter bons resultados. Vejo que o cuidado com os manejos corretos e o olhar sempre atento aos detalhes fazem a diferença”, disse.
Além do valor de R$ 2,54 no aviário 2, Oleinik também obteve um expressivo resultado nos frangos do aviário 1, com o valor de R$ 2,50 por frango. Ano passado, o maior valor pago por frango foi alcançado pelo cooperado Antônio Carlos Mathias, do Distrito do Carajá, Jesuítas, que recebeu R$ 2,37 por ave entregue à Cooperativa.
João também atribui o desempenho à parceria com a Copacol, que garante todo o suporte, desde a assistência técnica, a ração e os pintainhos de alto potencial genético. “Diante das boas condições oportunizadas pela Cooperativa, cabe a nós aqui na propriedade fazermos a nossa parte, então vejo que cada um fazendo a sua parte é possível colher bons resultados. Estamos felizes com a parceria e com resultados que nos motiva em continuar buscando cada vez mais índices ainda maiores”, afirmou.
Manejo exemplar
O cuidado e o amor pelo trabalho fazem a diferença em qualquer atividade, e na avicultura são fatores que o granjeiro Dielson Hudson Rodrigues não abre mão. Ele é o responsável por cuidar dos dois aviários da família Oleinik. “Um resultado como esse não é fácil alcançar. Estamos sempre busca de bons números, manter uma boa média, mas um valor expressivo como este nos anima muito e aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. O João me dá boas condições de trabalho, tudo que preciso no aviário ele atende e também estou sempre atento as recomendações técnicas”, destaca Dielson.
Bons índices
Os frangos entregues pelo cooperado alcançaram 1.546 kg de conversão alimentar, 3.649 kg de peso médio e 82.93 gramas de crescimento diário. Resultado satisfatório para toda a Cooperativa, que se empenha em avançar em melhores índices entre os 743 avicultores integrados, que mantém 1.247 aviários na área de atuação. “Esse resultado muito nos orgulha, mostra a nossa evolução e traz a satisfação para todos os envolvidos na atividade. Parabenizamos o cooperado que ao longo dos anos cresceu na atividade, acreditou e apostou na avicultura, e hoje de forma surpreendente a gente vê um resultado desta expressão, que mostra a qualidade e a harmonia de todo o sistema. O bom desempenho pode ser visto em cada uma das nossas propriedades, que evoluem no decorrer de cada lote”, destaca o gerente da Integração Aves, Douglas da Silva.

Avicultura
Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas
Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.
Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.
Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.
Avicultura
Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026
Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.
No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.
No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.
A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.
O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.
Avicultura
Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária
Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.
A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.
Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.
“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.


