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Sob nova gestão, ApexBrasil inclui sustentabilidade e energia renovável entre suas prioridades
Conselho Deliberativo da ApexBrasil (CDA) deu posse no dia 10 de janeiro a seus dois novos diretores de Negócios e de Gestão Corporativa.

A sustentabilidade, as mudanças climáticas, energias renováveis e a agenda ESG (meio ambiente, social e governança) estarão entre os princípios norteadores das ações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), de acordo com diretrizes anunciadas pelo Presidente da Agência, Jorge Viana.
No dia 10 de janeiro, Viana deu posse à nova diretoria em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da ApexBrasil (CDA), que contou com a presença do Vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e do Ministro de Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira.
Na ocasião, Viana, que é ex-governador do Acre, afirmou que uma de suas metas é trabalhar a geografia das exportações brasileiras. “Se pegarmos as exportações do ano passado, veremos que dos US$ 334 bilhões, US$ 28 bilhões vieram da região Norte e US$ 27 bilhões vieram do Nordeste. Então é a região mais discutida, debatida do mundo, que é a Amazônia, participa com tão pouco nas exportações”, disse em entrevista à imprensa.
Para tanto, o Presidente da ApexBrasil planeja missões pelas 27 unidades da Federação a fim de discutir com os governadores os principais produtos e setores com potencial para o comércio exterior que podem ser trabalhados de forma intensiva. “Cada estado tem dois ou três produtos que precisam ganhar força”, comentou Viana, destacando que o foco será na sustentabilidade do produto exportado a ser promovido. Para ele, antes, os compradores buscavam produção em grande escala e com menor preço, mas, hoje, a busca é por aqueles que produzem de forma sustentável.
Novo momento
Dentre as pautas elencadas pela nova Diretoria da ApexBrasil, a Agência também concentrará esforços para atrair investimentos voltados para o setor de energia renovável, principalmente para plantas de hidrogênio verde e eólicas onshore e offshore.
O incremento do diálogo e das relações comerciais com a América Latina, especialmente Argentina, região do Caribe, América Central e África, também foram apontados por Viana como metas de sua gestão, haja vista a relevância da diplomacia presidencial desenvolvida pelo Presidente Lula. Outro ponto importante é a capacitação e o incentivo à exportação das pequenas e médias empresas, mas sem perder as grandes de vista. “A ApexBrasil não vai fazer tudo isso sozinha, é uma concertação entre o poder federal, o estadual e o municipal, mas temos tudo para aumentar as exportações brasileiras de forma expressiva nos próximos anos”, concluiu.
Durante manifestação à imprensa, o Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, Ministro do MDIC, ratificou as novas diretrizes da Agência, reforçando que o governo brasileiro está concentrado em oferecer soluções sustentáveis para o mundo. “O Brasil vai mudar sua imagem global: de um devastador e desmatador da Amazônia para um país onde a questão das mudanças climáticas será central, a transição energética será central, o compromisso com a descarbonização será central e isso vai atrair muito investimento para o Brasil. Assim, haverá oportunidades extraordinárias para o país receber mais investimentos”, ressaltou.
De acordo com Alckmin, o propósito da ApexBrasil a partir de agora será conquistar mercados, estimular micro e pequenas empresas e agregar valor às commodities hoje exportadas. Tanto Alckmin quanto Viana concordam que é fundamental elaborar minimamente o que hoje é vendido sem manejo e de forma bruta, como grãos, petróleo, minério e outras matérias-primas. A reindustrialização do país gera não só mais renda como mais emprego e desenvolvimento.
Novas diretorias

Ana Paula Repezza (Diretora de Negócios), Jorge Viana (Presidente da ApexBrasil), Geraldo Alckmin (Vice-Presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Mauro Vieira (Ministro das Relações Exteriores) e Floriano Pesaro (Diretor de Gestão Corporativa).
O Presidente da ApexBrasil deu posse nesta manhã aos novos diretores de Negócios e de Gestão Corporativa. Funcionária de carreira da Agência, Ana Paula Repezza assume a Diretoria de Negócios, que é responsável pela interlocução com os diversos setores produtivos, nacionais e internacionais, com o objetivo de dinamizar as ações e os propósitos das empresas no exterior. Já a Diretoria de Gestão Corporativa ficou a cargo de Floriano Pesaro, sociólogo e político com especialização em gestão pública, e será responsável por processos administrativos e financeiros mais ágeis, efetivos, seguros e transparentes
Por volta das 9h30 desta terça-feira, o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, o Ministro Mauro Vieira, o Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e os Diretores Ana Paula Repezza e Floriano Pesaro, cumprimentaram os colaboradores da Agência no subsolo do edifício-sede da entidade.
Perfis
Presidência – Jorge Ney Viana Macedo Neves nasceu em Rio Branco, capital do Acre. Formado em Engenheira Florestal pela Universidade de Brasília (UnB), atua como professor do Mestrado do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
Desde a década de 90, esteve envolvido na política do Acre. Seu primeiro mandato foi de prefeito entre 1993 e 1996. Já em 1999, ele assumiu o governo do estado, sendo reeleito e ficando no cargo até 2006. Já em 2011, ele foi senador, cargo que permaneceu até 2019. Em 2013, Viana foi escolhido como primeiro vice-presidente do Senado.
Dentre os projetos que tocou no Senado, ele foi relator do Novo Código Florestal Brasileiro, da Nova Lei de Acesso à Biodiversidade, do Código da Ciência, Tecnologia e Inovação. Suas atribuições como senador incluíram titular da Comissão de Meio Ambiente e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, entre outras missões oficiais no Brasil e no exterior.
Ao longo da sua carreira, recebeu o prêmio de “Líder para o Novo Milênio” da Revista Times e TV CNN, por nossa atuação na área de meio ambiente. Pelo mesmo motivo, a organização WWF (Wold Wildlife Fund) concedeu o prêmio Gift to the Earth, em 2003.
Diretoria de negócios – Ana Paula Repezza é administradora formada pela UFMG, possui MBA em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV e mestre com foco em Gestão Internacional da Sustentabilidade pela Universidade de Londres. Executiva sênior com ampla experiência em relações governamentais em nível nacional e internacional, estratégia global e iniciativas ESG, tem mais de vinte anos de experiência em assuntos públicos, notadamente em temas relativos à estratégia internacional, política comercial e atração de investimentos estrangeiros, incluindo a representação e a coordenação de posições do Governo Brasileiro em fóruns bilaterais e multilaterais dedicados a esses temas.
Também possui experiência no meio acadêmico, com foco especial em temas de sustentabilidade. Funcionária de carreira da ApexBrasil, ocupou diversos cargos de liderança como Coordenadora de Inteligência Comercial (2007-2008); Coordenadora de Relações com Parceiros; Gerência Geral de Negócios; Gerência de Facilitação de Negócios; Gerência de Estratégia de Mercados. Nos últimos três anos foi Secretária Executiva da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), principal órgão do Comércio Exterior no Brasil.
Diretoria de gestão cooperativa – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, Floriano Pesaro se especializou em Administração Pública e Liderança pela Escola de Governo de São Paulo, além de ter cursado Especialização em Relações Executivo-Legislativo pela Universidade de Brasília (UnB), Especialização em Governabilidade, Gestão Política e Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e por fim, MBA em Gestão de Negócios, Comércio e Operações Internacionais pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (USP).
Pesaro atuou recentemente como Coordenador Executivo do Gabinete de Transição Governamental do Governo Federal (2022-23) e Assessor do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae Nacional. A trajetória pública de Pesaro inclui experiências como Secretário Nacional do Ministério da Educação (1999 – 2002), na elaboração e implantação do Bolsa Escola Federal e o Programa de Financiamento Estudantil (FIES) em todo o território nacional; Secretário de Estado adjunto da Casa Civil do Governo de São Paulo na implantação da Bolsa Eletrônica de Compras (BEC); Secretário de Estado do Desenvolvimento Social de São Paulo e Secretário Municipal da Assistência Social da capital paulista.
Pesaro ainda exerceu o mandato de deputado federal entre 2014 e 2018 por São Paulo e de vereador da cidade de São Paulo por dois mandatos consecutivos entre 2009 e 2014.

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Déficit de 130 milhões de toneladas expõe gargalo da armazenagem de grãos no Brasil
Tema dominou a abertura do 11º Simpósio Sul de Pós-colheita, em Chapecó, que reúne mais de 500 profissionais para discutir tecnologia, conservação e qualidade dos grãos.

A busca por maior eficiência na armazenagem de grãos, a adoção de novas tecnologias e a preservação da qualidade das matérias-primas que abastecem a cadeia de proteínas animais estão no centro dos debates do 11º Simpósio Sul de Pós-colheita de Grãos 2026, aberto na segunda-feira (1º), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó (SC).

Presidente da ABRAPOS, José Ronaldo Quirino, destacou que o Simpósio integra pesquisa, indústria e operadores de armazenagem
Promovido pela Associação Brasileira de Pós-colheita (ABRAPOS), em parceria com a Aurora Coop e a Cooperalfa, o encontro reúne mais de 500 participantes e registra número recorde de expositores, com 60 estandes de empresas ligadas ao segmento.
O Simpósio acontece a cada dois anos e é um dos principais fóruns técnicos do Sul do País para discutir armazenagem, conservação, classificação e gestão da qualidade dos grãos. A programação segue até quarta-feira (03), com palestras, painéis e exposição de tecnologias voltadas à redução de perdas e à preservação da qualidade dos produtos armazenados.
Na cerimônia de abertura, lideranças do cooperativismo e da cadeia agroindustrial destacaram a relevância estratégica da pós-colheita para a segurança alimentar e para a competitividade do agronegócio brasileiro.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, ressaltou que a qualidade dos grãos influencia diretamente a produção de proteínas animais, atividade que sustenta parte significativa da economia regional. “Estamos tratando das principais matérias-primas destinadas à produção de proteína animal. Os grãos produzidos em uma safra precisam manter suas características durante todo o período de armazenamento para garantir alimento de qualidade aos plantéis e, consequentemente, aos consumidores”, observou.

Diretores da ABRAPOS com os presidentes da Aurora Coop, Neivor Canton e da Cooperalfa, Romeu Bet, coordenadores do evento Luís dos Santos e Arielson de Lima e prefeito de Chapecó Valmor Scolari
Canton apontou a insuficiência da infraestrutura de armazenagem como um dos principais gargalos do setor. Segundo ele, o crescimento da produção agrícola ocorre em ritmo superior ao da expansão da capacidade de estocagem, cenário agravado pela limitação de linhas de financiamento adequadas para investimentos em novas estruturas. “O campo evolui continuamente em produtividade, mas a armazenagem não acompanha essa velocidade. É um desafio que exige planejamento, investimentos e políticas capazes de estimular a ampliação da capacidade instalada”, afirmou.
Para o presidente da Cooperalfa, Romeu Bet, o pós-colheita representa uma etapa decisiva para preservar o valor agregado obtido ao longo de todo o ciclo produtivo. “Existe um grande esforço para produzir cada vez melhor. Após a colheita, a responsabilidade passa a ser conservar essa qualidade. O armazenamento adequado e o manejo correto garantem matéria-prima de excelência para a indústria e refletem diretamente na qualidade dos alimentos destinados à população”, enfatizou.
Bet destacou que a tecnologia tornou-se indispensável para o setor. Equipamentos de monitoramento, sistemas de controle e ferramentas de gestão contribuem para manter padrões elevados de conservação e segurança dos grãos.
Mercado
A integração entre pesquisa, indústria e operadores de armazenagem foi apontada como um dos diferenciais do evento pelo presidente da ABRAPOS, José Ronaldo Quirino.

Presidente da Cooperalfa, Romeu Bet, representou as cooperativas na abertura do evento
Segundo ele, o simpósio funciona como um espaço de conexão entre universidades, centros de pesquisa, fabricantes de equipamentos e profissionais que atuam diariamente nas unidades armazenadoras. “O Sul já possui um elevado nível de tecnificação, mas as inovações surgem em ritmo acelerado. O objetivo do evento é aproximar os profissionais dessas soluções e estimular a adoção de tecnologias que elevem a qualidade da armazenagem”, destacou.
Quirino chamou atenção para o déficit estrutural de armazenagem no Brasil. Segundo levantamento da Conab, a produção nacional de grãos está projetada em 358 milhões de toneladas na atual safra, enquanto a capacidade estática de armazenamento gira em torno de 225 milhões de toneladas, o que representa um déficit superior a 130 milhões de toneladas.
Além da limitação física, o dirigente citou a qualificação profissional como outro desafio relevante. Em algumas regiões produtoras, há dificuldade para contratar trabalhadores especializados para atividades ligadas à recepção, secagem e conservação de grãos. A automação surge como uma alternativa para aumentar a eficiência operacional do setor.
Programação

Participam do evento mais de 500 profissionais de 60 empresas do sul do País
Um dos coordenadores do simpósio e supervisor de controle de qualidade das fábricas de ração da Aurora Coop, Arielson de Lima, ressaltou que a programação foi estruturada para apresentar soluções práticas aos profissionais do setor. “Reunimos especialistas e empresas que desenvolvem tecnologias para armazenagem, conservação e controle de qualidade. O objetivo é proporcionar atualização técnica e troca de experiências sobre temas que impactam diretamente o desempenho das unidades armazenadoras”, explicou.
Segundo Arielson, o pós-colheita exige atenção constante porque os desafios variam a cada safra, influenciados por fatores climáticos, condições de armazenamento e exigências de mercado. Ele destacou ainda o avanço dos métodos de análise rápida, que permitem decisões mais assertivas na recepção e armazenamento dos grãos.
Ao longo dos três dias, o simpósio abordará temas como infraestrutura de armazenagem, qualidade dos grãos, micotoxinas, segurança e legislação trabalhista, classificação comercial, automação, eficiência energética e novas tecnologias para conservação dos produtos agrícolas. O evento também conta com exposição de equipamentos, sistemas e soluções voltadas ao setor.
Notícias
Livro detalha tecnologias usadas para detectar fraudes em alimentos
Obra apresenta 11 métodos analíticos aplicados pela indústria e fiscalização para identificar adulterações em produtos como café, leite, mel, carnes e azeite.

A adulteração de alimentos deixou de ser um problema pontual para se tornar uma preocupação global envolvendo saúde pública, perdas econômicas e riscos à credibilidade de empresas e cadeias produtivas inteiras. Produtos como café, azeite, leite, carnes, mel e sucos estão entre os mais suscetíveis a fraudes, em um cenário em que as técnicas de adulteração se tornaram mais complexas e difíceis de identificar.
É nesse contexto que a Editora Fealq lançou o livro “Detecção de Fraudes em Alimentos: Técnicas Analíticas e Aplicações”, obra voltada à apresentação de tecnologias e métodos laboratoriais utilizados para identificar irregularidades e contaminações em alimentos.
O conteúdo reúne aplicações práticas voltadas à indústria de alimentos, órgãos de fiscalização e laboratórios de análise, além de servir como material de apoio acadêmico para cursos ligados à Ciência e Tecnologia de Alimentos.
Tecnologias para identificar adulterações

O livro detalha 11 metodologias analíticas utilizadas no monitoramento e detecção de fraudes alimentares. Entre elas estão técnicas de biologia molecular, cromatografia, espectrometria de massa, ressonância magnética nuclear, análise isotópica e espectroscopia no infravermelho.
A publicação apresenta os fundamentos de cada método, suas vantagens, limitações e exemplos de aplicação em estudos de caso relacionados a diferentes tipos de alimentos e adulterações.
Segundo os organizadores, o objetivo é ampliar o acesso a ferramentas técnicas capazes de aumentar a segurança alimentar e fortalecer os sistemas de controle e rastreabilidade da indústria.
Especialistas da USP assinam obra
O livro foi organizado por pesquisadores ligados à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e ao Centro de Energia Nuclear na Agricultura.
Entre os editores estão Aline Silva Mello Cesar, Fabio Rodrigo Piovezani Rocha, Severino Matias de Alencar, Tiago Bueno de Moraes e Wanessa Melchert Mattos.
Os pesquisadores atuam em áreas como química analítica, biologia molecular, espectroscopia, genômica funcional e análise da composição química de alimentos.
A publicação também discute os impactos econômicos e sanitários das fraudes alimentares e o papel da inovação tecnológica na prevenção e no combate às adulterações ao longo da cadeia produtiva.
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Sindiveg completa 85 anos acompanhando transformação da agricultura brasileira
Entidade surgiu quando o Brasil ainda importava alimentos e hoje atua em um setor ligado à produção de mais de 300 milhões de toneladas de grãos.

Fundado em 1941, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) acompanha a evolução da agricultura brasileira desde o período em que o país ainda dependia da importação de alimentos até sua consolidação, atualmente, como uma das principais potências globais do agronegócio. Ao longo de oito décadas e meia, a entidade esteve presente nos principais ciclos de modernização do campo, acompanhando as transformações tecnológicas, regulatórias e produtivas que marcaram a história do setor agrícola nacional.
Criado originalmente como Sindicato da Indústria de Formicidas e Inseticidas no estado de São Paulo (Sindag), a instituição surgiu em um cenário em que a agricultura brasileira ainda possuía baixa mecanização, produção concentrada nas regiões Sul e Sudeste e limitada capacidade produtiva. Na década de 1940, o Brasil produzia cerca de 15 milhões de toneladas de grãos por ano, em uma realidade marcada pela forte dependência de importações de alimentos, fertilizantes e máquinas agrícolas.
Desde então, a trajetória do Sindicato acompanha a própria expansão da agricultura brasileira. Nas décadas de 1950 e 1960, o avanço da modernização agrícola e das políticas voltadas ao aumento da produtividade impulsionou a ampliação do uso de tecnologias no campo. Nos anos 1970, a expansão da fronteira agrícola, o fortalecimento da pesquisa agropecuária e a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contribuíram para consolidar as bases do crescimento da produção nacional, cenário acompanhado de perto pelo setor de defensivos agrícolas.
Já nas décadas de 1980 e 1990, o país passou a estruturar seus primeiros marcos regulatórios para o segmento, com a criação de legislações específicas, órgãos de fiscalização e sistemas de avaliação técnica e ambiental. Nesse período, a entidade acompanhou a consolidação de um ambiente regulatório mais robusto, paralelo ao crescimento da agricultura brasileira e à expansão da produção de grãos.
Nos anos 2000, com o fortalecimento do agronegócio brasileiro no mercado internacional, o Sindicato ampliou sua atuação institucional, com o apoio à criação do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), iniciativa voltada à logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas e considerada uma das principais referências do setor em sustentabilidade e destinação correta de resíduos.
A partir da década de 2010, o debate sobre agricultura passou a incorporar temas ligados à inovação, sustentabilidade, rastreabilidade e segurança alimentar. Em 2013, a instituição adotou o nome Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), reforçando uma atuação alinhada à evolução tecnológica e regulatória do setor.
Nesse contexto, projetos como o Programa Colmeia Viva passaram a integrar a agenda da entidade, promovendo iniciativas de educação, conscientização e boas práticas voltadas à convivência sustentável entre agricultura e polinizadores. Mais recentemente, o Sindiveg também ampliou investimentos em capacitação e disseminação de conhecimento técnico, com o lançamento de sua plataforma de treinamentos on-line e de materiais educativos voltados ao uso correto e seguro de defensivos agrícolas.
Para além dos 85 anos
Neste aniversário, o Sindiveg chega a um momento em que a agricultura brasileira ultrapassa a marca de 300 milhões de toneladas de grãos produzidas por ano, em um cenário caracterizado pela agricultura de precisão, digitalização do campo, expansão dos bioinsumos e novas demandas relacionadas à sustentabilidade e à segurança alimentar global.
Atualmente, a entidade reúne 22 empresas associadas responsáveis por um segmento estratégico para o desenvolvimento agrícola nacional.
Mais do que acompanhar as transformações da agricultura brasileira ao longo das últimas décadas, o Sindiveg consolida sua atuação como uma das principais referências técnicas e institucionais ligadas ao debate sobre inovação, produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar no país.
Confira a linha do tempo do Sindiveg, acesse clicando aqui.
