Suínos
SNDS 2025 marca os 70 anos da ABCS no município onde tudo começou
Evento será realizado em Estrela (RS) e reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater o futuro da suinocultura.

70 anos atrás, em um pequeno município do interior do Rio Grande do Sul, nascia um compromisso com o desenvolvimento da suinocultura brasileira. No dia 13 de novembro de 1955, 59 pioneiros entre criadores, técnicos, industriais e representantes do setor público se reuniram em Estrela (RS) para dar início à trajetória da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).
Agora, sete décadas depois, é com orgulho que a ABCS retorna ao seu berço para comemorar esse marco histórico durante o Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (SNDS) 2025, em solo gaúcho. Um reencontro simbólico com as origens da associação, em um evento que é um verdadeiro palco de ideias, avanços e conexões para o setor.
Razões para celebrar

Fotos: Shutterstock
São muitas as razões para celebrar. A ABCS trilhou uma jornada marcada por transformações, lutas e conquistas que moldaram a suinocultura brasileira moderna. Desde o incentivo ao porco tipo carne nos anos 50, rompendo com o modelo do porco tipo banha, até a estruturação de políticas públicas, campanhas de consumo, ações de fortalecimento da cadeia produtiva, e o marco n consumo per capita de carne suína, que já ultrapassa 19kg, a entidade junto de seus parceiros, sempre foi protagonista na construção de uma suinocultura mais técnica, sustentável e valorizada.
Em suas sete décadas, a ABCS:
Contribuiu para o fortalecimento de associações estaduais por todo o Brasil;
Liderou campanhas de valorização da carne suína e de educação sanitária;
Através de campanhas de marketing, educação e incentivo ao consumo junto ao varejo e consumidores, alcançou o marco de 19,52 kg de carne suína per capita no Brasil;
Atuou firmemente na representação política dos interesses dos produtores;
Manteve-se ativa na formação técnica, organizando e participando de eventos em todos os cantos do país;
E foi pioneira na defesa da qualidade genética, bem-estar animal e segurança alimentar, sempre antecipando tendências e desafios do setor.
Não há lugar melhor para viver esse momento do que o SNDS. “O seminário é um dos mais importantes fóruns de debate, inovação e mobilização da suinocultura brasileira. E em 2025, será palco dessa comemoração histórica, um tributo à resiliência dos suinocultores, à força das nossas parcerias institucionais e ao espírito coletivo que move o setor”, explica o presidente da Associação, Marcelo Lopes.
Programação
A programação do SNDS inclui palestrantes como Charlie Arnot, especialista global em reputação e confiança no agro, que estará pela primeira vez no Brasil trazendo uma visão inovadora sobre comunicação com o consumidor. Daniel Boer, profissional com trajetória internacional no agronegócio, que vai tratar das oportunidades no foodservice para a carne suína. Romeu Belloni, executivo com ampla experiência global em supply chain, que falará sobre competitividade e inovação. Arthur Igreja, um dos palestrantes mais requisitados do país, que abordará temas como inteligência artificial, transformação digital e liderança no novo agro global e Marcos Jank, com uma análise aprofundada sobre geopolítica e seus impactos no agronegócio.
Comemore este momento conosco nos dias 3, 4 e 5 de setembro! As inscrições para o Seminário podem ser feitas clicando aqui.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.








