Suínos
SNCS 2025 amplia capilaridade e aumenta em 25% a participação em lojas por todo o Brasil
Edição 2025 da Semana Nacional da Carne Suína acontece de 03 a 17 de junho em todo o Brasil.

De 03 a 17 de junho, a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) promete uma das maiores edições de sua história, reunindo 19 bandeiras varejistas em todo o país. A campanha ganha força com novos parceiros, expansão territorial e um foco estratégico em consumo, personalização e experiência, seguindo as tendências do mercado atual. Presente nas lojas do Carrefour, Carrefour Bairro, Extra Mercado, Pão de Açúcar, Amigão, Boa Supermercados, Paraná Supermercados, Compre Mais, Supermercados Avenida, Prezunic, Gbarbosa, Lopes, ABC Plus, Jaú Serve, Shibata, Pague Menos, Confiança, Proença e Swift, a campanha amplia significativamente seu alcance, crescendo 25% comparado à edição anterior.
A diversidade dos perfis desses parceiros traz grande reforço à campanha, posicionando a carne suína em múltiplos formatos de varejo, desde o atacarejo até propostas premium de autosserviço, fortalecendo ainda mais a presença da carne suína no varejo alimentar em todas as regiões do Brasil, para impulsionar o consumo e as vendas em todas as lojas participantes, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Com o tema “Carne Suína, vá mais longe com esse sabor”, a edição reforça seu compromisso com a inovação, o relacionamento e a performance no varejo brasileiro.
Novas redes
Entre os principais reforços estão a Plurix, uma holding com faturamento de R$ 10 bilhões, que participará pela primeira vez com as marcas Boa Supermercados, Supermercados Avenida, Compre Mais, Paraná Supermercados, e com Grupo Amigão, uma das maiores redes regionais do Paraná, e um parceiro Longevo da SNCS, que também possui lojas distribuídas pelo Mato Grosso do Sul e São Paulo. Com quase 170 lojas ao todo, a participação da Plurix na SNCS amplia consideravelmente a presença da carne suína em canais de atacarejo e no varejo de autosserviço.
Já a Swift, referência em proteína de alta qualidade é uma bandeira da JBS dedicada ao varejo especializado em proteínas, também reforça o elenco de parceiros da campanha. Com mais de 500 lojas espalhadas pelo Brasil e atuação robusta em canais digitais e no modelo de lojas físicas de bairro e espaços personalizados dentro do varejo, a Swift traz uma proposta diferenciada, focada em qualidade premium e conveniência. Sua entrada na SNCS fortalece a presença da proteína em um público que valoriza produtos selecionados e experiências de compra personalizadas.
Outro reforço importante é o ABC Plus, bandeira premium dentro do Grupo ABC, tradicional em Minas Gerais e já parceiro da SNCS. Focada em um público de médio e alto poder aquisitivo, a nova bandeira aposta em um mix de produtos de alta qualidade e atendimento diferenciado. Com uma loja em operação e voltada a um público de médio e alto poder aquisitivo, a marca aposta em um posicionamento regional forte. O Grupo ABC ocupa a 23ª posição no Ranking ABRAS 2025, com um faturamento de R$ 4,9 bilhões, o que atesta sua força regional e sua capacidade de impulsionar ações de mercado como a SNCS.
Parceiros consolidados
Além dos estreantes, a campanha segue contando com redes consolidadas que mantêm seu compromisso com o fortalecimento da cadeia da carne suína. O Carrefour, líder do varejo nacional e primeiro colocado no ranking da Abras, com faturamento de R$ 120,59 bilhões, marca presença em mais uma edição, reforçando o potencial da ação de incentivo ao consumo da proteína e de educação do consumidor. O GPA, outra grande rede de varejo no Brasil, entra com suas bandeiras Extra Mercado e Pão de Açúcar, reconhecidas nacionalmente e seguem impulsionando a visibilidade da campanha.
A Rede São Paulo, um dos maiores conglomeradosdo interior de São Paulo, reunindo marcas regionais de grande
influência como o Confiança Supermercados, Pague Menos, Shibata, Lopes Supermercados, Jaú Serve e Proença, que reforçam a estratégia de ampliar a presença da carne suína em 183 lojas do interior paulista, um dos mercados mais relevantes para o setor.
O Grupo Cencosud também participa novamente com as redes Prezunic, com forte presença no estado do Rio de Janeiro e GBarbosa com atuação expressiva na região nordeste do país. Com 108 lojas, as bandeiras trazem o acesso à proteína suína em um dos maiores centros consumidores do país, ampliam a presença regional, nas lojas de conveniência, destacando qualidade e preços acessíveis.
A SNCS 2025 chega em sintonia com as tendências mais atuais do varejo alimentar, como mostram os dados da Abras. O consumo está cada vez mais orientado à personalização, ao atendimento segmentado e à experiência de compra, aspectos que já estão integrados à estratégia da campanha deste ano.

Diretora de Marketing e Projetos da ABCS, Lívia Machado: “A edição de 2025 reforça a consolidação de uma estratégia que vai além de promoções ou do fator preço”
As redes participantes devem apostar em ativações que envolvem não apenas gôndolas, mas também canais digitais, comunicação regionalizada, promotores especializados, conteúdo educativo e ações com influenciadores locais. “A edição de 2025 reforça a consolidação de uma estratégia que vai além de promoções ou do fator preço. Mesmo em um cenário de menor disponibilidade de proteínas, a SNCS se firma como uma plataforma de valor, que aproxima o consumidor da carne suína por meio de experiência, conhecimento e conexão. Nosso foco está em criar um relacionamento duradouro, que eleva a percepção sobre a qualidade, versatilidade e os benefícios da proteína suína. O consumidor atual busca mais do que um bom custo-benefício – ele quer significado, e é isso que estamos entregando”, explica Lívia Machado, diretora de Marketing e Projetos da ABCS.
Com a presença de três das dez maiores redes do país e uma cobertura cada vez mais ampla, a campanha consolida seu papel como a principal iniciativa de aproximação entre o setor de proteína suína e o consumidor, a SNCS 2025 propõe uma jornada mais estratégica e afetiva com os brasileiros, com ações que extrapolam o ponto de venda e ampliam o alcance da proteína suína.
Além do impacto nas vendas, a SNCS também é reconhecida por seu papel educacional e institucional, promovendo conhecimento sobre os benefícios da carne suína, suas diferentes formas de preparo e a importância da cadeia produtiva nacional. Com a chancela do Mapa da Abras, a campanha ganha ainda mais legitimidade e continua a se consolidar como uma vitrine do que o setor de proteína animal pode realizar quando indústria, varejo e instituições públicas trabalham em sinergia.

Suínos
ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura
Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.
Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”
O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.
A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.
Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.
O ciclo da carne bovina e a sanidade
O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.
Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.
Preocupações políticas e a escala 6×1
Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.
No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.
Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.
Insegurança jurídica e a defesa do produtor
O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.
Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.
Suínos
Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo
Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.
No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.
Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.
No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.
Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.
Suínos
Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026
Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.
Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30 às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.
Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.
Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.
A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.



