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Notícias Em Bagé (RS)

Sistemas pecuários sustentáveis é tema de Dia de Campo da Embrapa

Embrapa Pecuária Sul realiza nesta terça-feira (16) o Dia de Campo “A Pecuária em Sistemas Sustentáveis de Produção”, a partir das 08 horas, na sede da instituição em Bagé (RS), quando serão apresentadas soluções tecnológicas já disponíveis para o setor produtivo.

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Foto: Leonardo Hostin

A utilização de tecnologias e conhecimento é um dos caminhos para tornar a pecuária mais sustentável, elevando índices de produtividade e produzindo carne e leite conservando os recursos naturais. A Embrapa Pecuária Sul realiza nesta terça-feira (16) o Dia de Campo “A Pecuária em Sistemas Sustentáveis de Produção”, a partir das 08 horas, na sede da instituição em Bagé (RS), quando serão apresentadas soluções tecnológicas já disponíveis para o setor produtivo. No evento serão mostrados resultados de quatro grandes linhas de pesquisa desenvolvidas e que buscam a intensificação da atividade com sustentabilidade.

Participam também do Dia de Campo as unidades da Embrapa Clima Temperado (Pelotas-RS) e Trigo (Passo Fundo-RS), e o evento conta com apoio da Farsul, por meio do Programa Duas Safras e da Corteva.

Uma das estações, intitulada Polo de Excelência em Genética (PoloGen), vai abordar os trabalhos desenvolvidos em melhoramento genético para bovinos e ovinos. Nesse sentido, um dos temas destacados será a participação da Embrapa nos programas oficiais de melhoramento genético das raças europeias como o PampaPlus, o Promebo e Brangus+.

Também será apresentado o Serviço de Predições Genômicas, que são avaliações genéticas aprimoradas pela genômica, mais precisas que as tradicionais. Em outra subestação serão destacadas as provas de avaliação de desempenho realizadas pela Embrapa, como a Prova de Avaliação a Campo (PAC), a Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e a Prova de Emissão de Gases (PEG). O melhoramento genético de ovinos também estará em pauta, com a apresentação dos trabalhos de seleção para características produtivas e reprodutivas a partir do diagnóstico molecular de alelos relacionados ao aumento da prolificidade e melhoria na conformação de carcaça.

Outra linha de pesquisa destacada é o controle de plantas daninhas, especialmente o capim-annoni e o caruru, que trazem perdas tanto para a criação animal quanto para lavouras. Na estação serão apresentadas pesquisas e práticas que contribuem para o controle dessas espécies, como o Método Integrado de Recuperação de Pastagens (Mirapasto), desenvolvido para combater o capim-annoni. Já em relação ao caruru, planta que traz prejuízos para lavouras de soja, serão mostrados resultados de pesquisas recentes com a utilização de técnicas de rotação de culturas e o uso de moléculas alternativas para combater a espécie.

Uma terceira estação, chamada de Cultivares Embrapa: Forrageiras e cereais de inverno, vai destacar os materiais desenvolvidos pela empresa de pesquisa adaptadas para a região Sul. Nesse sentido, serão apresentadas cultivares de gramíneas, leguminosas e de cereais de inverno que são opções para o produtor fazer um planejamento forrageiro que leve em consideração diferentes fatores dos sistemas de produção. Será enfocado ainda a importância do uso de espécies leguminosas, pela alta qualidade nutricional e pela fixação de nitrogênio, além dos benefícios na diversificação do uso de espécies forrageiras.

Já na outra estação, será apresentado Pasto 365: forragem o ano inteiro. A tecnologia tem como princípio melhorar a oferta de pastagem para os animais, eliminando os vazios forrageiros em diferentes sistemas pecuários. As práticas preconizadas propiciam o aumento da diversidade de plantas e melhorias contínuas na fertilidade do solo e produtividade do sistema.

Na estação também será enfocado o controle integrado de plantas indesejadas em sistemas de integração, utilizando as sinergias entre as fases lavoura e pastagens e uma maior cobertura de solo para a redução dessas espécies nos sistemas de produção. Outro tema abordado serão os benefícios econômicos da cultivar BRS Estribo de capim-sudão, observados pelo impacto positivo no sistema como um todo e não somente pelo ganho de peso dos animais durante a utilização da pastagem.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul

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Garantia-Safra libera pagamento para produtores afetados por seca ou excesso de chuva

Benefício atende agricultores familiares com perdas comprovadas na produção de feijão, milho ou mandioca.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O governo federal divulga no dia 15 de abril a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.

O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.

Benefício

Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.

O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.

O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa.

Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.

Fonte: Agência Brasil
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Fim da escala 6×1 será avaliado em comissão da Câmara dos Deputados

PEC retorna à pauta da CCJ após pedido de vista e tem parecer favorável à admissibilidade.

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Foto: Jonathan Campos

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. 

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Fonte: Agência Brasil
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Calor extremo já ameaça sistemas de produção de alimentos no mundo

Relatório da FAO e da OMM aponta que mais de 1 bilhão de pessoas já são afetadas pelos impactos do aumento das temperaturas.

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Foto: Divulgação/Embrapa Soja

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o calor extremo já está colocando os sistemas agroalimentares globais sob forte pressão e ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas.

O estudo foi elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). As agências destacam que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e duradouras, com impactos diretos sobre a agricultura, a pecuária, a pesca e as florestas.

Segundo o relatório, o cenário indica um futuro de maior incerteza, com o aquecimento global em aceleração. Dados recentes mostram que 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados, o que tem intensificado eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.

Foto: Pixabay

O documento aponta ainda que o calor extremo atua como um “multiplicador de riscos”, agravando secas, incêndios florestais, surtos de pragas e reduzindo a produtividade das lavouras quando são ultrapassados limites críticos de temperatura. Em geral, há queda na produtividade das principais culturas quando os termômetros passam de cerca de 30°C.

O relatório também cita casos como o do Marrocos, que enfrenta seis anos consecutivos de seca, seguidos por ondas de calor recordes.

Outro ponto de alerta é o aumento das ondas de calor marinhas. Segundo o estudo, esses eventos estão mais frequentes e têm reduzido os níveis de oxigênio nos oceanos, afetando estoques pesqueiros. Em 2024, cerca de 91% dos oceanos do mundo registraram ao menos uma onda de calor marinha.

Foto: Divulgação/IDR

As projeções indicam que os riscos tendem a crescer com o avanço do aquecimento global. O relatório estima que a intensidade dos eventos extremos de calor pode dobrar com 2°C de aquecimento e quadruplicar com 3°C, em comparação ao cenário de 1,5°C.

Também foi destacado que cada aumento de 1°C na temperatura média global pode reduzir em cerca de 6% a produção das quatro principais culturas agrícolas do mundo: milho, arroz, soja e trigo.

Diante desse cenário, FAO e OMM defendem maior coordenação entre países e o fortalecimento de sistemas de alerta climático para apoiar agricultores e pescadores na tomada de decisões. As agências afirmam ainda que ações de adaptação, isoladamente, não são suficientes para conter os impactos, e que será necessária uma resposta mais ampla diante da intensificação do calor extremo.

Fonte: O Presente Rural
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