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Sistema online tempo de espera por licenciamentos ambientais no PR

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Com a implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), há um ano, o Paraná se tornou o primeiro Estado do Brasil a receber solicitações de licenciamentos ambientais via internet e a emitir dispensas de licenciamentos online. A ferramenta já reduziu em cerca de 60% o tempo de atendimento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para deliberação de dispensas e licenciamentos online.
O sistema – desenvolvido pelo IAP em parceria com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) – tem como objetivo a padronização dos procedimentos e a redução do tempo de espera dos usuários para as emissões dos documentos por parte do IAP, melhorando a gestão ambiental do Estado. Com o SGA, os usuários podem fazer requisições pela internet e obter as dispensas de licenciamento ambiental na hora, além de acessar informações com mais facilidade.
Quando comparado com o SIA (Sistema de Licenciamento e Fiscalização Ambiental), que é substituído gradativamente pelo SGA, o atendimento com a nova ferramenta se mostra mais eficiente e prático para a população, já que oferece maior agilidade e transparência.
“O sistema não aceita mais solicitações de licenciamento ou de dispensa de licenciamento quando a documentação fornecida pelo usuário não está completa. Ele também acelera e torna uniforme o atendimento dos nossos técnicos à população, com a padronização de procedimentos, mas respeitando as particularidades de cada empreendimento”, explicou a diretora de Monitoramento Ambiental e Controle da Poluição, Ivonete Chaves.
Um exemplo dessa eficácia é a redução do tempo de emissão da dispensa de licenciamento ambiental. No sistema anterior, o período médio de atendimento do IAP ao usuário era de 53 dias e hoje a expedição não demora mais de um dia.
Já a licença ambiental simplificada de regularização para empreendimentos comerciais e serviços, que demorava, em média, cerca de um ano para ser emitida, fica disponível em apenas 11 dias com a nova ferramenta.
Além de diminuir o tempo de atendimento ao usuário, o novo sistema também otimiza o trabalho dos servidores do IAP. Calcula-se que é necessário o trabalho de sete pessoas para atuar na tramitação dos processos com o sistema que está em substituição. Com o SGA, o número cai para quatro servidores, já que a tramitação física do processo não acontece.
“Antes, o processo de licenciamento para essas atividades era moroso, o tramite físico era demorado. Havia ainda o risco faltar algum documento ou informação, o que prejudicava e atrasava o processo de análise das solicitações”, contou o engenheiro ambiental do IAP Altamir Hacke, que atua no desenvolvimento do sistema.
Outra vantagem da nova ferramenta é que ela pode auxiliar o Estado a melhorar a gestão ambiental e o planejamento de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável, já que com a integração de dados e leis será possível fazer relatórios de análise.
“Com base nesse sistema nós também conseguimos gerar relatórios para acompanhar a produção e o atendimento de cada regional ou sede do Instituto ao cidadão. É possível ainda acompanhar qual tipo de atividade é desenvolvida em cada região do Estado, pensando no ambiente como um todo e não mais no empreendimento e no seu impacto isolado”, disse o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. “Nosso objetivo final é melhorar a comunicação da nossa instituição com a população”, completou.
O SGA emite licenças ambientais e dispensas para empreendimentos industriais, de comércio e serviços, imobiliários, silvicultura e suinocultura. A intenção é que até 2017 todos os setores atendidos pelo IAP sejam contemplados no novo sistema.
O sistema pode ser acessado através do link SGA na página do IAP (www.iap.pr.gov.br). Nessa página está o tutorial que mostra aos usuários como utilizar a ferramenta, além de um serviço para esclarecer dúvidas. O sistema também pode ser acessado diretamente pelo endereço eletrônico www.sga.pr.gov.br. O SGA só funciona na versão atual do navegador Mozilla Firefox.
O responsável pelo empreendimento deve se cadastrar no sistema antes de fazer a primeira solicitação de licenciamento ou de sua renovação. Neste cadastro é necessário indicar o CPF ou CNPJ. O imóvel no qual será realizada a atividade passível de licenciamento ambiental também deve ser cadastrado. Para isso, é necessário demarcar os pontos de Geolocalização do Imóvel.
Após os devidos cadastramentos, o usuário pode solicitar o licenciamento ambiental. As informações e os documentos serão pedidos de acordo com a atividade a ser licenciada. Com base nessas informações, o Estado formará uma base de dados, na qual será possível emitir diversos relatórios, o que permitirá aprimorar a gestão ambiental do Estado.

Fonte: IAP

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Cadeia de proteína animal inicia articulação nacional para padronizar práticas de bem-estar animal

Workshop da COBEA reuniu representantes do setor em São Paulo e antecipou dados de estudo que será lançado em maio.

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Mesas-redondas discutiram os principais desafios do setor apresentaram sugestões de ações colaborativas - Fotos: Divulgação/COBEA

Cerca de 30 representantes de 20 empresas da cadeia de produção de proteína animal participaram, na última quinta-feira (26), do primeiro workshop colaborativo promovido pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), realizado na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. O encontro abriu uma agenda de articulação do setor voltada à construção de projetos conjuntos relacionados ao bem-estar animal.

Durante o evento, os participantes tiveram acesso a uma prévia dos resultados do relatório inédito “Bem-estar animal na cadeia produtiva brasileira – Evolução e ambições para o futuro”, que será apresentado oficialmente em 07 de maio, durante o Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal. O fórum é organizado pela coalizão em conjunto com a Produtor do Bem Certificação, idealizadora da iniciativa.

Desafios comuns e busca por padronização

Workshop Colaborativo COBEA – Rotas para a produção sustentável de alimentos abriu uma agenda de articulação do setor voltada à construção de projetos conjuntos relacionados ao bem-estar animal

A programação incluiu a apresentação institucional da entidade, a exposição dos dados preliminares do estudo e uma dinâmica de trabalho em grupo. Em quatro mesas-redondas, os participantes discutiram os principais entraves relacionados ao tema e propuseram caminhos de atuação coletiva.

Entre os desafios levantados estão a necessidade de padronização de critérios de bem-estar animal, a dificuldade de mensurar benefícios econômicos dessas práticas, a comunicação desse valor ao consumidor, a capacitação de fornecedores e a carência de dados consolidados no país.

As discussões resultaram na proposição de ideias para projetos colaborativos que, segundo a organização, serão estruturados nas próximas etapas. As empresas interessadas deverão ser convidadas a participar da construção dessas iniciativas.

Construção de agenda conjunta

Para Elisa Tjarnstrom, diretora-executiva da entidade, o encontro mostrou a disposição do setor em tratar o tema de forma coordenada. “Esse primeiro workshop da COBEA teve participação ativa dos presentes e discussões muito fundamentadas e importantes para o tema do bem-estar animal. Foi uma oportunidade rara para diferentes atores do setor se reunirem e compartilharem experiências e desafios, o que gerou um senso compartilhado de propósito e inspiração que marcou o encontro”, afirmou.

O presidente da coalizão, João Paulo Camarinha Figueira, destacou o papel da integração entre os elos da cadeia. “O encontro foi importante para integrar os diferentes elos da cadeia e alinhar expectativas, desafios e oportunidades. Quando os atores se conectam e trabalham de forma colaborativa, conseguimos avançar mais rapidamente na solução de problemas comuns e na geração de valor compartilhado. Esperamos que outras empresas se juntem ao grupo e fortaleçam essa relevante agenda”, frisou.

Fonte: Assessoria COBEA
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Crises internacionais expõem dependência do agro brasileiro por fertilizantes e diesel

Aumento dos custos e risco de desabastecimento colocam em xeque a produtividade e a segurança alimentar.

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Foto: Divulgação/Aprosoja-MT

As guerras entre Rússia e Ucrânia e entre Estados Unidos e Israel contra o Irã configuram uma crise que descortina ângulos inéditos da realidade e impõe reflexão estratégica. Ela irradia efeitos que transcendem o campo militar e alcançam, com intensidade, a segurança alimentar global. Para o Brasil, potência agrícola de dimensão planetária, a instabilidade internacional revela uma vulnerabilidade estrutural: a dependência externa de fertilizantes e de diesel.

Mais de 80% dos insumos utilizados na agricultura brasileira têm origem no exterior. O País importa mais de 40 milhões de toneladas anuais e ocupa a posição de quarto maior consumidor mundial, atrás de China, Índia e Estados Unidos. Potássio, cálcio e nitrogênio compõem a base nutricional das lavouras, enquanto a soja absorve mais de 40% do volume aplicado. Essa dependência, tolerada por décadas em razão de custos e conveniências econômicas, tornou-se fator de risco em um cenário de rupturas logísticas, sanções comerciais e volatilidade de preços.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

A escalada dos custos dos insumos, agravada pela escassez global, impõe ao produtor rural decisões difíceis. A tendência de redução no uso de fertilizantes compromete a produtividade e projeta impactos diretos sobre a oferta de alimentos. Ao mesmo tempo, a elevação do preço do petróleo pressiona o custo do diesel, essencial à operação das máquinas agrícolas, enquanto o transporte marítimo enfrenta encarecimento do frete e restrições de navegação. O resultado converge para um ciclo de aumento de custos que alcança toda a cadeia produtiva e recai, de forma inexorável, sobre o consumidor.

Santa Catarina já experimenta esses efeitos. A necessidade anual de aproximadamente 500 mil toneladas de fertilizantes para o cultivo de 1,4 milhão de hectares evidencia a dimensão do desafio. Culturas como soja, milho, arroz e trigo, além da fruticultura e da horticultura, dependem diretamente desses insumos para viabilizar a produção em solos de baixa fertilidade natural.

A contradição brasileira reside no fato de possuir abundância de matérias-primas, como gás natural, rochas fosfáticas e reservas de potássio em Sergipe e no Amazonas, e, ainda assim, não alcançar competitividade industrial. A desindustrialização e a ausência histórica de prioridade estratégica para o setor consolidaram a dependência externa.

Diante desse quadro, a busca pela autossuficiência deixa de ser uma aspiração e assume caráter de necessidade/prioridade nacional. O Plano Nacional de Fertilizantes representa um passo relevante ao estabelecer a meta de reduzir a dependência até 2050. Iniciativas como o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, ao prever incentivos fiscais, sinalizam um caminho possível para reverter a fragilidade estrutural.

A OCESC sustenta que o Brasil deve reestruturar sua política de fertilizantes com visão de longo prazo, integrando produção nacional, inovação tecnológica e práticas de manejo que promovam a recuperação e a eficiência do solo. A segurança no fornecimento desses insumos constitui condição indispensável para a soberania alimentar, para a estabilidade econômica e para a proteção do consumidor.

As crises internacionais não podem ser vistas apenas como ameaça, mas como impulso para decisões estratégicas. O Brasil reúne condições para transformar vulnerabilidade em força. A agricultura nacional, pilar da economia, exige uma base sólida que não dependa de fatores externos imprevisíveis.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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Bioinsumos movimentam R$ 6,2 bilhões e alcançam 194 milhões de hectares no Brasil

Área tratada cresce 28% em um ano, bionematicidas avançam 60% e inoculantes já estão presentes em 77 milhões de hectares, puxados por soja, milho e cana

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Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou mais de R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior. No mesmo período, a área tratada com essas tecnologias chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28% sobre 2024. Os números, divulgados pela CropLife Brasil, indicam expansão acelerada do uso de soluções biológicas no manejo agrícola, especialmente dentro de estratégias de manejo integrado de pragas.

Para Renato Gomides, gerente executivo da entidade, o crescimento está associado tanto a fatores conjunturais quanto estruturais enfrentados pelo produtor rural. “Quem acompanha a agricultura, sabe que o produtor enfrenta vários desafios como variabilidade de preço de commodities, de preço de produtos ou taxas de juros elevadas, que são desafios conjunturais da situação econômica e setorial do país. E existem desafios estruturais na produção, ligados à crescente pressão por soluções mais sustentáveis no campo. E os bioinsumos surgem exatamente nesse cenário, como uma tecnologia viável e integrada, para alcançar uma produção mais sustentável”, afirmou.

O crescimento do insumo biológico no campo está atrelado a um conjunto de fatores, como a profissionalização e expansão da indústria, a necessidade de combate a pragas resistentes pelo manejo integrado de insumos químicos e biológicos, a busca por soluções sustentáveis para a lavoura e a maior adoção do produto (em repetidas aplicações ou misturas).

Segmentos

A CropLife Brasil monitora quatro segmentos no mercado de bioinsumos: biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e inoculantes. Em 2025, a distribuição da área tratada entre esses segmentos foi concentrada principalmente em inoculantes, que representaram 40% do total, seguidos por bioinseticidas (24%), bionematicidas (23%) e biofungicidas (13%).

Os inoculantes, compostos por bactérias fixadoras de nitrogênio, foram aplicados em 77 milhões de hectares no ano passado, o que evidencia a crescente adoção dessa tecnologia na transição da agricultura brasileira para modelos de baixa emissão de carbono.

O desempenho entre 2024 e 2025 mostra um avanço mais expressivo dos bionematicidas, que ampliaram sua área de uso em 16 milhões de hectares, um salto de cerca de 60% ano a ano. Esse crescimento sinaliza a consolidação dos bionematicidas como um componente relevante das práticas de manejo sustentável no país. “Os bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam cada vez mais uma realidade no campo, é o que reflete a confiança do produtor rural no uso dessa tecnologia. Se observarmos o crescimento do triênio (2022-2024), nós já víamos um aumento na ordem de 15% ao ano. Já em 2025, houve um crescimento de 28% em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 194 milhões de hectares. O principal destaque que temos são os bionematicidas, que tiveram aumento de 60% em área tratada, adicionando 16 milhões de hectares no ano. Esse avanço mostra como a adoção vem sendo acelerada, principalmente em culturas de larga escala”, destacou a diretora de bioinsumos da entidade, Amália Borsari.

Já com relação ao valor de mercado do insumo biológico em 2025, o movimento de crescimento é igualmente relevante, com alternância dos destaques. A ordem dos segmentos fica em bioinseticidas (35%), bionematicidas (30%), biofungicidas (22%) e inoculantes (13%).

O segmento dos biofungicidas (microrganismos como bactérias e fungos) foi o que mais cresceu em valor (41%), atingindo R$ 1,4 bilhão. A tecnologia vem sendo utilizada no controle de doenças complexas como o mofo branco e a ferrugem.

Desempenho culturas agrícolas e estados

Entre os cultivos, a soja (62%), o milho (22%) e a cana (10%) são as culturas mais consolidadas no uso de bioinsumos. Além delas, o conjunto de outras culturas como algodão, café, citrus e hortifruti (HF) somam, aproximadamente, 6%.

Mato Grosso é o estado que mais utiliza bioinsumos, puxado pelo cultivo da soja, que adota inoculantes em 90% da área da cultura. Em seguida, São Paulo e Goiás assumem os segundo e terceiro maiores mercados de bioinsumos, com 17% e 14% de área tratada pela tecnologia, respectivamente. O desempenho do estado paulista é impulsionado pelo cultivo da cana e pelos cítricos.

A região de Matopiba, que envolve os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, crescente cinturão de produção de grãos, representa 11%. “O cenário para os defensivos biológicos é promissor, evidencia o panorama de 2025. O produtor já compreende a importância da tecnologia, que complementa as práticas adotadas na proteção de cultivares”, salienta Gomides.

Fonte: Assessoria CropLife Brasil
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