Avicultura
Sistema Ocesc e Cidasc unem esforços na prevenção à gripe aviária
No dia 24 de março, das 8h às 9h30min, as instituições promoverão um encontro online com a palestra “A importância das medidas de biosseguridade para o combate de enfermidades na avicultura”.

O Sistema Ocesc e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforçaram os laços na prevenção à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida popularmente como gripe aviária. No dia 24 de março, das 8h às 9h30min, as instituições promoverão um encontro online com a palestra “A importância das medidas de biosseguridade para o combate de enfermidades na avicultura”.
“O cooperativismo catarinense tem um compromisso inegociável com a sanidade animal, e isso se reflete na credibilidade que conquistamos nos mercados mais exigentes do mundo. A prevenção à gripe aviária é uma prioridade absoluta para as nossas cooperativas, que adotam protocolos rigorosos de biosseguridade. Este encontro promovido pelo Sistema Ocesc e pela Cidasc reforça o compromisso do setor em proteger a avicultura catarinense, garantindo a continuidade da produção e a segurança dos produtores. Ações como essa são fundamentais para mantermos Santa Catarina como referência em sanidade e qualidade no agronegócio”, destaca o presidente do Sistema Ocesc , Vanir Zanatta.

Presidente do Sistema Ocesc , Vanir Zanatta: “Com essa parceria, é possível implementar programas de capacitação, assistência técnica e inovação, beneficiando tanto os produtores, quanto a sociedade como um todo e é essencial para o desenvolvimento econômico e social do campo, promovendo um agro mais forte e resiliente frente aos impactos que essa doença pode provocar no plantel avícola” – Foto: Divulgação/Sistema Ocesc
O encontro online visa reforçar às cooperativas as medidas de biosseguridade nos plantéis, como forma de prevenção. O evento é aberto a todas as cooperativas e suas equipes técnicas, basta fazer a inscrição no formulário disponibilizado pelo Sistema Ocesc .
“A parceria entre o Sistema Ocesc e a Cidasc é fundamental para o fortalecimento da Defesa Agropecuária de Santa Catarina. Essa união de esforços é um desejo do nosso governador Jorginho Mello e do novo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini. Com essa parceria, é possível implementar programas de capacitação, assistência técnica e inovação, beneficiando tanto os produtores, quanto a sociedade como um todo e é essencial para o desenvolvimento econômico e social do campo, promovendo um agro mais forte e resiliente frente aos impactos que essa doença pode provocar no plantel avícola”, frisa a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.
Para manter este alto padrão sanitário em meio à crise de IAAP que afeta o globo, O Sistema Ocesc e a Cidasc têm intensificado as medidas preventivas de proteção aos plantéis. Até o momento, não há registros de focos da doença em Santa Catarina, mas a circulação de aves migratórias representa um risco de introdução do vírus no estado.
Santa Catarina é o segundo maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. O cooperativismo catarinense reúne cerca de 3 mil produtores, que respondem por cerca de 27% da produção do estado. Com um plantel avícola de excelência em sanidade, as cooperativas têm acesso aos mercados mais exigentes do mundo.
Notificação de suspeitas

Foto: Divulgação/Mapa
A influenza aviária é uma doença de notificação obrigatória e deve ser comunicada a qualquer instância local, regional, estadual ou federal do Serviço Veterinário Oficial, representado pelos Órgãos Estaduais de Sanidade Agropecuária (Cidasc) e pelas Superintendências Federais de Agricultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A notificação pode ser feita presencialmente ou por telefone.
O informe dos casos também pode ser realizado diretamente no site do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). O registro será imediatamente encaminhado ao responsável do Serviço Veterinário Oficial no município de localização da suspeita ou doença registrada. Para isso, é importante que a localização de onde se encontram os animais envolvidos na notificação seja a mais precisa possível.
Medidas de biosseguridade
A forma mais eficiente de prevenção é a adoção medidas de biosseguridade nas propriedades rurais. Deve-se isolar as aves de produção das aves de vida livre, oferecer água tratada para os animais e não permitir a visitação de pessoas não autorizadas nos aviários. Se identificar aves com sinais de gripe aviária, como mortalidade elevada, sinais respiratórios e nervosos, redução no consumo de água e alimento, redução na produção de ovos ou ovos mal-formados, faça a notificação pelo e-Sisbravet. Ao visitar praias e parques, não toque em animais doentes ou mortos e não recolha estes animais.
A aquisição de produtos de origem animal deve sempre ser feita de estabelecimentos com selo de inspeção sanitária, que garante o rígido cumprimento das normas sanitárias. O consumo da carne de aves e de ovos não transmite a Influenza Aviária. A transmissão do vírus da IAAP ocorre principalmente pelo contato com aves doentes.

Avicultura
Rio Grande do Sul registra foco de gripe aviária em aves silvestres
Secretaria da Agricultura informa que caso não altera status sanitário do Estado nem impacta o comércio de produtos avícolas.

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.
A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.
O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.
O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.
O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.
Avicultura
Conflito no Oriente Médio pressiona exportações brasileiras de frango
Risco sobre rotas marítimas estratégicas pode elevar fretes, seguros e custos de energia, com impacto nas margens do setor.

A intensificação das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos reposiciona o risco geopolítico no radar do agronegócio brasileiro. Embora não haja, até o momento, interrupção formal de contratos, o setor avalia que o impacto pode se materializar por meio de custos logísticos mais elevados, volatilidade cambial e pressão sobre insumos energéticos.
O Oriente Médio é destino relevante para a pauta agropecuária do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que milho, açúcar e carnes de aves figuram entre os principais produtos embarcados para a região. As carnes de frango e miúdos comestíveis respondem por 14,5% das exportações brasileiras destinadas a esses mercados, atrás apenas de milho e açúcar.
A dependência regional de importações de proteína animal mantém a demanda estruturalmente ativa. A preocupação, segundo representantes do setor, não está na absorção do produto, mas na previsibilidade operacional.
Logística no centro da incerteza

Foto: Claudio Neves
O foco das atenções recai sobre corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, por onde transita parcela expressiva do comércio global de energia e mercadorias. Qualquer instabilidade nessas rotas tende a encarecer o frete marítimo, elevar prêmios de seguro e alongar prazos de entrega.
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que acompanha a evolução do cenário. “A ABPA e suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”, informou a entidade.
A associação ressalta que “não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, o que reduz o risco de impacto direto sobre contratos bilaterais com o país. O efeito esperado, portanto, é indireto e sistêmico.
Petróleo e frete como vetores de transmissão
A região é peça central na oferta global de petróleo. Em momentos de escalada militar, o preço da commodity tende a reagir, influenciando tanto o custo do bunker, combustível utilizado por navios, quanto despesas com transporte terrestre e produção industrial.

Foto: Ari Dias
Análise publicada pela Farmnews aponta que a principal via de transmissão da crise para o agro brasileiro deve ocorrer por meio da energia e dos fertilizantes. “Crises geopolíticas na região não necessariamente derrubam a demanda por alimentos, mas aumentam a imprevisibilidade operacional”, destaca o estudo.
Para o frango brasileiro, que opera em ambiente de forte concorrência internacional e margens ajustadas, qualquer elevação de frete ou atraso logístico pode comprimir resultados. O mesmo raciocínio vale para milho e açúcar, que lideram a pauta regional.
No curto prazo, exportadores avaliam rotas alternativas e monitoram contratos de frete. No médio prazo, a trajetória do petróleo e o comportamento do transporte marítimo devem definir a extensão dos impactos sobre custos e competitividade.
Até aqui, o fluxo comercial segue sem ruptura formal. O ponto de atenção está no custo de manter esse fluxo em um ambiente de risco elevado.
Avicultura
Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista
Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.
Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.
Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.



