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Sistema OCB/MS estimula adoção de práticas sustentáveis nas cooperativas de Mato Grosso do Sul
Atualmente mais de 125 cooperativas estão instaladas no Estado sul-mato-grossense, reunindo juntas em torno de 390 mil cooperados. Esse setor, além de fazer grandes investimentos nas cidades onde atua, gera mais de 11,5 mil empregos.

Da união de pessoas em prol do desenvolvimento econômico, social, produtivo e sustentável resulta o cooperativismo, que no Mato Grosso do Sul tem crescido exponencialmente a cada ano. Segundo dados do Sistema OCB/MS, atualmente mais de 125 cooperativas estão instaladas no Estado, reunindo juntas em torno de 390 mil cooperados. Esse setor, além de fazer grandes investimentos nas cidades onde atua, gera mais de 11,5 mil empregos. Quase 90% dos 79 municípios sul-mato-grossenses contam com ao menos um empreendimento cooperativo.

Presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Régis: “As cooperativas que não pensarem na sustentabilidade do seu negócio, da sua atividade, provavelmente terão muitas dificuldades”
Sobre a perspectiva de desenvolvimento que contempla o tripé econômico, social e ambiental, os princípios do ESG no modelo cooperativista estão inseridos em suas atividades desde o princípio, com uma série de iniciativas em prol da inovação sustentável em suas operações. “O cooperativismo se diferencia por fomentar a participação econômica, combater a degradação ambiental e as mudanças climáticas, gerar bons empregos, contribuir para a segurança alimentar e por manter o capital financeiro nas comunidades locais”, declara o presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Régis.
Além do ramo agropecuário, também concentram suas atividades no Estado sul-mato-grossense cooperativas dos segmentos de consumo, crédito, infraestrutura, saúde, transporte, trabalho, produção de bens e serviços. Do setor agropecuário, 35 cooperativas estão filiadas ao Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul (Sistema OCB/MS). “As cooperativas agropecuárias atuam como orientadoras junto aos seus produtores rurais cooperados, visando a preservação e a perenidade do negócio no campo através de ações que representam a preservação e a recuperação do meio ambiente e do cerrado sul-mato-grossense”, evidencia o gestor cooperativista.
Segundo ele, as diretrizes ESG ainda estão sendo introduzidas em todas as cadeias de produção e serviço em Mato Grosso do Sul. Para acelerar a adoção de boas práticas que contemplem as áreas social, ambiental e de governança, o Sistema OCB/MS realiza capacitações contínuas nas áreas gerencial e executiva das cooperativas, que vão desde o curso básico de cooperativismo, passando pelas qualificações nas áreas de segurança, armazenagem, gestão financeira e contábil até o MBA em Gestão de Cooperativas. “Estamos contribuindo para fomentar o movimento ESG com cursos e treinamentos de forma integrada e sistemática para as cooperativas em todo o nosso Estado, no entanto as diretrizes ESG precisam cada vez mais serem levadas para toda a sociedade, não apenas para o modelo cooperativista, porque essa agenda é que dá sustentabilidade aos negócios”, salienta Régis, ampliando: “Temos incentivado as cooperativas a adotarem esse modelo, que preserva, acima de tudo, a perenidade do empreendimento através de ações sustentáveis de governança que atendam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela Organização das Nações Unidas”.
No entanto, o gestor cooperativista diz que em todas as cooperativas sul-mato-grossenses são replicadas atitudes sociais e ambientais, porém medidas de compliance são necessárias ainda estruturá-las dentro destas organizações. “As cooperativas que não pensarem na sustentabilidade do seu negócio, da sua atividade, provavelmente terão muitas dificuldades. Aqui no Mato Grosso do Sul, as cooperativas de todos os ramos têm dado ao tema ESG a necessária importância para que estejam cada vez mais preparadas às exigências do mercado e para superar os desafios à frente, sejam aqueles por consequência da pandemia, em decorrência de conflitos internacionais ou da economia”, pontua o presidente da OCB/MS.
Promoção social

Profissionais da área de odontologia prestam orientação odontológica e ensinam às crianças a forma correta de escovar os dentes durante o Dia de Cooperar
No âmbito social, são fomentadas pelo Sistema OCB/MS um conjunto integrado de ações com enfoque educativo para promover a cultura da cooperação, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das cooperativas e, consequentemente, de suas comunidades.
Entre as várias iniciativas estão o Dia de Cooperar (Dia C), Aprendiz Cooperativo, Cooperativa Amiga da Criança, Projeto PIPA, Natal da Cooperação, além do Programa Cooperjovem, que promove a cultura da cooperação, dissemina a doutrina, os valores e princípios do cooperativismo entre crianças e jovens por meio de atividades educativas, beneficiando anualmente cerca de oito mil alunos, de 16 escolas distribuídas por 11 municípios sul-mato-grossenses.
Cooperativas agropecuárias

Arrecadação de alimentos também integra as ações do Dia de Cooperar no Mato Grosso do Sul
As cooperativas agropecuárias têm trabalhado com diversas iniciativas de preservação e recuperação de áreas degradadas, conservação de mananciais de água e na preparação do solo para receber as culturas de grãos. Conforme Régis, cerca de 75% da capacidade de armazenagem de grãos em todo o Estado pertence ao modelo cooperativista, com um faturamento próximo de R$ 30 bilhões de toda a cadeia produtiva do agro sul-mato-grossense. “Os negócios cooperativos têm crescido de forma bastante acentuada, com um aumento significativo no volume de atendimentos à cooperados e de novas unidades de cooperativas, no entanto, não notamos aumento na implantação de novas cooperativas no Estado”, afirma Régis.
Economia
As cooperativas são um pilar importante da economia do Mato Grosso do Sul, apresentando um faturamento de R$ 26,5 bilhões em 2021, o que reflete um crescimento de 38%, e em tributos foram gerados R$ 690 milhões, crescendo cerca de 57%. E todo esse resultado econômico tem impacto direto na sociedade, agregando renda e promovendo o desenvolvimento.
Atuação
Com a finalidade de promover e desenvolver o cooperativismo, a OCB/MS foi constituída logo após o desmembramento do Estado de Mato Grosso e neste ano completou 43 anos de fundação. Sua história se mistura com a evolução do cooperativismo sul-mato-grossense, seja na representação e defesa política, na atuação sindical ou no fomento ao modelo de negócio.
Já são mais de quatro décadas em defesa dos princípios e valores inabaláveis do cooperativismo, mas também de busca da ampliação desse modelo econômico sustentável e socialmente responsável, capaz de proporcionar inclusão produtiva, geração de renda, acesso a mercados e uma das ferramentas mais estratégicas para os governos preocupados com o desenvolvimento de seu Estado e do país. “Nossa missão é promover e fomentar o cooperativismo por meio da capacitação e da difusão de seus princípios doutrinários, bem como integrar, desenvolver e dar sustentação aos empreendimentos cooperativos, contribuindo para uma sociedade mais solidária e fraterna”, enfatiza o gesto.
Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Notícias
ASEMG lança ASEMG TECH e aposta em inovação para fortalecer a suinocultura mineira

A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) está lançando o novo projeto, o ASEMG Tech, voltado ao estímulo da inovação e ao fortalecimento da competitividade da suinocultura no estado.
A iniciativa surge com o objetivo de aproximar tecnologias já aplicadas e validadas da realidade das granjas, promovendo um espaço qualificado para apresentação, avaliação e debate de soluções com potencial de gerar ganhos concretos de produtividade, eficiência e gestão. O projeto também busca preencher uma lacuna no setor, ao propor um evento focado exclusivamente em inovação prática na suinocultura. As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de abril de 2026 através do site da entidade (clique aqui).
Podem participar empresas nacionais e internacionais, startups, scale-ups, universidades, centros de pesquisa, cooperativas e instituições tecnológicas que atuem com soluções aplicadas à produção suinícola. As áreas contempladas incluem genética, nutrição, sanidade, automação e equipamentos, gestão e monitoramento, inteligência de dados, sustentabilidade, eficiência produtiva e outras inovações voltadas ao setor.
Segundo o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira Couto, o ASEMG Tech representa um avanço estratégico para o setor. “O ASEMG Tech nasce com a proposta de conectar tecnologia e prática produtiva. Queremos criar um ambiente onde produtores possam conhecer, avaliar e discutir soluções que realmente tragam resultados para as granjas. É uma iniciativa que reforça o papel da ASEMG como promotora da inovação e do desenvolvimento da suinocultura em Minas Gerais”, afirma.
Para serem elegíveis, as tecnologias devem atender a critérios técnicos estabelecidos em edital, como aplicação comprovada em campo, resultados mensuráveis na produção e potencial de gerar ganhos de eficiência, produtividade ou gestão. Todo o processo de seleção será conduzido por uma Comissão Técnica formada por especialistas, garantindo rigor e credibilidade à iniciativa.
Ao todo, nove empresas serão selecionadas para apresentar suas soluções durante o ASEMG Tech, em painéis técnicos presenciais voltados exclusivamente a produtores associados da entidade. A proposta é promover um ambiente qualificado de troca, aproximando as demandas do campo das soluções tecnológicas disponíveis no mercado.
Além da oportunidade de apresentar diretamente ao público produtor, as empresas participantes terão a chance de posicionar suas marcas como referência em inovação no setor e fortalecer conexões estratégicas dentro da cadeia produtiva.
As inscrições para as empresas que têm interesse em apresentar as suas propostas já estão abertas. Acesse e faça já a sua inscrição.
Cronograma:
Encerramento das inscrições: 11 de abril de 2026
Divulgação das selecionadas: até 05 de maio de 2026
Realização do evento: 29 de maio de 2026
Local: Sede da ASEMG – Belo Horizonte (MG)
O ASEMG Tech se consolida como uma vitrine de inovação aplicada à suinocultura, promovendo a integração entre tecnologia, conhecimento e produção para o avanço do setor em Minas Gerais.
Notícias
Fenagra chega à 19ª edição e consolida liderança em feed & food na América Latina
Feira e congressos técnicos reunirão 14 mil participantes em São Paulo, com foco em nutrição animal, pet food e inovação tecnológica.

A 19ª edição da Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) reafirma seu protagonismo na América Latina ao reunir os principais players de Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras. O evento será realizado de 12 a 14 de maio, das 11 às 19 horas, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Em paralelo à feira, acontecerão os congressos técnicos promovidos pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). Entre eles estão a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e o 25º Congresso CBNA PET. A expectativa é reunir cerca de 14 mil visitantes e congressistas ao longo dos três dias.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg: “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal” – Foto: Divulgação
Daniel Geraldes, diretor da Fenagra, destaca a parceria de longa data com o CBNA e reforça o papel do evento no fortalecimento da agroindústria. “Essa integração reforça o compromisso com o fortalecimento da agroindústria, promovendo a conexão entre ciência, tecnologia e mercado, além de impulsionar a inovação e o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal”, afirma.
Para Godofredo Miltenburg, presidente do CBNA, o sucesso do evento está ligado à qualidade técnica e à presença de empresas líderes. “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal”, enfatiza.
Programação técnica detalhada
A 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos terá como tema central Nutrição além da nutrição e contará com mais de 20 palestras distribuídas em cinco painéis. Especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor discutirão tendências, tecnologias e inovações na nutrição de aves, suínos e bovinos.

Foto: Divulgação
O 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, organizado pela SBNutriPet em parceria com o CBNA, abordará os desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais, melhores práticas clínicas e apresentação de trabalhos científicos. Palestrantes virão de universidades do Brasil, Estados Unidos e Canadá.
O 25º Congresso CBNA PET terá como tema Desafios na alimentação de felinos e dividirá sua programação em quatro painéis: Nutrição, Processo e Segurança, Mercado e Comunicação ética em nutrição de cães e gatos. Serão debatidos nutrientes na formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, indicadores de desempenho em fábricas de ração e perspectivas de mercado.
Expositores e volume de negócios
A Fenagra reunirá 250 expositores nacionais e internacionais vindos de Estados Unidos, Rússia, Austrália, Europa, Ásia, América do Sul e Arábia Saudita. A feira ocupará dois pavilhões do Distrito Anhembi, com 26 mil m² de área de exposição.
A maior parte dos expositores pertence aos segmentos de Pet Food e Nutrição Animal, seguida por Frigoríficos e Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais, destinados à nutrição humana e à produção de biocombustíveis. O volume de negócios durante a feira deve superar R$ 1 bilhão, consolidando a Fenagra como principal plataforma de negócios do setor na América Latina.
Colunistas
Produtividade recorde do agro brasileiro ameaça ser sufocada por gastos públicos improdutivos
Enquanto soja, milho e pecuária impulsionam até 27% do PIB e elevam o IDH em municípios produtores, ineficiência fiscal e juros altos pressionam crédito e aumentam pedidos de recuperação judicial no setor.

Enquanto a produtividade floresce nos campos do agronegócio, a gestão pública brasileira parece estagnada em modelos que privilegiam o gasto improdutivo em detrimento do investimento estruturante. Não há inclusão social sem uma economia saudável! Hoje, a “galinha dos ovos de ouro” brasileira – o agronegócio – enfrenta uma ameaça que não vem do clima ou do solo, mas da ideologia e da insensatez de Brasília.
Há anos, o agronegócio é o principal responsável pela expansão econômica brasileira. Segundo dados do Cepea (USP) em parceria com a CNA, o setor responde por aproximadamente 24% a 27% do PIB nacional. Em 2023, enquanto outros setores patinavam, o PIB da agropecuária saltou 15,1%, sendo o fiel da balança para evitar uma recessão técnica e garantir o superávit comercial.
Esse sucesso é fruto de um crescimento de produtividade sem precedentes. A Produtividade Total dos Fatores (PTF) no agro cresce, em média, 3,2% ao ano — um ritmo que humilha a média da indústria nacional e de muitos países desenvolvidos.
É sempre importantíssimo frisar que o Brasil não só planta, mas desenvolve tecnologia biológica de ponta!
É fundamental compreender que o agronegócio não se resume ao “dentro da porteira”. O termo “Agribusiness” foi cunhado em 1957 pelos professores de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, justamente para descrever a soma total de todas as operações envolvidas na fabricação e distribuição de suprimentos agrícolas.
O agronegócio é, portanto, uma cadeia complexa que integra:
- O Agro “dentro da porteira”: a agricultura e pecuária propriamente ditas, onde o manejo do solo e a gestão biológica ocorrem.
- Indústria: fabricação de insumos, defensivos, fertilizantes e máquinas pesadas, além do processamento agroindustrial de alimentos e biocombustíveis.
- Serviços: logística de transporte, armazenamento, crédito agrícola sofisticado e tecnologia da informação (Agtechs).
Essa visão sistêmica revela, por exemplo, que o sucesso da colheita movimenta desde uma fábrica de tratores no interior de São Paulo, até o porto em Santos, sustentando milhões de empregos indiretos.
Nada disso seria possível sem o papel histórico da EMBRAPA. Criada na década de 70, a Embrapa foi a arquiteta da “revolução tropical”, transformando o Cerrado — antes considerado terra ácida e improdutiva — no celeiro do mundo através da ciência brasileira.
O ganho de eficiência do campo transborda diretamente para o capital humano. Municípios com forte presença do agro apresentam indicadores de qualidade de vida muito superiores à média nacional. Cidades como Sorriso (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO) e Toledo (PR) são exemplos disso.
Essas localidades figuram constantemente no topo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) regional porque a riqueza gerada pela produtividade se converte em:
- Infraestrutura urbana de qualidade;
- Melhores escolas e centros de capacitação técnica;
- Sistemas de saúde mais robustos e acessíveis.
A prosperidade agrícola é o maior vetor de descentralização do desenvolvimento que o Brasil já conheceu, criando polos de dignidade longe das metrópoles litorâneas.
Entretanto, esse vigor produtivo encontra um obstáculo na insustentabilidade fiscal. O Brasil gasta muito e gasta mal. Consumimos cerca de 33% do PIB em impostos, mas o retorno em investimento público em capital humano, ciência e inovação, além de infraestrutura, é irrisório, mal chegando a 2%.
O desperdício e a má gestão são flagrantes:
- Privilégios Estruturais: Gastos exorbitantes com pensões e aposentadorias de elite (como as de juízes e alta cúpula do funcionalismo), mantendo castas que consomem recursos que deveriam financiar laboratórios de biotecnologia ou ferrovias.
- Corrupção e Ineficiência: O dinheiro é drenado por desvios e por uma burocracia que “cria dificuldades para vender facilidades”, além do custo de manter estatais ineficientes e obras inacabadas que nunca se tornam ativos para o país.
Essa “gastança desordenada” eleva a dívida pública, forçando o Banco Central a manter a Taxa Selic elevada para conter a inflação. Juros altos significam financiamento inviável.
O produtor, que depende de crédito para comprar sementes e maquinário, está sendo asfixiado. Dados da Serasa Experian mostram um aumento alarmante de mais de 500% nos pedidos de Recuperação Judicial no setor agropecuário entre 2023 e 2024.
Não podemos permitir que a ineficiência do Estado destrua a engrenagem que sustenta o país. A justiça e a inclusão social exigem um governo que respeite quem produz. É urgente:
- Melhorar a qualidade do gasto: cortar privilégios e priorizar investimentos em ciência, tecnologia e educação.
- Responsabilidade fiscal: tornar a dívida sustentável para baixar os juros de forma estrutural, fomentando o agro.
- Incentivo à inovação: reduzir a burocracia para que o empreendedorismo inclusivo no campo possa prosperar.
O agronegócio é a prova de que o Brasil pode ser uma potência. Mas, para que a colheita continue farta, é preciso parar de consumir as sementes do amanhã com os gastos perdulários de hoje.
Gestão ética e compromisso com a realidade são os únicos caminhos para o Brasil que queremos.



