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Sistema OCB lança Agenda Institucional do Cooperativismo 2025
Evento acontece na próxima terça-feira (18), a partir das 19 horas, no Unique Palace, em Brasília.

Na próxima terça-feira (18), a partir das 19 horas, o Sistema OCB promove o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2025, documento estratégico que define as prioridades do movimento para o ano, englobando temas essenciais como sustentabilidade, inovação, inclusão financeira e desenvolvimento local. O evento será realizado no Unique Palace, em Brasília, e reunirá autoridades, lideranças do cooperativismo e representantes dos Três Poderes.
Entre os convidados de destaque (a confirmar) estão o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago. Também contará com a presença do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Arnaldo Jardim, e de outros membros da diretoria como a senadora Tereza Cristina e os deputados Pedro Lupion, Sérgio Souza e Zé Vitor.
A Agenda Institucional 2025 traz temas estratégicos que impactam diretamente o desenvolvimento das cooperativas e seu papel na economia brasileira:
- Ano Internacional das Cooperativas: Como parte da celebração global promovida pela ONU, o documento reforça a necessidade de maior reconhecimento político e institucional do setor e sua relevância para o desenvolvimento sustentável. A agenda traz iniciativas voltadas à mobilização de líderes e gestores públicos para ampliar o apoio ao cooperativismo, além de buscar o reconhecimento do modelo cooperativista como Patrimônio Imaterial do Brasil. Também são incentivadas ações em Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais para consolidar o compromisso do poder público com as cooperativas.
- Cooperativismo na COP30: O evento climático mais importante do ano será realizado no Brasil, e as cooperativas estarão presentes para mostrar como seu modelo de negócios contribui para a transição para uma economia verde e de baixo carbono. A OCB articulará a participação ativa do setor nas discussões e eventos da COP30, demonstrando como as cooperativas podem ser aliadas estratégicas na implementação de práticas sustentáveis e no financiamento de soluções ambientais inovadoras.
- Ato Cooperativo e Reforma Tributária: Após a aprovação da Lei Complementar 214/2025, o desafio agora é garantir sua regulamentação para preservar a competitividade das cooperativas e assegurar um ambiente jurídico favorável ao setor. O Sistema OCB continuará defendendo que o modelo cooperativista tenha um tratamento adequado dentro do novo sistema tributário, garantasegurança jurídica e mantenha as vantagens competitivas essenciais para o crescimento do setor.
- Crédito e Inclusão Financeira: A ampliação do acesso ao crédito pelas cooperativas financeiras será um dos temas centrais, destacando seu impacto no desenvolvimento regional e na inclusão produtiva.Para isso, busca-se, entre outras ações, a flexibilização das regras que disciplinam a captação de recursos de entes públicos municipais por cooperativas de crédito para melhor reinvestimento em atividades produtivas locais.
- Infraestrutura e Conectividade: A viabilização da participação das cooperativas no setor de telecomunicações, por meio do PL 1.303/2022, promete levar mais conectividade ao campo e fomentar o crescimento sustentável das comunidades rurais.
Manifestos
Durante o evento de lançamento da Agenda, o Sistema OCB dará destaque também para outros dois documentos:
- Vídeo manifesto sobre o Ano Internacional das Cooperativas, com detalhes sobrea importância global do setor e sua contribuição para uma economia mais justa e inclusiva;
- Carta aberta do cooperativismo para a COP30, um posicionamento oficial do setor sobre sua atuação na agenda climática e sua contribuição para a sustentabilidade.

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Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul
Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.
Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural
presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.
A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.
Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.
A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.
Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.
O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock
em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.
Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.
O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock
Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.







