Conectado com

Notícias

Sistema Faesc/Senar reconhece comprometimento do Cidasc

O evento contou com explanação do governador Jorginho Mello, da presidente da Cidasc Celles Regina de Mattos, do secretário da Agricultura Valdir Colatto, entre outras autoridades locais.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Faesc/Senar

A celebração dos 44 anos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), realizada na sede da instituição situada no Itacorubi, em Florianópolis, foi prestigiada pela comunidade, autoridades e imprensa catarinense. O Sistema Faesc/Senar esteve presente e demonstrou, em seu estande, algumas das inciativas desenvolvidas em prol do setor produtivo. Representando o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, esteve presente no estande e também no momento da cerimônia alusiva ao aniversário. O evento foi marcado por honrarias, entregas simbólicas e reconhecimento.

O evento contou com explanação do governador Jorginho Mello, da presidente da Cidasc Celles Regina de Mattos, do secretário da Agricultura Valdir Colatto, entre outras autoridades locais. Um vídeo destacou a trajetória da Cidasc ao longo dos anos, ressaltando seu papel vital na promoção da sanidade animal, vegetal e inspeção de produtos agropecuários. Durante a comemoração, foram entregues 15 novos veículos, 20 drones e 180 tablets para fortalecer o serviço de defesa sanitária em Santa Catarina.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Mattos e o governador Jorginho Mello, no espaço do Senar/SC com a equipe da entidade – Foto: Secom Governo de SC

A presidente Celles Regina ressaltou a importância do trabalho da Cidasc para exportação dos produtos e para o consumo interno. O evento também foi marcado por uma homenagem especial ao empregado Amauri Jesus, um profissional dedicado que contribui para a Cidasc há 44 anos. O Governador, a presidente da Cidasc e o secretário de Estado da Agricultura entregaram uma placa em reconhecimento à sua longa e valiosa contribuição.

A celebração culminou com um corte simbólico de bolo, um convite para que todos os presentes deixassem suas assinaturas em um backdrop com mensagens de carinho, desejos e lembranças que será exposto em um local especial na empresa.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, fez questão de reconhecer a importante trajetória da Cidasc e ressaltou que ao longo de sua história, a entidade vem cumprindo com excelência a sua missão de executar ações de sanidade animal e vegetal, preservar a saúde pública, bem como promover o agronegócio e o desenvolvimento sustentável do Estado. “Temos orgulho pelas importantes parcerias estabelecidas com a companhia, que é reconhecida pela credibilidade e pelo expressivo trabalho desenvolvido em prol do agro”, completou.

Espaço do Sistema Faesc/Senar/

No espaço do Sistema Faesc/Senar, a equipe do Senar/SC (Daiana Correa, Josiane Gomes e Yasmin Vaucher) apresentou as ações da entidade. Entre as ações destacadas estiveram os Programas de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS) e o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

Com a parceria dos Sindicatos Rurais e outras entidades ligadas ao agronegócio, o Senar/SC promove todos os meses cerca de 500 cursos gratuitos dos Programas de FPR e PS. A Formação Profissional Rural  contempla capacitações nas áreas de agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoril e relativas à prestação de serviços, pecuária e silvicultura. Na Promoção Social são oferecidos treinamentos focados na educação, organização comunitária, saúde, alimentação e nutrição, artesanato, entre outros.

Superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, com o governador Jorginho Mello e a presidente da Cidasc, Celles Regina de Mattos – Foto: Secom Governo de SC

O Programa ATeG é realizado em parceria com os Sindicatos Rurais e oportuniza ao produtor explorar novas ferramentas que potencializam o crescimento de seus negócios. O acompanhamento tem duração de dois a quatro anos e visa aprimorar as técnicas e o gerenciamento, tornando a produção mais eficiente e lucrativa. As atividades são realizadas com grupos de 25 a 30 produtores organizados de acordo com a cadeia produtiva.

Atualmente, o programa beneficia 10 cadeias produtivas: agroindústria; agroindústria apícola; apicultura; bovinocultura de leite; bovinocultura de corte; fruticultura; maricultura; olericultura; ovinocultura de corte e piscicultura.

Zanluchi frisou a importância da ATeG para obter eficiência, elevar a renda, a produtividade dos produtores, bem como fortalecer o empreendedorismo e a gestão dos negócios do campo. Também destacou a expressiva contribuição da Cidasc para garantir a excelência em sanidade agropecuária.

Fonte: Assessoria Faesc/Senar

Notícias

Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

Publicado em

em

Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Notícias

Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

Publicado em

em

Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
Continue Lendo

Colunistas

Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.