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Sistema Faesc/Senar orienta sobre Planejamento Previdenciário Rural

O Planejamento Previdenciário Rural é um conjunto de ações tomadas por produtores e trabalhadores rurais para garantir seus direitos previdenciários.

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O Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de SC) promoveu na última sexta-feira (20), palestra on-line sobre “Planejamento Previdenciário Rural”. A explanação foi conduzida pelo professor e advogado na área de previdência rural, Dr. Tassio Gutierre e teve como moderadores Drª Carolina Carvalhais e Dr. Luiz Fabiano.

A abertura do evento foi conduzida pela coordenadora de Departamento Sindical da Faesc, Andreia Barbieri Zanluchi e pelo presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. “Queremos agradecer à CNA pela parceria e destacar o nosso compromisso em servir e apoiar nossos produtores rurais em iniciativas que sejam importantes para sua atividade. Essa palestra é mais um passo essencial para que possamos fortalecer o alicerce da segurança previdenciária dos nossos produtores”, ressaltou Pedrozo.

O Planejamento Previdenciário Rural é um conjunto de ações tomadas por produtores e trabalhadores rurais para garantir seus direitos previdenciários. Seu objetivo é planejar a aposentadoria e garantir benefícios sociais, como por exemplo, auxílio-doença e pensão por morte, de acordo com as regras estabelecidas pela Previdência Social.

Gutierre alertou os participantes sobre a necessidade de organização e planejamento para a aposentadoria rural, além de destacar a importância de esclarecer todas as dúvidas em relação à contribuição previdenciária. “Nosso objetivo é instigar, orientar e trazer a informação de que é preciso planejar para que, no futuro, o benefício seja concedido na seara administrativa”.

Durante a palestra, o especialista demonstrou como comprovar as atividades rurais e orientou sobre os passos que os produtores rurais devem seguir até a aposentadoria. Esclareceu os critérios utilizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para análise e concessão do benefício e ressaltou a necessidade do enquadramento em uma das categorias previstas para aposentadoria rural (segurado especial, produtor rural, contribuinte individual ou trabalhador rural – conforme as características e exigências específicas).

O evento esclareceu quem são os segurados especiais (produtor que exerce atividade rural individualmente ou em regime de economia familiar) e falou sobre aspectos como idade para aposentadoria, tempo de contribuição, documentos que servirão de prova no pedido de aposentadoria, entre outros.

Também detalhou que para ser considerado segurado especial, o beneficiário não pode ter uma área superior a quatro módulos fiscais e pode contratar empregados somente por um período de 120 dias no ano civil. Além disso, explicou que o segurado especial pode participar de cooperativas, sindicatos e associações desde que seja de natureza da atividade rural.

Outra dúvida frequente dos produtores, elucidada na palestra, esteve relacionada à categoria de microempreendedor individual. “O segurado especial pode estar enquadrado na categoria desde que exerça atividade rural. Isso é importante porque é uma forma de regularizar e facilitar o reconhecimento do direito”.

Além de trazer outras informações importantes relacionadas ao Planejamento Previdenciário, Gutierre reforçou que é fundamental planejar o futuro. “Não basta recolher e pagar corretamente. É necessário guardar a documentação para que seja validada em momento oportuno”, finalizou.

Fonte: Assessoria Sistema Faesc/Senar

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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