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Sistema Faesc/Senar demonstra expressão da ATeG Maricultura na ExpoMAR 2023

Com foco na sustentabilidade e competitividade do setor pesqueiro e da maricultura, a ExpoMAR sedia debates e palestras sobre os principais gargalos e oportunidades para o setor.

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Presidente da ExpoMAR, Altemir Gregolin, com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, durante o evento - Foto: Divulgação

Com um espaço preparado para mostrar a expressão do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na área de maricultura, o Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), marca presença na ExpoMAR 2023, nesta quinta e sexta-feira, dias 29 e 30 de junho, no Centreventos de Itajaí-SC. Produtores que cresceram com o apoio da ATeG também participam e contam como a iniciativa foi importante para potencializar seus negócios.

Com foco na sustentabilidade e competitividade do setor pesqueiro e da maricultura, a ExpoMAR sedia debates e palestras sobre os principais gargalos e oportunidades para o setor. O evento reúne pescadores, armadores, maricultores e indústria pesqueira. Especialistas nacionais e internacionais apresentam os mais recentes avanços em temas como Gestão de Recursos Pesqueiros, Economia do Mar e a Pesca no Brasil, Plano espacial marinho, sinergias e conflitos, entre outros assuntos.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antonio Zanluchi, destacou a satisfação em fazer parte de um evento tão importante. “A maricultura possui elevado potencial de crescimento e, ao oferecer conhecimento e exposição de tecnologias, a ExpoMAR será essencial para fortalecer o setor. É uma oportunidade para qualificarmos ainda mais nossas equipes técnicas e oportunizar novos conhecimentos aos maricultores, por meio dos debates, palestras e acesso às novas tecnologias expostas na feira. Também é um momento para apresentarmos o importante trabalho que desenvolvemos com os maricultores por meio da ATeG – programa considerado referência no estado e no país”.

A coordenadora da ATeG do Senar/SC, Paula Coimbra Nunes, frisa que no estande do Sistema Faesc/Senar, é possível conhecer a metodologia da ATeG na área de maricultura, os resultados obtidos pelos produtores já atendidos e os critérios de participação no programa, que tem duração de dois a quatro anos e é gratuito. “O objetivo é qualificar produtores para gestão dos negócios. É um trabalho contínuo, que engloba todos os processos da cadeia produtiva e possibilita a realização de ações efetivas nas áreas econômica, social e ambiental, assim como os processos de gestão do negócio”.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, assinala que a ATeG maricultura atendeu cerca de 79 maricultores desde 2016. “Atualmente temos um grupo com 30 produtores em três municípios na grande Florianópolis. Incentivamos o desenvolvimento da maricultura em Santa Catarina, demonstrando a sua importância para a economia do estado. Observamos que os produtores que integram a ATeG conseguem planejar as fazendas marinhas e organizar melhor a produção. Já contamos com excelentes cases de sucesso que oferecem ao mercado produtos de excelente qualidade”.

ExpoMar

A ExpoMAR reúne Fórum Internacional de Pesca, Seminário de Maricultura, Mostra Técnico-Científica e Feira de Negócios – o primeiro e único evento da cadeia da pesca e maricultura focado em projetar e discutir o setor, gargalos e desafios para os próximos 30 anos. “É um encontro de debates, análise de tendências, geração de conhecimento, construção de pautas comuns e negócios em uma atividade muito importante para o país e com potencial de expansão e de geração de trabalho, emprego e renda”, comentou Altemir Gregolin, presidente da ExpoMAR.

A ExpoMAR: pesca, maricultura e logística, é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil. Tem a correalização da Fundep (Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências), SINDIPI, (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região) e Univali (Universidade do Vale do Itajaí). O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Senar SC (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Gomes da Costa patrocinam o evento.

A ExpoMAR recebe o apoio de instituições como o Ministério da Pesca, Governo do Estado de Santa Catarina, Prefeitura de Itajaí, FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), Abipesca (Associação Brasileira da Indústria de Pesca), Conepe (Conselho Nacional de Estudos Pesqueiros), Fepesc (Federação dos Pescadores de Santa Catarina), Rumar (Instituto Rumo ao Mar), Instituto Federal de Santa Catarina, UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) e ACAQ (Associação Catarinense de Aquicultura – ACAQ).

Fonte: Assessoria

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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