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Sistema Faesc/Senar apoia novas entregas de alimentos para animais ao Rio Grande do Sul

Além das doações para os animais, a Faesc enviou ao Rio Grande do Sul carretas carregadas com leite longa vida e maçãs

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O supervisor técnico da ATeG, Fernando Schneider, e a supervisora regional do Senar/SC, Grasiane Viêra, no momento da partida da carreta Fotos: Divulgação/Faesc

Santa Catarina enviou 28 carretas com alimentação para os animais no Rio Grande do Sul

O agronegócio catarinense segue unido para aliviar o sofrimento das pessoas e animais afetados pelas enchentes que devastaram vários municípios do Rio Grande do Sul. Desde maio, 28 carretas com feno e pré-secado seguiram ao estado gaúcho para nutrir o rebanho. A iniciativa faz parte de uma campanha da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) que mobilizou os 92 Sindicatos Rurais catarinenses para diminuir o sofrimento animal e impedir o agravamento da crise que afeta o estado.

“O engajamento dos Sindicatos Rurais oportunizou obter volume expressivo de recursos para o pagamento do frete aos transportadores responsáveis por entregar o feno e demais materiais doados pelos catarinenses aos produtores do Rio Grande do Sul” ressalta o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo.

Carreta saiu do extremo-oeste na última semana em direção ao Rio Grande do Sul

Na última semana, a segunda carreta carregada com pré-secado, organizada pelos produtores do extremo-oeste catarinense, saiu com destino ao Sindicato Rural de Soledade que encaminhará os itens aos locais mais necessitados. A carga contempla 44 bolas de pré-secado para alimentar bois, vacas e cavalos afetados pela tragédia climática.

O supervisor técnico do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Fernando Schneider, e a supervisora regional do Senar/SC, Grasiane Viêra, estiveram no local no momento da saída da carreta e destacaram o envolvimento do setor produtivo na ação. “Em conversa com os produtores, eles afirmam que a previsão é doar mais duas cargas com a mesma proporção de bolas” frisa Fernando.

Dos municípios de Itaiópolis, Três Barras e Canoinhas, no norte, cinco carretas transportaram 191 bolas de pré-secado, 50 sacos de silagem e dois sacos de ração. Uma camionete levou medicamentos (soros glicosados, soros cálcio, antitóxicos, 50 soros polivitamínicos, 50 litros de alcalino para ordenha, 50 litros de pós-dipping e roupas). Os itens foram destinados aos municípios de Arroio do Meio e Travesseiro.

A supervisora técnica da ATeG Taiane Plautz Pscheidt e demais voluntários envolvidos na ação na região norte

De acordo com a supervisora técnica da ATeG no norte, Taiane Plautz Pscheidt, os pré-secados foram entregues ao produtor rural Mathias Henz, que organizou a distribuição para outros 12 produtores. Ela afirma, ainda, que quatro cargas de bolas de pré-secado foram doadas por produtores de Itaiópolis e Três Barras e o quinto carregamento foi cedido pelo público rural de Irineópolis, Porto União e Canoinhas. Os medicamentos e os produtos para ordenha foram adquiridos com doações em dinheiro de produtores de Mafra, São Bento do Sul, Campo Alegre e Joinville.

O movimento tem o apoio dos supervisores regionais do Senar/SC e equipes técnicas do Programa ATeG que, ao lado dos Sindicatos Rurais, buscam doações de alimentos para o gado bovino junto aos produtores rurais. Os caminhões são disponibilizados por empresários parceiros e o custo do transporte é coberto com o aporte de dinheiro dos próprios Sindicatos Rurais de SC.

Várias cargas da região norte foram encaminhadas ao Rio Grande do Sul

A coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, e o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, destacam o engajamento de toda a equipe técnica do programa nas ações de apoio ao Rio Grande do Sul. Os produtores que tiverem interesse em ajudar podem entrar em contato com o Sindicato Rural de sua região ou com as equipes do Sistema Faesc/Senar e ATeG.

Além das doações para os animais, a Faesc enviou ao Rio Grande do Sul carretas carregadas com leite longa vida e maçãs, “dois alimentos para consumo imediato que não exigem preparo prévio”.

Fonte: Assessoria Sistema Faesc/Senar

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Setor produtivo do Paraná critica proposta de redução da jornada de trabalho

Grupo liderado pelo Sistema Faep alerta para aumento de custos, pressão inflacionária e impactos sobre empregos formais.

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Foto: Shutterstock

O G7 Paraná divulgou manifesto demonstrando preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no país. O grupo, formado pelo Sistema Faep, Fecomércio PR, Fiep, Fecoopar, Faciap, Fetranspar e ACP, alerta para os efeitos estruturais negativos da medida para o setor produtivo e para a sociedade.

Leia o manifesto do G7 Paraná

Na avaliação do G7 Paraná, reduzir a jornada sem enfrentar entraves históricos do país, como infraestrutura logística deficitária, elevada carga tributária, complexidade regulatória e baixa qualificação, tende a elevar o custo por hora produzida, com reflexos no faturamento setorial, nos empregos formais e na massa salarial.

“A discussão precisa ser equilibrada, sem qualquer viés ideológico e/ou político. A proposta precisa ser discutida com cautela e baseada em dados técnicos”, afirma o coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos parlamentares precisam conhecer o real cenário, e não apenas buscar votos”, complementa.

Atualmente, o Brasil ocupa a 94ª posição no ranking de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre 1990 e 2024, o crescimento médio anual da produtividade atingiu apenas 0,9%, evidenciando atraso estrutural frente a outras economias, conforme pesquisa elaborada pela Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Para o G7 Paraná, esses números evidenciam o atraso estrutural do país em relação a outras economias.

“A medida vai provocar efeitos desastrosos. O aumento dos custos produtivos tende a pressionar preços, gerar inflação e comprometer empregos, afetando diretamente consumidores e trabalhadores”, destaca Meneguette.

O documento aponta possíveis efeitos, como aumento dos preços de produtos e serviços, pressão inflacionária, aceleração da automação, crescimento da informalidade, precarização das relações de trabalho e expansão da pejotização. Também há o risco de ampliação indireta da carga de trabalho, caso trabalhadores busquem atividades complementares para recompor a renda diante de eventual elevação do custo de vida.

Outro ponto de preocupação é a implementação simultânea da reforma tributária, que já representa uma reestruturação profunda no ambiente de negócios. Para as entidades, a sobreposição de mudanças amplia incertezas regulatórias e dificulta o planejamento empresarial.

“O G7 Paraná defende ampla análise técnica dos impactos, respeito às diferenças setoriais, valorização da negociação coletiva e coordenação entre política trabalhista, desenvolvimento econômico e política tributária. É preciso responsabilidade na condução desse debate”, pondera Meneguette.

Sobre o G7 Paraná

O G7 Paraná é formado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Paraná e MBRF anunciam R$ 375 milhões para fortalecer produção de alimentos

Estruturado dentro do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná), o investimento visa fortalecer a cadeia de aves e suínos, promovendo o crescimento sustentável do setor no Paraná.

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Foto: Divulgação/MBRF

O Governo do Paraná e a MBRF anunciaram nesta terça-feira (24) o investimento de R$ 375 milhões para o fortalecimento da cadeia produtiva de aves e suínos no Estado. O aporte, que é o maior até o momento dentro do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná), visa impulsionar a produção de alimentos, ampliar a base de integração e fortalecer a competitividade do agronegócio paranaense.

O FIDC Agro Paraná foi criado pelo Governo do Estado e lançado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, em abril de 2025. O objetivo é alavancar até R$ 2 bilhões para o financiamento de projetos estruturantes no campo, impulsionando o agronegócio com apoio direto ao cooperativismo, à modernização tecnológica e ao fortalecimento da renda em regiões produtoras.

A iniciativa vai combinar recursos públicos e privados e prevê investimentos tanto na expansão e fortalecimento da base de produtores integrados, quanto nas unidades produtivas da companhia. Do total de recursos, R$ 300 milhões serão aportados pela MBRF, enquanto que os R$ 75 milhões restantes contarão com subsídio do Governo do Paraná, reforçando o modelo de cooperação entre setor público e iniciativa privada para fomentar a produção e o desenvolvimento regional.

A parceria com a MBRF, empresa fruto da fusão entre Marfrig e BRF, é a terceira fechada dentro desse modelo, que tem o fundo estruturado pela Fomento Paraná, instituição financeira estadual. “Para o Governo do Paraná é um orgulho consolidar mais essa parceria. É o terceiro FIDC em funcionamento. Esse sistema ajuda a alavancar novos investimentos no agronegócio, potencializa o nosso PIB e fortalece a posição do estado como supermercado do mundo”, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A alocação do recurso prevê que 70% do montante seja destinado à integração com foco na cadeia de aves e suínos, fortalecendo a atuação de produtores parceiros e ampliando o uso de novas tecnologias no campo. Os outros 30% serão direcionados a projetos estratégicos nas unidades produtivas da companhia, contribuindo para ganhos de eficiência, produtividade e competitividade.

“Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no Paraná e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da região. Ao fortalecer a integração e a infraestrutura produtiva, valorizamos os produtores, criamos bases para o crescimento sustentável e ampliamos nossa competitividade, gerando impacto positivo no negócio e nas comunidades”, comenta o CEO da MBRF, Miguel Gularte.

O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, ressalta que o FIDC oferece a possibilidade de financiamento a juros menores. “É uma solução alternativa funcional criada pelo Governo do Paraná para impulsionar o desenvolvimento da agroindústria paranaense, que vinha sendo limitado em sua capacidade de crescimento por causa das altas taxas de juros”, disse. “Neste momento, o recurso atende principalmente cooperados e integrados, mas os benefícios devem se espraiar pela cadeia produtiva ao longo do tempo, gerando novos negócios.”

Pleno vapor

Além da MBRF, o Governo do Paraná também formalizou operações de crédito rural com a C.Vale/Sicredi, em junho de 2025, e a Seara, em dezembro do ano passado. Outras empresas e cooperativas estão com processos em análise.

No caso do primeiro FIDC, o aporte inicial foi de R$ 261 milhões destinados à construção de 96 aviários, tanques de piscicultura mais eficientes e sustentáveis, além de matrizeiros (espaços voltados à criação de aves reprodutoras, que abastecem incubatórios com pintinhos para a produção de frango de corte). A Fomento Paraná atua como cotista sênior, oferecendo estabilidade à operação. Do total investido nesta operação, R$ 52 milhões são da Fomento Paraná, R$ 112,8 milhões da C.Vale e R$ 96,2 milhões do Sicredi.

Já o investimento da Seara, junto ao Governo do Estado, foi de R$ 300 milhões. A empresa aportou ainda R$ 150 milhões dentro do programa Rota do Progresso, diretamente para investimentos em Cerro Azul, no Vale do Ribeira. O objetivo é viabilizar investimentos em aviários de frango de corte e de matrizes. O patrimônio do fundo é dividido da seguinte forma: R$ 60 milhões aportados pela Fomento Paraná e R$ 240 milhões pela Seara.

Como funciona

O FIDC Agro Paraná funciona como uma plataforma financeira onde cooperativas e empresas integradoras podem criar fundos vinculados e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e produtores integrados. O modelo permite a aquisição de máquinas, sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e transporte, entre outros itens voltados à modernização da agroindústria.

Trata-se de uma espécie de ‘fundo coletivo’ de investimento, em que diferentes agentes – como cooperativas, bancos, empresas e até o Estado – aplicam recursos financeiros para formar uma carteira robusta. Esses investidores se tornam cotistas do fundo e passam a receber rendimento proporcional à sua participação, com base no pagamento das parcelas dos financiamentos concedidos aos produtores. Já os cooperados e produtores integrados se beneficiam ao ter acesso a crédito com juros mais baixos, prazos mais longos e menos burocracia do que em instituições financeiras tradicionais.

Fonte: AEN-PR
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Brasil e Coreia do Sul avançam em negociações sanitárias para ampliar exportações agropecuárias

Reunião entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Agência de Quarentena Animal e Vegetal confirmou missão técnica para habilitação de uvas brasileiras.

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Foto: Claudio Neves

Acomitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) cumpriu, na terça-feira (24), agenda oficial na cidade de Gimcheon, na Coreia do Sul, onde participou de reunião com o comissário Choi Jung-Rok da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA).  

O encontro teve como objetivo dar continuidade aos compromissos políticos tratado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Lee Jae-myung, e entre os ministros da Agricultura Carlos Fávaro e Song Mi-ryung, com foco no avanço da agenda sanitária e fitossanitária entre os dois países. 

(Foto: Caio Aquino/Mapa)

Durante a reunião, o lado brasileiro, liderado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MoUs) na área agrícola e reforçou a disposição do país de receber missões técnicas sul-coreanas para auditorias no Brasil. 

Entre os principais avanços, foi confirmada a realização de missão técnica em setembro para inspeção in loco visando à habilitação das uvas brasileiras para exportação ao mercado sul-coreano. 

Na área de proteína animal, as 15 plantas brasileiras de carne de aves, já aprovadas pelo órgão competente de segurança alimentar sul-coreano, seguem sob análise da APQA, com expectativa de resposta até meados de março. 

Em relação aos ovos e ovoprodutos, a proposta de Certificado Sanitário Internacional (CSI) apresentada pelo Brasil está em análise pelas autoridades coreanas, que esperam dar um retorno em breve. 

A carne suína também esteve na pauta. A ampliação do escopo para todo o território brasileiro está em avaliação, devendo o resultado ser anunciado pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia (MAFRA), possivelmente seguido de inspeção in loco. Além disso, há a intenção de realização, no segundo semestre, de missão para habilitar seis estabelecimentos brasileiros (três de carne suína e três de farinhas). 

Já a carne bovina foi tratada como prioridade pela delegação brasileira, que defendeu a realização de auditoria técnica e reiterou a disposição do país em receber a missão coreana o quanto antes. 

Fonte: Assessoria Mapa
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