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Sistema Faep solicita intervenção da Conab para sustentar preço do trigo no Paraná
Com a saca 19% abaixo do mínimo, entidade pede leilões públicos para evitar prejuízo aos produtores e garantir renda básica na safra.

O Sistema Faep enviou ofício à Superintendência Regional do Paraná da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) solicitando apoio na comercialização do trigo. O documento pede a liberação de recursos para a execução dos leilões de Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP) e do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de trigo no Estado.
Na última semana de outubro, o preço médio da saca de 60 quilos de trigo no Paraná ficou em R$ 64,10, conforme levantamento da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado (Seab).

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O valor está 19% abaixo do preço mínimo de R$ 78,51 por saca para a região Sul (tipo 1), ou seja, insuficiente para cobrir o custo variável de produção, segundo dados da própria Conab. “O preço pago atualmente está abaixo do custo de produção, o que deixa nossos produtores rurais no prejuízo. Precisamos de apoio e de políticas públicas que garantam uma renda mínima, ainda mais quando envolve um produto essencial para a alimentação da população”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
A defasagem entre o preço pago pelo cereal e o custo de produção dentro da porteira está em todas as regiões produtoras do Paraná. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Coronel Vivida, Cleverson Mattei, os custos de produção estão elevados, sobretudo devido ao alto preço dos insumos e às taxas de juros do financiamento do custeio da safra. “Somados os gastos com Proagro [seguro] e financiamentos, as taxas pagas em relação ao custo de produção chegam a cerca de 35%”, detalha o dirigente.
Mesmo com boa produtividade e qualidade, os produtores precisam colher cerca de 58 sacas por hectare para cobrir os custos na atual safra. No entanto, a produtividade média no Estado costuma ficar em torno de 50 sacas por hectare, conforme dados da Seab. Conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná dedicou área de 818,9 mil hectares ao trigo, com estimativa de colher 2,7 milhões de toneladas, 18% a mais em relação a 2023/24 (2,3 milhões de toneladas).
“Nosso pedido é para que sejam viabilizados os leilões de PEP, por meio dos quais o governo garante a compra do trigo pelo preço mínimo. Isso ajudaria o agricultor a, pelo menos, não ter prejuízo neste momento”, reforça Mattei.

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Bioinsumos movimentam R$ 1,3 bilhão e área tratada cresce 15% no Brasil em 2026
Levantamento da CropLife Brasil aponta avanço para 31 milhões de hectares tratados com produtos biológicos no primeiro quadrimestre, impulsionado principalmente pelo uso de bioinseticidas no milho segunda safra.

O mercado brasileiro de bioinsumos manteve trajetória de expansão em 2026, mesmo em um período considerado de menor comercialização para a categoria. Entre janeiro e abril, os produtos biológicos movimentaram R$ 1,3 bilhão no país e foram aplicados em 31 milhões de hectares, aumento de 15% em comparação ao mesmo intervalo de 2025, quando a área tratada alcançou 27 milhões de hectares.

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Os dados fazem parte da nota de julho do CropData, plataforma de informações da CropLife Brasil, e apresentam um panorama inicial do setor antes do início da Safra 2026/2027. O levantamento indica que o avanço está relacionado principalmente à adoção de estratégias de manejo integrado, especialmente em áreas com ocorrência de pragas resistentes e na busca por maior eficiência no uso de tecnologias agrícolas.
Segundo a entidade, o crescimento registrado no primeiro quadrimestre foi puxado pelos bioinseticidas, categoria utilizada principalmente no controle de insetos-praga em culturas como milho e soja. “Mais de 40% desse mercado está concentrado no milho segunda safra, a safrinha, principalmente no controle de cigarrinhas e lagartas. É importante lembrar que, nesse período, as vendas de insumos ainda são de repique e acompanham o calendário de plantio das culturas”, explica o gerente-executivo da CropLife

Gerente-executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides: “Mais de 40% desse mercado está concentrado no milho segunda safra, a safrinha, principalmente no controle de cigarrinhas e lagartas” – Foto: Divulgação
Brasil, Renato Gomides.
De acordo com ele, o desempenho inicial ganha relevância porque ocorre antes do principal período de comercialização de algumas categorias. “No caso da soja, por exemplo, a demanda ganha mais força a partir de junho. Crescer nesse período, portanto, já é um bom sinal. O que sustenta esse avanço é a busca do produtor por um manejo mais sustentável, que integra o biológico ao químico na lavoura”, afirma.
Calendário agrícola influencia demanda por diferentes produtos
O período de janeiro a abril é tradicionalmente marcado pela entressafra das vendas de bioinsumos, já que a comercialização acompanha o calendário agrícola das principais culturas brasileiras. A concentração das vendas varia conforme o posicionamento técnico de cada tecnologia e o ciclo produtivo das lavouras.

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Os biofungicidas, bionematicidas e inoculantes apresentam maior demanda entre junho e dezembro, período associado ao plantio e desenvolvimento inicial da soja. Já os bioinseticidas têm maior participação entre novembro e fevereiro, impulsionados pela segunda safra de milho, além de uma nova aceleração a partir de setembro, com o início do ciclo da soja.
Para a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, os números indicam uma expansão sustentada por investimentos em inovação. “Os dados reforçam que o crescimento dos bioinsumos é estrutural, e não conjuntural. A expansão da área tratada deverá continuar sendo impulsionada pelos investimentos da indústria em pesquisa e desenvolvimento, que vêm colocando no mercado soluções cada vez mais inovadoras, eficientes e integradas ao manejo agrícola”, ressalta.
Brasil encerra primeiro semestre com 53 produtos biológicos ativos
Além do crescimento no uso em campo, o setor também registra aumento no desenvolvimento e registro de novas

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tecnologias. No primeiro semestre de 2026, o Brasil contabilizou 53 produtos biológicos ativos registrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Do total, 39 são produtos à base de agentes microbiológicos, oito utilizam agentes macrobiológicos e seis são classificados como bioquímicos. Os dados foram compilados pela consultoria Move Analytics a partir da base oficial do Agrofit, sistema do Mapa que reúne informações sobre produtos registrados para uso agrícola.
A ampliação do portfólio acompanha a entrada de novas soluções destinadas ao manejo de pragas, doenças e à melhoria da eficiência nutricional das plantas, aumentando a participação dos produtos biológicos dentro dos programas de manejo adotados pelos produtores.
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Indústria moageira do Paraná reforça liderança nacional com presença de moinhos em evento do setor
Estado concentra o maior parque de moagem de trigo do país e responde por cerca de 30% da produção brasileira de farinha.
Colunistas
Por que a tecnologia ainda não impede grandes incêndios?
Enquanto o El Niño intensifica o risco de incêndios, tecnologias capazes de detectar focos precocemente já estão disponíveis. O desafio agora é integrar sistemas para transformar dados em decisões e prevenir desastres antes que o fogo se espalhe.

Como o avanço do fenômeno El Niño e a previsão de condições meteorológicas favoráveis a queimadas, o Brasil vem enfrentando um aumento significativo nos focos de calor. De acordo com o painel de monitoramento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), janeiro foi um mês atípico, com 4.347 focos ativos detectados pelo satélite de referência do órgão. O número corresponde ao dobro da média histórica para o mês e representa crescimento de 46% em relação a 2025.

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Já o Relatório Anual do Fogo no Brasil, da rede MapBiomas, revelou que o município de Corumbá lidera o ranking nacional de área queimada nas últimas quatro décadas, reforçando como Mato Grosso do Sul permanece no centro de um dos principais desafios ambientais do país.
Além disso, entre 1º de janeiro e 15 de julho, a área queimada no bioma Pantaneiro saltou de 6.762 para 58.878 hectares, um aumento de 770,7% em comparação com o mesmo período de 2025. O número de focos de calor também mais que dobrou, passando de 69 para 149 registros, segundo Informativo do Centro Integrado de Coordenação Estadual e Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (Cicoe-PEMIF).
A situação ainda deve se agravar nos próximos meses, quando a temporada de queimadas, mais forte no mês de agosto, chega ao país.
O episódio não é isolado. Nos últimos anos, o que era sazonal passou a se tornar estrutural. Segundo a World Wide

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Fund for Nature, em 2019, a Amazônia registrou um dos episódios mais emblemáticos da década, com aumento expressivo de focos que gerou repercussão internacional. Já em 2020, o país enfrentou uma das maiores tragédias ambientais do bioma Pantanal, quando o fogo atingiu mais de 30% de toda a sua área, o pior evento já registrado na região. A tendência continuou nos anos seguintes. Apenas no primeiro semestre de 2024, foram registrados mais de 13 mil focos na Amazônia, o pior número em duas décadas para o período, enquanto agosto daquele mesmo ano atingiu o maior volume mensal em 14 anos.
O fenômeno não é isolado. Nas últimas temporadas, o Chile também tem registrado incêndios florestais cada vez mais complexos e com maior impacto social e ambiental. Segundo relatórios oficiais compilados pelo governo, desde 1º de janeiro de 2026 foram registrados mais de 750 incêndios, que consumiram cerca de 50 mil hectares de vegetação, com dezenas de focos ainda ativos e milhares de pessoas evacuadas em regiões como Biobío, Ñuble e La Araucanía.
Mudança climática amplia a complexidade dos incêndios
Esses dados não representam apenas estatísticas, mas estão indicando uma realidade estrutural. Condições climáticas extremas, ondas de calor, ventos intensos e secas prolongadas, combinadas à presença crescente de infraestrutura crítica próxima a áreas florestais ampliaram a exposição ao risco.

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E, embora grande parte da discussão pública se concentre nas causas e consequências, uma dúvida fundamental permanece: as tecnologias disponíveis estão sendo corretamente integradas para antecipar e prevenir eventos, em vez de apenas reagir a eles?
Tecnologia existe, mas ainda opera de forma fragmentada
Hoje existem soluções maduras de detecção e monitoramento com sensores de temperatura e fumaça com autonomia superior a sete anos, câmeras térmicas de alta resolução, dispositivos de Internet das Coisas (IoT) para transmissão contínua de dados e plataformas analíticas capazes de correlacionar informações em tempo real e gerar alertas acionáveis. Ou seja, o problema não está na ausência de tecnologia, mas na sua fragmentação operacional.
Nesse contexto, o papel dos integradores tecnológicos ganha relevância. Uma solução isolada pode identificar um

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indício; várias operando em silos podem apontar risco elevado. Um sistema integrado, porém, transforma dados dispersos em alerta operacional e decisão oportuna. Isso significa unificar sensores, conectividade, armazenamento e protocolos de resposta em um fluxo contínuo capaz de detectar, priorizar, alertar e apoiar ações em tempo real.
Um exemplo dessa abordagem é a integração de sensores a plataformas de monitoramento urbano, nas quais as informações são cruzadas com modelos de risco e padrões históricos. Com plataformas inteligentes, torna-se possível consolidar dados heterogêneos, provenientes de sensores de longa duração, câmeras e estações meteorológicas, e traduzi-los em indicadores capazes de antecipar focos de ignição antes que se transformem em eventos de grande escala.
Da detecção à tomada de decisão
A diferença entre um sensor isolado e um sistema integrado está na capacidade de ação. Mais do que coletar dados, trata-se de habilitar decisões: priorizar recursos, enviar alertas antecipados às brigadas, ativar protocolos automáticos de mitigação e reduzir impactos humanos e econômicos.

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Prevenir incêndios hoje exige abandonar a mentalidade reativa. A história recente demonstra que milhares de hectares queimados, deslocamento de populações e perdas materiais não são inevitáveis, mas consequência da falta de articulação adequada das capacidades tecnológicas já existentes. A tecnologia deixou de ser um recurso complementar, tornou-se uma infraestrutura crítica.
Integrar sistemas é o próximo passo
A verdadeira transformação na prevenção não virá apenas de mais sensores ou novos modelos preditivos, mas da integração efetiva dessas tecnologias em plataformas operacionais capazes de oferecer precisão, velocidade e contexto na tomada de decisão. Isso demanda não só conhecimento técnico, mas uma visão integrada que conecte dispositivos, dados e operação humana em um mesmo sistema de valor.
O objetivo é fazer da detecção precoce uma regra, em que o monitoramento não seja reativo, mas preditivo; e as

Foto: Jader Souza
respostas, uma operação coordenada preparada para múltiplos riscos simultâneos. Quando tecnologias deixam de operar isoladamente e passam a compor um sistema holístico de prevenção, ocorre um salto qualitativo na segurança e na resiliência de comunidades inteiras.
Para isso, contar com integradores capazes de transformar diversidade tecnológica em decisões operacionais é essencial. Esse papel é determinante para cidades mais seguras, indústrias mais resilientes e uma gestão de riscos orientada ao futuro, baseada em ação concreta, não apenas em intenção.








