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Sistema Faep reinaugura aviário escola e amplia capacitação no Oeste do Paraná

Nova estrutura permite o dobro de turmas por curso, capacitando mais profissionais e produtores na atividade que o Paraná é expoente.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O Sistema Faep reinaugurou, na segunda-feira (09), o seu aviário escola no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Assis Chateaubriand, na região Oeste do Paraná. O evento contou com a presença de 100 pessoas, entre autoridades, líderes do setor e parceiros, como o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes; secretário da Agricultura e Proteína Animal de Toledo, Luiz Carlos Bombardelli; secretário de Agricultura e Transportes de Assis Chateaubriand, Clóvis Antônio Boni; e os presidentes dos sindicatos rurais de Marechal Cândido Rondon e Assis Chateaubriand, Edio Luiz Chapla e Valdemar Bellato, respectivamente.

A obra de reforma e ampliação modernizou a unidade utilizada para capacitar profissionais da área, produtores e trabalhadores rurais com as mais recentes técnicas e tecnologias da avicultura disponíveis no mercado. A estrutura, que possui 1.040 m² e capacidade para alojar até 19,7 mil aves, serve como unidade demonstrativa, replicando todas as etapas da produção de frango de corte, com foco em biosseguridade, bem-estar animal, manejo e sustentabilidade.
Com investimento de R$ 500 mil, proveniente de recursos do Sistema Faep, a reforma priorizou a obra civil. A principal mudança envolve a construção de uma nova sala de aula, permitindo a realização de dois cursos simultaneamente. A obra também incluiu dois banheiros no local e a expansão da área para instalação de equipamentos, garantindo maior comodidade e eficiência logística.

Os equipamentos de última geração instalados no local como silos, comedouros, bebedouros, sistema de climatização com inlets e exaustores, fornos e painéis controladores, foram obtidos por meio de comodato e/ou doação de empresas do setor.

“A modernização do aviário escola é um investimento estratégico no setor que move o Paraná, uma superpotência nacional na avicultura. Manter a liderança exige capacitação constante. Esta reforma amplia nossa capacidade de formar profissionais e produtores, disseminando as melhores práticas que garantem produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar. É um legado para o fortalecimento contínuo da nossa cadeia produtiva”, afirmou o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

“Esse é o momento simbólico. O governador Ratinho Junior e o Secretaria Estadual de Agricultura apoiam essa parceria estreita com o Sistema Faep, pois sabemos da importância para qualificar os produtores rurais para que o Paraná continue caminhando para ser o supermercado do mundo. Parabéns ao Sistema Faep pelo trabalho excelente”, destacou Márcio Nunes, secretário estadual da Agricultura e Abastecimento.

Atualmente, o Paraná responde por um terço dos abates de frangos do Brasil, com produção de 2,3 bilhões de cabeças em 2024, movimentando aproximadamente R$ 31 bilhões, conforme dados do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio (Agrostat) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As exportações atingiram volume de 2,1 milhões de toneladas e valor de US$ 3,7 bilhões em 2025.

No cenário estadual, a região Oeste, onde está localizado o aviário escola, é a principal produtora: Toledo, com 66,3 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 917,6 milhões e Assis Chateaubriand com 52,5 mil toneladas e VBP de R$ 795 milhões, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Palestra

Ainda durante o evento de reinauguração do aviário escola, os participantes acompanharam a palestra do professor doutor Luiz Felipe Caron sobre biosseguridade na avicultura de corte. O profissional destacou que a biosseguridade deve seguir a ordem dos três “P’s”: pessoas, processos e produtos. Segundo o especialista, biosseguridade significa criar barreiras, e isso envolve higiene, organização e análise diária de riscos para identificar possíveis fontes de contaminação e evitar a disseminação de doenças. O conceito é ao mesmo tempo estrutural, operacional e conceitual, com medidas simples, porém inegociáveis, exigindo investimento contínuo por parte das empresas. Caron também abordou a vacinação como ferramenta essencial no controle sanitário, explicando seu funcionamento e estratégias de uso para prevenir enfermidades.

Demanda crescente

O espaço, inaugurado em outubro de 2014, já recebeu mais de 640 cursos ao longo dos últimos 11 anos, capacitando mais de 7,5 mil alunos. A crescente demanda por treinamentos motivou a reforma, que focou na ampliação da estrutura física para dobrar a capacidade de atendimento.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “A modernização do aviário escola é um investimento estratégico no setor que move o Paraná, uma superpotência nacional na avicultura. Manter a liderança exige capacitação constante”

“A estrutura é utilizada para cursos que equilibram eficiência produtiva com responsabilidade ambiental e social, focando em bem-estar animal, uso eficiente de recursos como água e energia solar, e gestão de resíduos”, explica Alcione Mazur, gerente do Departamento de Organização e Gestão da Execução do Sistema Faep.

A nova estrutura permite otimizar a oferta de cursos que já estavam em expansão. Desde 2024, o CTA tem ampliado seu portfólio, incluindo os treinamentos de ‘Ambiência na Avicultura’, ‘Elétrica para Aviários’, ‘Manejo de Frangos de Corte’ e ‘Manutenção Preventiva de Equipamentos’. Agora, com a reforma, será possível realizar essas capacitações com o dobro de turmas, atendendo uma demanda crescente.

A programação dos próximos cursos do aviário escola no CTA de Assis Chateaubriand do Sistema Faep está disponível no site da entidade, acesse clicando aqui,  e nos sindicatos rurais. Todas as capacitações da entidade são gratuitas e contam com certificado.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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