Conectado com

Notícias

Sistema Faep promove transformação digital nos colégios agrícolas

Mais de 7,4 mil alunos participaram do primeiro ano do Programa Agropecuária 2030, iniciativa que leva inovação e cria oportunidades para as futuras gerações do campo.

Publicado em

em

O Programa Agropecuária 2030, parceria entre o Sistema Faep e o Governo do Paraná, completou um ano de atuação nos 26 colégios agrícolas do estado. Entre outras ações, a iniciativa oferece módulos (Mecanização Agrícola, Agricultura de Precisão [AP], Drones Agrícolas e Pecuária) sobre tecnologia e inovação na agropecuária para os estudantes, introduzindo conceitos e disciplinas que vão além da grade curricular tradicional. Neste primeiro ano, mais de 7,4 mil alunos passaram pelo programa, totalizando 439 módulos. A parceria se estenderá por mais quatro anos, que podem ser prorrogados.

Além das formações, o Sistema Faep entregou 530 aparelhos de última geração para os colégios agrícolas, como GPS’s portáteis, GPS’s agrícolas, tablets, amostradores de solo, fluxômetros e termohigroanemômetros, kits de ordenha, de aplicação de agroquímicos e de perdas, drones e penetrômenos de solo. Ao todo, os investimentos na iniciativa somam R$ 3,2 milhões. “O programa está conectando os alunos às mais modernas tecnologias e conceitos aplicados à agropecuária. Com essa abordagem inovadora, os alunos têm a oportunidade de ingressar na era digital e acompanhar as mudanças no campo, impulsionando o desenvolvimento econômico do Paraná e do Brasil”, menciona o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Professora Talita Rafaela Lima acompanha os alunos do Colégio Agrícola de Arapoti em diversos projetos na área de robótica – Fotos: Divulgação/Sistema Faep

Além dos módulos profissionalizantes e dos equipamentos fornecidos, o apoio da entidade possibilitou a reformulação da matriz curricular e o incentivo à iniciação científica e à robótica por meio das categorias do Programa Agrinho voltadas aos colégios agrícolas. “Por meio da parceria, os alunos têm uma formação profissional integrada, de forma moderna e prática, preparando para as exigências do mercado de trabalho, além de oferecer oportunidades concretas em áreas em crescimento e relacionadas à tecnologia. Hoje, são mais de 10 mil alunos impactados, direta ou indiretamente, pois o programa transforma toda a comunidade escolar”, avalia Gondin.

Com o Programa Agropecuária 2030, os dirigentes dos colégios agrícolas observaram um aumento no interesse dos alunos em seguir carreira profissional no setor agropecuário e de retornar às propriedades rurais da família. Essa tendência fortalece a sucessão rural, com os jovens trazendo inovações e melhorias para os negócios familiares.

Projetos inovadores
Os módulos do Programa Agropecuária 2030 são destinados aos alunos do 3º ano do Ensino Médio, mas os equipamentos recebidos pelos colégios agrícolas estão à disposição de todos os estudantes e professores. Segundo Dayane de Andrade Oliveira Paulino, diretora do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) de Arapoti, na região dos Campos Gerais, a iniciativa trouxe melhorias para a infraestrutura da instituição, possibilitando o desenvolvimento de diversos projetos. “Nosso colégio era defasado, com carência de equipamentos. O programa trouxe a tecnologia que faltava, integrando e ampliando o conhecimento técnico oferecido pelo colégio. Foi uma novidade bem recebida por todos”, conta.

Para os alunos do 3º ano, os módulos do Agropecuária 2030 são mais uma ferramenta de apoio para o desenvolvimento de trabalhos da disciplina “Projetos Integradores”, uma novidade da matriz curricular, cuja reformulação também contou com a parceria do Sistema Faep. Um deles, o da campânula automatizada da granja de aves, equipamento essencial para manter a temperatura adequada dos pintainhos, está em pleno desenvolvimento graças aos ensinamentos e equipamentos do Programa Agropecuária 2030. Nos primeiros estágios de vida, os frangos não conseguem regular sua própria temperatura, tornando o uso do dispositivo indispensável na avicultura. “Antes, precisávamos de um funcionário para ligar e desligar o equipamento todas as vezes. Isso causava problemas, principalmente em feriados e finais de semana. Agora, o processo é automatizado, resultado do trabalho dos próprios alunos”, observa Talita Rafaela Lima, professora do Colégio Agrícola de Arapoti.

“O intuito é ajudar o produtor na redução dos custos com energia, manutenção e mão de obra. Foi uma ideia incrível, pois agora podemos controlar totalmente a temperatura do ambiente das aves, sendo possível a instalação do equipamento em ventiladores também”, destaca Carlos Augusto de Miranda da Silva, de 18 anos, um dos alunos envolvidos no projeto.

Sistema Faep promove integração do conhecimento técnico com a prática nos colégios agrícolas

O jovem, que pretende ser engenheiro agrônomo, participou dos módulos de Agricultura de Precisão e de Pecuária. “Os cursos ampliaram minha visão. Hoje consigo ver mais possibilidades de carreira e fiquei mais motivado a explorar o meu potencial. Quero ser uma influência no setor e deixar um legado para as futuras gerações”, almeja. Filho de produtores rurais, Miranda da Silva já planeja aplicar o conhecimento na pequena propriedade familiar, dedicada à suínos, aves, ovos e produção de adubo orgânico.

Outro projeto dos alunos do 3º ano em Arapoti prevê o controle automatizado da umidade relativa do ar na produção de cogumelos. O ambiente é monitorado por um medidor com sensor que detecta quando a umidade cai abaixo de 80% – nível mínimo para a cultura –, ativando automaticamente o aparelho de umidificação.

Segundo a professora Talita, a ideia para esse projeto partiu dos próprios alunos, com o objetivo de gerar economia ao produtor rural. “Eles se colocam no lugar do produtor para buscar soluções. Sair do ambiente da sala de aula para fazer projetos e pesquisas aliando o conhecimento teórico à prática é muito importante para os estudantes. Eles se sentem mais confiantes e cresce o interesse pela área”, constata.

Fomento à tecnologia
O interesse pela tecnologia, especialmente aplicada ao agronegócio e áreas afins, também apresentou um crescimento significativo entre os alunos, conforme destaca Márcio Castelhano, diretor do Colégio Agrícola Estadual Lysimaco Ferreira Costa, em Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Essas parcerias abrem novas oportunidades e complementam a grade curricular com temas tecnológicos. Os alunos estão aproveitando as formações oferecidas pelo programa para aprimorar seus projetos ou até mesmo desenvolver novas ideias. Em 31 anos de escola, nunca vi uma evolução tão incrível”, expôs o diretor do Colégio Agrícola de Rio Negro, Márcio Castelhano.

O aluno Bryan Godoy dos Santos, de 18 anos, planeja cursar Ciências da Computação para expandir suas oportunidades de atuação no setor de tecnologia. Filho de ex-produtores de tabaco, cujo manejo é predominantemente manual, ele revela o desejo de implementar soluções que tornem o processo mais automatizado e eficiente, reduzindo custos, especialmente no que se refere à mão de obra. Apesar dos pais terem saído da atividade, parte de sua família ainda mantém o negócio. “Eu gosto de resolver problemas, tanto na parte de hardware como de software, então eu quero atuar com programação, cybersegurança e manutenção de hardwares”, ressalta. “No curso de Agricultura de Precisão, vi muitos conteúdos que eu não tinha a mínima noção, como os satélites. Eu percebi quão ampla é a área de AP e suas possibilidades de trabalho. Isso é algo que abre portas”, comenta.

Alunos podem aprender sobre o funcionamento de um GPS agrícola e suas aplicações na agricultura

Os planos de Alessandra Schroth, de 18 anos, que também participou do módulo de AP do Agropecuária 2030, são similares. A partir do conhecimento adquirido na área de tecnologia, a jovem pretende buscar soluções simples e baratas para auxiliar no monitoramento e gestão da pequena produção de tabaco e milho da família. “O curso apresentou conceitos importantes nessa área e pude observar o funcionamento de um GPS agrícola, que ainda não conhecia. Também tive contato com outras ferramentas que ajudam no desenvolvimento da Agricultura de Precisão. Meu desejo é dar continuidade ao trabalho na propriedade da minha família”, aponta.

Outro módulo bastante demandado pelos estudantes no Colégio Agrícola de Arapoti é o de Pecuária. A aluna Andressa Baltazar Muniz, de 18 anos, que deseja ser Médica Veterinária e trabalhar com animais de grande porte, destaca que o conteúdo trazido pelo instrutor mudou sua percepção sobre a atividade. “Com certeza será um diferencial no meu currículo. O conteúdo é bem amplo e traz informações relevantes e atualizadas. A didática e a criatividade do instrutor para passar conhecimento realmente prendem nossa atenção”, resume.

Jean Carlos Nogueira, também de 18 anos, compartilha a mesma visão. Segundo ele, o curso apresentou novas tecnologias que transformaram sua perspectiva sobre o manejo dos bovinos, desde a ordenha até o transporte do leite. “Para quem pretende seguir carreira na área, como eu, é um auxílio importante para o mercado de trabalho”, afirma.

Oportunidades integradas

Na avaliação de Ilton Wagner Alves, diretor do Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (Ceepa) Fernando Costa, localizado em Santa Mariana, na região Norte, o Programa Agropecuária 2030 tem impulsionado a qualificação dos professores, que estão buscando especializações para integrar a tecnologia de forma mais eficaz nas disciplinas da grade curricular. “Eu estou há 21 anos no colégio e nunca tivemos um programa com um viés tão inovador como esse, em todos os aspectos. Quando temos parcerias produtivas, o olhar pedagógico e as condições estruturais melhoram e tudo começa a acontecer dentro do espaço educacional”, ressaltou o diretor do Colégio Agrícola de Santa Mariana, Ilton Wagner Alves.

Turma de Arapoti durante o módulo de Pecuária, que oferece conteúdos atualizados sobre o manejo dos bovinos

Essa iniciativa não só aproxima a sociedade dos colégios agrícolas, como também fortalece o vínculo entre as instituições de ensino e a comunidade. Com parcerias envolvendo pequenos produtores, cooperativas e empresas do setor, as instituições de ensino se consolidam como espaços produtivos e colaborativos, promovendo a troca de conhecimentos e contribuindo para o desenvolvimento local.

Além disso, o programa proporciona uma atenção especial à agricultura familiar, predominante entre as famílias dos alunos. Segundo Alves, os colégios estão se tornando “vitrines da tecnologia” para os pequenos produtores. “Com essa parceria, implementamos AP nas áreas agrícolas do colégio e elevamos nosso índice produtivo acima da média local. Por causa desses exemplos, estamos vendo os produtores se aproximando mais da escola, afinal, eles podem utilizar essas ferramentas”, afirma.

Na avaliação de Gustavo Ponce Martins, instrutor do Sistema Faep no módulo de Agricultura de Precisão, o programa fortalece a sucessão familiar, pois abre um leque de oportunidades para os jovens atuarem no setor agropecuário e continuarem ao lado dos pais como produtores rurais. “Quem é filho de produtor rural, começa a enxergar a propriedade de forma diferente, como uma empresa que precisa de gestão profissional. Esses jovens serão os futuros produtores, ou mesmo instrutores e profissionais que levarão assistência técnica ao campo”, salienta Martins.

O aumento da empregabilidade dos alunos formados nos colégios agrícolas é outra meta que o programa busca alcançar. No Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (Ceepa) Getúlio Vargas, em Palmeira, na região Sul do Paraná, esse objetivo já está sendo atingido: dois alunos que se destacaram nos módulos do Agropecuária 2030 estão participando de um processo seletivo para trabalhar em propriedades rurais no interior do Mato Grosso. “Temos egressos daqui do colégio que gerenciam fazendas em Sinop e pediram indicação de alunos. Antes dos cursos, eles não teriam a experiência necessária para a vaga”, observa João Carlos Hoffman, diretor da Fazenda Escola do Colégio Agrícola de Palmeira.

Módulo de Agricultura de Precisão aproxima estudantes das ferramentas utilizadas no campo

Sistema Faep colaborou na reestruturação da matriz curricular
A partir deste ano, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) implantou a nova matriz curricular nos 26 colégios agrícolas do Paraná, com três ementas curriculares: Técnico em Agricultura, Técnico em Pecuária e Técnico em Agropecuária. A reformulação da grade alinha o ensino às exigências tecnológicas do mercado de trabalho, respondendo às novas demandas do setor produtivo.

Antes mesmo do Agropecuária 2030, o Sistema Faep já atuava dentro dos colégios, por meio de iniciativas de imersão, como a promoção de cursos da entidade e pelo Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA). “Nós já fizemos a mudança da grade curricular com esse olhar diferenciado para a tecnologia e para a integração com o mercado de trabalho”, comenta Ilton Wagner Alves, diretor do Colégio Agrícola de Santa Mariana. “O Sistema Faep é nosso parceiro há muitos anos, mas, antes, os cursos eram restritos aos alunos maiores de 18 anos. Com o Agropecuária 2030, os módulos foram adaptados para as necessidades dos estudantes, complementando a nova matriz curricular”, esclarece.

A disciplina “Projetos Integradores”, incluída na grade curricular do Ensino Médio, tem sido a base para a condução do programa do Sistema Faep, integrando aulas teóricas, desenvolvimento de projetos e cursos complementares – com os módulos do Agropecuária 2030.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

Notícias

Metano deixa de ser problema para se tornar oportunidade

Iniciativa busca estimular investimentos em usinas que transformam resíduos em energia, combustível, fertilizantes e créditos ambientais.

Publicado em

em

Foto: Alvaro Resende

A produção de energia a partir de resíduos urbanos, industriais e agropecuários pode ganhar um novo incentivo no Brasil. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o Projeto de Lei 3.311/2025, que cria o Programa Nacional do Metano Zero (MetanoZero), iniciativa voltada a ampliar o aproveitamento do metano gerado pela decomposição de resíduos e transformá-lo em energia.

Foto: Divulgação

Entre as medidas previstas está a criação do Certificado Metano Zero, que poderá ser concedido a empreendimentos que produzam energia a partir de resíduos sólidos. A proposta também estabelece diretrizes para o setor e determina que municípios com mais de 500 mil habitantes realizem estudos sobre a viabilidade de implantar tecnologias de recuperação energética.

O projeto busca ampliar a segurança jurídica para investimentos em uma área que já conta com iniciativas governamentais, mas que ainda depende, em grande parte, de normas infralegais. Durante a análise da matéria, o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), promoveu ajustes para compatibilizar o programa com políticas públicas já existentes e evitar a criação de novas despesas obrigatórias.

Na justificativa da proposta, o autor, senador Fernando Dueire (PSD-PE), afirma que a iniciativa pode estimular novos investimentos em tecnologias de aproveitamento energético, além de fortalecer cooperativas de reciclagem e ampliar a comercialização de créditos ambientais.

Foto: Divulgação

Usinas
A proposta incentiva as seguintes instalações de recuperação energética, que reduzem a emissão de metano, prejudicial ao meio ambiente quando expelido em excesso:

  • usinas de biodigestão anaeróbia, que transformam matéria orgânica em biogás para geração de energia, calor ou combustível. O processo também produz fertilizante agrícola.
  • usinas de coprocessamento de combustível derivado de resíduo (CDR), cujo combustível pode ser utilizado em usinas termelétricas para geração de energia e na fabricação de cimento. A técnica envolve a queima de determinados rejeitos em fornos, com pneus;
  • usinas de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos (URE), termo genérico utilizado para instalação que gera energia por meio de tecnologia térmica ou biológica. Determinadas técnicas de incineração de lixo, por exemplo, permitem gerar energia, reaproveitar os metais e reduzir o volume dos resíduos a serem descartados. A URE de Barueri, por exemplo, estima que a partir de 2027 terá capacidade de abastecer 320 mil pessoas com energia oriunda de 300 mil toneladas de lixo por ano.

Foto: Divulgação

Certificado
A administração das usinas poderá solicitar o Certificado Metano Zero ao poder público. A validade será de cinco anos e pode dar prioridade na obtenção de incentivos fiscais, como redução de impostos.

As usinas devem apresentar cálculos de que sua atividade reduzirá as emissões de metano e dióxido de carbono (CO₂) e se submeter a auditoria do governo, entre outros critérios. As exigências serão compatíveis com outras políticas ambientais e com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que regulamenta o mercado de créditos de carbono, em que uma empresa pode compensar emissões de gases de efeito estufa a partir da aquisição de créditos gerados por projetos ambientais.

As regras serão simplificadas, com dispensa de auditoria, caso seja empreendimento de pequeno porte, como

Foto: Geraldo Bubniak

projetos de municípios com menos de 100 mil habitantes. O grupo também poderá ter suporte técnico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de instituições públicas de pesquisa.

Regras
As usinas deverão monitorar e classificar a periculosidade dos resíduos gerados, entre outras obrigações de um plano próprio de aproveitamento de resíduos gerados. Também devem observar regras para reaproveitamento dos rejeitos em processos industriais.

O descumprimento das obrigações previstas nos planos sujeita o responsável a punições administrativas, civis e penais previstas na legislação ambiental. Os órgãos ambientais fiscalizarão o cumprimento dos planos.

Foto: Divulgação

Limpeza urbana
Os serviços de limpeza urbana deverão priorizar os três tipos de usinas de recuperação energética, caso não haja coleta seletiva na região. Se houver coleta, serão obrigados a separar os materiais que tiverem viabilidade econômica de reaproveitamento no mercado. Para isso, o texto altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Comitê
O texto autoriza o Poder Executivo a instituir o comitê interministerial do programa, com 14 membros do governo, academia e setor privado. O grupo será responsável por estabelecer diretrizes e articular o programa, criar metas anuais, cartilhas e promover a participação das cooperativas de catadores de recicláveis.

Regulamentação
A União criará regulamento detalhando as regras, e poderá instituir diretrizes para ampliação gradual da energia

Foto: Geraldo Bubniak

elétrica gerada por usinas de biodigestão anaeróbica. O documento poderá exigir estudos técnicos, cronogramas, metas e percentual máximo de impacto sobre o custo da energia.

Emendas
O relator estabeleceu que o projeto não deve gerar novos gastos públicos, caso se torne lei. As novidades do texto, como o certificado ou o comitê interministerial, funcionarão com os recursos humanos e financeiros já disponíveis ao governo.

Também ficou de fora a previsão inicial de Dueire de que o certificado seria pago. A arrecadação serviria para financiar políticas relacionadas ao setor elétrico. Além disso, 20% da arrecadação seria investida em projetos de saúde pública. Para Braga, a medida poderia encarecer a energia e aumentar a rigidez do orçamento público.

Braga também excluiu a exigência de que o sistema elétrico deveria contratar energia oriunda das usinas de reaproveitamento energético em um percentual mínimo a ser definido posteriormente.

O senador acatou duas emendas do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) que reforçam a observância das normas ambientais e agrícolas pelas usinas.

Fonte: Agência Senado
Continue Lendo

Notícias

Pequenos produtores podem ganhar crédito facilitado para investir em irrigação

Financiamentos poderão contemplar desde a elaboração de projetos técnicos até a construção de reservatórios, barragens e perfuração de poços.

Publicado em

em

Foto: Geraldo Bubniak

A irrigação pode ganhar um novo impulso entre agricultores familiares e pequenos e médios produtores rurais. Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe a criação de uma política nacional de incentivo ao setor, com linhas de crédito voltadas à implantação de sistemas de irrigação e de armazenamento de água. A iniciativa surge em um cenário de estiagens cada vez mais frequentes e de maior pressão sobre a produção agrícola.

Foto: Pareekshith Indeever/Pexels

O Projeto de Lei 1.202/2026 prevê financiamento para elaboração de projetos técnicos, instalação de pivôs centrais e sistemas de distribuição de água, perfuração de poços artesianos, além da construção de reservatórios e barragens.

A proposta estabelece que os financiamentos tenham juros reduzidos e prazos de pagamento compatíveis com o ciclo das culturas. Também autoriza a concessão de períodos de carência para que o produtor inicie o pagamento apenas após o início da geração de receita da atividade.

Os recursos terão prioridade para agricultores familiares, pequenos e médios produtores, cooperativas, associações e propriedades localizadas em regiões com histórico de estiagens prolongadas.

Na justificativa da proposta, o autor, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), afirma que a irrigação é uma das

Foto: Alexandre Ortega

principais ferramentas para reduzir a dependência das chuvas e aumentar a segurança da produção agrícola. Segundo ele, a iniciativa foi inspirada em uma sugestão apresentada por um cidadão do Rio Grande do Sul.

O texto argumenta que ampliar o acesso à infraestrutura hídrica pode reduzir perdas provocadas por eventos climáticos extremos, preservar a renda dos produtores e diminuir o risco de endividamento das propriedades em anos de seca.

O projeto será analisado pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação. Se aprovado pelos deputados e pelo Senado, passará a integrar a legislação federal.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Agricultura familiar pode ganhar ferramenta de inteligência artificial para gestão das propriedades

Plataforma vai integrar dados produtivos e agroambientais para auxiliar a tomada de decisões no campo.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A agricultura familiar poderá contar com uma ferramenta baseada em inteligência artificial para apoiar a tomada de decisões no campo. É o que prevê o Projeto de Lei 240/26, em tramitação na Câmara dos Deputados, que propõe a criação de um sistema voltado à organização, integração, padronização e proteção de dados agroambientais e produtivos.

A proposta altera a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais e estabelece que

Foto: Divulgação

o sistema seja utilizado como suporte à gestão das pequenas propriedades, oferecendo informações que possam contribuir para o planejamento da produção e para a tomada de decisões pelos produtores.

Na justificativa do projeto, o autor da proposta, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), afirma que o alto custo das tecnologias baseadas em inteligência artificial ainda limita o acesso dos agricultores familiares a essas ferramentas, ampliando a diferença tecnológica em relação às grandes empresas do agronegócio. “A ausência de apoio estatal nesse campo pode comprometer a competitividade, a sustentabilidade e a permanência desses produtores na atividade rural”, aponta.

Caso seja aprovado, o sistema deverá reunir informações agroambientais e produtivas em uma plataforma

Foto: Divulgação/Freepik

estruturada para subsidiar decisões relacionadas à gestão das propriedades, com foco na melhoria da eficiência e da competitividade da agricultura familiar.

O Projeto de Lei 240/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para apreciação do Senado antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.