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Sistema Faep promove transformação digital nos colégios agrícolas

Mais de 7,4 mil alunos participaram do primeiro ano do Programa Agropecuária 2030, iniciativa que leva inovação e cria oportunidades para as futuras gerações do campo.

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O Programa Agropecuária 2030, parceria entre o Sistema Faep e o Governo do Paraná, completou um ano de atuação nos 26 colégios agrícolas do estado. Entre outras ações, a iniciativa oferece módulos (Mecanização Agrícola, Agricultura de Precisão [AP], Drones Agrícolas e Pecuária) sobre tecnologia e inovação na agropecuária para os estudantes, introduzindo conceitos e disciplinas que vão além da grade curricular tradicional. Neste primeiro ano, mais de 7,4 mil alunos passaram pelo programa, totalizando 439 módulos. A parceria se estenderá por mais quatro anos, que podem ser prorrogados.

Além das formações, o Sistema Faep entregou 530 aparelhos de última geração para os colégios agrícolas, como GPS’s portáteis, GPS’s agrícolas, tablets, amostradores de solo, fluxômetros e termohigroanemômetros, kits de ordenha, de aplicação de agroquímicos e de perdas, drones e penetrômenos de solo. Ao todo, os investimentos na iniciativa somam R$ 3,2 milhões. “O programa está conectando os alunos às mais modernas tecnologias e conceitos aplicados à agropecuária. Com essa abordagem inovadora, os alunos têm a oportunidade de ingressar na era digital e acompanhar as mudanças no campo, impulsionando o desenvolvimento econômico do Paraná e do Brasil”, menciona o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Professora Talita Rafaela Lima acompanha os alunos do Colégio Agrícola de Arapoti em diversos projetos na área de robótica – Fotos: Divulgação/Sistema Faep

Além dos módulos profissionalizantes e dos equipamentos fornecidos, o apoio da entidade possibilitou a reformulação da matriz curricular e o incentivo à iniciação científica e à robótica por meio das categorias do Programa Agrinho voltadas aos colégios agrícolas. “Por meio da parceria, os alunos têm uma formação profissional integrada, de forma moderna e prática, preparando para as exigências do mercado de trabalho, além de oferecer oportunidades concretas em áreas em crescimento e relacionadas à tecnologia. Hoje, são mais de 10 mil alunos impactados, direta ou indiretamente, pois o programa transforma toda a comunidade escolar”, avalia Gondin.

Com o Programa Agropecuária 2030, os dirigentes dos colégios agrícolas observaram um aumento no interesse dos alunos em seguir carreira profissional no setor agropecuário e de retornar às propriedades rurais da família. Essa tendência fortalece a sucessão rural, com os jovens trazendo inovações e melhorias para os negócios familiares.

Projetos inovadores
Os módulos do Programa Agropecuária 2030 são destinados aos alunos do 3º ano do Ensino Médio, mas os equipamentos recebidos pelos colégios agrícolas estão à disposição de todos os estudantes e professores. Segundo Dayane de Andrade Oliveira Paulino, diretora do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) de Arapoti, na região dos Campos Gerais, a iniciativa trouxe melhorias para a infraestrutura da instituição, possibilitando o desenvolvimento de diversos projetos. “Nosso colégio era defasado, com carência de equipamentos. O programa trouxe a tecnologia que faltava, integrando e ampliando o conhecimento técnico oferecido pelo colégio. Foi uma novidade bem recebida por todos”, conta.

Para os alunos do 3º ano, os módulos do Agropecuária 2030 são mais uma ferramenta de apoio para o desenvolvimento de trabalhos da disciplina “Projetos Integradores”, uma novidade da matriz curricular, cuja reformulação também contou com a parceria do Sistema Faep. Um deles, o da campânula automatizada da granja de aves, equipamento essencial para manter a temperatura adequada dos pintainhos, está em pleno desenvolvimento graças aos ensinamentos e equipamentos do Programa Agropecuária 2030. Nos primeiros estágios de vida, os frangos não conseguem regular sua própria temperatura, tornando o uso do dispositivo indispensável na avicultura. “Antes, precisávamos de um funcionário para ligar e desligar o equipamento todas as vezes. Isso causava problemas, principalmente em feriados e finais de semana. Agora, o processo é automatizado, resultado do trabalho dos próprios alunos”, observa Talita Rafaela Lima, professora do Colégio Agrícola de Arapoti.

“O intuito é ajudar o produtor na redução dos custos com energia, manutenção e mão de obra. Foi uma ideia incrível, pois agora podemos controlar totalmente a temperatura do ambiente das aves, sendo possível a instalação do equipamento em ventiladores também”, destaca Carlos Augusto de Miranda da Silva, de 18 anos, um dos alunos envolvidos no projeto.

Sistema Faep promove integração do conhecimento técnico com a prática nos colégios agrícolas

O jovem, que pretende ser engenheiro agrônomo, participou dos módulos de Agricultura de Precisão e de Pecuária. “Os cursos ampliaram minha visão. Hoje consigo ver mais possibilidades de carreira e fiquei mais motivado a explorar o meu potencial. Quero ser uma influência no setor e deixar um legado para as futuras gerações”, almeja. Filho de produtores rurais, Miranda da Silva já planeja aplicar o conhecimento na pequena propriedade familiar, dedicada à suínos, aves, ovos e produção de adubo orgânico.

Outro projeto dos alunos do 3º ano em Arapoti prevê o controle automatizado da umidade relativa do ar na produção de cogumelos. O ambiente é monitorado por um medidor com sensor que detecta quando a umidade cai abaixo de 80% – nível mínimo para a cultura –, ativando automaticamente o aparelho de umidificação.

Segundo a professora Talita, a ideia para esse projeto partiu dos próprios alunos, com o objetivo de gerar economia ao produtor rural. “Eles se colocam no lugar do produtor para buscar soluções. Sair do ambiente da sala de aula para fazer projetos e pesquisas aliando o conhecimento teórico à prática é muito importante para os estudantes. Eles se sentem mais confiantes e cresce o interesse pela área”, constata.

Fomento à tecnologia
O interesse pela tecnologia, especialmente aplicada ao agronegócio e áreas afins, também apresentou um crescimento significativo entre os alunos, conforme destaca Márcio Castelhano, diretor do Colégio Agrícola Estadual Lysimaco Ferreira Costa, em Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Essas parcerias abrem novas oportunidades e complementam a grade curricular com temas tecnológicos. Os alunos estão aproveitando as formações oferecidas pelo programa para aprimorar seus projetos ou até mesmo desenvolver novas ideias. Em 31 anos de escola, nunca vi uma evolução tão incrível”, expôs o diretor do Colégio Agrícola de Rio Negro, Márcio Castelhano.

O aluno Bryan Godoy dos Santos, de 18 anos, planeja cursar Ciências da Computação para expandir suas oportunidades de atuação no setor de tecnologia. Filho de ex-produtores de tabaco, cujo manejo é predominantemente manual, ele revela o desejo de implementar soluções que tornem o processo mais automatizado e eficiente, reduzindo custos, especialmente no que se refere à mão de obra. Apesar dos pais terem saído da atividade, parte de sua família ainda mantém o negócio. “Eu gosto de resolver problemas, tanto na parte de hardware como de software, então eu quero atuar com programação, cybersegurança e manutenção de hardwares”, ressalta. “No curso de Agricultura de Precisão, vi muitos conteúdos que eu não tinha a mínima noção, como os satélites. Eu percebi quão ampla é a área de AP e suas possibilidades de trabalho. Isso é algo que abre portas”, comenta.

Alunos podem aprender sobre o funcionamento de um GPS agrícola e suas aplicações na agricultura

Os planos de Alessandra Schroth, de 18 anos, que também participou do módulo de AP do Agropecuária 2030, são similares. A partir do conhecimento adquirido na área de tecnologia, a jovem pretende buscar soluções simples e baratas para auxiliar no monitoramento e gestão da pequena produção de tabaco e milho da família. “O curso apresentou conceitos importantes nessa área e pude observar o funcionamento de um GPS agrícola, que ainda não conhecia. Também tive contato com outras ferramentas que ajudam no desenvolvimento da Agricultura de Precisão. Meu desejo é dar continuidade ao trabalho na propriedade da minha família”, aponta.

Outro módulo bastante demandado pelos estudantes no Colégio Agrícola de Arapoti é o de Pecuária. A aluna Andressa Baltazar Muniz, de 18 anos, que deseja ser Médica Veterinária e trabalhar com animais de grande porte, destaca que o conteúdo trazido pelo instrutor mudou sua percepção sobre a atividade. “Com certeza será um diferencial no meu currículo. O conteúdo é bem amplo e traz informações relevantes e atualizadas. A didática e a criatividade do instrutor para passar conhecimento realmente prendem nossa atenção”, resume.

Jean Carlos Nogueira, também de 18 anos, compartilha a mesma visão. Segundo ele, o curso apresentou novas tecnologias que transformaram sua perspectiva sobre o manejo dos bovinos, desde a ordenha até o transporte do leite. “Para quem pretende seguir carreira na área, como eu, é um auxílio importante para o mercado de trabalho”, afirma.

Oportunidades integradas

Na avaliação de Ilton Wagner Alves, diretor do Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (Ceepa) Fernando Costa, localizado em Santa Mariana, na região Norte, o Programa Agropecuária 2030 tem impulsionado a qualificação dos professores, que estão buscando especializações para integrar a tecnologia de forma mais eficaz nas disciplinas da grade curricular. “Eu estou há 21 anos no colégio e nunca tivemos um programa com um viés tão inovador como esse, em todos os aspectos. Quando temos parcerias produtivas, o olhar pedagógico e as condições estruturais melhoram e tudo começa a acontecer dentro do espaço educacional”, ressaltou o diretor do Colégio Agrícola de Santa Mariana, Ilton Wagner Alves.

Turma de Arapoti durante o módulo de Pecuária, que oferece conteúdos atualizados sobre o manejo dos bovinos

Essa iniciativa não só aproxima a sociedade dos colégios agrícolas, como também fortalece o vínculo entre as instituições de ensino e a comunidade. Com parcerias envolvendo pequenos produtores, cooperativas e empresas do setor, as instituições de ensino se consolidam como espaços produtivos e colaborativos, promovendo a troca de conhecimentos e contribuindo para o desenvolvimento local.

Além disso, o programa proporciona uma atenção especial à agricultura familiar, predominante entre as famílias dos alunos. Segundo Alves, os colégios estão se tornando “vitrines da tecnologia” para os pequenos produtores. “Com essa parceria, implementamos AP nas áreas agrícolas do colégio e elevamos nosso índice produtivo acima da média local. Por causa desses exemplos, estamos vendo os produtores se aproximando mais da escola, afinal, eles podem utilizar essas ferramentas”, afirma.

Na avaliação de Gustavo Ponce Martins, instrutor do Sistema Faep no módulo de Agricultura de Precisão, o programa fortalece a sucessão familiar, pois abre um leque de oportunidades para os jovens atuarem no setor agropecuário e continuarem ao lado dos pais como produtores rurais. “Quem é filho de produtor rural, começa a enxergar a propriedade de forma diferente, como uma empresa que precisa de gestão profissional. Esses jovens serão os futuros produtores, ou mesmo instrutores e profissionais que levarão assistência técnica ao campo”, salienta Martins.

O aumento da empregabilidade dos alunos formados nos colégios agrícolas é outra meta que o programa busca alcançar. No Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (Ceepa) Getúlio Vargas, em Palmeira, na região Sul do Paraná, esse objetivo já está sendo atingido: dois alunos que se destacaram nos módulos do Agropecuária 2030 estão participando de um processo seletivo para trabalhar em propriedades rurais no interior do Mato Grosso. “Temos egressos daqui do colégio que gerenciam fazendas em Sinop e pediram indicação de alunos. Antes dos cursos, eles não teriam a experiência necessária para a vaga”, observa João Carlos Hoffman, diretor da Fazenda Escola do Colégio Agrícola de Palmeira.

Módulo de Agricultura de Precisão aproxima estudantes das ferramentas utilizadas no campo

Sistema Faep colaborou na reestruturação da matriz curricular
A partir deste ano, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) implantou a nova matriz curricular nos 26 colégios agrícolas do Paraná, com três ementas curriculares: Técnico em Agricultura, Técnico em Pecuária e Técnico em Agropecuária. A reformulação da grade alinha o ensino às exigências tecnológicas do mercado de trabalho, respondendo às novas demandas do setor produtivo.

Antes mesmo do Agropecuária 2030, o Sistema Faep já atuava dentro dos colégios, por meio de iniciativas de imersão, como a promoção de cursos da entidade e pelo Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA). “Nós já fizemos a mudança da grade curricular com esse olhar diferenciado para a tecnologia e para a integração com o mercado de trabalho”, comenta Ilton Wagner Alves, diretor do Colégio Agrícola de Santa Mariana. “O Sistema Faep é nosso parceiro há muitos anos, mas, antes, os cursos eram restritos aos alunos maiores de 18 anos. Com o Agropecuária 2030, os módulos foram adaptados para as necessidades dos estudantes, complementando a nova matriz curricular”, esclarece.

A disciplina “Projetos Integradores”, incluída na grade curricular do Ensino Médio, tem sido a base para a condução do programa do Sistema Faep, integrando aulas teóricas, desenvolvimento de projetos e cursos complementares – com os módulos do Agropecuária 2030.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Leite longa vida sobe 17% no varejo no Paraná; proteínas animais registram ganho de produtividade e exportações

Boletim do Deral aponta leite a R$ 4,52, avanço de 57,7% na produção de suínos em 10 anos, exportações de frango com US$ 1,78 bilhão e milho safrinha com 99% da área plantada.

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Foto: Divulgação/OP Rural

Boletim Conjuntural divulgado no início de abril pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

Segundo o médico-veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.

Proteínas animais

De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

Foto: Shutterstock

No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne “in natura”, que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.

Milho

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.

Mandioca

Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento

Foto: Divulgação

de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.

Cebola

A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.

No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.

Fonte: AEN-PR
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IDR-Paraná leva tecnologias, pesquisa e extensão rural à ExpoLondrina 2026

Instituto apresenta soluções para produção de grãos, café, pecuária e agricultura familiar, além de ferramentas digitais para manejo de pragas, fertilidade do solo e tomada de decisão no campo.

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O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) apresenta um expressivo conjunto de tecnologias, conhecimentos e ações ao público da ExpoLondrina 2026, que acontece até o próximo domingo (19) no Parque Governador Ney Braga, em Londrina, no Norte do Estado.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A participação do IDR-Paraná contempla diferentes espaços e públicos, com destaque para a tradicional Via Rural Fazendinha, eventos técnicos e a presença no Pavilhão SmartAgro. Ao todo, serão mais de dez encontros temáticos e diversas unidades didáticas que traduzem, na prática, o resultado do trabalho desenvolvido pela pesquisa e a extensão rural. “Para nossa instituição, a ExpoLondrina é um importante espaço para apresentar à sociedade o trabalho da pesquisa e da extensão rural no Estado”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

Na Fazendinha, o público poderá se inteirar a respeito de temas estratégicos como a produção de café de qualidade, manejo de solos e água, produção sustentável de grãos, piscicultura, horticultura e pecuária. Entre as novidades estão um espaço voltado à produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, além de uma unidade especial, que resgata os 70 anos de história da extensão rural no Paraná. “Esse é um espaço de diálogo, onde conseguimos nos aproximar do público urbano e, ainda mais, dos produtores, especialmente da agricultura familiar, para apresentar soluções que fazem diferença no dia a dia no campo”, diz o chefe regional do IDR-Paraná em Londrina, Renan Ribeiro Barzan.

A programação técnica do IDR-Paraná contempla eventos como o “3º Encontro regional de meliponicultura e apicultura”, abordando a

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

criação de abelhas e sua relação com a polinização e produtividade em lavouras de soja e, ainda, o “3º Seminário de produção sustentável de grãos”, que discutirá o manejo de solos e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

O “32º Encontro estadual de cafeicultores” vai reunir especialistas e produtores para discutir temas como cafeicultura regenerativa, movimentações do mercado e acompanhar a entrega oficial dos cafés premiados no Concurso Café Qualidade Paraná.

O IDR-Paraná ainda estará presente em outros ambientes da feira, como o espaço ExpoSabores, com agroindústrias familiares assistidas pela extensão rural.

SMARTAGRO

No Pavilhão SmartAgro, dedicado às tecnologias digitais aplicadas ao campo, o IDR-Paraná apresentará ferramentas que agregam conhecimento científico e auxilia produtores e técnicos na tarefa de tomar decisões no dia a dia do campo.

Foto: Gilson Abreu

Entre os destaques, a automação da identificação de esporos nos coletores do “Alerta ferrugem da soja”, tecnologia que permite o monitoramento precoce da presença do fungo causador da doença e facilita aos produtores e técnicos fazer o controle no momento adequado.

Outra ferramenta é a plataforma Webcigarrinhas, que acompanha a ocorrência da cigarrinha-do-milho e contribui para o manejo mais eficiente da praga nas lavouras.

No dia 16, às 08 horas, na Arena Futuro, o Instituto apresenta o aplicativo “Guia de Identificação de Pragas do Feijão”, desenvolvido para auxiliar técnicos e produtores diretamente no campo. “A ferramenta permite reconhecer os insetos conforme o estágio de desenvolvimento do feijoeiro, facilitando a tomada de decisão e qualificando o monitoramento”, explica o pesquisador Humberto Androcioli.

Também serão lançadas as plataformas digitais Sirdes (Sistema de Recomendação de Adubação com Dejetos de Suínos) e Sirca (Sistema de Recomendação de Adubação com Cama de Aviário) que orientam o uso desses dejetos como fertilizantes nas lavouras. As ferramentas transformam dados técnicos em recomendações práticas, contribuindo para reduzir custos e aumentar a eficiência no uso de nutrientes, com segurança ambiental.

Outro destaque é o lançamento do livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, publicação que reúne conhecimentos técnico-

Foto: Alessandro Vieira

científicos sobre culturas com potencial para a produção de biocombustíveis no Estado, como canola, girassol, mamona e gergelim, além de aspectos relacionados à qualidade dos óleos vegetais e à sustentabilidade das cadeias produtivas.

A ExpoLondrina é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, congrega produtores, técnicos, pesquisadores, empresas e o público urbano, tendo ao longo dos anos consolidado um espaço de negócios, difusão de conhecimento técnico-científico, valorização do meio rural e da produção agropecuária, cultura, entretenimento e integração campo-cidade.

Mais informações sobre a programação técnica na feira podem ser obtidas clicando aqui.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Oscar da água

Sanepar é finalista da categoria Campeões do ODS 6 no Global Water Awards

Indicação da Companhia se deve ao programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética, em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec. Vencedores serão revelados em 19 de maio, em Madri, durante um dos principais eventos do setor.

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é uma das finalistas da categoria Campeões do ODS 6 do Global Water Awards, premiação promovida pela Global Water Intelligence (GWI) e pela Global Water Leaders Group (GWLG). Os vencedores serão escolhidos pelos assinantes da GWI e a revelação acontecerá em 19 de maio, em Madri, na Espanha, durante o Global Water Summit 2026, um dos principais eventos do setor.

Foto: Maurilio Cheli/Sanepar

A Sanepar foi indicada pelo programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética. Com alto retorno socioambiental, a iniciativa fortalece a universalização, a perenidade dos serviços de saneamento e a segurança operacional na geração de energia.

A categoria Campeões do ODS 6 reconhece iniciativas, empresas e governos que avançam na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU, que visa assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todas as pessoas até 2030.
Com investimentos superiores a R$ 184 milhões, e em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, foram construídos e aprimorados sistemas de coleta e tratamento de esgoto em seis municípios próximos ao Lago de Itaipu.

Os empreendimentos contaram com a expansão de 230 km de redes de esgoto e redução, por ano, de mais de 3.000 toneladas de DBO (parâmetro que indica poluição das águas) e mais de 300 toneladas de carga de nutrientes na bacia do Paraná 3, beneficiando cerca de 100 mil pessoas e gerando mais de 3.000 empregos diretos, indiretos e induzidos.

A proteção da qualidade da água do reservatório de Itaipu ainda salvaguarda diretamente a produção de 10% da energia total do Brasil e 88%

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

da energia total do Paraguai. Cada real investido na iniciativa gera um retorno estimado de mais de quatro reais em resultados socioambientais para a bacia, conforme estudo  específico baseado em condições regionais.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley; o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior, e o especialista em Pesquisa e Inovação, Gustavo Possetti, representarão a Companhia na solenidade de revelação dos escolhidos. A Sanepar já foi premiada na mesma categoria em 2024.

Bley também participará do encontro dos 300 Water Leaders, iniciativa do GWLG focada em garantir o acesso a serviços de água para 300 milhões de pessoas até 2030, e ministrará a palestra “Saneamento 5.0: hype ou sobrevivência das concessionárias?”.
Inovar para universalizar

Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

A Companhia busca as melhores práticas do mundo e tem atuado com instituições de referência para impulsionar o Sanepar 5.0, programa que reforça o compromisso com a inovação, a eficiência e a sustentabilidade para garantir e aprimorar o serviço de saneamento. “Esta indicação reconhece os resultados do esforço de toda a Companhia para internalizar o conceito de inovação digital e sustentável na nossa infraestrutura, operação e gestão. Focamos em acelerar a transformação digital e fortalecer a inteligência hídrica no Paraná para alcançarmos a universalização do saneamento nos municípios que atendemos”, destaca Bley.

Para Risden, a Sanepar é uma empresa inovadora e a busca por parcerias estratégicas e iniciativas no que diz respeito ao meio ambiente é uma ação disruptiva. “A parceria profícua com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, e a busca por alternativas adaptadas ao contexto regional como as soluções baseadas na natureza demonstram que a Sanepar está no caminho correto. Nunca esquecemos da inovação ou da inovabilidade, que une a sustentabilidade e a inovação”, afirma.

Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu, afirma que a parceria com a Sanepar reflete a filosofia de trabalho da binacional, de atuar em rede e por meio de parcerias para amplificar o resultado dos projetos. “A água é matéria-prima para a geração de energia e para os usos múltiplos do reservatório. Para assegurar esse recurso no longo prazo, é essencial que cuidemos dos usos da água e do solo no território e isso passa pelo saneamento”, afirma.

Gustavo Possetti ressalta que o projeto é uma referência na busca por universalização dos serviços de saneamento ambiental, com benefícios

Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional

socioambientais e para a saúde pública. Além dos ganhos operacionais tanto para a Sanepar quanto para a Itaipu Binacional. “Esse projeto é um exemplo e muito nos orgulha participar dele, não apenas pelos ganhos e pela geração de valor para a sociedade, mas principalmente ao sabermos que a comunhão de esforços faz com que, de fato, os resultados sejam apresentados respeitando as melhores práticas da ciência, da tecnologia e da engenharia”, acrescenta.

Finalistas ODS 6 
Além da Sanepar, outras quatro empresas concorrem ao prêmio:

  • Aguas Nuevas, do Chile: implementou um programa estratégico de redução de perdas de água.
  • Bangalore Water Supply and Sewerage Board, da Índia: expandiu o acesso à água segura para 1,7 milhão de pessoas, com forte impacto social e urbano.
  • Indah Water Konsortium, da Malásia: implementou soluções com energia solar em 16 ETEs, ampliando a sustentabilidade do sistema nacional de esgotamento sanitário.
  • Sanasa, do Brasil: desenvolveu iniciativa inovadora de redução de perdas com financiamento da Microsoft baseado em créditos de água.

Foto: Divulgação/Sanepar

Global Water Intelligence 
A GWI é a principal empresa de inteligência de mercado, análise de dados e eventos do setor internacional de água, sendo considerada uma fonte confiável para auxiliar a tomada de decisões estratégicas por empresas, governos e investidores no setor de água e saneamento.

É responsável pela organização do Global Water Summit, evento de entrega da premiação Global Water Awards, que reconhece projetos e iniciativas inovadoras de destaque mundial.

Global Water Leaders Group
O GWLG é um grupo internacional de elite formado por CEOs de empresas de saneamento e demais líderes do setor, com foco em inovação e desempenho para superar desafios globais da água, aprimorar a gestão de recursos e ampliar o acesso ao saneamento básico.

Fonte: AEN-PR
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