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Sistema Faep participa de entrega da Agenda Legislativa do Agro ao Congresso

Documento lista projetos de interesse do setor agropecuário que tramitam na Câmara e no Senado. Solenidade ocorreu na manhã desta quarta-feira (26).

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Fotos: Divulgação/Sistema Faep

O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, participou, nesta quarta-feira (26), do lançamento da Agenda Legislativa do Agro 2025. Elaborado pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelas federações, o documento traz as principais conquistas do setor agropecuário ocorridas em 2024 e lista as 87 pautas em tramitação no Congresso Nacional com potencial de impactar os produtores rurais. Realizado no Senado Federal, o evento contou com a presença de presidentes e integrantes das federações de agricultura e pecuária de todo o país.

“É um documento importantíssimo, que não só lista os avanços conquistados no ano passado, mas que principalmente estabelece as prioridades do nosso setor para este ano, para que tenhamos condições plenas de continuar produzindo e puxando a economia do nosso país”, destacou Meneguette. “A Agenda Legislativa traz temas prioritários, desde a defesa do direito de propriedade e a tributação justa, a questões ambientais e trabalhistas, que continuarão a demandar nossa atenção e união”, pontuou.

Além de Meneguette, a comitiva paranaense foi integrada pelo presidente do Sindicato Rural de Maringá, José Antônio Borghi; o presidente do Sindicato Rural de Guamiranga, Dalnei Menon; o presidente do Sindicato Rural de Nova Esperança, Pedro Alberton Leoni Alves de Siqueira; e a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres da Faep (CEMF), Simone Carvalho de Paula.

A sessão solene de entrega da Agenda Legislativa foi presidida pela senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). Ela recebeu o documento das mãos do presidente da CNA, João Martins. Em seu discurso, a senadora destacou a importância do setor agropecuário para a economia do país e os desafios enfrentados pelos produtores rurais. Ela também mencionou que em 2024 o Congresso Nacional aprovou mais de uma dezena de leis fundamentais para o campo, entre os quais a Reforma Tributária e a Lei de Bioinsumos.

“Os produtores rurais pretendem contribuir para a queda da inflação dos alimentos, que é provocada, não pelo nosso setor, mas pelo desajuste fiscal do governo”, disse Tereza Cristina. “Contamos com a união e a dedicação de todos para que o agro continue distribuindo prosperidade à sociedade brasileira”, concluiu.

Presidente da FPA, o deputado federal paranaense Pedro Lupion destacou a luta da bancada ruralista na preservação dos direitos dos produtores rurais. Ele lamentou que o Congresso ainda tenha que se debruçar sobre temas que deveria estar superados, como o direito à propriedade, o Marco Temporal, o crédito agrícola e a segurança jurídica dos produtores.

“A gente vive momentos complicados e difíceis, política e ideologicamente falando. O enfrentamento se tornou uma constante em nossa atividade parlamentar”, declarou Lupion.

O presidente da CNA, João Martins, destacou que essa foi a primeira vez que cerimônia de entrega da Agenda Legislativa do Agro foi realizada no Congresso Nacional. O dirigente enfatizou o alinhamento harmonioso entre o setor produtivo e o parlamento e classificou o documento como uma “agenda para o crescimento”. Além disso, Martins também enalteceu a atuação da FPA, “que tem sido exemplo marcante de atuação transparente, aberta e focada ao interesse público”.

“O nosso objetivo é expor com clareza as necessidades do agro no âmbito legislativo, para conhecimento da sociedade brasileira, e demonstrar convergência de pensamento entre o setor produtivo e a maioria do parlamento”, disse o presidente da CNA.

Outro paranaense, o senador Sergio Moro atribuiu a prosperidade do setor agropecuário a suas lideranças, que conseguem manter uma agenda positiva, independentemente de períodos de crise. Por outro lado, ele fez um alerta em relação a cenários de incertezas internacionais, com perspectivas de recessão mundial e o assombro das tarifações a exportações. Nesse sentido, ele diz que o agro deve permanecer unido para colher bons frutos.

“Um grande marco positivo do nosso país é o agro, que mostra sua pujança e força. Mesmo com todas as dificuldades, inseguranças e com um juízo negativo por parte de algumas autoridades governamentais, o agro vai salvar o Brasil da recessão neste primeiro semestre”, apontou Moro.

Agenda do Agro 2025

O documento entregue ao Congresso tem 53 páginas. Na primeira parte, a Agenda Legislativa lista 15 proposituras aprovadas pela Câmara e pelo Senado em 2024, que estavam diretamente relacionados a temas de interesse do setor agropecuário. A segunda parte trata dos projetos em tramitação no parlamento, que devem ser vitais para o agronegócio ao longo de 2025.

Essa parte é dividida em oito temas: “Tributação e política agrícola”, com oito projetos de lei listados; “Meio ambiente e recursos hídricos”, com 13 projetos em tramitação; “Direito de propriedade”, que tem 15 proposituras relacionadas; “Relações trabalhistas”, com 13 projetos; “Relações internacionais”, 13 iniciativas; “Infraestrutura e logística”, com 7 projetos; “Produção agropecuária”, que tem 17 proposituras elencadas; e “Educação”, com um projeto.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Capal abre 300 vagas de trabalho temporário no Paraná e em Santa Catarina

As oportunidades são para atuar em sete unidades de negócios da cooperativa nos meses de janeiro e fevereiro de 2026.

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Unidade de Beneficiamento de Sementes da Capal, em Wenceslau Braz (PR), está contratando safristas temporários com início do trabalho em janeiro - Foto: Eduardo de Castro

A Capal Cooperativa Agroindustrial anuncia a abertura de aproximadamente 300 vagas de emprego temporário para serviços gerais referentes à safra de verão. As oportunidades são para atuar em sete unidades de negócios da cooperativa nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, em seis municípios do Paraná (Arapoti, Wenceslau Braz e Curiúva) e do estado de São Paulo (Itararé, Taquarituba e Taquarivaí).

As vagas disponíveis são para as seguintes funções: Auxiliar de Produção, Classificadores de Cereais e Balanceiros. Não é necessária experiência prévia. Todos os profissionais contratados passam por treinamentos de integração, trabalho em altura e operação de máquinas e equipamentos, entre outros temas.

Os candidatos com interesse na vaga podem entregar os currículos na Agência de Trabalho da cidade correspondente, na unidade da Capal ou enviar pelo e-mail recrutamento@capal.coop.br.

Fonte: Assessoria Capal Cooperativa Agroindustrial
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Agroshow Copagril 2026 é lançado internamente com foco em tradição e inovação

Com o tema “Raízes do Progresso”, o evento reunirá produtores, especialistas e mais de 200 expositores, destacando tecnologia, negócios e soluções para o agronegócio regional.

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Fotos: Divulgação/Copagril

A Copagril realizou, na tarde de terça-feira (09), na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), o lançamento interno do Agroshow Copagril 2026, encontro que reuniu diretoria, CEO, gerentes e colaboradores para apresentar oficialmente o tema, o conceito e as principais novidades da próxima edição do evento, que tradicionalmente marca o início do calendário de feiras agrícolas no Paraná.

Com o tema “Raízes do Progresso”, a edição de 2026 reforça a importância dos fundamentos que sustentam a agricultura regional ao mesmo tempo em que incorpora inovação, tecnologia e práticas que impulsionam o futuro do agronegócio. O objetivo do lançamento interno foi alinhar as equipes, fortalecer o engajamento institucional e preparar as equipes para atuarem como multiplicadores das informações que serão apresentadas ao público em janeiro.

Durante o encontro, o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, destacou a relevância estratégica do Agroshow para a cooperativa e para os produtores rurais da região. “Estamos em um momento especial da nossa trajetória, em que unir tradição e inovação se torna essencial para gerar ainda mais valor aos nossos cooperados. O Agroshow Copagril 2026 traz um conceito forte e uma programação robusta, que reafirmam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a evolução contínua do agronegócio”, pontuou Engels.

O Agroshow Copagril reúne anualmente produtores, especialistas, empresas parceiras e lideranças para troca de conhecimento e apresentação das mais recentes soluções voltadas à produtividade, manejo e tecnologia. A edição de 2026 trará mais de 200 expositores, além de experiências aprimoradas, tecnologia, negócios e inovação.

Com o lançamento interno, a Copagril inicia oficialmente a contagem regressiva para o Agroshow 2026.

Fonte: Assessoria Copagril
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Por que cuidar dos animais significa cuidar das pessoas e garantir a sustentabilidade do agronegócio?

Além dos ganhos para os animais, o bem-estar impacta diretamente a qualidade do produto final. Animais menos estressados têm melhor imunidade e menos lesões, o que aumenta o aproveitamento das carcaças.

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Foto: Shutterstock

O conceito de bem-estar na produção animal evoluiu. Não se trata apenas de garantir a qualidade de vida dos animais, mas de entender que o ambiente de trabalho é um fator determinante para que essas práticas aconteçam de forma consistente. Cuidar dos animais é, inevitavelmente, cuidar das pessoas que trabalham com eles.

Para que o manejo seja executado com precisão, calma e eficiência, é necessário proporcionar infraestrutura adequada e fluxos operacionais claros. Isso envolve melhorias estruturais, como pisos antiderrapantes, corredores bem dimensionados e sistemas de iluminação e ventilação pensados para reduzir o estresse.

Quando o ambiente é organizado e planejado, diminuem-se os riscos e evita-se o retrabalho, permitindo que o colaborador concentre sua energia nas manobras técnicas corretas, sem improvisações ou esforço físico excessivo. O resultado é um ciclo virtuoso: investir no bem-estar do colaborador cria as condições para que o bem-estar animal ocorra de forma natural.

Assim, a qualidade do manejo é reflexo direto de um ambiente mais seguro. Enquanto o manejo inadequado, caracterizado por uso excessivo de força, ruídos e agitação, aumenta as chances de acidentes, quedas e lesões, os protocolos bem estabelecidos tornam o trabalho previsível e fluído. Ou seja, o bem-estar animal só se consolida com colaboradores seguros e capacitados.

Os benefícios observados na prática incluem:

  • Redução de acidentes e afastamentos: decorrente do manejo calmo e sem força excessiva.
  • Diminuição do estresse ocupacional: rotinas bem definidas e animais com melhor comportamento reduzem a carga mental da equipe.
  • Melhor clima e retenção de talentos: equipes treinadas em empatia colaboram mais e sentem maior satisfação e propósito, o que fortalece o vínculo com a empresa.

Para validar essa integração positiva entre animais, seres humanos e o meio ambiente, o mercado tem ao seu dispor as certificações. Um exemplo é a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, que adota uma visão baseada nos princípios de One Welfare (Bem-estar Único), avaliando simultaneamente o ambiente, o manejo e os impactos sobre pessoas, animais e a sustentabilidade.

Monitorando indicadores integrados, como níveis de vocalização, acidentes ocupacionais, desempenho produtivo, uso adequado de equipamentos e tecnologias sustentáveis, capacitação e cultura de manejo ético e conformidade socioambiental, a certificação assegura que o bem-estar animal e humano caminhem juntos, fortalecendo a resiliência do negócio e gerando valor para a sociedade.

Reflexos na qualidade do alimento

Além dos benefícios humanos, o bem-estar animal possui relação direta e comprovada com a qualidade do produto final. Animais sob menor estresse apresentam melhor resposta imunológica e redução de lesões e hematomas, o que garante maior aproveitamento de carcaças.

Há também ganhos produtivos tangíveis, como a melhoria na aparência e uniformidade da casca de ovos, leite de maior qualidade e carne com parâmetros físico-químicos mais estáveis, o que significa um produto que mantém suas características de qualidade, segurança e frescor por um período de tempo mais longo, sofrendo alterações mínimas durante o armazenamento, transporte e processamento.

Com todas essas avaliações, é certo que as empresas que integram bem-estar único ao sistema de produção fortalecem seu compromisso com alimentos mais seguros, éticos e sustentáveis, bem como permitem um clima organizacional melhor e mais saudável.

Fonte: Artigo escrito por Filipe Dalla Costa, médico-veterinário, mestre e doutor na área de bem-estar animal e coordenador técnico de Bem-Estar Animal para monogástricos na MSD Saúde Animal.
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