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Sistema de plantio da Epagri alia conservação do solo, produtividade e menor emissão de carbono

Carbono é essencial à vida na Terra. Quem se lembra das aulas de química orgânica sabe que tudo que é vivo tem carbono em sua composição. Apesar de sua importância, esse elemento químico vem sendo citado, nos últimos anos, como o vilão do aquecimento global.

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Foto: Jonatan Jumes

É comum ouvir que é preciso frear as emissões de carbono para conter o aquecimento global. Mas há uma complexidade por trás dessa frase. O carbono está presente na atmosfera terrestre, onde se liga ao oxigênio e forma o dióxido de carbono (CO2), também conhecido como gás carbônico. Esse sim provoca aquecimento global, assim como o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). Os três gases são os maiores responsáveis pelo efeito estufa.

Então, por que se fala em mitigar a emissão de carbono? Porque, para efeito de cálculo, os três gases causadores do efeito estufa são transformados em carbono, o que se chama carbono equivalente (CO2eq). É disso que trata o Plano Estadual ABC+ 2020-2030, que se refere à agricultura de baixa emissão de carbono.

O Plano Estadual ABC+ é formado pela Epagri e outras instituições, que atuam para que famílias agricultoras e pescadoras produzam alimentos de forma rentável e com baixo impacto ambiental. Uma dessas práticas é o Sistema Plantio Direto de Grãos (SPDG).

O sistema vem sendo difundido há mais de 40 anos em Santa Catarina. Nos últimos três anos a área foi ampliada em, pelo menos, 57.113 hectares no Estado. “Essa é a área onde o SPDG está sendo praticado corretamente, seguindo todas as orientações técnicas”, destaca Humberto Bicca Neto, extensionista rural e coordenador do Plano ABC+ na Epagri. Ele relata que, desde 2022, quando a segunda etapa do Plano teve início no Estado, a Epagri já capacitou mais de 2 mil agricultores catarinenses, que receberam as informações necessárias para adotar o SPDG de forma adequada.

Leandro Wildner, pesquisador do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf), calcula que mais de 80% das famílias agricultoras que produzem grãos na região de Chapecó adotam o sistema. Ele reforça que o SPDG tem três princípios básicos: proteger o solo durante o ano todo com plantas de cobertura, estejam elas vivas ou mortas, quando formam a palhada; o não preparo do solo, com revolvimento apenas na linha de semeadura; manutenção da diversidade de animais e plantas, através da sucessão, consorciação e rotação de culturas.

Plantas que protegem o solo

Plantas de cobertura são vegetais específicos, que se destinam, entre outros fins, a proteger o solo contra a erosão e melhorar suas qualidades químicas, físicas e biológicas. Elas protegem e enriquecem o solo estando vivas, ou mesmo mortas.

Mas como isso acontece? Lembra lá do começo desse texto, onde afirmamos que toda forma de vida conta com carbono em sua constituição? Então é fácil concluir que plantas também contém carbono, que é o principal componente da matéria orgânica que dá vida ao solo. Explicando de forma bem simples: as plantas captam carbono da atmosfera para, através da fotossíntese, produzir massa vegetal, que é formada por raízes, talos, folhas, frutos e sementes. Durante a primeira etapa do ciclo vegetativo, as plantas crescem e acumulam massa vegetal e nutrientes; na segunda etapa do ciclo, a partir da floração, as plantas passam para o período reprodutivo, com foco na produção de frutos e grãos. A partir do manejo da massa vegetal, para formação da cobertura do solo, ou da colheita, que deixa a palha sobre a terra, começa uma lenta decomposição.

Está aí um dos segredos do SPDG no combate à emissão de gases do efeito estufa. Como o sistema preconiza o não revolvimento do solo que vai ser cultivado, esse carbono não volta imediatamente à atmosfera, ou seja, ele fica armazenado ali na palha que permanece sobre a superfície do terreno ou nas raízes, dentro do solo, compondo a matéria orgânica que vai sendo lentamente decomposta pelos organismos. Esta etapa de parcial indisponibilidade de carbono e sua decomposição é chamada de sequestro de carbono, ou seja, de baixa emissão de carbono para a atmosfera.

Menos fertilizantes, mais rentabilidade

“Quanto mais matéria orgânica eu tenho no meu solo, melhor é a sua capacidade produtiva”, pondera Júlio César Ramos, pesquisador da Epagri/Cepaf. Isso pode diminuir consideravelmente – ou até eliminar – a necessidade de fertilizantes para se alcançar uma boa produção.

SPDG favorece depósito de matéria orgânica no solo, o que aumenta sua capacidade produtiva (Foto: Aires Mariga / Epagri)

Foto: Jonatan Jumes

Os fertilizantes à base de nitrogênio estimulam os microrganismos do solo a produzirem óxido nitroso, um dos gases do efeito estufa. Júlio acrescenta que grande parte do nitrogênio que é aplicado acaba volatilizando na forma de amônia (NH3), chegando à atmosfera. Lá, a amônia pode ser oxidada e formar mais óxido nitroso, além de formar outros poluentes atmosféricos. Há também o gás carbônico eliminado no transporte dos fertilizantes. Fácil perceber como o SPDG contribui de várias formas para a mitigação do efeito estufa.

E não param por aí os benefícios do SPDG. De acordo com Humberto, o plantio direto de grãos promove maior disponibilidade de água, já que torna o ambiente favorável ao crescimento das raízes das culturas, o que aumenta a eficiência no uso desse recurso. Diminui as perdas de produtividade e a vulnerabilidade dos grãos às pragas. Contribui ainda para reduzir os impactos negativos de eventos de chuva extrema, pois evita erosão e dificulta a evaporação em períodos de escassez hídrica.

Família alcança produtividade acima da média 

Alessandro Valentini é testemunha das vantagens do SPDG. Ele e o irmão Alex tocam a propriedade da família, em Chapecó. Em janeiro deste ano fizeram a colheita do milho, alcançando uma produtividade que variou entre 10 e 12 toneladas por hectare. Isso fica acima da média estimada pela Epagri/Cepa para safra estadual 2024/25 do grão, que é de 8,6 toneladas por hectare. A palha do milho colhido permaneceu no solo, servindo de base e cobertura para o plantio da soja safrinha, que iniciou imediatamente após a colheita.

Alessandro herdou do pai, Arlindo Valentini, a prática de produzir grãos em sistema de plantio direto, e não se arrepende. O agricultor afirma que, além de alcançar mais produtividade, consegue conservar melhor o solo e evitar erosão. A rentabilidade é impulsionada pela redução do uso de insumos, o que ele afirma ser uma das principais vantagens. E, em tempos de estiagens, frequentes na região onde produz, sua lavoura “aguenta mais tempo”, segundo suas palavras.

Economia que o agricultor não percebe

Fotos: Aires Mariga

Leandro Wildner, pesquisador da Epagri/Cepaf, relata que o ato de não preparar o solo antes da semeadura traz uma vantagem econômica que muitos agricultores não percebem. Cálculos da Epagri/Cepaf para a safra 2023/24 mostram que a retirada do preparo do solo, caracterizado por uma lavração mais duas gradagens, resulta na diminuição de um custo médio de R$970,00 por hectare para o agricultor. No caso das propriedades que optam pelo SPDG, esse investimento se torna desnecessário. “Isso é uma economia que o agricultor, muitas vezes, não leva em consideração”, alerta.

O pesquisador conta que existem lavouras no Oeste catarinense que praticam o SPDG há 30, 35, e até 40 anos, nas quais nunca mais houve revolvimento ou preparo do solo. Há também casos de propriedades que após 10 ou 20 anos da adoção do sistema, precisaram revolver e preparar o terreno a ser cultivado. De acordo com Leandro, esta variação de tempo está ligada ao tipo de solo e ao manejo praticado por cada agricultor.

Seu Arlindo, pai do Alessandro, adotou o SPDG há cerca de 30 anos, sempre com orientação e apoio da Epagri. Ele conta com orgulho que, neste período, várias áreas da propriedade de 250 hectares nunca foram revolvidas ou preparadas, e permanecem produzindo grandes volumes de grãos, se valendo apenas do poder do plantio direto.

Para quem pretende iniciar no SPDG, o experiente agricultor deixa um conselho: “tem que seguir, né?” A simplicidade da colocação reflete a confiança e a serenidade de quem sabe que, há três décadas, opta pelo sistema mais sustentável e rentável para produzir grãos em Santa Catarina.

Essa matéria faz parte da série de reportagens “Sustentabilidade é o nosso presente”, que iniciou em novembro de 2024, por ocasião dos 33 anos da Epagri, e segue até novembro de 2025.

Fonte: Assessoria Epagri

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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