Notícias Dia do Agronegócio
Sistema Campo Limpo inspira Sustentabilidade e é referência mundial
Agronegócio brasileiro avança na sustentabilidade com resultados expressivos do Sistema Campo Limpo.

No Dia do Agronegócio, comemorado em 25 de fevereiro, o Brasil celebra o papel essencial do produtor rural e de toda a cadeia agrícola na construção de um futuro mais sustentável. O setor, que é reconhecido como uma potência econômica, tem avançado significativamente em práticas que unem produtividade à conservação ambiental.

Foto: Jonathan Campos
Uma dessas conquistas é o marco histórico do Sistema Campo Limpo, gerido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que ultrapassou a marca de 800 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas de forma ambientalmente correta desde 2002.
Em 2024, o volume de embalagens vazias devolvidas pelos agricultores chegou a 68,5 mil toneladas, representando um aumento de 27% em relação ao ano anterior. Esses números destacam o compromisso do agronegócio brasileiro com a economia circular e a conservação ambiental, reforçando a posição do Brasil como líder mundial em logística reversa no setor agrícola.
O agronegócio tem sido a âncora da economia nacional, representando 24,8% do PIB e gerando mais de 20% dos empregos no país. Além disso, é o grande responsável pelo superávit da balança comercial: em 2024, o saldo positivo do agro foi de US$ 145,1 bilhões, enquanto os demais setores apresentaram déficit de US$ 70,5 bilhões.
Para garantir a competitividade e a sustentabilidade desse setor, o trabalho do Sistema Campo Limpo se destaca ao promover a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Essa iniciativa contribui diretamente para a preservação do meio ambiente e para a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil como líder global no agro
Referência em Sustentabilidade e Qualidade
O Sistema Campo Limpo assegura a destinação ambientalmente correta de 100% das embalagens recebidas, impulsionado pela Lei nº 14.785/00 e pelo compromisso dos elos do agro. Esse modelo fez do Brasil uma referência global em sustentabilidade.

Foto: Fabiano Bastos
Reforçando sua liderança, o inpEV conquistou a recomendação a certificação ISO 9001 para sua matriz e 52 centrais de recebimento, um marco inédito no setor. A certificação atesta excelência operacional e oferece suporte para alinhamento da agenda ESG, sendo um símbolo de padronização e eficiência.
“A certificação reafirma nosso compromisso com qualidade, inovação e sustentabilidade”, destaca Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV.
Com 411 unidades de recebimento ativas em 2024, o Sistema segue em expansão. Para 2025, o foco é ampliar a reciclagem das embalagens, alcançar cada vez mais regiões remotas e consolidar o Brasil como líder em economia circular.
A integração dos elos: O segredo do sucesso do Sistema Campo Limpo
O funcionamento eficiente do Sistema Campo Limpo é fruto da coordenação entre todos os elos da cadeia agrícola:
- Produtores Rurais: Responsáveis pela tríplice lavagem e devolução das embalagens vazias nos postos autorizados, garantindo o descarte correto e a preservação ambiental.
- Canais de distribuição e cooperativas: Atuando como pontos de coleta, fornecem suporte logístico para assegurar o fluxo das devoluções.
- Indústria: Responsável por transformar as embalagens em novos produtos por meio da reciclagem ou realizar a destinação final por incineração segura.
- Poder público: Fiscaliza e regula o cumprimento da legislação, assegurando que o processo atenda às normas ambientais.
Essa colaboração integrada não só protege o meio ambiente como também gera benefícios econômicos, consolidando o Brasil como referência global em práticas sustentáveis no agronegócio.
Como participar e cumprir a legislação
Produtores rurais podem contribuir diretamente com essa cadeia sustentável ao devolver as embalagens vazias de defensivos agrícolas nos postos autorizados do Sistema Campo Limpo. O processo é simples:
- Acesse o site agendamento.inpev.org.br;
- Escolha a opção ‘Cadastre-se’, localizada na barra alaranjada no canto direito do site;
- Preencha seus dados e aguarde a confirmação;
- Vá ao posto mais próximo com o CPF em mãos para realizar a devolução.
“Neste Dia do Agronegócio, celebramos os avanços do setor e renovamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, reforçando o papel indispensável de cada elo da cadeia agrícola para garantir um agro mais socioambientalmente responsável e preparado para os desafios do futuro.” comenta Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV.
Sistema Campo Limpo e inpEV

Foto: José Fernando Ogura
Desde o início de sua operação, em 2002, o Sistema Campo Limpo já destinou, adequadamente, mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Só em 2024, foram 68,5 mil toneladas. O programa tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (indústria fabricante/registrante, canais de distribuição e agricultores), com apoio e fiscalização do poder público. Reúne mais de 256 associações de revendas e cooperativas e atende cerca de 2 milhões de propriedades rurais em todo o País, de acordo com o censo agrícola de 2017.
O Sistema está presente em todo o Brasil e conta com 411 unidades de recebimento, onde os agricultores podem devolver as embalagens vazias. Há ainda a possibilidade dessa entrega ser feita nos Recebimentos Itinerantes, que ocorrem em regiões distantes das unidades de recebimento e visam atingir os pequenos produtores.
Com mais de 20 anos de atuação, o inpEV – representante da indústria fabricante de defensivos no Sistema – é o responsável pela destinação ambientalmente correta das embalagens vazias e sobras pós-consumo no Brasil, processo estabelecido pela Lei Federal nº 14.785/23 e o Decreto Federal 4.074/02. É uma instituição sem fins lucrativos, formada por mais de 195 fabricantes e entidades representativas da indústria, canais de distribuição e agricultores.

Notícias
Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
Notícias
Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
Notícias
Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



