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Sistema Antecipe diminui riscos de plantio para milho safrinha
Sistema Antecipe promete incrementar a produção do milho safrinha, que já responde por mais de 70% da produção nacional

Um sistema inédito de produção de grãos, desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), promete incrementar ainda mais a produção da soja e do milho safrinha. Trata-se do Antecipe, um método de cultivo intercalar que possibilita a redução dos riscos causados pelas incertezas do clima durante a segunda safra. Resultado de 13 anos de pesquisas, a tecnologia é composta por três pilares: um sistema inédito de produção de grãos, uma semeadora-adubadora exclusiva e um aplicativo para auxiliar o produtor a tomar as melhores decisões.
O pesquisador Décio Karam, líder do projeto, explica que “o Antecipe foi desenvolvido e aprimorado por pesquisas e validado em várias regiões do País que adotam a safrinha, como Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso”. De acordo com ele, os resultados têm sido promissores, tanto nas operações de plantio intercalar do milho, como na colheita da soja e no desenvolvimento do milho após a colheita dessa leguminosa.
Para o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Frederico Durães, o Antecipe é um sistema em franca evolução, na parceria público-privada, com grande potencial de impactar o desenvolvimento da agricultura brasileira. “É uma inovação que envolve conhecimento e ativos tecnológicos tangíveis e intangíveis”, afirma.
Como funciona o Sistema Antecipe?
Na prática, o Sistema Antecipe começa com a semeadura mecanizada da cultura do milho nas entrelinhas da soja, quando a leguminosa está na fase de enchimento de grãos, a partir do estádio R5.
Na hora da colheita, o milho é cortado junto com a soja, ficando apenas um pequeno caule de cada planta de milho. Só que, nesse momento, toda a lavoura de milho já está implantada, com raízes em pleno desenvolvimento e pronta para continuar crescendo.
Com o sistema, o produtor pode antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias e diminuir os riscos de perda de produtividade em função de condições climáticas adversas, que ocorrem no fim do verão e início do outono. Dessa forma, a lavoura de milho pode se desenvolver em época com precipitação mais favorável, o que possibilita ganhos em produtividade e rentabilidade.
Segundo Karam, “essa antecipação do plantio do milho possibilita ainda redução no custo de produção da soja, já que não é mais necessário fazer a dessecação dessa cultura para antecipar a colheita, o que traz benefícios operacionais, econômicos e ao meio ambiente”. Além disso, em regiões com maior experiência em safrinha, é possível o uso de cultivares de soja de ciclo mais longo, notadamente mais produtivas do que as cultivares precoces, sem prejuízo em produtividade do milho na sequência.
Outra oportunidade de uso da tecnologia é a implantação do milho safrinha em regiões agrícolas onde a segunda safra ainda não foi plenamente estabelecida, abrindo janelas de cultivo que antes eram limitadas ou inviáveis.
A semeadora-adubadora
Patenteada pela Embrapa, a semeadora-adubadora representa um novo conceito para o mercado brasileiro. A máquina faz o plantio e a adubação do milho, nas entrelinhas da soja, sem que haja danos mecânicos, amassamento, perda de área foliar ou outro prejuízo que comprometa a produtividade dessa oleaginosa.
Além da adaptação específica para o cultivo intercalar, a máquina também faz todas as operações de semeadora-adubadora para plantios convencionais.
Em 2019, a Embrapa e a Jumil, empresa de implementos agrícolas, iniciaram uma parceria para a construção industrial do primeiro protótipo dessa semeadora-adubadora.
Já nesta safra 2020/2021, o implemento passará por ajustes finos em ambientes reais de produção a fim de cumprir as exigências dos protocolos para sua fabricação em escala e comercialização a partir da safra 2021/2022.
O diretor-presidente da Jumil, Fabrício Rosa de Morais, explica que, nesta primeira fase do projeto, a semeadora-adubadora foi desenvolvida pensando nos pequenos e médios produtores, dando a eles a oportunidade de competir em resultados, diminuir riscos e ampliar a produtividade. Morais destaca ainda o sucesso e a velocidade do desenvolvimento desse protótipo, que, mesmo com a pandemia, conseguiu cumprir todos os cronogramas planejados.
O aplicativo
O aplicativo Antecipe é um serviço estratégico para o novo sistema, pois facilita a tomada de decisões no campo. O produtor poderá realizar não só o acompanhamento dos estádios fenológicos da lavoura de soja, mas também obter orientações sobre o momento adequado para a implantação da lavoura de milho, dentro das premissas técnicas do Sistema Antecipe. O aplicativo já está em fase final de testes.
O analista de sistemas Pedro Gomide, da Embrapa Milho e Sorgo, explica que “esse aplicativo armazena também os dados inseridos pelo produtor sobre o cultivo da soja e do milho, além de informações das análises de solos realizadas, os tratos culturais e adubação”. Assim, além de enviar mensagem de texto avisando a hora para a realização das práticas, o aplicativo servirá também para o produtor ter um histórico da sua lavoura.
Como o milho mantém a produtividade no Antecipe
No Sistema Antecipe, quando é feita a colheita da soja, o milho também é cortado, ficando apenas com um pequeno caule. Mesmo assim essa cultura não tem sua produtividade comprometida por esse estresse. Como isso ocorre? Um dos pontos-chave do conhecimento gerado ao longo das pesquisas é o momento adequado de cada operação agrícola.
O pesquisador Paulo César Magalhães, da Embrapa Milho e Sorgo, explica que, com a desfolha precoce das plantas de milho no estádio V4-V5, naturalmente, ocorre a perda total de 3 a 4 folhas completamente expandidas e a perda parcial de 3 a 4 folhas que ainda estão em desenvolvimento e se encontram no cartucho da planta. “Logo após a desfolha, o milho rebrotará, recuperando-se daquele estresse, emitindo novas folhas a partir do cartucho danificado e retomando o seu crescimento normal. Isso acontece porque o ponto de crescimento [tecido meristemático] ainda se encontra abaixo da superfície do solo”, complementa.
Magalhães afirma que resultados experimentais de um grande número de trabalhos demonstram que a produtividade do milho não deve ser influenciada por essa perda inicial de folhas. “A explicação se deve ao fato de que essas folhas são pequenas em tamanho e o seu grau de contribuição para a produção de grãos é muito reduzido. Sendo assim, essa pequena perda da fonte de fotoassimilados em V4-V5 será insignificante nas fases mais decisivas para a produção de grãos, como por exemplo o período de enchimento”, pontua.
Relevância do Sistema Antecipe para a produção de milho no Brasil
Na safra 2019/2020, o Brasil superou o volume de 100 milhões de toneladas de milho. Desse total, 74 milhões de toneladas são provenientes da segunda safra, semeada após a colheita da soja. Embora esse resultado seja impactante, condições climáticas adversas, principalmente na região centro-sul, reduziram o potencial produtivo do milho safrinha neste ano agrícola.
Na safra 2020/2021, o cenário climático pode ser ainda mais severo, com a presença do fenômeno conhecido como La Niña, que influencia a distribuição de chuvas em todas as regiões do Brasil.
O pesquisador Emerson Borghi, da Embrapa Milho e Sorgo, diz que neste início de safra “muitas áreas em quase todos os estados produtores de soja das regiões Centro-Oeste e Norte já estão sofrendo com o atraso de chuvas e tendo o plantio muito prejudicado. Em algumas regiões, para recuperar a área cultivada, o produtor está tendo que trabalhar quase 24 horas por dia para conseguir plantar a soja”.
Plantios tardios aumentam o risco de chuvas ou geadas na hora da colheita da soja e, com isso, ocorre maior atraso na implantação do milho safrinha. Mas os problemas no plantio da soja não são causados apenas pelos atrasos.Produtores do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins têm iniciado o plantio da soja antes do período chuvoso ou imediatamente após a primeira chuva.
Os produtores esperam, com isso, realizar o plantio do milho safrinha mais cedo, logo após a colheita da leguminosa. Essa prática, entretanto, pode prejudicar não só a germinação e a emergência da planta de soja – já que a semente não encontra água suficiente no solo –, mas também a própria produtividade da cultura.
Borghi explica que essa é uma das vantagens do Antecipe, pois “o produtor vai poder antecipar o cultivo do milho em até 20 dias, antes da colheita da soja. Com isso, ele vai trazer a soja para a época ideal de cultivo na sua região e diminuir os riscos de implantação do milho safrinha”.
O pesquisador alerta, porém, que a Embrapa não está recomendando a mudança do sistema de cultivo de milho safrinha que hoje existe no Brasil. “O Antecipe é uma tecnologia para diminuir riscos. Ou seja: aquele milho que estava sendo plantado fora da época recomendada, agora, volta para a janela ideal plantio”, destaca.
Dessa forma, o Sistema Antecipe demonstra enorme relevância para redução de riscos na safrinha, que é responsável por mais de 70% da produção nacional de milho e tem potencial de continuidade de expansão.
Além disso, esse sistema de cultivo está alinhado às principais diretrizes estratégicas do governo brasileiro na redução da emissão de gases de efeito estufa e com a Política Nacional de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC).
Karam espera que, “após o lançamento comercial do Antecipe, em 2021, novas pesquisas adaptativas envolvendo outras espécies e regiões possam atender pequenos e médios produtores, especialmente no Nordeste brasileiro”.
Principais impactos que o Antecipe pode trazer para a agricultura brasileira
- Estabelecimento precoce da cultura do milho, com redução de riscos de frustração por perda de produtividade na safrinha, em função das condições climáticas adversas no fim do período do verão e início do outono;
- Possibilidade do cultivo de milho em sequência ao da soja, mesmo para cultivares de soja de ciclo mais longo, com ganhos consideráveis no sistema de sucessão e/ou rotação;
- Possibilidade de redução do custo com a operação de produtos químicos (herbicidas para dessecação da cultura da soja e herbicidas pós-emergência do milho);
- Otimização do uso de insumos com adubação para altas produtividades do sistema;
- Expansão do cultivo do milho para regiões antes limitadas pelo Zoneamento de Risco Climático (Zarc), com maio estabilidade na safrinha, em função da redução de riscos de frustração;
- Possiblidade de desenvolver novos modelos de cultivos consorciados, iniciando pelo sistema soja/milho, mas podendo ser validado posteriormente, com alto potencial de impacto para outras culturas, como sorgo, trigo, milheto etc., além da possibilidade do cultivo de gramíneas forrageiras para composição de novas modalidades de cultivo para a integração lavoura-pecuária.

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Nutrição estratégica impulsiona produtividade do rebanho com sistemas de Terminação e Recria Intensiva a Pasto
Modelos de TIP e RIP combinam tecnologia nutricional, eficiência econômica e atendem às exigências de sustentabilidade do mercado.

A intensificação da pecuária a pasto vem ganhando tração no Brasil ao combinar aumento de produtividade, melhora da eficiência econômica e avanços em sustentabilidade. Nesse movimento, os sistemas de Terminação Intensiva a Pasto (TIP) e Recria Intensiva a Pasto (RIP) deixaram de ser práticas pontuais e passaram a ocupar espaço crescente nas fazendas, impulsionados pela busca por carne de qualidade e por sistemas produtivos mais previsíveis.
A lógica desses modelos está no uso mais eficiente das pastagens, associado à suplementação nutricional planejada para cada fase do ciclo produtivo. O resultado é a elevação consistente do desempenho animal, mesmo em cenários climáticos adversos. “TIP e RIP são estratégias que ajudam o produtor a extrair o máximo potencial das pastagens, corrigindo deficiências nutricionais e garantindo desempenho superior mesmo em condições climáticas desafiadoras”, afirma a zootecnista Mariana Lisboa.

Foto: Fabiano Bastos
Embora complementares, os dois sistemas atuam em momentos distintos da produção. A TIP é aplicada na fase final de engorda e busca acelerar o ganho de peso e melhorar o acabamento de carcaça em menos tempo. Já a RIP atua na recria, etapa decisiva para o desenvolvimento estrutural do animal. Ao encurtar esse período, a recria intensiva antecipa a entrada do gado na terminação e eleva a eficiência do sistema como um todo.
Os ganhos produtivos em relação ao manejo extensivo tradicional são expressivos. Em sistemas convencionais, o ganho médio diário costuma variar entre 400 e 600 gramas. Na recria intensiva, esse indicador pode ultrapassar 900 gramas, enquanto na terminação intensiva os ganhos chegam a variar entre 1,2 kg e 1,6 kg por animal ao dia. “A suplementação adequada reduz os efeitos da sazonalidade e minimiza perdas nos períodos de seca ou de transição climática. A nutrição estratégica é o pilar desses sistemas. Sem ela, o potencial produtivo do TIP e do RIP fica comprometido”, ressalta Mariana.
Do ponto de vista econômico, a redução do ciclo produtivo é um dos principais atrativos. Com animais prontos mais cedo, o produtor aumenta o giro do rebanho ao longo do ano, amplia a produção por hectare e dilui custos fixos ligados à sanidade, à mão de obra e ao manejo. O efeito final é uma melhora na margem da arroba e maior competitividade frente a outros sistemas de produção.
A intensificação a pasto também dialoga com as exigências crescentes do mercado por práticas sustentáveis. Ao elevar a produtividade sem expansão de área, os sistemas TIP e RIP contribuem para o uso mais racional do solo e para a redução da pressão por abertura de novas áreas. Além disso, ciclos produtivos mais curtos estão associados a menores emissões de metano por quilo de carne produzido. “Hoje, sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito de mercado, e os sistemas TIP e RIP atendem plenamente a essa demanda”, afirma a zootecnista.

Foto: Arnaldo Alves
A adoção dos sistemas exige, no entanto, condições mínimas de infraestrutura e manejo. Pastagens bem formadas, piquetes adequadamente divididos e acesso à água são requisitos básicos. O TIP é mais indicado para lotes uniformes e próximos do abate, enquanto o RIP se encaixa melhor em propriedades focadas na recria de bezerros.
Em ambos os casos, o sucesso depende de suplementação ajustada a cada fase e de mão de obra capacitada para evitar falhas operacionais. “Na recria, os suplementos proteicos estimulam o crescimento estrutural e garantem ganho de peso com bom custo-benefício. Já na terminação, a suplementação energética, associada a minerais e aditivos, acelera o ganho de peso e promove uniformidade no acabamento da carcaça”, explica Mariana.
Com suporte técnico adequado, os resultados podem incluir ganhos médios diários superiores a 1 kg, carcaças bem acabadas e lotes mais homogêneos, características valorizadas pela indústria frigorífica. Na prática, há registros de redução do ciclo produtivo em até 30%, o que se traduz em retorno mais rápido do capital investido.
Para produtores interessados em migrar para o modelo, a recomendação é começar de forma gradual, com bom planejamento da área, lotes menores e acompanhamento técnico próximo. “O TIP e o RIP representam um marco na evolução da pecuária brasileira”, resume Mariana.
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Carne bovina do Mato Grosso chega a mais de 90 países em 2025
Exportações somam 978,4 mil toneladas e geram US$ 4,1 bilhões, com liderança da China e avanço da diversificação de destinos internacionais.

A carne bovina de Mato Grosso chegou a mais de 90 países em 2025. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram exportadas 978,4 mil toneladas da proteína, com uma receita de US$ 4,1 bilhões, consolidando o estado como um dos principais players globais do setor.
Em um ano histórico, no qual Mato Grosso bateu seu próprio recorde de exportação de carne bovina, foram abatidas 7,4 milhões de cabeças de gado. Com um produto cada vez mais competitivo no mercado internacional, o estado tem se beneficiado tanto da abertura de novos mercados, como o Marrocos, em 2024, quanto do crescimento da demanda de mercados já consolidados, especialmente na Ásia.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem um trabalho consistente de toda a cadeia produtiva. “Mato Grosso vem colhendo os resultados de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”.
A China segue como o maior comprador da carne bovina mato-grossense e importou, em 2025, 536,9 mil toneladas da proteína, o que corresponde a 54,8% do total exportado. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 58,8 mil toneladas, representando 6% das vendas externas do estado.
A lista dos dez países que mais importaram carne bovina de Mato Grosso em 2025 inclui ainda Chile, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Holanda, demonstrando a diversificação dos destinos e a presença da proteína mato-grossense em mercados estratégicos da Europa, Oriente Médio, América e Ásia.
De acordo com o diretor do Imac, a tendência é de manutenção desse ritmo de crescimento. “A diversificação de mercados é fundamental para dar segurança ao setor. Quanto mais destinos abertos, menor a dependência e maior a estabilidade para o produtor, para a indústria e para a economia do estado”.
Para 2026, as perspectivas seguem positivas, impulsionadas especialmente pela abertura de novos mercados, como o da Guatemala, em dezembro. Com cerca de 18 milhões de habitantes, o país da América Central vem ampliando sua demanda por proteína bovina, o que reforça o potencial de expansão das exportações mato-grossenses nos próximos anos e consolida Mato Grosso como referência mundial na produção de carne bovina.
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MBRF passa a integrar colaboração brasileira de bem-estar animal
Entrada na COBEA reforça atuação conjunta entre grandes empresas para avançar em práticas responsáveis em toda a cadeia produtiva.

A MBRF é o mais novo membro da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), iniciativa inédita de cooperação pré-competitiva no Sul Global, criada em 2024 pela certificadora Produtor do Bem para impulsionar o avanço contínuo do bem-estar animal no país. Ao integrar o grupo, a empresa se junta a outras oito organizações — Grupo IMC (International Meal Company), Special Dog Company, Minerva Foods, JBS Brasil, Planalto Ovos, Mantiqueira Brasil, Danone Brasil e Nestlé Brasil —, somando esforços na troca de boas práticas, no aprimoramento de conceitos e na ampliação do diálogo sobre condutas responsáveis em toda a cadeia produtiva.
“É muito significativo contar com a MBRF na coalizão. Como uma das líderes na produção de proteína animal no Brasil e no mundo, a empresa tem papel essencial para fortalecer o trabalho colaborativo na cadeia de valor e impulsionar soluções que acelerem os avanços em bem-estar animal”, afirma a diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom.
A MBRF mantém um trabalho consolidado em bem-estar animal em toda a sua cadeia produtiva, com compromissos públicos e específicos para aves, suínos e bovinos, alinhados a diretrizes nacionais e internacionais que promovem o manejo responsável e o abate humanitário, tanto nas operações próprias quanto na cadeia de fornecimento.
Entre os avanços alcançados, todas as unidades de abate da companhia são auditadas conforme padrões internacionais de bem-estar animal. Além disso, 100% das aves do sistema de integração são criadas livres de gaiolas, e todos os ovos utilizados globalmente pela empresa provêm de galinhas criadas fora de gaiolas, entre outros marcos relevantes.
A companhia também mantém uma relação estreita com os fornecedores das demais espécies presentes em sua cadeia de suprimentos global por meio do projeto Excelência em Bem-estar Animal na Cadeia de Suprimentos, que promove capacitações, visitas técnicas e materiais orientativos com o objetivo de impulsionar continuamente o bem-estar dos animais e engajar todos os elos do setor.
“Ao aderirmos à COBEA, somamos forças em uma sinergia estratégica que amplia e fortalece esse trabalho, reafirmando nossa dedicação ao cuidado e ao manejo responsável dos animais. A colaboração também nos permite contribuir de forma ainda mais ativa para o diálogo global, demonstrando que o Brasil trata o tema com seriedade, qualidade e transparência. Estamos convencidos de que essa união impulsionará avanços relevantes para todo o setor, consolidando padrões que representem não apenas o que realizamos hoje, mas o futuro que queremos construir para o agronegócio”, afirma o diretor global de Sustentabilidade e Relações Corporativas da MBRF, Paulo Pianez.



