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Sistema Alerta Ferrugem reduz aplicação de fungicidas em 35%

Paraná é o único estado brasileiro com sistema de monitoramento com coletores instalados em rede

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Divulgação/AENPr

O sistema Alerta Ferrugem, desenvolvido pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/PR), está entre as melhores ferramentas de monitoramento da ferrugem asiática da soja do mundo. São 248 pontos de coleta de esporos em aproximadamente 200 municípios paranaenses, uma rede que desde 2016 tem colaborado para retardar a primeira aplicação de fungicidas, reduzindo seu uso em cerca de 35%.

De acordo com o diretor técnico da Emater/PR, Nelson Harger, o Paraná é o único estado brasileiro com sistema de monitoramento com coletores instalados em rede. O coletor de esporos foi idealizado pelo engenheiro agrônomo Seiji Igarashi, professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na década de 1970, ele foi utilizado para monitoramento da brusone, uma doença do trigo, e posteriormente adaptado pela Emater para lavouras de soja.

O equipamento é instalado em pontos estratégicos de propriedades rurais, denominadas Unidades de Referência, e detecta a presença de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela doença.

O gestor do Projeto Grãos da Emater, Edivan José Possamai, explica que onde não há uso do coletor a aplicação dos fungicidas é calendarizada. Ou seja, aplica-se o produto sem saber se o patógeno está presente na lavoura, implicando em aumento de custos de produção. Nesse sentido, o Paraná é referência mundial.

“Temos recebido demandas de outros estados, como Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que buscam entender e aplicar nosso sistema”, destaca. “O coletor tem produzido resultados consistentes nas safras do Paraná, dando subsídio aos profissionais da assistência técnica, que orientam nossos agricultores com informação segura”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento Norberto Ortigara.

Nos últimos dez anos, a Emater, com apoio da Embrapa e instituições de ensino superior, tem desenvolvido o método, com pesquisas e capacitações. “A partir do Alerta Ferrugem, conseguimos oferecer uma informação de alta qualidade para o setor produtivo. Temos uma excelente ferramenta para isso, fazendo a aplicação com critério técnico confiável”, diz Harger. Segundo ele, o sistema também ajuda a aumentar a vida útil dos fungicidas, diminuindo a resistência do fungo.

Como funciona 

O coletor é feito de PVC. Dentro dele há uma lâmina de microscopia com uma fita adesiva, que coleta os esporos – estruturas reprodutivas do fungo que circulam no ar. “Semanalmente, as lâminas são analisadas por extensionistas da Emater com a ajuda de parceiros de instituições de ensino superior e colégios agrícolas”, explica Possamai.

Os resultados são divulgados no site geoemater.pr.gov.br, grupos de whatsapp e programas de rádio, entre outros. Apesar da eficácia, os técnicos recomendam que, além do Alerta Ferrugem, os agricultores considerem o estágio da cultura e as condições climáticas para fazer a aplicação.

Benefícios

O produtor Laércio Dallavechia, de Mangueirinha, na Região Sudoeste, tem um coletor de esporos instalado em sua propriedade desde outubro de 2018. “Conheci por meio de um amigo que estava usando o coletor numa cidade próxima e tomei a iniciativa de trazer para Mangueirinha, que não tinha nenhum”.

Toda semana, extensionistas da Emater levam as lâminas para análise. Depois, os resultados são divulgados pelo site e em grupos de whatsapp. “O coletor de esporos nos diz o momento adequado de usar o fungicida, evitando perda de produção e gastos desnecessários. Eu, como produtor, não consigo imaginar minha propriedade sem ele. No ano passado, se eu não tivesse feito a quantidade de aplicações que o sistema indicou, teria perdido minha produção”.

Controle 

Em 2019, 50 coletores registraram a presença de esporos da ferrugem asiática. No entanto, não há identificação da doença nas plantas nos locais monitorados. A notificação da presença de esporos serve como alerta para os produtores redobrarem a atenção nas propriedades, mas não significa necessariamente a existência da doença a campo. Os esporos são facilmente disseminados pelo vento, por isso a importância dos coletores. A ferrugem asiática provoca desfolha precoce, o que pode comprometer a formação dos grãos.

Fonte: AEN/Pr

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Balança comercial tem superávit de US$ 2,1 bilhões na 3ª semana de fevereiro

Resultado foi impulsionado por exportações de US$ 5,79 bilhões e aumento médio diário de comércio em relação ao ano passado.

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Foto: Shutterstock

Na 3ª semana de fevereiro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 9,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,79 bilhões e importações de US$ 3,72 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 19,5 bilhões e as importações, US$ 16,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 36,1 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 44,6 bilhões e as importações, US$ 37,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 82,1 bilhões. Esses e outros resultados foram disponibilizados, na segunda-feira (23), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

 Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de Fevereiro/2026

No comparativo mensal, as exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,5 bilhões) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bilhões), houve crescimento de 31,7%. Em relação às importações houve crescimento de 10,3% na comparação entre as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,3 bilhões) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,2 bilhões).

Assim, até a 3ª semana de fevereiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.779,28 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 217,35 milhões. Comparando-se este período com a média de fevereiro/2025, houve crescimento de 20,9% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 25,72 milhões (10,6%) em Agropecuária; de US$ 150,43 milhões (70,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 180,97 milhões (26,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,56 milhões (7,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 121,97 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,57 milhões (17,3%) em Agropecuária.

Fonte: Assessoria MDIC
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CBNA 2026 discute como ciência impulsiona produção animal

Evento em São Paulo reúne especialistas para debater nutrição de aves, suínos e bovinos e estratégias que aumentam eficiência e reduzem custos.

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Imagem Ilustrativa - Foto: Divulgação/CBNA

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

O membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis. “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas” – Foto: Denise Guimarães/Esalq USP.

Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.

Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva. O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14. A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.

Fonte: Assessoria CBNA
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América Latina se reúne em Brasília para debater futuro do agro e da alimentação

39ª Conferência Regional da FAO discutirá estratégias para produção sustentável, combate à fome e transformação dos sistemas agroalimentares.

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Brasília será o centro do debate sobre o futuro do agro e da alimentação na América Latina e no Caribe entre os dias 02 e 06 de março. A 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (LARC39) reunirá ministros e representantes de países membros para definir prioridades da FAO para os próximos dois anos.

O evento, que terá abertura oficial no dia 04 de março com a presença do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, e de altas autoridades brasileiras, pretende traçar caminhos para “uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor meio ambiente e uma vida melhor, sem deixar ninguém para trás”, conforme definição da organização.

A condução da conferência ficará a cargo do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Eles estarão presentes na abertura e em diversas mesas-redondas que discutirão a transformação dos sistemas agroalimentares, estratégias para sustentabilidade e políticas voltadas à segurança alimentar.

O evento também prevê visitas técnicas, como a da Embrapa Cerrados, que apresentará tecnologias aplicadas em estações experimentais, e debates sobre gestão agrícola e florestal resiliente ao clima. Painéis temáticos contarão com a participação de ministros de Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também marcarão presença no lançamento do Ano Internacional da Agricultora 2026.

Com cinco dias de programação intensa, a LARC39 busca unir diálogo político e técnico para enfrentar desafios históricos da região, como fome, má nutrição e desigualdade, ao mesmo tempo em que promove a inovação e a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares.

O evento será realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e poderá ser acompanhado online em espanhol, inglês, português e francês. Jornalistas interessados devem se credenciar por meio do formulário oficial da conferência.

Fonte: Assessoria Mapa
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