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Sistema ABCS debate cenário político e de mercado em Assembleia Geral Ordinária
Programação contou com a participação de presidentes, gestores e conselheiros, além de representantes Mapa e parlamentares ligados ao agronegócio.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou na última quarta-feira (1º), a Assembleia Geral Ordinária do Sistema ABCS, reunindo em Brasília, conselheiros da ABCS, presidentes e gestores de 16 associações filiadas, representando os produtores dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Distrito Federal e Sergipe. A Assembleia acontece anualmente com intuito de debater temas de interesse na suinocultura, aproximar as associações de produtores e apresentar a prestação de contas da entidade nacional.
O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, deu as boas-vindas aos novos presidentes, Ari Reedyk da Astap, João Jorge Reis, da Asce, Frederico Tannure Filho, da Acrismat, e Milton Bigatão da Asumas, eleitos em 2022, e destacou a importância do encontro. “Essa troca de informações de Sul a Nordeste traz muita energia e informações técnicas para os nossos produtores.” Marcelo ressaltou também a presença e a ampliação da conexão da ABCS com produtores do nordeste brasileiro, e reforçou o interesse em aproximar a associação desta região. “O Nordeste tem um potencial enorme para a produção e o consumo de carne suína, temos como meta contribuir junto às autoridades para desenvolver a suinocultura nordestina.”
Programação
A programação contou com a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que trouxeram um pouco da atuação do Departamento de Saúde Animal (DSA) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) em relação a cadeia suinícola, que abrange controle e prevenção de doenças, genética, sustentabilidade, regulamentação, selos de inspeção, alimentação animal, defesa agropecuária e outros. Ao final da apresentação, a diretora do Dipoa, Ana Lúcia Viana, e o diretor do DSA, Eduardo Pedrosa, responderam às perguntas dos presentes.
Ainda sobre saúde animal, a diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke trouxe os resultados da terceira etapa de vacinação contra PSC em Alagoas, uma parceria público-privada de sucesso que tem aumentado a produtividade da suinocultura local, diminuindo o número de mortes e abortos, além de valorizar o preço dos animais comercializados no estado. O suinocultor alagoano, Antônio Brandão, agradeceu a iniciativa e ressaltou a importância dessa iniciativa. “Quero parabenizar a associação pelo trabalho bem feito que está sendo realizado. O cadastramento dos animais e a conscientização sobre a vacinação são muito importantes para nós suinocultores alagoanos tecnificados e para a manutenção do status sanitário nas zonas livres da doença e do mercado nacional como um todo.”
Para falar sobre tendências e perspectivas de mercado, o especialista em agronegócio, sócio e proprietário da MBAgro, Alexandre Mendonça de Barros, relatou uma virada na percepção global em relação ao cenário previsto para o ano de 2023, que foi muito negativa em 2022 em função da alta na inflação, e que agora parece ficar cada vez mais positiva com o processo de desinflação. Ele também explicou o cenário de grãos, clima, fertilizantes, mercados Chinês, Europeu e Norte-Americano, exportação, e a influência da macroeconomia nos principais mercados agrícolas e nos fundos não comerciais.
Mendonça também ressaltou que não vê uma desaceleração no consumo de carnes em 2023 e que não será um ano ruim da perspectiva de demanda, e que o atual cenário climático está favorável para a Safrinha brasileira. “Vamos colher a maior safra da história e há uma boa chance de o preço dos grãos ceder.” Além disso, ele alertou para o crescimento do abate de suínos nos últimos anos, “Esse aumento requer que se aumente o consumo interno, que já é um trabalho desenvolvido por vocês, que se conquiste mais mercados externos ou que se reduza a produção”. Ele também acrescentou que a questão sanitária deve ser muito impactante ao longo do ano, como a gripe aviária, por exemplo.
Como complemento do cenário brasileiro, o Sócio Gestor da Action Consultoria, João Henrique Hummel, que presta consultoria para Frentes Parlamentares, trouxe um pouco da perspectiva política e a atual dinâmica de poder entre a Presidência da República, Congresso Nacional e Senado Federal, além de uma projeção para as próximas eleições, defendendo a importância da organização social para debater demandas e propor soluções ao poder público.
Ao final foi realizado um coquetel com a presença de parlamentares e autoridades ligadas ao agro com o intuito de proporcionar um momento de conexão junto ao Sistema ABCS e tratar de demandas importantes para o setor. Estiveram presentes os deputados Luis Ovando (MS), Arnaldo Jardim (SP), Marussa Boldrin (GO), Rafael Prezenti (SC), Alfredo Gaspar (AL), o presidente do Senar Nacional, Daniel Carrara e o presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Nilson Leitão. Em nome de todos, o deputado Arnaldo Jardim parabenizou a união do setor através da articulação política.

Notícias
Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho
Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.
Notícias
Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária
Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.
Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação
A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.
Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.
A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.
A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.
Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.
Notícias Em Santa Catarina
Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas
Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.
O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.
Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.
Áreas amplas de vendas
O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.
Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.
A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.
Bem-estar dos colaboradores
Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.
Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.
O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.
A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.
Investimento com olhar para o futuro
O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.
Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.
Desafios e oportunidades
O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.
Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.








