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Sisbi-POA cresce quase 350% e alcança 1.157 novos municípios em três anos
Expansão histórica do Projeto ConSIM fortalece agroindústria familiar, amplia mercados e garante alimentos de qualidade em todo o Brasil.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (24) da cerimônia de encerramento da terceira edição do Projeto ConSIM, realizada em Rio dos Cedros, em Santa Catarina. O evento marcou um avanço histórico para a agroindústria brasileira: nos últimos três anos foram integrados 1.157 municípios ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), um crescimento de quase 350% em relação ao que havia sido alcançado nos 16 anos anteriores, quando apenas 331 municípios haviam sido integrados.

Fotos: Divulgação/Mapa
“Estamos vivendo um momento histórico. O Sisbi amplia as oportunidades dos pequenos produtores, assegura alimentos de qualidade para os consumidores e já alcança mais de 1,4 mil municípios. Até o próximo ano, queremos chegar a 2.500, fortalecendo a renda no campo e a economia nas cidades, com mais segurança e competitividade para a produção brasileira”, afirmou Fávaro.
Na ocasião, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, evidenciou o impacto da iniciativa. “Nada supera esta etapa, é um recorde histórico. Em apenas três anos nunca conseguimos incluir tantos municípios juntos em consórcio de ConSIM. Trabalhamos, na gestão do presidente Lula e do ministro Fávaro, para mostrar que essa política pode sim ser inclusiva, garantir desenvolvimento sustentável, com respeito ambiental, respeito social e desenvolvimento econômico”.
Já o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, destacou a relevância do momento. “Estamos diante de um exemplo de Brasil que entrega resultados extraordinários para o nosso país. É impressionante o protagonismo do Ministério da Agricultura, sob a liderança do ministro Carlos Fávaro e de toda a sua equipe. Os números falam por si: representam crescimento econômico, geração de empregos e inclusão social, aspectos fundamentais para o povo brasileiro. O Sebrae, por exemplo, há dois anos e meio era a 20ª marca de maior credibilidade junto à população e hoje ocupa a 4ª posição, um avanço que demonstra a confiança no nosso trabalho”, afirmou.
Voltado ao fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), o Projeto ConSIM atua em três frentes:

qualificação técnica, orientação regulatória às agroindústrias e mobilização de lideranças locais. A adesão ao sistema permite que municípios, estados e consórcios tenham equivalência de inspeção com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abrindo oportunidades para que agroindústrias familiares alcancem mercados além de seus limites locais.
A 1ª edição do projeto, realizada entre 2020 e 2022, integrou 10 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA, beneficiando 196 municípios em seis estados: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Na 2ª edição, em 2023, foram integrados 25 consórcios públicos municipais em oito estados: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, abrangendo 501 municípios.

Já a 3ª edição, que compreendeu o ciclo 2024/2025, resultou na integração de 33 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA, abrangendo 593 municípios de 12 estados: Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. “É o Estado abrindo portas e garantindo competitividade para a pequena agroindústria”, frisou Fávaro.
Atualmente, estão incluídos no cadastro-geral do Sisbi-POA 24 estados e o Distrito Federal, 74 consórcios públicos (1.428 municípios) e 60 municípios individualmente integrados, além de mais de 4 mil estabelecimentos cadastrados e 42 mil produtos registrados. “O segredo dessa ampliação foi a junção de forças. Percebemos que, para um município sozinho, buscar a certificação era caro e difícil. Ao integrar os consórcios municipais e somar a qualificação oferecida pelo Sebrae, com treinamentos e orientações, conseguimos ampliar o alcance e bater todos os recordes”, explicou.
Plataforma digital e-Sisbi 2.0
O evento também marcou o lançamento da plataforma digital do e-Sisbi 2.0 que automatizou o processo de

integração, desde o cadastro até a análise final. Essa inovação reduz pendências e acelera prazos, permitindo a homologação em tempo recorde dos 33 consórcios agora incluídos.
Projeto SIMples AsSIM – Do pequeno para o Brasil
Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro, ao lado do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, lançou o ‘Projeto SIMples AsSIM – Do pequeno para o Brasil’. A iniciativa, fruto da parceria entre o Mapa e o Sebrae, tem como objetivo acelerar a formalização das agroindústrias de pequeno porte e fortalecer os Serviços de Inspeção Municipal (SIM).
O projeto integra inclusão produtiva, segurança alimentar e desenvolvimento econômico local, transformando desafios estruturais em oportunidades de crescimento para a agricultura familiar.

Entregas de máquinas PROMAQ
Também foram realizadas entregas de máquinas e equipamentos por meio do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa do Mapa que fortalece a produção local e moderniza as atividades agropecuárias em diversos municípios.
Durante o evento, foram entregues quatro máquinas, representando um total de 13 equipamentos, entre rolos compactadores, retroescavadeiras e tratores, que serão destinados ao estado. O investimento de R$ 5,1 milhões, beneficiará os municípios de Luiz Alves, Paraíso, Sangão, Alfredo Wagner, Santa Terezinha do Progresso, Iomerê, Armazém, Bela Vista do Toldo, Florianópolis, Monte Carlo, Santo Amaro da Imperatriz, Anita Garibaldi e São Miguel do Oeste.
Os equipamentos contribuem para a mecanização agrícola, o aumento da produtividade, a redução de custos de produção e a promoção da sustentabilidade no campo, além de ampliar a qualidade de vida no meio rural, levando infraestrutura a áreas menos assistidas.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



