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Sindirações participa das reuniões globais na sede da FAO em Roma
Assuntos regulatórios e sustentabilidade no setor de alimentação animal foram os principais temas discutidos. Bruno Caputi, Coordenador de Assuntos Regulatórios do Sindirações, foi eleito por unanimidade para chefiar o pilar regulatório global da IFIF.

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) participou, ao longo de novembro, de uma série de eventos e reuniões na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, na Itália, representado por Roberto Betancourt, membro do conselho de administração, e por Bruno Caputi, coordenador de Assuntos Regulatórios. Ao longo da jornada na FAO, Bruno Caputi foi aprovado por unanimidade para chefiar o pilar regulatório global da IFIF.
Já Roberto Betancourt apresentou a palestra “Principais desenvolvimentos na indústria de alimentações no Brasil”, que abordou tópicos sobre: o território brasileiro e seus seis diferentes biomas, cada um com seu típico específico de clima, vegetação e fauna; a sustentabilidade da indústria brasileira de alimentação, baseada nos princípios de mercado sem subsídios governamentais; o potencial do agronegócio brasileiro; e a liderança brasileira em bioinsumos.
Fórum Global da FAO para alimentação animal e reguladores
Nos dias 14 e 15 de novembro de 2023 aconteceu o FAO Global Forum for Animal Feed and Feed Regulators (Fórum Global da FAO para Alimentação Animal e Reguladores), que contou com a presença de representantes dos setores público e privados do mundo todo, e com a palestra “Garantindo a segurança alimentar por meio do gerenciamento de riscos no Brasil”, de Vívian Palmeira Borges, do Departamento de Inspeção de Alimentos de Origem Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária, e a presença de três Auditores Fiscais Federais Agropecuários do MAPA. O evento tinha como objetivo fornecer uma plataforma de discussão inclusiva sobre disponibilidade e segurança alimentar; impacto dos alimentos para animais na saúde pública, na saúde e no bem-estar dos animais; e sustentabilidade ambiental.
Reunião anual da IFIF-FAO
Na sequência, nos dias 16 e 17 de novembro ocorreu o IFIF-FAO Annual Meeting 2023, também sediado na FAO, evento focado para o setor produtivo que teve como objetivo discutir sobre sustentabilidade, regulamentação, desafios e os planos para os próximos temas que serão trabalhados em nível global. Contou com a palestra do Sr. Roberto Betancourt, que trouxe um panorama dos principais avanços da indústria de alimentação animal brasileira. Assim como a mediação pelo Bruno Caputi de um sessão com foco em assuntos regulatórios da alimentação animal.
Em paralelo a estes eventos, os representantes do Sindirações participaram em uma série de compromissos, entre eles, a Reunião da Diretoria e a 36th IFIF General Assembly, uma reunião anual promovida pela International Feed Industry Federation (IFIF) com seus associados para debater sobre orçamento, projetos e trabalhos em andamento. E teve como destaque a eleição da nova diretoria e presidência da entidade.
Outra reunião foi a do Comitê de Assuntos Regulatórios da IFIF, onde foi realizada a priorização dos próximos trabalhos para o ano de 2024 do Comitê, destaque para os trabalhos de acompanhamento dos comitês do Codex Alimentarius, assim como, a criação de um Manual de Biossegurança para fábricas de ração.
Já o Comitê de Sustentabilidade da IFIF apresentou quais são os atuais e os próximos desafios na sustentabilidade da nutrição animal, e focou na discussão das participações da entidade e outros fóruns que afetam e discutem temas ligados a sustentabilidade do setor de alimentação animal, como análise de ciclo de vida e imposições regulatórias/sustentáveis de importações de ingredientes.

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Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul
Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.
Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural
presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.
A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.
Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.
A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.
Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.
O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock
em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.
Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.
O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock
Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.






