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Sindicatos Rurais recebem orientações sobre registro de Boletim de Ocorrência Digital e Sistema ID Agro

Sistema ID Agro é fundamental para o registro oficial de propriedade de tratores e demais aparelhos automotores destinados a trabalhos agrícolas.

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Capacitação demonstrou como fazer um Boletim de Ocorrência de forma virtual

Representantes dos Sindicatos Rurais do Estado participaram, na última semana, de capacitação virtual para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Virtual de SC e no Centro Estadual de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio da Polícia Civil (Caoagro/PCSC) e para o Registro Oficial de Máquinas Agrícolas no Sistema ID Agro. A iniciativa foi da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) com o objetivo de orientar e esclarecer dúvidas dos participantes.

Programação contou com a participação do presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, que enalteceu o trabalho exemplar da Polícia Civil do Estado na repressão aos crimes contra o agronegócio catarinense – Fotos: Divulgação

A programação contou com a participação do presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, que enalteceu o trabalho exemplar da Polícia Civil do Estado na repressão aos crimes contra o agronegócio catarinense. O dirigente também mencionou a importância do ID Agro, destacando que representa um grande avanço na proteção do patrimônio dos produtores e empresários rurais. “Os benefícios do aplicativo são muitos e incluem a facilidade em conseguir autorização para transitar em via pública desde que cumpridas as demais condições”, frisou ao complementar que o documento oficial é obtido sem custos para o produtor, não tendo também taxa de licenciamento anual e nem emplacamento. “Importante ressaltar também que a máquina ou implemento agrícola pode ser dado como garantia em financiamento. Além disso, outra vantagem é a segurança na venda e compra de tratores usados”, ressaltou.

O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, também enfatizou a relevância dos setores da Polícia Civil destinados ao combate aos crimes do agro e reforçou o pedido de apoio aos Sindicatos Rurais para que incentivem os produtores a fazerem o registro do Boletim de Ocorrência o mais rápido possível, caso sofram crimes em suas propriedades. Barbieri também observou que o sistema ID Agro é fundamental para o registro oficial de propriedade de tratores e demais aparelhos automotores destinados a trabalhos agrícolas, garantindo proteção a esses bens de produção e permitindo que circulem pelas vias públicas.

O agente de Polícia da Gerência de Tecnologia da Polícia Civil de Santa Catarina, Fabio Arilto Xavier, e o diretor de Polícia da Fronteira, delegado de Polícia Fernando Callfass, apresentaram como atua o sistema de repressão aos crimes contra o agronegócio em Santa Catarina e orientaram de que forma as ferramentas podem ser úteis a quem precisar do serviço. Explicaram que para fazer o Boletim de Ocorrência online basta acessar a delegaciavirtual.sc.gov.br e esclareceram que os casos que não podem ser registrados virtualmente devem ser realizados de forma presencial em qualquer Delegacia de Polícia do Estado.

Sistema ID Agro é fundamental para o registro oficial de propriedade de tratores e demais aparelhos automotores destinados a trabalhos agrícolas

Segundo Callfass, a Delegacia Virtual é um serviço prestado pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, de registro de ocorrências disponibilizado ao cidadão via Internet, 24horas por dia. Seu objetivo é oferecer agilidade, conforto e confiabilidade no registro de ocorrências online sem a necessidade de deslocamento até uma Delegacia de Polícia. As ocorrências registradas serão encaminhadas à Delegacia de Polícia da respectiva área onde o fato ocorreu para que a autoridade policial tome conhecimento e adote as medidas necessárias. A comunicação entre o cidadão e a Delegacia de Polícia Virtual, quanto ao registro efetuado, será via e-mail ou pelo telefone informado no registro.

De acordo com o delegado Callfass, outra ferramenta importante no combate aos crimes contra o agronegócio é o aplicativo WhatsApp, destinado a denúncias 24 horas por dia, válido para todo o Estado. Por esse meio, mensagens com fotos, vídeos e documentos para auxiliar nas investigações podem ser enviadas para o número (49) 99173 8826.

ID Agro

O aplicativo ID Agro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi desenvolvido pelo Instituto CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A Plataforma Nacional de Registro e Gestão de Tratores e Equipamentos Agrícolas (ID AGRO) é o sistema (android, iOS e web) que interliga fabricantes, revendedoras autorizadas, proprietários, Sistema CNA/Senar e Ministério da Agricultura para o registro de propriedade de tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, em atendimento a Lei 13.154/2015.

Como registrar

  • Passo 1 – Cadastro do proprietário

Realizar cadastro simplificado no aplicativo: nome, endereço, email, telefone e documento de identidade.

  • Passo 2 – Separar o documento da máquina

Nota fiscal da máquina agrícola ou documento de compra e venda (autenticado em cartório).

  • Passo 3 – Concessionária da máquina

O registro é feito na concessionária/revenda da marca, na hora, e o proprietário já tem acesso ao documento no aplicativo. Entre em contato com a concessionária da marca da sua máquina agrícola mais próxima de sua propriedade.

Fique atento aos riscos

  • Caso o trator ou outra máquina agrícola esteja transitando em via pública e não tenha o registro do Mapa estará sujeito a medidas administrativas aplicadas aos veículos de passeio que transito sem o CRLV.
  • Se o proprietário não tiver a nota fiscal ou documento de compra e venda não será possível fazer o registro da máquina agrícola.

Fonte: Ascom

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Rally da Safra avalia potencial da segunda safra de milho no Oeste do Paraná

Região vem apresentando melhores perspectivas que o Norte do estado. Levantamento ajudará a confirmar as estimativas finais da safra brasileira de milho.

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Fotos: Eduardo Monteiro

O Oeste do Paraná será o foco do Rally da Safra para avaliação das lavouras de milho segunda safra a partir de segunda-feira (08). A expedição deixará Campo Grande (MS) e irá percorrer, até o dia 15, as regiões de Guaíra, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Cascavel, Ubiratã, Goioerê, Campo Mourão e Maringá.

Favorecido por uma janela de plantio mais antecipada, o Oeste paranaense apresenta perspectivas mais positivas para a produtividade do milho em comparação com o Norte do estado, onde a semeadura tardia e os períodos de estiagem comprometeram parte do desenvolvimento das lavouras. O Oeste também passou por um período de estiagem, porém, ao longo dos meses de abril e maio, a chuva retornou ao estado de forma mais regular. Até o momento, as geadas ocorridas em maio não afetaram as lavouras de forma abrangente, e as perdas foram pontuais.

“As avaliações de campo desta penúltima equipe do Rally tornam-se decisivas para entender os impactos do clima no potencial produtivo e ajustar nossos números até o final de junho, quando encerraremos a etapa milho”, explica André Debastiani, coordenador da expedição.

Os dados pré-Rally da Agroconsult indicam uma segunda safra brasileira de milho de 112,1 milhões de toneladas, volume inferior ao recorde de 123,9 milhões de toneladas registrado no ciclo 2024/25. Já a produção total de milho no país é estimada em 140,5 milhões de toneladas, frente a 151 milhões de toneladas no ciclo anterior. “Há espaço para ajustes nas estimativas, a depender dos dados de campo”, aponta o coordenador do Rally.

Expedição já percorreu importantes polos produtores

Em sua primeira etapa este ano, o Rally avaliou as condições de mais de 1,7 mil lavouras de soja durante as fases de desenvolvimento e de colheita em 14 estados. As lavouras avaliadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho no país.

Desde 11 de maio, o Rally da Safra percorre os principais polos produtores de milho do país em cinco estados. As equipes já passaram por diferentes regiões do Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Mato Grosso do Sul, avaliando condições climáticas, desenvolvimento das lavouras, investimentos realizados pelos produtores e perspectivas de produtividade. Após a etapa no Oeste e Noroeste do Paraná, a última equipe realizará o levantamento no Sul do Mato Grosso do Sul e Norte do Paraná, encerrando os trabalhos de campo da safra de milho em 23 de junho.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto leva diagnóstico de nematoides em tempo real para dentro das lavouras

Iniciativa permite identificar espécies diretamente no campo e busca reduzir perdas causadas por uma das pragas mais difíceis de detectar na agricultura.

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Foto: Divulgação/Vitalforce

Uma iniciativa vai levar ciência aplicada diretamente para dentro das lavouras brasileiras. O projeto Caçadores de Nematoides tem como objetivo fortalecer o manejo de uma das pragas mais silenciosas e subestimadas da agricultura: os nematoides. Diferente do modelo tradicional, baseado na coleta de amostras e envio para laboratório, o projeto realiza o diagnóstico diretamente na área do produtor, com identificação das espécies em tempo real, por meio de microscopia e análise conduzida por especialista.

A proposta é permitir que o produtor veja, no próprio campo, os organismos microscópicos responsáveis por perdas de produtividade que, muitas vezes, passam anos sem diagnóstico preciso.

Os nematoides estão presentes em todas as diferentes regiões agrícolas e culturas e podem comprometer o desenvolvimento das plantas ao afetar diretamente o sistema radicular. Ainda assim, o manejo no campo segue marcado por lacunas técnicas importantes, especialmente pela ausência de diagnóstico adequado e pela adoção de estratégias isoladas.

Sem a identificação da espécie presente na área, decisões de manejo tendem a ser genéricas e pouco eficientes. Na prática, isso leva a um cenário recorrente: o produtor trata os sintomas, como a queda de produtividade, sem atuar sobre a causa, relacionada à alta pressão populacional no solo. “Um dos principais erros no manejo de nematoides é a ausência de diagnóstico. Sem saber qual espécie está presente, o produtor acaba tomando decisões genéricas, tratando o sintoma e não a causa, e isso permite que a infestação se mantenha ou até aumente ao longo das safras”, afirma O mestre em Agronomia e Proteção de Plantas, Lucas Silva.

Além disso, fatores como a sucessão de culturas hospedeiras, a falta de rotação eficiente e o uso inadequado de ferramentas de controle contribuem para a manutenção ou até o aumento da infestação ao longo do tempo.

Outro ponto crítico é a falta de precisão no manejo. Cada espécie de nematoide apresenta comportamento, hospedeiros e nível de dano distintos, o que exige estratégias específicas. Sem esse nível de detalhamento, o produtor pode adotar medidas ineficientes ou até favorecer a multiplicação da praga. É justamente essa desconexão entre problema e manejo que o projeto busca enfrentar.

Ao levar o diagnóstico para dentro da propriedade, o projeto Caçadores de Nematoides reduz o tempo entre identificação e tomada de decisão, além de ampliar a compreensão do produtor sobre o que está acontecendo em sua lavoura. A visualização dos nematoides ao microscópio, no próprio campo, transforma um problema abstrato em evidência concreta.

A iniciativa também expõe um desafio cultural no campo. Como são invisíveis a olho nu e de difícil diagnóstico sem análise especializada, os nematoides ainda são frequentemente subestimados ou confundidos com outros fatores, como fertilidade do solo ou doenças, o que retarda o manejo adequado.

Mais do que uma agenda técnica, o projeto se posiciona como uma ação de conscientização, ao aproximar o produtor do problema e estimular decisões mais assertivas no manejo.

O projeto é desenvolvido pela Vitalforce e conta com participação da pesquisadora, doutora em Agronomia e nematologista Angélica Calandrelli, a iniciativa combina rigor técnico e abordagem prática para transformar conhecimento científico em experiência direta no campo.

Fonte: Assessoria Vitalforce
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Com 2,9 milhões de hectares cultivados, milho paranaense segue em condição favorável

Maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento e previsão climática reduz risco de perdas por geadas.

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Foto: Divulgação

As lavouras de milho segunda safra mantêm um cenário favorável no Paraná, embora as condições climáticas das últimas semanas exijam atenção dos produtores. Levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra que 79% da área cultivada apresenta boas condições de desenvolvimento.

Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural do Deral, dos 2,9 milhões de hectares plantados na safra 2025/26, outros 14% das lavouras estão em condição considerada mediana e 7% apresentam situação ruim.

De acordo com o analista de mercado da Seab, Edmar Wardensk Gervásio, a expectativa geral ainda é de uma boa produção no Estado. No entanto, o comportamento recente do clima pode limitar parte do potencial produtivo das lavouras. “O cenário continua positivo, mas a ocorrência de mais dias nublados e de temperaturas mais baixas pode reduzir a produtividade média das lavouras paranaenses”, observa o analista no boletim.

Geadas seguem como principal preocupação

Neste momento, o principal fator de risco para a segunda safra continua sendo a possibilidade de geadas, especialmente para as áreas que ainda se encontram em estágios mais sensíveis de desenvolvimento.

Apesar dessa preocupação, os dados meteorológicos trazem alívio aos produtores. Segundo o Deral, a previsão estendida do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná

Foto: Divulgação

(Simepar) não indica ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.

O avanço do ciclo das lavouras também contribui para reduzir a vulnerabilidade da safra. Atualmente, 17% das áreas cultivadas já entraram na fase de maturação, estágio em que o risco de perdas provocadas por geadas é considerado muito baixo.

Por outro lado, 83% das lavouras ainda permanecem suscetíveis a eventuais danos causados por frio intenso. Ainda assim, com a ausência de previsão de geadas e o avanço natural do desenvolvimento das plantas, a tendência é que uma parcela crescente dessas áreas alcance a maturação nas próximas semanas e fique fora da zona de risco.

Produção segue dependente das condições climáticas

O milho segunda safra ocupa uma área de 2,9 milhões de hectares no Paraná e representa uma das principais culturas do agronegócio estadual. Além da relevância para as exportações, a produção é estratégica para o abastecimento das cadeias de proteína animal, especialmente aves e suínos.

Embora o quadro atual seja considerado favorável, o desempenho final da safra dependerá do comportamento climático nas próximas semanas, período decisivo para a definição da produtividade em parte importante das áreas ainda em desenvolvimento.

Fonte: O Presente Rural
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