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Sindiavipar se reúne com Pedro Lupion para falar sobre potencial impacto da Reforma Tributária na Avicultura

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Lupion trabalha para garantir as conquistas na redação final do texto da PEC 45/2019 no Senado Federal.

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Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara.

A diretoria do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), com seus associados e lideranças do Agro, esteve reunida com o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para discutir questões referentes ao andamento da reforma tributária, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45/2019). O objetivo do encontro foi compreender melhor o impacto das mudanças propostas no texto da reforma, no que se refere à avicultura e ao agronegócio em geral. Assuntos como carne de frango na cesta básica e alíquotas que incidem sobre o setor produtivo, principalmente proteínas animais, foram alguns dos pontos da pauta.

Líder da bancada ruralista, que reúne mais de 300 parlamentares, Lupion esteve à frente de todo o processo de articulação na Câmara Federal para evitar impactos negativos aos diversos setores do agronegócio. “A reforma tributária foi um desafio; da forma como chegou para nós, o impacto seria desproporcional para toda a cadeia produtiva do agro”, pontuou Lupion.

Durante a reunião, o presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer, apresentou algumas das preocupações do setor. Questões que vão além da reforma tributária, que inclusive envolvem o cenário econômico internacional e impactam no alto custo dos investimentos exigidos na avicultura.

Kaefer também mencionou os desafios tributários que todo o segmento enfrenta, tanto para a compra de insumos, produção e manutenção, como na hora da venda dos produtos no mercado. “Hoje, creditamos ICMS comprando milho de fora, além de transporte, energia, embalagem. Depois o produto é vendido com crédito presumido e praticamente vira zero. Desse crédito presumido, temos que estornar os créditos de ICMS que tivemos na compra de matéria-prima. Isso faz com que, nesse momento, o setor avícola tenha muito crédito contábil e não consiga aproveitar esse crédito de volta”, exemplificou o presidente do Sindiavipar.

Articulação política

Segundo Pedro Lupion, foram propostas diversas alterações no texto base da PEC, além de reuniões com o relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), até chegar a um texto capaz de evitar graves prejuízos ao setor. “Salvamos o cooperativismo, que seria inviabilizado por causa dos custos. Conseguimos uma redução de 60% na alíquota padrão dos tributos. Evitamos que máquinas agrícolas sofressem taxação e que todos os tipos de insumos, como fertilizantes e defensivos, fossem taxados”, comentou.

Para o parlamentar, ainda há avanços que precisam ser alcançados no Senado Federal. É o caso da redução de alíquota. “Já conseguimos, na Câmara Federal, redução em 60% da alíquota padrão dos tributos. Agora vamos lutar para diminuir ainda mais, alcançando redução de 80%. Também vamos debater para impedir a cobrança de contribuição aos fundos”, reforçou.

Porém, ele enfatiza que a prioridade é garantir que eventuais alterações nessa nova rodada legislativa comprometam o esforço feito pela Frente Parlamentar da Agricultura até o momento. Para isso, Lupion afirma que já foram iniciadas as conversas com o relator, senador Efraim Filho (UNIÃO-PB), com objetivo de evitar prejuízos ao setor.

Produção

O Paraná é o maior produtor e exportador de aves e derivados do Brasil, com mais de 40% do volume de exportações do segmento, e responsável por cerca de 34% da produção nacional. Em 2022, o Estado alcançou um recorde histórico de produção de carne de frango, com mais de 2 bilhões de aves produzidas, de acordo com dados do documento Dados da Estatística da Produção Agropecuária, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Paraná, o Valor Bruto de Produção (VBP) da avicultura em 2021 foi de R$ 33,1 bilhões, atrás apenas da soja. Em 2022, 94% das aves produzidas e abatidas no Estado foram de empresas associadas ao Sindiavipar.

Fonte: Assessoria

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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