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Sindiavipar: presença estratégica na história da avicultura paranaense

Desde 1992, sindicato atua como elo entre empresas, governo e produtores, impulsionando avanços técnicos, institucionais e comerciais no setor avícola

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Foto: DALL E/Giuliano De Luca/OP Rural

A avicultura no Paraná teve seu impulso inicial nas décadas de 1970 e 1980 com a chegada das empresas integradoras, que estabeleceram um modelo de produção colaborativa, fornecendo insumos, assistência técnica e garantindo a compra da produção dos aviários. Esse sistema modernizou a atividade e impulsionou o estado ao protagonismo nacional. A partir dos anos 1990, cooperativas agroindustriais ingressaram na atividade, fato que promoveu inclusão de pequenos produtores e distribuição dos benefícios econômicos entre seus associados. Esse movimento fortaleceu a economia regional e fomentou práticas sustentáveis, como o aproveitamento de resíduos para bioenergia e fertilizantes, a gestão eficiente da água e o investimento em bem-estar animal.

Fotos: Shutterstock

“A união entre integradoras e cooperativas consolida o Paraná como líder na avicultura brasileira, com destaque não só pela produtividade e exportação, mas também por um modelo sustentável que equilibra crescimento econômico com distribuição de renda no campo e nas cidades do estado com responsabilidade social, preservação ambiental, segurança alimentar e oferece carne de frango sustentável e com qualidade para mais de 140 países”, destaca o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer.

No início, o Sindiavipar enfrentou uma série de desafios importantes na avicultura paranaense. “O Brasil passava por uma instabilidade econômica intensa, com alta inflação e mudanças nos planos econômicos. Isso afetava diretamente os custos de produção (ração, insumos, energia) e a previsibilidade dos preços de venda”, lembra kaefer. “A avicultura mundial começava a se modernizar, e os produtores paranaenses precisavam investir em tecnologia para melhorar a produtividade e garantir a competitividade, o que nem sempre era viável financeiramente. A questão sanitária ganhava importância crescente. O controle de doenças como a Newcastle e a Salmonella era um grande desafio, especialmente com a necessidade de se adequar às normas mais rigorosas para exportação”, lembra.

“O Paraná já despontava como um grande produtor, mas ainda havia gargalos logísticos – estradas, transporte e armazenagem – que dificultavam o escoamento da produção para outros estados e países”, amplia Kaefer.

Outro gargalo era o acesso a mercados internacionais. “As exportações de carne de frango estavam em ascensão, mas o setor enfrentava barreiras tarifárias e sanitárias, especialmente na Europa e na Ásia. O Sindiavipar trabalhava para apoiar a abertura de novos mercados”, lembra, ampliando. “O setor precisava se estruturar melhor em termos de integração entre produtores, frigoríficos e indústrias de ração. O Sindiavipar desempenhava um papel crucial em mediar essas relações e fortalecer a cadeia produtiva”, relembra o presidente.

Marcos históricos

O Sindiavipar tem desempenhado papel importante no desenvolvimento da avicultura paranaense desde a sua fundação. “Em 19 de novembro de 1992, o Sindiavipar foi estabelecido com o objetivo de representar os abatedouros e incubatórios de produtos avícolas do Paraná e promover o crescimento e a sustentabilidade do setor no estado. Ao longo das décadas seguintes, o Paraná se firmou como o principal produtor de carne de frango do Brasil, hoje é responsável por aproximadamente 35% da produção nacional e mais de 40% das exportações brasileiras”, resume.

Em julho de 2022, o então presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues, e diretores do Sindiavipar, juntamente com outras lideranças empresariais, reuniram-se com ministros do governo federal para discutir e buscar soluções para os entraves na importação de milho paraguaio, essencial para a cadeia produtiva avícola.

Bandeiras

O Sindiavipar atua com diversas prioridades para promover e representar a avicultura paranaense. As principais áreas de atuação inclui representatividade e relações governamentais, intermediando o relacionamento entre as indústrias avícolas e os representantes do governo e outras entidades, a sanidade avícola, priorizando a manutenção e aprimoramento dos padrões sanitários, o desenvolvimento sustentável, promovendo práticas sustentáveis na avicultura, a infraestrutura e logística, preocupação constante para facilitar o escoamento da produção e reduzir custos operacionais. Além disso, atua na busca de soluções para desafios relacionados à energia elétrica e conectividade no campo, além de apoio às exportações, participando de missões internacionais e estabelecendo parcerias para impulsionar as exportações de produtos avícolas paranaenses.

A atuação política e institucional do Sindiavipar é como um escudo e uma ponte ao mesmo tempo, protegendo o setor de ameaças e abrindo caminhos para mais crescimento e competitividade.

O Sindiavipar tem desempenhado um papel fundamental para que as indústrias avícolas paranaenses mantenham sua posição de destaque na produção e exportação de carne de frango no Brasil. Suas principais contribuições incluem participação em missões empresariais internacionais, como a realizada na África, promoção da neoindustrialização, modernização e inovação no setor avícola, além de apoio contínuo a indústrias na produção e exportação. “Graças ao trabalho conjunto do Sindiavipar com as indústrias associadas, o Paraná tem mantido sua posição de líder na produção e exportação de carne de frango, respondendo por 35% da produção nacional e mais de 40% das exportações brasileiras”, reforça Kaefer.

Sustentabilidade

​A sustentabilidade na avicultura paranaense tem sido promovida por meio de diversas iniciativas que abrangem aspectos ambientais, sociais e de governança. As principais ações implementadas incluem programas de integração com pequenos produtores. “Empresas do setor têm desenvolvido programas que oferecem suporte técnico e financeiro aos pequenos produtores, fortalecendo a cadeia produtiva e promovendo a inclusão social. Essa colaboração impulsiona a geração de renda em muitos municípios do Paraná, fortalecendo a economia regional”, destaca o presidente.

Outra iniciativa é a adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). “A avicultura paranaense incorporou estratégias de ESG em suas operações, focando na gestão ambiental responsável, promoção social e governança eficiente. Isso inclui o tratamento adequado de resíduos, eficiência energética e logística reversa, visando a sustentabilidade do setor”, cita, destacando ainda parcerias institucionais para sustentabilidade. “O Sindiavipar, em conjunto com o Sistema Faep/Senar-PR, tem alinhado ações de sustentabilidade no meio rural, fortalecendo os pilares ESG na cadeia produtiva da avicultura do Paraná”.

Kaefer destaca que a modernização das instalações avícolas, com a adoção de tecnologias avançadas e automação, tem contribuído para aumentar a eficiência produtiva e reduzir o impacto ambiental. ​

Desafios e futuro

Apesar de sua posição de destaque na produção nacional, o Paraná enfrenta atualmente diversos desafios que impactam sua competitividade e sustentabilidade. “O aumento nos preços de insumos essenciais, como milho e farelo de soja, tem pressionado as margens de lucro dos produtores. Essa elevação nos custos compromete a rentabilidade e exige estratégias eficazes de gestão para mitigar os impactos financeiros. Embora o Paraná seja referência em biosseguridade, a ameaça constante de doenças como a Influenza Aviária requer vigilância contínua e investimentos em medidas preventivas para proteger os plantéis e manter a reputação sanitária do estado. Além disso, a eficiência no transporte de insumos e produtos finais é crucial. Desafios relacionados à infraestrutura rodoviária e portuária podem aumentar os custos logísticos e afetar a competitividade das exportações paranaenses”, enumera o presidente.​

Outros desafios, cita Kaefer, incluem flutuações cambiais e dependência de mercados externos, a crescente demanda por práticas sustentáveis quem impõe ao setor o desafio de equilibrar a expansão produtiva com a responsabilidade ambiental, além dos conflitos geopolíticos internacionais. “Para enfrentar esses desafios é fundamental que o setor avícola paranaense invista em inovação tecnológica, diversificação de mercados, fortalecimento de práticas sustentáveis e manutenção de elevados padrões de biosseguridade”, menciona.

Futuro da avicultura no Paraná e no Brasil

Kaefer explica que o Sindiavipar vislumbra um futuro promissor para a avicultura paranaense e brasileira no cenário global, fundamentado em estratégias de inovação, sustentabilidade e expansão de mercados. As principais perspectivas incluem “manutenção da liderança global de exportações, expansão para novos mercados, investimento em biosseguridade para a preservação do status sanitário do Brasil, adoção de tecnologias inovadoras e foco na sustentabilidade. “A gente acredita quer, ao continuar investindo nessas áreas, a avicultura paranaense e brasileira consolidará sua liderança global, atendendo às demandas de um mercado internacional cada vez mais exigente e diversificado”, cita.

Workshops e o Alimenta

Um evento que demonstre o protagonismo das indústrias avícolas do Paraná possibilita fortalecer o setor e demonstrar o desenvolvimento e a organização do setor.  O Workshops Sindiavipar serve como uma plataforma estratégica para a atualização técnica, promoção de inovações e fortalecimento de parcerias no setor. “O evento reúne especialistas e profissionais renomados que abordam temas relevantes, proporcionando aos participantes insights sobre tendências, desafios e oportunidades no setor avícola”.

Com iniciativas como a Arena de Inovação, o workshop destaca tecnologias disruptivas e soluções inovadoras, incentivando a modernização e a competitividade das empresas. “Ao congregar diversos atores da cadeia produtiva, o evento facilita o networking e a formação de alianças estratégicas, essenciais para o crescimento sustentável do setor”, menciona.

Presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer: “A gente acredita quer, ao continuar investindo nessas áreas, a avicultura paranaense e brasileira consolidará sua liderança global, atendendo às demandas de um mercado internacional cada vez mais exigente e diversificado” – Divulgação/Sindiavipar

O Sindiavipar decidiu reformular o tradicional Workshop Sindiavipar, ampliando-o para o Alimenta – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, com o objetivo de consolidar e fortalecer a representatividade da indústria de proteína animal do Paraná. “Essa mudança foi motivada pela necessidade de unificar diversos eventos dispersos pelo estado em uma única plataforma abrangente, que englobasse todas as cadeias produtivas de proteínas animais, incluindo frango, suíno, boi, ovos e peixes. O Alimenta visa destacar a importância estratégica do setor na geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico, além de posicionar o Paraná como líder não apenas na produção avícola, mas também em outros segmentos de proteína animal. O evento busca promover debates sobre temas cruciais como automação, inteligência artificial e políticas econômicas, visando otimizar custos e garantir a competitividade no mercado global”, sustenta. ​

Além disso, a parceria com o Sistema Fiep para sediar o evento no Campus da Indústria em Curitiba reflete o reconhecimento da relevância do setor para a economia paranaense e a intenção de proporcionar um ambiente propício para discussões e inovações que impulsionem ainda mais a indústria de proteína animal no estado.

​A transição do tradicional Workshop Sindiavipar para dentro do Alimenta representa uma evolução significativa no formato do evento, ampliando seu escopo e impacto. “A expectativa é que o evento seja uma oportunidade para consolidar o Paraná como protagonista global na produção de proteínas animais, abrangendo não apenas a avicultura, mas também as cadeias produtivas de suínos, bovinos e peixes. O Sindiavipar espera que o Alimenta contribua significativamente para o fortalecimento da representatividade e competitividade da indústria de proteína animal”, menciona Kaefer.

Histórias e personagens

​Ao longo de sua trajetória, o Sindiavipar contou com a contribuição de diversas personalidades que desempenharam papéis fundamentais no fortalecimento da avicultura paranaense. Algumas das figuras mais notáveis incluem:​

  • Domingos Martins: Como presidente do Sindiavipar, liderou iniciativas que consolidaram o Paraná como líder nacional na produção e exportação de carne de frango. ​
  • Claudio de Oliveira: Atuou como vice-presidente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento estratégico do setor avícola no estado. ​
  • Olavio Lepper: Exerceu a função de secretário, participando ativamente na organização e representação das indústrias avícolas paranaenses. ​
  • Roberto Pelle: Como tesoureiro, foi responsável pela gestão financeira do sindicato, assegurando recursos para projetos e ações em prol do setor.
  • Inácio Kroetz: Exerceu a função de diretor executivo e participou ativamente de reuniões estratégicas com autoridades governamentais para fortalecer a avicultura no estado.
  • Irineo da Costa Rodrigues: Eleito presidente do Sindiavipar em 2019, Irineo trouxe sua vasta experiência no setor cooperativista para liderar o sindicato. ​
  • Dilvo Grolli:Reconhecido por sua atuação como suplente no Conselho Fiscal do Sindiavipar, Dilvo contribuiu significativamente para o desenvolvimento estratégico do setor avícola paranaense. ​
  • Valter Pitol: Como presidente da Copacol, Pitol foi homenageado pelo Sindiavipar em 2022 com o troféu Destaque Pioneirismo na Avicultura, reconhecendo sua liderança e inovação no setor. ​
  • Alfredo Lang: Atuou como membro efetivo do Conselho Fiscal do Sindiavipar, além de ser diretor-presidente da C. Vale, onde defendeu a transformação de grãos em proteínas animais como estratégia para o agronegócio brasileiro. ​
  • Adroaldo Paludo: Exerce a função de conselheiro fiscal do Sindiavipar, destacando-se por sua preocupação com as questões sanitárias e pela continuidade do trabalho desenvolvido com os produtores. ​
  • Sidnei Donizete Bottazzari: Participou ativamente como suplente no Conselho Fiscal do Sindiavipar, contribuindo para as decisões estratégicas da entidade.
  • Roberto Kaefer: Atual presidente do Sindiavipar, tem enfatizado a importância do corporativismo e do trabalho conjunto para manter o Paraná na vanguarda da produção e exportação avícola. ​
  • José Antônio Ribas Junior: Vice-presidente na gestão atual, colabora estreitamente com a Presidência para fortalecer as políticas e ações do sindicato. ​
  • Ricardo Santin: Embora não faça parte diretamente do Sindiavipar, foi homenageado pelo sindicato em reconhecimento à sua dedicação e liderança no fortalecimento da avicultura brasileira no mercado global.

Contribuições

A contribuição dos presidentes e diretores do Sindiavipar foi – e continua sendo – essencial para transformar o Paraná em uma potência da avicultura. Cada liderança deixou sua marca, adaptando o sindicato às necessidades da época e guiando o setor em meio a desafios e oportunidades. “Presidentes como Irineo da Costa Rodrigues trouxeram uma visão empresarial moderna, fortalecendo o diálogo com o governo e entidades internacionais para abrir mercados. Durante sua gestão, Irineo trabalhou para manter o Paraná à frente mesmo em momentos difíceis, como crises sanitárias e mudanças no mercado global. Nesta gestão a construção de pontes com o governo, influenciou políticas públicas que beneficiaram o setor. Essa gestão foi peça-chave na modernização da estrutura do Sindiavipar, trazendo uma postura mais técnica e focada em resultados”, frisa Kaefer.

Líderes como Alfredo Lang e Valter Pitol, que também comandam grandes cooperativas, trouxeram a experiência de gestão empresarial para dentro do Sindiavipar.

Roberto Kaefer, atual presidente do Sindiavipar, tem enfatizado a importância do corporativismo e do trabalho conjunto para manter o Paraná na vanguarda da produção e exportação avícola.

Mensagem

“A mensagem que gostaria de deixar aos produtores, empresários, parceiros, governo estadual, serviço de defesa sanitária e a todos que integram a indústria avícola no estado do Paraná é uma de reconhecimento, união e visão de futuro. A indústria avícola paranaense, ao longo dos últimos 30 anos, se tornou um verdadeiro exemplo de resiliência, inovação e compromisso com a qualidade e sustentabilidade. Todos vocês têm sido peças essenciais na construção dessa história de sucesso, e juntos demonstramos a força de um setor que alimenta o Brasil e o mundo”.

“Mas, apesar das conquistas extraordinárias até aqui, o futuro da avicultura paranaense exige mais colaboração, mais inovação e mais esforço conjunto. A indústria precisa continuar a se adaptar às mudanças globais, seja no campo da sustentabilidade, das exigências sanitárias ou da integração com novos mercados”.

“A todos os produtores que trabalham diariamente para garantir qualidade e produtividade, aos empresários que investem em tecnologia e inovação, aos parceiros que apoiam e colaboram para o crescimento do setor, ao governo estadual que tem se mostrado um aliado fundamental nas políticas públicas, e aos serviços de defesa sanitária que garantem a confiança internacional em nossos produtos, o meu reconhecimento e agradecimento”.

“Em um mundo cada vez mais dinâmico, é fundamental que todos nós sigamos juntos, com união, respeito e uma visão clara de um setor que continua sendo protagonista, gerando emprego, renda e prosperidade para o Paraná e para o Brasil. O caminho à frente é promissor, mas exige que continuemos a trabalhar em colaboração, sempre buscando a sustentabilidade, o desenvolvimento tecnológico e a melhoria contínua em todas as áreas da produção. Que possamos continuar a crescer, fortalecer nossa posição no mercado global e, acima de tudo, garantir que a avicultura paranaense siga sendo uma fonte de orgulho para todos nós. Vamos seguir juntos, sempre em busca de mais e melhores resultados para nossa indústria avícola e para o Paraná!”

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul

Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

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Foto: Shutterstock

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.

Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.

A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.

Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.

Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav

sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.

Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.

A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.

Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária

Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

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Foto: Divulgação/Asgav

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.

Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.

Auditorias apontam evolução das granjas

Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.

A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav

granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.

Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.

Biosseguridade ganha protagonismo

A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav

Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.

Mercado e competitividade

O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.

Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.

Selo reconhece boas práticas

Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.

Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav

desenvolvidas pela iniciativa.

Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.

Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa

Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

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Fotos: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.

Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.

Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.

No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.

A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.

Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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