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Avicultura

Sindiavipar: presença estratégica na história da avicultura paranaense

Desde 1992, sindicato atua como elo entre empresas, governo e produtores, impulsionando avanços técnicos, institucionais e comerciais no setor avícola

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Foto: DALL E/Giuliano De Luca/OP Rural

A avicultura no Paraná teve seu impulso inicial nas décadas de 1970 e 1980 com a chegada das empresas integradoras, que estabeleceram um modelo de produção colaborativa, fornecendo insumos, assistência técnica e garantindo a compra da produção dos aviários. Esse sistema modernizou a atividade e impulsionou o estado ao protagonismo nacional. A partir dos anos 1990, cooperativas agroindustriais ingressaram na atividade, fato que promoveu inclusão de pequenos produtores e distribuição dos benefícios econômicos entre seus associados. Esse movimento fortaleceu a economia regional e fomentou práticas sustentáveis, como o aproveitamento de resíduos para bioenergia e fertilizantes, a gestão eficiente da água e o investimento em bem-estar animal.

Fotos: Shutterstock

“A união entre integradoras e cooperativas consolida o Paraná como líder na avicultura brasileira, com destaque não só pela produtividade e exportação, mas também por um modelo sustentável que equilibra crescimento econômico com distribuição de renda no campo e nas cidades do estado com responsabilidade social, preservação ambiental, segurança alimentar e oferece carne de frango sustentável e com qualidade para mais de 140 países”, destaca o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer.

No início, o Sindiavipar enfrentou uma série de desafios importantes na avicultura paranaense. “O Brasil passava por uma instabilidade econômica intensa, com alta inflação e mudanças nos planos econômicos. Isso afetava diretamente os custos de produção (ração, insumos, energia) e a previsibilidade dos preços de venda”, lembra kaefer. “A avicultura mundial começava a se modernizar, e os produtores paranaenses precisavam investir em tecnologia para melhorar a produtividade e garantir a competitividade, o que nem sempre era viável financeiramente. A questão sanitária ganhava importância crescente. O controle de doenças como a Newcastle e a Salmonella era um grande desafio, especialmente com a necessidade de se adequar às normas mais rigorosas para exportação”, lembra.

“O Paraná já despontava como um grande produtor, mas ainda havia gargalos logísticos – estradas, transporte e armazenagem – que dificultavam o escoamento da produção para outros estados e países”, amplia Kaefer.

Outro gargalo era o acesso a mercados internacionais. “As exportações de carne de frango estavam em ascensão, mas o setor enfrentava barreiras tarifárias e sanitárias, especialmente na Europa e na Ásia. O Sindiavipar trabalhava para apoiar a abertura de novos mercados”, lembra, ampliando. “O setor precisava se estruturar melhor em termos de integração entre produtores, frigoríficos e indústrias de ração. O Sindiavipar desempenhava um papel crucial em mediar essas relações e fortalecer a cadeia produtiva”, relembra o presidente.

Marcos históricos

O Sindiavipar tem desempenhado papel importante no desenvolvimento da avicultura paranaense desde a sua fundação. “Em 19 de novembro de 1992, o Sindiavipar foi estabelecido com o objetivo de representar os abatedouros e incubatórios de produtos avícolas do Paraná e promover o crescimento e a sustentabilidade do setor no estado. Ao longo das décadas seguintes, o Paraná se firmou como o principal produtor de carne de frango do Brasil, hoje é responsável por aproximadamente 35% da produção nacional e mais de 40% das exportações brasileiras”, resume.

Em julho de 2022, o então presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues, e diretores do Sindiavipar, juntamente com outras lideranças empresariais, reuniram-se com ministros do governo federal para discutir e buscar soluções para os entraves na importação de milho paraguaio, essencial para a cadeia produtiva avícola.

Bandeiras

O Sindiavipar atua com diversas prioridades para promover e representar a avicultura paranaense. As principais áreas de atuação inclui representatividade e relações governamentais, intermediando o relacionamento entre as indústrias avícolas e os representantes do governo e outras entidades, a sanidade avícola, priorizando a manutenção e aprimoramento dos padrões sanitários, o desenvolvimento sustentável, promovendo práticas sustentáveis na avicultura, a infraestrutura e logística, preocupação constante para facilitar o escoamento da produção e reduzir custos operacionais. Além disso, atua na busca de soluções para desafios relacionados à energia elétrica e conectividade no campo, além de apoio às exportações, participando de missões internacionais e estabelecendo parcerias para impulsionar as exportações de produtos avícolas paranaenses.

A atuação política e institucional do Sindiavipar é como um escudo e uma ponte ao mesmo tempo, protegendo o setor de ameaças e abrindo caminhos para mais crescimento e competitividade.

O Sindiavipar tem desempenhado um papel fundamental para que as indústrias avícolas paranaenses mantenham sua posição de destaque na produção e exportação de carne de frango no Brasil. Suas principais contribuições incluem participação em missões empresariais internacionais, como a realizada na África, promoção da neoindustrialização, modernização e inovação no setor avícola, além de apoio contínuo a indústrias na produção e exportação. “Graças ao trabalho conjunto do Sindiavipar com as indústrias associadas, o Paraná tem mantido sua posição de líder na produção e exportação de carne de frango, respondendo por 35% da produção nacional e mais de 40% das exportações brasileiras”, reforça Kaefer.

Sustentabilidade

​A sustentabilidade na avicultura paranaense tem sido promovida por meio de diversas iniciativas que abrangem aspectos ambientais, sociais e de governança. As principais ações implementadas incluem programas de integração com pequenos produtores. “Empresas do setor têm desenvolvido programas que oferecem suporte técnico e financeiro aos pequenos produtores, fortalecendo a cadeia produtiva e promovendo a inclusão social. Essa colaboração impulsiona a geração de renda em muitos municípios do Paraná, fortalecendo a economia regional”, destaca o presidente.

Outra iniciativa é a adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). “A avicultura paranaense incorporou estratégias de ESG em suas operações, focando na gestão ambiental responsável, promoção social e governança eficiente. Isso inclui o tratamento adequado de resíduos, eficiência energética e logística reversa, visando a sustentabilidade do setor”, cita, destacando ainda parcerias institucionais para sustentabilidade. “O Sindiavipar, em conjunto com o Sistema Faep/Senar-PR, tem alinhado ações de sustentabilidade no meio rural, fortalecendo os pilares ESG na cadeia produtiva da avicultura do Paraná”.

Kaefer destaca que a modernização das instalações avícolas, com a adoção de tecnologias avançadas e automação, tem contribuído para aumentar a eficiência produtiva e reduzir o impacto ambiental. ​

Desafios e futuro

Apesar de sua posição de destaque na produção nacional, o Paraná enfrenta atualmente diversos desafios que impactam sua competitividade e sustentabilidade. “O aumento nos preços de insumos essenciais, como milho e farelo de soja, tem pressionado as margens de lucro dos produtores. Essa elevação nos custos compromete a rentabilidade e exige estratégias eficazes de gestão para mitigar os impactos financeiros. Embora o Paraná seja referência em biosseguridade, a ameaça constante de doenças como a Influenza Aviária requer vigilância contínua e investimentos em medidas preventivas para proteger os plantéis e manter a reputação sanitária do estado. Além disso, a eficiência no transporte de insumos e produtos finais é crucial. Desafios relacionados à infraestrutura rodoviária e portuária podem aumentar os custos logísticos e afetar a competitividade das exportações paranaenses”, enumera o presidente.​

Outros desafios, cita Kaefer, incluem flutuações cambiais e dependência de mercados externos, a crescente demanda por práticas sustentáveis quem impõe ao setor o desafio de equilibrar a expansão produtiva com a responsabilidade ambiental, além dos conflitos geopolíticos internacionais. “Para enfrentar esses desafios é fundamental que o setor avícola paranaense invista em inovação tecnológica, diversificação de mercados, fortalecimento de práticas sustentáveis e manutenção de elevados padrões de biosseguridade”, menciona.

Futuro da avicultura no Paraná e no Brasil

Kaefer explica que o Sindiavipar vislumbra um futuro promissor para a avicultura paranaense e brasileira no cenário global, fundamentado em estratégias de inovação, sustentabilidade e expansão de mercados. As principais perspectivas incluem “manutenção da liderança global de exportações, expansão para novos mercados, investimento em biosseguridade para a preservação do status sanitário do Brasil, adoção de tecnologias inovadoras e foco na sustentabilidade. “A gente acredita quer, ao continuar investindo nessas áreas, a avicultura paranaense e brasileira consolidará sua liderança global, atendendo às demandas de um mercado internacional cada vez mais exigente e diversificado”, cita.

Workshops e o Alimenta

Um evento que demonstre o protagonismo das indústrias avícolas do Paraná possibilita fortalecer o setor e demonstrar o desenvolvimento e a organização do setor.  O Workshops Sindiavipar serve como uma plataforma estratégica para a atualização técnica, promoção de inovações e fortalecimento de parcerias no setor. “O evento reúne especialistas e profissionais renomados que abordam temas relevantes, proporcionando aos participantes insights sobre tendências, desafios e oportunidades no setor avícola”.

Com iniciativas como a Arena de Inovação, o workshop destaca tecnologias disruptivas e soluções inovadoras, incentivando a modernização e a competitividade das empresas. “Ao congregar diversos atores da cadeia produtiva, o evento facilita o networking e a formação de alianças estratégicas, essenciais para o crescimento sustentável do setor”, menciona.

Presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer: “A gente acredita quer, ao continuar investindo nessas áreas, a avicultura paranaense e brasileira consolidará sua liderança global, atendendo às demandas de um mercado internacional cada vez mais exigente e diversificado” – Divulgação/Sindiavipar

O Sindiavipar decidiu reformular o tradicional Workshop Sindiavipar, ampliando-o para o Alimenta – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, com o objetivo de consolidar e fortalecer a representatividade da indústria de proteína animal do Paraná. “Essa mudança foi motivada pela necessidade de unificar diversos eventos dispersos pelo estado em uma única plataforma abrangente, que englobasse todas as cadeias produtivas de proteínas animais, incluindo frango, suíno, boi, ovos e peixes. O Alimenta visa destacar a importância estratégica do setor na geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico, além de posicionar o Paraná como líder não apenas na produção avícola, mas também em outros segmentos de proteína animal. O evento busca promover debates sobre temas cruciais como automação, inteligência artificial e políticas econômicas, visando otimizar custos e garantir a competitividade no mercado global”, sustenta. ​

Além disso, a parceria com o Sistema Fiep para sediar o evento no Campus da Indústria em Curitiba reflete o reconhecimento da relevância do setor para a economia paranaense e a intenção de proporcionar um ambiente propício para discussões e inovações que impulsionem ainda mais a indústria de proteína animal no estado.

​A transição do tradicional Workshop Sindiavipar para dentro do Alimenta representa uma evolução significativa no formato do evento, ampliando seu escopo e impacto. “A expectativa é que o evento seja uma oportunidade para consolidar o Paraná como protagonista global na produção de proteínas animais, abrangendo não apenas a avicultura, mas também as cadeias produtivas de suínos, bovinos e peixes. O Sindiavipar espera que o Alimenta contribua significativamente para o fortalecimento da representatividade e competitividade da indústria de proteína animal”, menciona Kaefer.

Histórias e personagens

​Ao longo de sua trajetória, o Sindiavipar contou com a contribuição de diversas personalidades que desempenharam papéis fundamentais no fortalecimento da avicultura paranaense. Algumas das figuras mais notáveis incluem:​

  • Domingos Martins: Como presidente do Sindiavipar, liderou iniciativas que consolidaram o Paraná como líder nacional na produção e exportação de carne de frango. ​
  • Claudio de Oliveira: Atuou como vice-presidente, contribuindo significativamente para o desenvolvimento estratégico do setor avícola no estado. ​
  • Olavio Lepper: Exerceu a função de secretário, participando ativamente na organização e representação das indústrias avícolas paranaenses. ​
  • Roberto Pelle: Como tesoureiro, foi responsável pela gestão financeira do sindicato, assegurando recursos para projetos e ações em prol do setor.
  • Inácio Kroetz: Exerceu a função de diretor executivo e participou ativamente de reuniões estratégicas com autoridades governamentais para fortalecer a avicultura no estado.
  • Irineo da Costa Rodrigues: Eleito presidente do Sindiavipar em 2019, Irineo trouxe sua vasta experiência no setor cooperativista para liderar o sindicato. ​
  • Dilvo Grolli:Reconhecido por sua atuação como suplente no Conselho Fiscal do Sindiavipar, Dilvo contribuiu significativamente para o desenvolvimento estratégico do setor avícola paranaense. ​
  • Valter Pitol: Como presidente da Copacol, Pitol foi homenageado pelo Sindiavipar em 2022 com o troféu Destaque Pioneirismo na Avicultura, reconhecendo sua liderança e inovação no setor. ​
  • Alfredo Lang: Atuou como membro efetivo do Conselho Fiscal do Sindiavipar, além de ser diretor-presidente da C. Vale, onde defendeu a transformação de grãos em proteínas animais como estratégia para o agronegócio brasileiro. ​
  • Adroaldo Paludo: Exerce a função de conselheiro fiscal do Sindiavipar, destacando-se por sua preocupação com as questões sanitárias e pela continuidade do trabalho desenvolvido com os produtores. ​
  • Sidnei Donizete Bottazzari: Participou ativamente como suplente no Conselho Fiscal do Sindiavipar, contribuindo para as decisões estratégicas da entidade.
  • Roberto Kaefer: Atual presidente do Sindiavipar, tem enfatizado a importância do corporativismo e do trabalho conjunto para manter o Paraná na vanguarda da produção e exportação avícola. ​
  • José Antônio Ribas Junior: Vice-presidente na gestão atual, colabora estreitamente com a Presidência para fortalecer as políticas e ações do sindicato. ​
  • Ricardo Santin: Embora não faça parte diretamente do Sindiavipar, foi homenageado pelo sindicato em reconhecimento à sua dedicação e liderança no fortalecimento da avicultura brasileira no mercado global.

Contribuições

A contribuição dos presidentes e diretores do Sindiavipar foi – e continua sendo – essencial para transformar o Paraná em uma potência da avicultura. Cada liderança deixou sua marca, adaptando o sindicato às necessidades da época e guiando o setor em meio a desafios e oportunidades. “Presidentes como Irineo da Costa Rodrigues trouxeram uma visão empresarial moderna, fortalecendo o diálogo com o governo e entidades internacionais para abrir mercados. Durante sua gestão, Irineo trabalhou para manter o Paraná à frente mesmo em momentos difíceis, como crises sanitárias e mudanças no mercado global. Nesta gestão a construção de pontes com o governo, influenciou políticas públicas que beneficiaram o setor. Essa gestão foi peça-chave na modernização da estrutura do Sindiavipar, trazendo uma postura mais técnica e focada em resultados”, frisa Kaefer.

Líderes como Alfredo Lang e Valter Pitol, que também comandam grandes cooperativas, trouxeram a experiência de gestão empresarial para dentro do Sindiavipar.

Roberto Kaefer, atual presidente do Sindiavipar, tem enfatizado a importância do corporativismo e do trabalho conjunto para manter o Paraná na vanguarda da produção e exportação avícola.

Mensagem

“A mensagem que gostaria de deixar aos produtores, empresários, parceiros, governo estadual, serviço de defesa sanitária e a todos que integram a indústria avícola no estado do Paraná é uma de reconhecimento, união e visão de futuro. A indústria avícola paranaense, ao longo dos últimos 30 anos, se tornou um verdadeiro exemplo de resiliência, inovação e compromisso com a qualidade e sustentabilidade. Todos vocês têm sido peças essenciais na construção dessa história de sucesso, e juntos demonstramos a força de um setor que alimenta o Brasil e o mundo”.

“Mas, apesar das conquistas extraordinárias até aqui, o futuro da avicultura paranaense exige mais colaboração, mais inovação e mais esforço conjunto. A indústria precisa continuar a se adaptar às mudanças globais, seja no campo da sustentabilidade, das exigências sanitárias ou da integração com novos mercados”.

“A todos os produtores que trabalham diariamente para garantir qualidade e produtividade, aos empresários que investem em tecnologia e inovação, aos parceiros que apoiam e colaboram para o crescimento do setor, ao governo estadual que tem se mostrado um aliado fundamental nas políticas públicas, e aos serviços de defesa sanitária que garantem a confiança internacional em nossos produtos, o meu reconhecimento e agradecimento”.

“Em um mundo cada vez mais dinâmico, é fundamental que todos nós sigamos juntos, com união, respeito e uma visão clara de um setor que continua sendo protagonista, gerando emprego, renda e prosperidade para o Paraná e para o Brasil. O caminho à frente é promissor, mas exige que continuemos a trabalhar em colaboração, sempre buscando a sustentabilidade, o desenvolvimento tecnológico e a melhoria contínua em todas as áreas da produção. Que possamos continuar a crescer, fortalecer nossa posição no mercado global e, acima de tudo, garantir que a avicultura paranaense siga sendo uma fonte de orgulho para todos nós. Vamos seguir juntos, sempre em busca de mais e melhores resultados para nossa indústria avícola e para o Paraná!”

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

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Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
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