Avicultura
Sindiavipar destaca legado de Irineo da Costa Rodrigues em homenagem da Fiep
Presidente da Lar recebeu a Medalha Mérito Industrial 2026 após indicação do sindicato, que atribui a ele contribuição decisiva para o fortalecimento institucional da avicultura paranaense.

O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, recebeu na quarta-feira (27), em Medianeira (PR), a Medalha do Mérito Industrial 2026, concedida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A indicação partiu do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), que destacou a atuação de Irineo no fortalecimento institucional da entidade e sua contribuição para o desenvolvimento da avicultura e da agroindústria paranaense.
Durante a cerimônia regional do Dia Nacional da Indústria, lideranças empresariais e representantes do setor

Foto: Divulgação/Lar
produtivo ressaltaram a trajetória do dirigente cooperativista, que há décadas ocupa posições estratégicas no cooperativismo e na cadeia de proteínas animais.
Para o presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer, a homenagem reconhece uma atuação que ultrapassa os resultados obtidos dentro da Lar. “Falar de Irineo da Costa Rodrigues é falar de uma das maiores referências do cooperativismo e do agronegócio paranaense. Sua trajetória na Lar Cooperativa é amplamente reconhecida, mas sua contribuição vai muito além das fronteiras da cooperativa”, afirmou.

Presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer: “Sua trajetória na Lar Cooperativa é amplamente reconhecida, mas sua contribuição vai muito além das fronteiras da cooperativa” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Kaefer destacou ainda a relevante participação de Irineo na reestruturação do Sindiavipar durante um dos períodos mais desafiadores para o setor. “Quero destacar o papel fundamental que o Irineo desempenhou na reestruturação do Sindiavipar em um momento crucial, pois vivíamos a pandemia global. Em momentos decisivos, sua visão técnica e sua capacidade de articulação foram essenciais para transformar o Sindiavipar na entidade sólida, profissional e representativa que somos hoje”, declarou.
Atuação
Kaefer também ressaltou a contribuição de Irineo em pautas nacionais da cadeia de proteínas animais, especialmente durante sua atuação no Conselho da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “À frente do Conselho da ABPA, o Irineo foi uma voz serena e firme para conduzir o setor de proteínas animais por dilemas complexos de sanidade e comércio exterior. Ele compreendeu que a força do Brasil no mercado global depende da coesão do nosso sistema produtivo”, disse.
De acordo com o dirigente do Sindiavipar, a capacidade de articulação entre cooperativas, agroindústrias, produtores

Foto: Divulgação/Lar
e entidades representativas ajudou a fortalecer a posição do Paraná como principal estado produtor e exportador de proteína animal do país.
Reconhecimento coletivo
Ao receber a homenagem, Irineo afirmou que a medalha representa o trabalho construído ao longo de décadas por associados, colaboradores e lideranças que participaram da trajetória da cooperativa. “É um momento muito especial, porque não é uma comenda individual. A Lar é feita por milhares de pessoas que ajudaram a construir essa história”, enalteceu.

Presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: “É um momento muito especial, porque não é uma comenda individual. A Lar é feita por milhares de pessoas que ajudaram a construir essa história” – Foto: Divulgação/Lar
O dirigente também relembrou as origens da cooperativa, fundada em 1964 por 55 pequenos agricultores do Oeste do Paraná. “Essa cooperativa começou com 55 pequenos agricultores que vieram para o Oeste do Paraná em busca de uma condição melhor de vida para suas famílias. E essa essência permanece viva até hoje”, frisou.
Atualmente, a Lar reúne cerca de 17 mil famílias associadas, mais de 27 mil colaboradores e mantém mais de 20 unidades industriais. Os produtos da cooperativa chegam a mais de 100 países.
Além de Irineo da Costa Rodrigues, a Fiep entregou a Medalha do Mérito Industrial ao empresário e engenheiro civil Renato Pena Camargo. O título de Benemérito da Indústria foi concedido, in memoriam, a Ibrahim Faiad.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

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A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

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A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

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que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




