Avicultura
Simpósio Nordestino sobre postura analisa questões técnicas, mercado e sanidade
Totalmente presencial, ao longo de três dias, foram analisados o panorama da produção e abastecimento, legislação, sanidade, nutrição, sistemas produtivos, custos e industrialização de ovos.

O Simpósio Nordestino de Produção, Processamento e Comercialização de Ovos, realizado pela Facta entre os dias 23 e 25 de novembro, em Recife (PE), proporcionou aos participantes ao longo dos três dias analisar o panorama da produção e abastecimento, legislação, sanidade, nutrição, sistemas produtivos, custos e industrialização de ovos.
A mestre e doutora em Medicina Veterinária Preventiva, presidente da Coesa-MG e membro do corpo técnico da Facta, Josiane Tavares de Abreu, abordou o tema da biosseguridade na prática. Segundo ela, a biosseguridade contempla, entre outros pontos além de isolamento, controle de trânsito e higienização, constituindo na verdade um programa de gerenciamento de riscos, constituído de outros pontos fundamentais para a implementação e a manutenção de um programa de biosseguridade, como os itens de quarentena, medicação e vacinação; monitoramento, registro e comunicação dos resultados; programa de erradicação de doenças; processos de auditorias e atualização constante do programa; programa de educação continuada da equipe e a criação de um plano de contingência.
“Inseridos nesses elos encontram-se o cuidado com a qualidade do material genético recebido, a qualidade da cama de aviário, a qualidade da água e a manutenção dessa qualidade até chegar as aves, a qualidade das matérias-primas na fábrica de ração, do controle necessário para evitar a contaminação entre diferentes fontes, produtos acabados e matérias-primas, da capacidade de realizar all in all out, aplicação dos conceitos de ‘área limpa’ e ‘área suja’ e respeitando sempre o fluxo de pessoas, veículos e equipamentos da área limpa para a área suja, do tempo de vazio sanitário entre lotes, o controle de pragas e manejo adequado dos resíduos gerados na unidade produtiva, dentre outros pontos”, elencou.
De acordo com Josiane, a prevenção de enfermidades em um sistema de produção avícola depende de um programa de biosseguridade de amplo espectro, operacionalizado dentro de uma sequência de planejamento, implementação e controle e auditoria. “Todo programa de biosseguridade deve sempre se basear na realidade epidemiológica e nos prováveis desafios que venham a acontecer. O processo se inicia primeiro mapeando os riscos da região e da empresa, de posse desse mapeamento, se já existem no programa atual de biosseguridade, se precisam ser revisados e melhorados, quem fará essa revisão e o treinamento da equipe e quem auditará os processos”, pontou. “E, após auditagem, se os pontos levantados como não conformes serão analisados, revisados, implementados e como saber que funcionou”, disse. “Ou seja, é um processo contínuo de melhorias e ajustes e precisam de profissionais qualificados e com tempo para realizar essa tarefa”, explicou.
Nutrição de precisão para galinhas de poedeiras
Outro destaque do Simpósio Nordestino de Produção, Processamento e Comercialização de Ovos foi o debate promovido pelo professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal da Paraíba, Fernando Guilherme Perazzo Costa. Segundo ele, a nutrição de precisão baseia-se na premissa de atendimento das demandas nutricionais em cada fase da vida das aves, ou seja, com a evolução tanto das galinhas quanto dos ovos, a reavaliação da dieta pode propiciar maior balanceamento das mesmas e assim, maior e melhor utilização pelo animal.
“Com os avanços genéticos na produção de aves, as necessidades nutricionais tendem a se especificarem cada vez mais. Diversos fatores estão relacionados com a qualidade da ração fornecida às aves, dentre eles, os próprios ingredientes utilizados nas formulações, o processo de inclusão e mistura dos mesmos, a forma de armazenamento e a distribuição das rações, e esses processos podem ser melhorados com a adoção de boas práticas de fabricação”, ressaltou.
A boa formação da poedeira nas fases de cria e recria através de programas nutricionais e manejo adequado é essencial, segundo Perazzo, para um adequado retorno econômico na fase de produção, constituindo uma ferramenta importante para a garantia de elevados níveis de produção. “Na avicultura, o conceito de zootecnia de precisão vem sendo utilizado, uma vez que, os custos com alimentação são responsáveis por grande parte do custo da produção de aves”, destacou. “Ela permite o fornecimento de uma ração balanceada, utilizado os conhecimentos das necessidades nutricionais aliada ao conhecimento do valor nutritivo dos alimentos, resultando em uma ração com um custo baixo e um máximo desempenho dos animais, diminuindo assim o desperdício de nutrientes”, explicou.
“Portanto, a implementação de tecnologias que desenvolvam melhorias à produção animal em conjunto com a minimização dos custos de produção torna-se desejável, sendo a nutrição de precisão uma técnica viável para a junção desses dois fatores principais”, avaliou.
Utilização de aditivos permitidos na alimentação das aves com objetivo de minimizar o uso de antibiótico
O professor da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás, José Henrique Stringhini, trouxe o tema da utilização de aditivos em dietas de aves. Ele discutiu aspectos quanto ao uso de aditivos em dietas de poedeiras e, principalmente, pontuou a saúde intestinal como um aspecto básico para que a inclusão de aditivos na dieta promova a saúde das aves e que consolide o bom desempenho esperado para as linhagens modernas de poedeiras comerciais.
Ele explicou que essa prática tem sido um desafio importante nos últimos anos, especialmente desde 2006, com o banimento do uso de antibióticos promovido pela União Europeia. “Além disso, as mudanças no uso terapêutico com antibióticos na Comunidade Europeia ainda têm atualizações com a orientação do tratamento individual dos rebanhos em detrimento do individual, como proposto em 2022”, afirmou.
Esses fatos trazem a luz, de acordo com sua explicação, a diferentes recomendações na busca por alternativas de aditivos alimentares, incluindo pesquisas e trabalhos de campo que suportam essa tomada de decisão. “Porém, comparado ao mercado de frangos de corte, o volume de informações ainda é pequeno frente a necessidade e desafios que o setor enfrenta, mas a base de conhecimento acumulado é bastante importante para permitir a utilização de forma técnica e assertiva”, avaliou.
Uso de enzimas e efeitos no desempenho e saúde intestinal de galinhas poedeiras comerciais
Na criação de galinhas poedeiras industriais os custos com a alimentação são onerosos representando cerca de 75% do custo total da produção, e aproximadamente 85% desse total é representado pelas fontes de proteína e energia. O que justifica também a inclusão das enzimas nas rações como uma alternativa visando a redução do custo relacionado com a alimentação.
De acordo com Stringhini, as enzimas são adicionadas às dietas das aves de modo geral, visam diminuir os efeitos dos fatores antinutricionais presentes nos ingredientes que as compõem. As enzimas utilizadas apresentam função nutricional de forma indireta, isso quer dizer que esse aditivo auxilia no processo digestivo melhorando a eficiência de digestibilidade de determinados componentes químicos dos ingredientes das rações.
Ingredientes de origem vegetal, de acordo com Stringhini, apresentam compostos que não são digeridos pelas enzimas endógenas das aves, que se constituem em fatores antinutricionais, sendo que a suplementação com enzimas em rações permite a liberação de nutrientes como nitrogênio e fósforo. “Com isso, reduzem consideravelmente a excreção desses nutrientes complexados no meio ambiente, e maximizam o uso nutrientes pelas aves”, afirmou.
De acordo com ele, os frangos de corte e poedeiras sintetizam enzimas em quantidades insuficientes não conferindo grande participação no processo de digestão, havendo a necessidade de inclusão de enzimas exógenas para reduzir os efeitos dos fatores antinutricionais dos ingredientes da ração como os inibidores de tripsina e o ácido fítico. “As enzimas apresentam distintos mecanismos de atuação diante de diferentes substratos, tanto na forma isolada como em complexos enzimáticos que podem ser eficazes na liberação de múltiplos nutrientes da dieta. Por conta da atuação das enzimas exógenas na liberação de nutrientes antes indisponíveis para o animal, é possível ajustar a inclusão de muitos ingredientes colaborando na redução final dos custos”, detalhou.
Probióticos, prebióticos e simbióticos como aditivos alternativos
O uso de probióticos nas dietas avícolas vem crescendo, pois não resulta no desenvolvimento de bactérias patogênicas resistentes, se constituindo em alternativa para substituir a utilização de antibióticos nas dietas. “A utilização de probióticos em dietas com alta energia e alta densidade de nutrientes acarreta em melhor digestibilidade, equilíbrio intestinal e melhora o desempenho de poedeiras”, afirmou Stringhini.
“Por sua vez, os prebióticos são definidos como ingredientes alimentares não digestíveis e utilizados por bactérias benéficas no trato gastrointestinal, contribuindo para melhorar a saúde intestinal do hospedeiro”, detalhou. “Além disso, prebióticos podem atuar como barreira para proliferação de patógenos transmitidos por alimentos, como Campylobacter e Salmonella. Com base nessas características, os prebióticos podem atuar como substitutos aos antibióticos nas dietas das aves”, detalhou.
Já os simbióticos são produtos que combinam cepas bacterianas probióticas com compostos prebióticos. “Em estudos realizados com simbiótico em que se avaliou o perfil da microbiota intestinal em poedeiras com e sem desafio com Salmonella, foi evidenciado que o uso do simbiótico contendo quatro cepas probióticas Lactobacillus reuteri, Enterococcus faecium, Bifidobacterium animalis e Pediococcus acidilactici e um prebiótico frutooligossacarídeo protege contra a infecção por Salmonella enteritidis”, afirmou Stringhini.
“Nunca se deve desvincular a utilização de aditivos com outras técnicas que permitam a utilização de ingredientes de qualidade, sem comprometer a composição e a contaminação das dietas, e associar as técnicas de biosseguridade, higiene e desinfecção, além da aplicação de vacinas e medicamentos com assessoria técnica de profissionais da área”, afirmou Stringhini.
Uso racional de antimicrobianos
O professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Oliveiro Caetano de Freitas Neto, trouxe o debate sobre o uso racional de antimicrobianos. Segundo ele, a produção de alimentos de origem animal é parte importante da economia dos países e primordial para a nutrição das populações. “No entanto, esse tipo de atividade exige muita responsabilidade dos produtores e profissionais envolvidos. É preciso que os sistemas de produção animal respeitem as normas de bem-estar, não comprometam o meio ambiente e, ainda, que o alimento gerado apresente qualidade nutricional e não ofereça risco à saúde das pessoas”, afirmou.
Neto contou que os antimicrobianos são recursos indispensáveis para tratar infecções em humanos e animais, contribuindo para a saúde e bem-estar dos indivíduos. “No entanto, nos últimos anos, tem sido observado aumento na ocorrência global de resistência aos antimicrobianos (AMR) em microrganismos de diversos gêneros. Essa alteração biológica ocorre naturalmente, geralmente por meio de mudanças genéticas. Todavia, o uso indevido e excessivo de antimicrobianos tem acelerado esse processo”, explicou.
E complementou: “Bactérias resistentes são encontradas em pessoas, animais, alimentos e no meio ambiente (água, solo e ar), podendo desencadear infecções graves e de difícil tratamento e diante do cenário atual de AMR no mundo e das ações globais de enfrentamento deste problema, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) anunciou o projeto ‘Trabalhando Juntos Para Combater a Resistência aos Antimicrobianos’, financiado pela União Europeia (UE)”, disse, ampliando: “O projeto é liderado pela representação regional da OPAS em colaboração com as representações regionais da FAO e OMSA (antes denominada OIE), com apoio da equipe de instrumentos de política externa da UE em Brasília e das Direções Gerais da Saúde e da Segurança dos Alimentos (Sante) e de Investigação e Inovação (RTD), da Comissão Europeia”.
Neto disse ainda que, do ponto de vista clínico, os antimicrobianos são extremamente importantes para a manutenção da saúde e bem-estar animal e humana seu acesso deve ser garantido. “Entretanto, o seu uso inadequado representa risco para a Saúde Única.
Os médicos-veterinários desempenham um papel fundamental para assegurar a utilização responsável e prudente desses recursos e devem entender a importância de seguir as recomendações de prevenção à AMR e a promoção do uso racional de antimicrobianos em animais, visando preservar a eficácia desses medicamentos essenciais para o futuro”, explicou.

Avicultura
Segurança alimentar na avicultura será tema de palestra internacional no SBSA 2026
Pesquisadora da Universidade de Auburn, Dianna Bourassa apresenta comparativo microbiológico entre países durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó.

Garantir a segurança dos alimentos e compreender os desafios microbiológicos da cadeia produtiva são pontos centrais para a sustentabilidade da avicultura moderna. O tema estará em debate durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) com a palestra Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar, apresentada pela pesquisadora Dianna V. Bourassa, no dia 08 de abril, às 9 horas, durante o Bloco Abatedouro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
Dianna é professora associada do Departamento de Avicultura da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos. Possui graduação e mestrado em Avicultura pela Universidade da Geórgia e doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular, também pela Universidade da Geórgia. Seu programa de pesquisa aplicada concentra-se em duas áreas principais: intervenções voltadas à melhoria da segurança alimentar ao longo de toda a cadeia produtiva, da criação de frangos de corte ao processamento de produtos crus, e o estudo da aplicação e do impacto de métodos de atordoamento na fisiologia das aves e na qualidade da carne.

Palestra Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar, apresentada pela pesquisadora Dianna V. Bourassa, no dia 08 de abril, às 9 horas, durante o Bloco Abatedouro
A especialista abordará as particularidades e os desafios enfrentados por diferentes países no controle microbiológico da cadeia produtiva, destacando práticas, padrões sanitários e estratégias utilizadas para garantir a segurança dos alimentos. A discussão contribui para ampliar a compreensão sobre como a ciência e a tecnologia têm sido aplicadas para reduzir riscos microbiológicos e fortalecer a qualidade dos produtos avícolas.
De acordo com a presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Aletéia Britto da Silveira Balestrin, trazer especialistas internacionais para o evento amplia o intercâmbio de conhecimento e fortalece a atualização técnica dos profissionais do setor. “O Simpósio tem como propósito reunir pesquisadores e especialistas que possam compartilhar experiências e diferentes perspectivas sobre os desafios da avicultura. A troca de informações entre países contribui para o avanço das práticas sanitárias e para o aprimoramento dos sistemas de produção e processamento”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o tema é estratégico para o setor. “A segurança alimentar é um dos pilares da produção de proteína animal. Discutir métodos de controle microbiológico e comparar realidades internacionais contribui para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer as estratégias adotadas pela cadeia produtiva”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura é promovido Nucleovet e será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026, considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Tema: Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura
Palestrantes: Delair Bolis, Joanita Maestri Karoleski, Vilto Meurer
Coordenadora da mesa redonda: Luciana Dalmagro
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h – Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa (15 minutos de debate)9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar
Palestrante: Dianna V. Bourassa (15 minutos de debate)10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo
Palestrante: Wilmer Pacheco (15 minutos de debate)11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte
Palestrante: Rosalina Angel (15 minutos de debate)12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos – Painel Manejo
14h – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes: Lucas Schneider, Rodrigo Tedesco Guimarães16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura
Palestrantes: Kali Simioni e João Nelson Tolfo (15 minutos de debate)17h30 – Por que bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme (15 minutos de debate)18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosa: métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande (15 minutos de debate)9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber (15 minutos de debate)10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença
Palestrante: Gonzalo Tomás (15 minutos de debate)11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real
Palestrante: Taís Barnasque (15 minutos de debate)
Sorteios de brindes
Avicultura
Quando vencer vira método
Disciplina, rotina e decisões diárias por trás de uma trajetória pentacampeã na avicultura brasileira.

Ainda é cedo quando os aviários começam a ganhar vida. O funcionamento contínuo dos ventiladores, o controle preciso da ambiência e a observação atenta do lote fazem parte de uma rotina que se repete todos os dias, independentemente do clima ou do mercado. Na avicultura integrada, não há espaço para improviso: uma decisão fora do tempo ou um detalhe negligenciado pode custar desempenho, padronização, sanidade e, no limite, a tranquilidade de um ciclo inteiro.
É nesse território da repetição consciente que a excelência se constrói. Não como um evento isolado, mas como prática diária. Vencer uma vez pode ser resultado de um bom lote, uma combinação favorável de fatores e uma semana particularmente bem conduzida. Repetir desempenho exige outra coisa: método.
Essa lógica sustenta a trajetória de Anaí Bacci Naves, produtora integrada da C.Vale em Assis Chateaubriand (PR), vencedora por cinco vezes consecutivas da principal premiação avícola da cooperativa na categoria Promob. A conquista, porém, não se explica por um troféu, mas pelo processo que o antecede, conduzido no dia a dia por Anaí e pelo marido, Afonso Bacci, que juntos tocam a atividade. Anaí aparece como símbolo e âncora de uma forma de produzir. Afonso traduz em decisões, tecnologia e manejo o que, no papel, parece simples, mas no aviário exige atenção contínua.
Quando o resultado deixa de ser acaso
Para Anaí, a virada de chave aconteceu quando o trabalho deixou de ser apenas esforço e passou a ser guiado por método. “Percebemos que o resultado não era acaso, mas fruto de uma rotina bem-feita a partir do momento que entendemos como utilizar o Diário de Bordo, onde estão todas as informações necessárias para a boa condução do lote”, afirma.
O Diário de Bordo, no vocabulário da integração, não é um caderno simbólico. É um guia de orientação com padrões e rotinas que o produtor deve seguir dia a dia. Para cada momento do ciclo, com frangos alojados ou no vazio sanitário, há um rol de atividades a cumprir. O documento define o que precisa ser executado em cada data, com a lógica de que o aviário é um sistema vivo: o desempenho final nasce do acúmulo de ações pequenas, feitas no momento certo.
Na prática, isso significa que o trabalho não começa no alojamento. Começa antes. Há tarefas orientadas “três dias antes”, “dois dias após”, “sete dias após”, “no primeiro dia do vazio sanitário” e assim sucessivamente. É um roteiro que organiza o tempo, reduz o improviso e aumenta a previsibilidade – porque, quando se trata de produção animal em escala, previsibilidade é um tipo de segurança.
Esse nível de organização exige postura. “O que, na nossa propriedade, não pode falhar em hipótese nenhuma é ter disposição, capricho e determinação para executar o trabalho de maneira comprometida”, destaca Anaí. “É preciso estar atento a todos os detalhes”, reforça.
Um sistema que nasceu com tecnologia no DNA

Gerente de Produção da Avicultura da C.Vale, Maykon Buttini: “O Promob, na verdade, é um checklist que envolve premissas do 5S, premissas de boas práticas de produção e premissas de legislação”
Para entender o peso de uma trajetória pentacampeã dentro de um programa de biosseguridade, é preciso olhar para o ambiente em que ela se desenvolveu. O uso de tecnologia na avicultura da C.Vale tem uma marca histórica. Em 1997, a cooperativa deu início à criação comercial de frangos em ambiente climatizado, tornando-se a primeira empresa brasileira a adotar esse método. Até então, os sistemas de integração utilizavam predominantemente ventilação convencional, sem resfriamento do ar no interior dos aviários.
O controle de temperatura trouxe uma nova perspectiva para a atividade, com reflexos diretos na conversão alimentar, na uniformidade, no bem-estar das aves e na previsibilidade dos resultados. Em avicultura, ambiência não é apenas conforto, é gestão de risco. Controlar o ambiente é reduzir estresse, estabilizar consumo, proteger desempenho e diminuir variações que aparecem no fim do ciclo.
A dimensão atual do sistema ajuda a entender o nível de exigência: em 2025, a C.Vale abateu 160 milhões de frangos. Em um volume dessa magnitude, padronização deixa de ser meta e vira requisito. O produtor integrado não é um elo isolado: ele é parte de uma engrenagem em que sanidade, regularidade e cumprimento de protocolos sustentam o conjunto.
A entrada na integração e a construção da base
Foi em 2012 que Anaí e Afonso passaram a integrar o sistema avícola da C.Vale. Na comunidade de São Francisco, interior de Assis Chateaubriand, a propriedade foi estruturada com dois aviários climatizados, capazes de alojar aproximadamente 60 mil frangos por lote.
A tecnologia abre caminho, mas não garante resultado. O que sustenta a rotina é a forma como se opera a tecnologia, se observa o lote e se executa o manejo no tempo correto. Anaí explica o que, para ela, faz diferença: “Estar atento a todos os detalhes, seja de manejo, equipamentos ou dimensionamento”. A organização entra como hábito. “Temos uma rotina diária baseada no Diário de Bordo, onde fazemos com disciplina os detalhes.”
Esse “fazer com disciplina” é uma expressão que parece leve no papel, mas é dura na prática. Significa repetir procedimentos, manter padrões, cuidar de estrutura, respeitar fluxo de trabalho, manter higienização, registrar rotinas, garantir que o aviário esteja preparado para cada fase do ciclo. É uma administração do cotidiano.
O Promob: processo, organização e biosseguridade
Criado pela C.Vale, o Promob (Programa de Monitoramento e Organização de Biosseguridade) foi desenvolvido para avaliar processos. Não é uma premiação que enxerga só o resultado do fim do lote. A lógica é outra: premiar quem constrói consistência ao longo do tempo, com base em organização, biosseguridade e boas práticas. Ele é um guia de orientação de padrões que o produtor deve seguir, dia a dia. Para cada fase do ciclo – com frangos alojados ou no vazio sanitário – existe um rol de atividades que precisam ser cumpridas. O Diário de Bordo define o que fazer em cada dia: por exemplo, tarefas três dias antes do alojamento, dois dias após o alojamento e assim sucessivamente, ao longo de toda a produção. Na prática, ele organiza o tempo, reduz improviso e transforma rotina em método.
“O Promob é uma ferramenta que envolve vários pilares, entre eles produzir usando os conceitos do programa 5S nas propriedades. O programa também estabelece relação com aspectos técnicos do processo de produção do frango, bem como exigências legais”, explica o gerente de Produção da Avicultura da C.Vale, Maykon Buttini. “O Promob, na verdade, é um checklist que envolve premissas do 5S, premissas de boas práticas de produção e premissas de legislação”, destaca.
O programa, segundo ele, não é estático. “Ele sofre ajustes conforme as necessidades e as mudanças que acontecem na própria legislação ou dos conceitos de boas práticas, inclusive as melhorias que acontecem na propriedade ao longo dos anos.” No campo, isso se traduz em atualizações de rotinas, adequações e correções. “O programa também contribui e ajuda o produtor a identificar itens que ele precisa melhorar para que, corrigindo, ele possa ter uma propriedade mais organizada, com melhor desempenho, além de manter uma conservação de estrutura que possa se perpetuar ao longo dos anos.” Anaí traduz isso com simplicidade: “O Promob veio para direcionar e dar parâmetros para melhor executarmos a organização e a produção.”
O que é 5S e por que ele aparece na avicultura
O 5S é uma metodologia japonesa de gestão focada na melhoria contínua do ambiente de trabalho, baseada em cinco palavras: seiri (utilização), seiton (organização), seiso (limpeza), seiketsu (saúde/padronização) e shitsuke (disciplina). Em programas como o Promob, esses conceitos ajudam a estruturar rotina, padronização e organização da propriedade – fundamentos diretamente ligados à biosseguridade e à condução do lote.
Biosseguridade é cultura, não obrigação

Fotos: Shutterstock
Biosseguridade não é obrigação, é cultura. Na prática, define Anaí, “biosseguridade é estar sempre comprometido com os protocolos de segurança, reduzindo riscos sanitários às aves. Sempre somos rigorosos para manter todos os requisitos de biosseguridade.” Esse tipo de atitude revela uma postura típica de quem trabalha com repetição de desempenho: não há “dia em que dá para afrouxar”.
Maykon Buttini, da C.Vale, reforça essa ligação entre organização constante e resultado: “A gente tem certeza que a relação de nível de organização de biosseguridade e cuidado estão diretamente relacionados ao resultado final. Com uma propriedade organizada e bem cuidada o resultado vem”, define.
E acrescenta um ponto que amplia a leitura: organização não impede que problemas aconteçam, mas muda a capacidade de responder a eles. “Em algum momento podem acontecer problemas que são alheios, mas uma propriedade com essa organização como a da Anaí e do Afonso sempre estará mais preparada para encarar e resolver qualquer desafio.”
Tecnologia, ambiência e decisões no chão do aviário

Quando se fala em “aviários climatizados”, há um risco de imaginar uma solução automática. Afonso faz questão de desfazer essa fantasia. Para ele, tecnologia é ferramenta, mas depende de programação, ajuste e observação diária.
Ele lista o pacote tecnológico utilizado nas granjas: “Painel de controle, pressão negativa e estática, inlet, túnel door, equipamentos dimensionados corretamente, aquecimento a gás, lâmpadas dimerizáveis e aplicativo do painel de controle. Todas essas tecnologias que temos nos aviários nos auxiliam para desempenharmos um bom manejo”, menciona.
A palavra-chave é “auxiliam”. Tecnologia não substitui o ser humano. “Fazemos um bom uso das tecnologias sem deixar de lado a observação dos pequenos detalhes do dia a dia. A tecnologia ajuda e muito na automatização dos equipamentos. Mas ela não resolve nada sozinha se não estiver corretamente programada.” Ou seja: na propriedade dos pentacampeões, a diferença entre ter tecnologia e extrair resultado dela está na rotina, nos ajustes, no olhar e no método.
Quando fala de evolução, Afonso aponta mudanças que, na prática, traduzem gestão de ambiência: “Ao longo dos anos investir na qualidade do ar, melhorando a ventilação e também em aquecimento e resfriamento.”
Quando o método aparece nos números
O Promob está ligado a organização e biosseguridade, mas os reflexos aparecem nos indicadores zootécnicos. Processos bem conduzidos tendem a gerar estabilidade; estabilidade tende a aparecer em conversão, viabilidade, uniformidade e ganho de peso, entre outros.
Buttini coloca isso de forma clara. “A propriedade da Anaí e do Afonso, além dessas cinco premiações, desponta em itens de desempenho. Eles possuem resultados muito acima da média da integração da C.Vale, seja em conversão alimentar, mortalidade e assim por diante.” E reforça a tese: “Conseguem esse desempenho justamente por atribuir cuidados de qualidade no dia a dia.”
Para Afonso, a confirmação de que o caminho adotado foi o correto aparece de forma objetiva nos resultados da granja. “Nossos resultados obtidos com a qualidade dos frangos entregues, o ganho de peso e o resultado financeiro mostram que as decisões tomadas ao longo do tempo fizeram sentido”, afirma.
A pressão de manter o padrão
Vencer uma vez pode virar história de ocasião. Vencer cinco vezes consecutivas, dentro de um programa de monitoramento e organização, é outra coisa: é repetição com responsabilidade. Anaí traduz o sentimento com duas camadas: a primeira é a meta; a segunda, a descoberta de capacidade. “Ganhar uma vez foi resultado de dedicação e metas estipuladas.” E completa: “Ganhar cinco vezes seguidas, mais do que gerar pressão, nos mostrou que somos capazes de superar nossas próprias metas.”
A cobrança, segundo Anaí, não vem de fora. Ela nasce dentro da própria rotina. “A maior cobrança por manter o nível com certeza vem de nós mesmos. Temos a filosofia e os princípios de sempre fazer o melhor”, afirma. E, quando um novo lote entra no aviário, essa lógica se impõe de forma natural. “A ideia é sempre superar o nosso melhor resultado”.
Resultado econômico e visão de longo prazo
A rentabilidade de 52% sobre o faturamento do lote conquistado na última das cinco conquistas, em 2025, aparece como um dado objetivo, mas não como ponto de chegada isolado. Para Afonso, ela é consequência direta de escolhas feitas ao longo do tempo também no que diz respeito à atualização e à modernização da estrutura produtiva. “Atualização, modernização e implantação das novas tecnologias disponíveis no mercado”, resume.
Esse resultado aparece no fim de uma cadeia construída no dia a dia com organização, controle, previsibilidade e desempenho, sem promessas fáceis ou fórmulas prontas. É a tradução econômica de um método aplicado com constância, sustentado por decisões técnicas e pela disciplina da rotina.
O papel do sistema cooperativo

Em um sistema com escala industrial, resultados consistentes dependem de uma engrenagem alinhada. Buttini aponta dois fatores para explicar regularidade: “São dois fatores muito importantes. O primeiro é a C.Vale, pela sua seriedade, pela forma de conduta e apoio ao produtor através muitas vezes dos extensionistas. O segundo é a gestão do produtor.”
Para Buttini, a virada de chave ocorre quando o produtor entende que parceria e execução diária caminham juntas. “A regularidade de desempenho não é algo raro. Ela aparece a partir do momento em que o produtor percebe o valor da parceria com o extensionista e com a C.Vale, soma isso à sua atuação no dia a dia, mantém foco nos detalhes, na produção e passa a receber e aplicar as orientações técnicas. É nesse ponto que o cenário muda. O case da Anaí e do Afonso é de sucesso fantástico. Para mim, como funcionário da cooperativa, é motivo de orgulho.” E completa: “Eles tratam a atividade com um amor enorme, com muito cuidado, capricho e zelo. Eles são um exemplo a ser seguido por todos.”
O reconhecimento institucional

O reconhecimento mais recente veio durante o Dia de Campo da C.Vale, realizado em dezembro de 2025, quando a cooperativa premiou os destaques do sistema de integração avícola. Dentro desse contexto, a repetição da vitória da Anaí no Promob ganha leitura de consistência: não é um retrato, é um filme.
Buttini amarra o conceito: “Quando temos casos assim como da Anaí e do Afonso é porque o produtor entendeu qual é a fundamentação, qual é o princípio do programa.” Ele descreve o que o programa faz no cotidiano: “Ele entende que o programa vem para ajudar, oferecendo informações sobre onde ele tem oportunidades.”
O gerente de Produção da Avicultura da C.Vale resume essa lógica de forma direta: “É a dedicação no dia a dia da granja que permite melhorar os indicadores avaliados pelo Promob. Quando o produtor corrige esses pontos e mantém foco na atividade, a performance aparece”.
Quando vencer vira método
Repetição não nasce de acaso. Ela nasce de rotina, disciplina e de um método. “Faça sempre tudo com dedicação, determinação e foco. Observe, busque conhecimento técnico em fonte confiável e tenha sempre o Diário de Bordo a mão.” Na avicultura, não há atalhos. Há método. E quando vencer vira método, o resultado deixa de ser exceção e passa a ser padrão.
A versão digital está disponível gratuitamente no site de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.
Avicultura
Rio Grande do Sul intensifica vigilância após caso de gripe aviária em aves silvestres
Capacitação de agentes e intensificação de educação sanitária fortalecem prevenção na região do foco registrado no fim de fevereiro.

Após a confirmação de um foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves silvestres na Reserva do Taim, no município de Santa Vitória do Palmar, no Sul do Rio Grande do Sul, o governo estadual intensificou as ações de vigilância sanitária na região. O caso foi registrado em 28 de fevereiro e mobilizou equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi).
Na segunda-feira (09), a Secretaria promoveu a capacitação de 51 agentes de endemias, saúde e controle epidemiológico de Santa Vitória do Palmar. A agenda também incluiu uma reunião com representantes da prefeitura de Chuí. O objetivo foi atualizar informações sobre a situação sanitária e alinhar estratégias de prevenção e controle do foco da doença.
Segundo a fiscal agropecuária do DDA/Seapi, Rosane Collares, a articulação com os municípios e a qualificação de profissionais que atuam diretamente nas comunidades são fundamentais para fortalecer o sistema de vigilância. “Na última sexta-feira (06) realizamos reunião com a prefeitura de Santa Vitória do Palmar. Hoje estivemos em Chuí para alinhar informações com as autoridades da região”, afirma.
O treinamento reuniu agentes de endemias, profissionais da saúde e integrantes da Estratégia Saúde da Família. “Esses profissionais atuam diretamente nas residências e serão importantes multiplicadores de informação, devido à sua ampla presença nas comunidades”, acrescenta Rosane.
Educação sanitária
O médico-veterinário Felipe Campos, coordenador de Educação Sanitária da Seapi, explica que as ações educativas são realizadas de forma contínua e estão integradas às atividades de vigilância em campo.
Segundo ele, o trabalho inclui contato direto com a comunidade e reuniões com gestores das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, realizadas tanto presencialmente quanto de forma on-line. “A atuação seguirá nas comunidades por meio de orientações técnicas voltadas a esclarecer a população e reforçar a importância de utilizar nossos canais oficiais de comunicação. Paralelamente, estamos estruturando um cronograma de atividades educativas nas escolas da região”, afirma.
A educação sanitária é considerada um componente essencial da defesa agropecuária, tanto para a prevenção quanto para o enfrentamento de doenças. Em situações de foco, essa estratégia ganha ainda mais relevância, ao conscientizar a população sobre seu papel e contribuir para a eficácia das ações de resposta e controle sanitário.
Atuação integrada
O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atua de forma integrada com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no monitoramento da Lagoa da Mangueira, área onde foi identificado o foco da doença em aves silvestres da espécie Coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba.
Até o momento, foram registrados 20 cisnes-coscoroba e uma garça-moura infectados. Entre as ações em andamento estão vistorias em campo, monitoramento de aves com embarcações e o uso de drones para supervisionar a lagoa e a área onde ocorreu o foco.
As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), responsável pela confirmação da presença do vírus.
Casos suspeitos
A Secretaria da Agricultura orienta que qualquer suspeita da doença, caracterizada por sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves, seja comunicada imediatamente às autoridades sanitárias.
As notificações podem ser feitas nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.




