Avicultura
Simpósio de Avicultura Industrial anuncia programação científica
Evento está programado para os dias 05 a 07 de agosto no CentroSul, em Florianópolis (SC).

Dezesseis palestras de alto nível e cinco mesas-redondas fazem parte da programação científica do 15º Simpósio Técnico da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), programado para o período de 05 a 07 de agosto, no Centro de Convenções de Florianópolis (CentroSul). “A temática central e a criteriosa seleção de pautas e palestrantes asseguram a elevada qualidade do Simpósio”, afirma o coordenador geral Bento Zanoni.
O Simpósio de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição reunirá proeminentes especialistas para abordagem dos temas mais atuais e relevantes de uma das maiores e mais avançadas cadeias produtivas do mundo – a avicultura industrial brasileira. O Simpósio é referência nacional em atualização tecnológica e integração setorial.
Zanoni destaca que o evento se constitui em um momento importante para o agronegócio catarinense e brasileiro, pois traz para a discussão temas relevantes para a avicultura e, ao mesmo tempo, apresenta as inovações que surgem no Brasil e no mundo. “Tudo isso com o principal objetivo que é a busca constante do aperfeiçoamento e da qualidade da cadeia produtiva”, enfatiza.

Presidente da ACAV, Marcondes Aurélio Moser, ressalta que o objetivo é colocar a avicultura no papel de protagonismo que ela merece. Foto: Divulgação/ACAV
O presidente da ACAV, Marcondes Aurélio Moser, ressalta que o objetivo é colocar a avicultura no papel de protagonismo que ela merece. “A iniciativa do Simpósio é parte da jornada em busca da eficiência, da biosseguridade e da construção de cadeias produtivas cada vez mais sólidas. A sanidade também é um desafio. Santa Catarina é livre das doenças mais graves que hoje afetam outros países”, observa, ao acrescentar que o setor enfrenta constantes desafios, mas continua sendo um segmento que gera emprego, alavanca a economia e promove a segurança alimentar da população.
Programação
As atividades iniciam no dia 5 de agosto com o pré-simpósio MSD Saúde Animal, no horário das 8 às 14 horas. A retirada de material e o credenciamento poderão ser feitos das 13 às 18 horas. Uma palestra técnica da COBB será disponibilizada aos interessados das 14h30 às 16h30. A abertura formal está programada para as 17 horas, seguida da coquetel de confraternização. .
No dia 06 de agosto pela manhã, o tema central será Sanidade. Às 08h30, Dawid Swayne atualizará os participantes sobre a influenza aviária no mundo. Às 9 horas, Isabella Lourenço palestrará sobre doenças virais emergentes na avicultura (laringo, reovírus, bronquite , astrovírus etc.). Às 09h30, Bruno Pessamilio abordará biosseguridade na avicultura brasileira (situação epidemiológica e pontos de atenção).
Uma Mesa-Redonda, às 10 horas, reunirá os prelecionadores do tema sanidade, seguindo-se intervalo e palestra técnica da Aviagen para encerrar a programação da manhã.

Foto: Shutterstock
O período vespertino será dedicado ao tema Inovação & Incubação. Às 15 horas entra em cena Fabrício Delgado para abordar gestão de pessoas na atualidade. Às 15h30, Okan Elibol falará sobre fisiologia da incubação. Às 16 horas, Ricardo Pereira fará uma atualização dos conceitos de iluminação para reprodutoras. Às 16h30 inicia a Mesa-Redonda com os palestrantes do tema inovação & incubação. A programação do dia chega ao término com palestra técnica da Ceva.
No dia 07 de agosto (quinta-feira), a parte da manhã será destinada ao tema Manejo. Às 8h30, Jolvane Meira e Giovani Mariani destacarão pontos importantes no manejo de ovos férteis. Às 09 horas, Mike Czarick discorrerá sobre evolução da ambiência e equipamentos para matrizes. A Mesa-Redonda inicia às 10 horas, com intervalo às 10h30.
O bloco Nutrição inicia às 11h30 com Everton Krabbe que falará sobre a importância da qualidade das matérias-primas na nutrição de reprodutoras pesadas. Às 12 horas, Sandra Bonaspeti focalizará o impacto da saúde intestinal nos parâmetros reprodutivos das matrizes. Logo em seguida, a mesa-redonda e intervalo para o almoço.
No período da tarde a pauta será Genética com três palestras. Às 15 horas, Ross – Recentes avanços em nutrição de machos, com Marcelo Silva. Às 15h30, Cobb – Fisiologia associada a alta mortalidade de fêmeas em produção, com Vitor Hugo. Às 16 horas, Hubbard – Atualizações nutricionais para as reprodutoras modernas, com Vinicius Schramm.
A última Mesa-Redonda iniciará às 16h30. O encerramento está estimado para as 17h30. Das 18 às 22 horas os inscritos participarão do Jantar do Galo e das homenagens aos 30 ano do Simpósio da ACAV.
Inscrições
As inscrições estão abertas pelo site, clicando aqui, e até 30 de junho custam R$ 720,00 para profissionais e R$ 360,00 para estudantes. Demais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected], pelo telefone (48) 99673-6155 ou pelo instagram.com/acavsc.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

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A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

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A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

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que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



