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Notícias 19ª edição

Simpósio da Soja Copasul terá palestra sobre manejo de doenças para a safra 2023/24 

Evento acontece dia 06 de setembro, na Arena Coliseu, em Naviraí (MS). Inscrições são gratuitas e podem ser feitas on-line.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Cooperativa Agrícola Sul Matogrosse (Copasul) inicia em setembro seu calendário de grandes eventos da safra 2023/24. O primeiro encontro está marcado para o dia 06, no espaço Arena Coliseu, em Naviraí (MS) para o 19º Simpósio da Soja. Em meio à grade de palestras está a apresentação do engenheiro agrônomo e mestre em fitopatologia Luís Henrique Carregal, que vai abordar o tema “Atualidades sobre o manejo de doenças na soja”.

Engenheiro agrônomo e mestre em fitopatologia, Luís Henrique Carregal: “Novas mutações foram detectadas e isso faz com que o agricultor precise utilizar os fungicidas de uma forma mais racional” – Foto: Divulgação

Carregal é idealizador da Agro Carregal Pesquisa e Proteção de plantas, que ajuda produtores através da geração de conhecimentos sobre fitopatologia, entomologia, plantas daninhas, patologia de sementes e nematologia, além de estudar indicações de inoculantes, adjuvantes e nutrição mineral.

O especialista antecipou alguns dos alertas que estão em sua palestra, que são uma parte importante dos desafios para a próxima safra. “Nós temos uma quantidade de fungos maior, que são resistentes aos fungicidas. Além disso, novas mutações foram detectadas e isso faz com que o agricultor precise utilizar os fungicidas de uma forma mais racional”, avisou.

Carregal aponta ainda que os produtores precisam estar mais atentos aos problemas, uma vez que a demora para a tomada de decisão pode agravar os prejuízos. “Eu acho que a maior lacuna é a dificuldade que o agricultor tem de acreditar que os problemas realmente existem e, talvez por uma questão de custo, já que os custos para manejar essas doenças resistentes aumentaram, ele acaba não seguindo as melhores práticas e nem sempre ele segue as recomendações técnicas por questão comercial”, lamentou.

Para ajudar o produtor na missão de manter a lavoura sadia na safra 2023/24, Carregal vai oferecer uma contextualização dos principais obstáculos sanitários. “A palestra conta o que aconteceu na safra anterior, como ela se desenvolveu. A gente mostra que esses fungos mudaram bastante ao longo dos anos, criando problemas de resistência. Depois disso, tem uma explicação das principais doenças. Eu vou falar de doenças de final de ciclo, como mancha-alvo, vou falar de antracnose, de ferrugem e as práticas de manejo para essas doenças, quais os produtos são mais efetivos e quais são as alternativas que o agricultor deve utilizar para manejar esse complexo de doenças”, adiantou Carregal.

Principais desafios para a safra 2023/24

Em linhas gerais, o 19º Simpósio da Soja vai antecipar os principais desafios que já estão se desenhando para a safra 2023/24. Por conta da previsão de ocorrência do fenômeno meteorológico El Niño, o que significa probabilidade de excesso de chuvas, é possível que as lavouras enfrentem problemas com doenças, matocompetição e acamamento.

As palestras agendadas para o evento começam com uma apresentação de resultados do trabalho dos consultores João Dantas e Henry Sako junto aos cooperados da Copasul, em um esforço coletivo para viabilizar a estabilidade produtiva das lavouras do sul de MS. Depois, o consultor Luís Carregal fará sua palestra sobre manejo sanitário, em especial com o tema “Atualidades sobre o manejo de doenças na soja”.

O simpósio terá ainda a participação do doutor em engenharia agronômica André Reis, professor de fisiologia vegetal da Unesp, dando dicas sobre como evitar problemas de estresse da planta. A programação técnica será concluída com o doutor em engenharia agronômica Leandro Paiola, professor da UFPR, oferecendo alternativas para o controle de plantas daninhas, principalmente pé-de-galinha.

Por fim, o “Capitão Nascimento da vida real”, Rodrigo Pimentel, autor dos livros Tropa de Elite I e II, que inspiraram os filmes homônimos, trará uma injeção de ânimo para que os cooperados coloquem em prática o conhecimento adquirido.

Inscrições

Em 2023, o Simpósio da Soja segue para a sua 19ª edição. O evento marcado para 06 de setembro, é organizado pela Copasul e terá início às 07 horas, com o credenciamento dos participantes no espaço Arena Coliseu, localizado na Rua Kobe, nº 67, no centro de Naviraí.

No ano passado, o evento teve um público recorde de mil pessoas, consolidando sua posição como o principal evento da cultura da soja na região Sul do Estado.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no local ou de forma antecipada clicando aqui.

Fonte: Assessoria Copasul

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação

Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

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Foto: Divulgação

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Fonte: Assessoria
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