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Simpósio da Facta reúne especialistas para debater imunossupressão e enfermidades em aves e suínos

Evento contou com 22 palestrantes e a presença de 170 congressistas, que acompanharam as mais recentes informações sobre os desafios sanitários.

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Fotos: Divulgação/Facta

O Simpósio sobre Imunossupressão e Enfermidades de Notificação Obrigatória em Aves e Suínos, promovido pela Facta nos dias 18 e 19 de fevereiro, em Campinas (SP), reuniu 170 participantes para dois dias de intenso debate técnico. Com 22 palestras técnicas, o evento trouxe discussões aprofundadas sobre os impactos da imunossupressão na avicultura e suinocultura, abordando estratégias para o controle de doenças que afetam a produtividade e a sanidade dos plantéis.

Entre os temas abordados, especialistas destacaram a importância da detecção precoce e do manejo eficiente para minimizar os efeitos das enfermidades imunossupressoras. A programação contou com apresentações sobre desafios sanitários emergentes, novas abordagens em biosseguridade e avanços na imunização de aves e suínos.

O Simpósio reforçou o compromisso da Facta com a disseminação de conhecimento técnico qualificado e a atualização constante dos profissionais do setor. “Os desafios sanitários da avicultura e suinocultura exigem um olhar atento e soluções inovadoras. Nosso objetivo foi proporcionar um ambiente de aprendizado e troca de experiências que contribua para a evolução do setor”, afirmou o presidente da Facta, Ariel Mendes.

Facta agora é Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal

Durante o evento, Mendes reforçou a mudança no estatuto da Facta – Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Avícolas, ampliando sua atuação para além da avicultura. Com a reformulação concluída em outubro do ano passado, a entidade passou a se chamar Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento de outras cadeias produtivas.

Presidente da Facta, Ariel Mendes: “Nossos eventos já estão incorporando temas desses segmentos, pois nossas empresas produtoras também estão expandindo suas áreas de atuação”

De acordo com o presidente da Facta, a decisão acompanha a diversificação das agroindústrias, que atuam não apenas com aves e suínos, mas também com a produção de tilápia e, mais recentemente, com bovinos. “Nossos eventos já estão incorporando temas desses segmentos, pois nossas empresas produtoras também estão expandindo suas áreas de atuação”, destacou.

A inclusão da bovinocultura se justifica, segundo Mendes, pela relação direta entre o consumo de carne bovina e suína. “A carne suína é a principal substituta da bovina, que tem ficado cada vez mais cara no Brasil e no mundo devido às características de produção e ao aumento das exportações, especialmente para a China”, explicou.

Ele também ressaltou a crescente tecnificação da bovinocultura no Brasil, impulsionada pela demanda do chamado ‘boi China’, abatido com menos de 30 meses. No entanto, diferentemente das cadeias de aves e suínos, onde há uma forte integração, a produção de carne bovina apresenta desafios específicos. “O setor precisa de mais informações sobre sustentabilidade e competitividade. A Facta pode desempenhar um papel fundamental ao levar conhecimento técnico tanto para os produtores de bovinos quanto para os frigoríficos”, concluiu Mendes.

Calendário 2025

O calendário de eventos da Facta em 2025 inclui o Simpósio de Atualização em Avicultura Industrial, nos dias 21 e 22 de maio, em Recife (PE), com debates sobre tecnologia, manejo e sustentabilidade; a 41ª Conferência Facta WPSA-Brasil, em 02 e 03 de setembro, em Campinas (SP), que abordará temas como controle de salmonela, inteligência artificial e automação, além das novas arenas “multiespécie” e “multitemas”; o Simpósio Facta Sanidade, em 22 e 23 de outubro, em Santos (SP), com foco na gestão sanitária integrada; e o Simpósio Facta de Nutrição, nos dias 26 e 27 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR), destacando inovações em alimentação animal.

Fonte: Assessoria Facta

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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