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Simpósio da Facta debate tecnologia e dados na produção de matrizes avícolas

Evento programado para os dias 16 e 17 de setembro reúne especialistas para discutir manejo, incubação, automação e uso de indicadores na avicultura.

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Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

A integração entre tecnologia, análise de dados e práticas de manejo tem redefinido a produção de matrizes avícolas no Brasil. O tema estará no centro das discussões do Simpósio de Incubação e Matrizes, marcado para os dias 16 e 17 de setembro, em Chapecó (SC), promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta).

O encontro reunirá técnicos, pesquisadores, especialistas e profissionais da cadeia avícola para atualização sobre fatores que influenciam o desempenho de matrizes pesadas e incubatórios, com foco em eficiência produtiva e qualidade da progênie.

A programação inclui debates sobre manejo de recria, fertilidade, nutrição, programas de iluminação, controle ambiental, sanidade, vacinação e automação. Também entram na pauta o uso de indicadores de desempenho e ferramentas de análise de dados para apoiar a tomada de decisão e aprimorar resultados.

No segmento de incubatórios, os debates vão abordar manejo de ovos, ventilação, embriodiagnóstico, monitoramento de incubação e controle de qualidade, além de estratégias de gestão operacional.

Questões como gestão de pessoas, retorno sobre investimento em tecnologias e uso de dados na rotina produtiva também fazem parte da programação.

Para o presidente da Facta, Ariel Mendes, o simpósio busca aproximar conhecimento técnico e aplicação prática no campo. “A produção de matrizes e a incubação são etapas fundamentais para a eficiência de toda a cadeia avícola. O simpósio reúne especialistas e profissionais do setor para discutir tecnologias, práticas de manejo e ferramentas de gestão capazes de contribuir para ganhos consistentes de produtividade, qualidade e sustentabilidade na produção”, afirmou.

A programação completa está disponível aqui.

Fonte: Assessoria Facta

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Exportações de carne de frango crescem 40,6% em junho

Brasil embarcou 482,8 mil toneladas no mês e registrou alta também na receita, que chegou a US$ 985,5 milhões.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 482,8 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume supera em 40,6% o registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 343,4 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior ao registrado em junho do ano passado, quando foram contabilizados US$ 637 milhões.

Impulsionados pelo desempenho de junho, os embarques brasileiros encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado da história das exportações brasileiras de carne de frango, tanto em volume quanto em receita. Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2,600 milhões de toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 17%, com US$ 5,700 bilhões entre janeiro e junho deste ano, frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em junho, a China manteve a liderança, com 50,1 mil toneladas embarcadas (+12.248,8% em relação ao mesmo período do ano anterior). Na sequência aparecem Japão, com 46,6 mil toneladas (-0,9%), Emirados Árabes Unidos, com 46,2 mil toneladas (-5,1%), Arábia Saudita, com 33,1 mil toneladas (-1,0%), União Europeia, com 28 mil toneladas (+250,7%), África do Sul, com 26,3 mil toneladas (+946,3%), México, com 25,4 mil toneladas (+728,8%), Coreia do Sul, com 18,5 mil toneladas (+7.819,7%), Filipinas, com 12,5 mil toneladas (+330,2%) e Singapura, com 12 mil toneladas (-19,4%). Vale lembrar que parte das elevadas variações percentuais registradas em alguns mercados decorre da baixa base de comparação de junho de 2025, período impactado pelas restrições temporárias decorrentes do único caso, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil.

Foto: Jonathan Campos

No desempenho por estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, com 199,3 mil toneladas embarcadas em junho (+48,2%), seguido por Santa Catarina, com 103,3 mil toneladas (+35,2%), Rio Grande do Sul, com 56,7 mil toneladas (+40,1%), São Paulo, com 29,9 mil toneladas (+40,0%) e Goiás, com 29,4 mil toneladas (+55,4%).

“Os resultados do primeiro semestre foram conquistados em um ambiente marcado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos desafios logísticos decorrentes desse contexto, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes. O desempenho de junho, embora influenciado por uma base comparativa menor frente à ocorrência já superada de IAAP no Brasil, reforça a diversificação da pauta exportadora brasileira, a competitividade da nossa cadeia produtiva e consolida bases sólidas para mais um ano de resultados históricos nas exportações de carne de frango”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Preço do frango cai 0,83% no início de julho

Frango congelado e resfriado são negociados a R$ 7,20/kg no atacado paulista. Desaceleração das vendas pressionou as cotações, mas pagamento de salários pode estimular a demanda.

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Foto: Divulgação/Freepik

Após dois meses consecutivos de alta, os preços da carne de frango recuaram em junho, refletindo o enfraquecimento das vendas, sobretudo na segunda quinzena do mês. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora o volume negociado tenha permanecido satisfatório, ficou abaixo do registrado nos meses anteriores, levando vendedores a flexibilizar os preços para manter a liquidez e evitar a formação de estoques.

Foto: Divulgação

O movimento de baixa se estendeu para os primeiros dias de julho. Levantamento do Cepea/Esalq mostra que, na sexta-feira (03), tanto o frango congelado quanto o resfriado foram comercializados a R$ 7,20 por quilo no atacado do Estado de São Paulo, valor estável em relação aos dois dias anteriores, mas 0,83% inferior ao registrado no encerramento de junho.

No último dia útil de junho, o frango congelado era negociado a R$ 7,26/kg, acumulando valorização mensal de 3,27%. Já o frango resfriado fechou o mês a R$ 7,26/kg, com alta acumulada de 2,98% em junho. Na última segunda-feira (29), ambos os produtos chegaram a R$ 7,29/kg, antes do ajuste observado nos dias seguintes.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a perda de ritmo das vendas na segunda metade de junho levou frigoríficos e distribuidores a reduzirem os preços para facilitar o escoamento da produção. A estratégia buscou evitar o aumento dos estoques em um período de menor demanda.

Apesar do cenário de queda nas médias recentes, a expectativa para o início de julho é mais favorável. Conforme o Cepea, o pagamento de salários nos próximos dias tende a elevar o consumo de proteínas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da carne de frango no atacado.

Os preços se referem à média da carne de frango negociada no atacado nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, em reais por quilo.

Fonte: O Presente Rural
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Preço dos ovos recua até 3,88% na primeira semana de julho

Médias mensais ficaram acima das registradas em maio, porém os primeiros dias de julho já mostram recuo das cotações, principalmente em Recife (PE) e Bastos (SP).

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Foto: Giovanna Curado

 

Os preços médios dos ovos comerciais encerraram junho em patamar superior ao observado em maio na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O avanço interrompeu dois meses consecutivos de queda nas médias mensais, sustentado pelas cotações mais elevadas registradas na primeira quinzena do mês.

Foto: Divulgação

De acordo com o Cepea, embora os preços tenham perdido força na segunda metade de junho, os valores praticados nas semanas iniciais foram suficientes para elevar a média mensal em relação ao mês anterior.

Apesar desse desempenho, o mercado iniciou julho em trajetória de baixa. Levantamento do Cepea mostra que, na sexta-feira (03), as maiores quedas ocorreram em Recife (PE). O ovo branco foi cotado a R$ 145,67 por caixa com 30 dúzias, recuo de 3,88% em relação ao dia anterior. Já o ovo vermelho caiu 1,45%, para R$ 162,73.

Em Bastos (SP), principal referência nacional para o mercado de ovos, os preços permaneceram praticamente estáveis entre quinta (02) e sexta-feira (03). O ovo branco passou de R$ 133,25 para R$ 133,24 por caixa (-0,00%), enquanto o vermelho permaneceu em R$ 149,89.

Nas demais praças monitoradas, as cotações não apresentaram variações no período. Em Grande Belo Horizonte (MG), o ovo branco foi negociado a R$ 146,20 e o vermelho a R$ 157,25. Na Grande São Paulo, os preços ficaram em R$ 142,23 para o ovo branco e R$ 152,63 para o vermelho. Em Santa Maria de Jetibá (ES), importante polo produtor, as cotações permaneceram em R$ 141,40 para o branco e R$ 160,50 para o vermelho. Os valores se referem à caixa com 30 dúzias de ovos comerciais, comercializada à vista.

Segundo pesquisadores do Cepea, o setor acompanha com cautela o comportamento da demanda ao longo de julho. O período de férias escolares costuma reduzir o consumo, o que tende a pressionar as cotações. Diante desse cenário, produtores monitoram a evolução do mercado nas próximas semanas para avaliar a intensidade desse movimento sobre os preços.

Fonte: O Presente Rural
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