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Simpósio da Acav traz especialistas internacionais em avicultura

Evento inicia dia 04 de outubro e terá palestras e mesas redondas com palestrantes de alto nível

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Entre os especialista está o professor Edgar Oviedo-Rondón, que vai palestrar no dia 06 de outubro - Foto: Divulgação/Acav

Renomados especialistas internacionais em avicultura estarão presentes no 13º Simpósio de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição que a Associação Catarinense de Avicultura (Acav) promoverá entre os dias 04 e 06 de outubro, em Florianópolis (SC).

Entre eles, Edgar Oviedo-Rondón, que abordará em sua palestra os fatores que interferem no desenvolvimento embrionário e seus efeitos nos problemas metabólicos e pós-eclosão, às 09h30 do dia 6 (quinta-feira).

Edgar é professor e especialista em extensão no Departamento de Ciências Avícolas da Universidade Estadual da Carolina do Norte. Graduou-se em Medicina Veterinária pela Universidade de Tolima, na Colômbia, obteve mestrado em Nutrição e Produção Animal no Brasil pela Universidade Estadual de Maringá e Ph.D. em ciência avícola  na Universidade de Arkansas (EUA). Acumula experiência na indústria avícola como veterinário, nutricionista, especialista em extensão e consultor em 32 países.

As responsabilidades do Edgar incluem também extensão e pesquisa em frangos de corte, nutrição e manejo de matrizes de frangos de corte, incubação e análise de dados. Suas atividades de pesquisa estão relacionadas à qualidade e processamento de alimentos para animais, avaliação de aditivos alimentares, especialmente enzimas, metabolismo mineral, saúde intestinal, osso de aves e desenvolvimento muscular e seus impactos na locomoção e qualidade da carne, efeitos de incubação e aplicações de análise de dados e computação modelos.

O profissional é autor ou co-autor de 101 publicações em revistas científicas, 320 anais de encontros internacionais, 302 resumos de apresentações em encontros científicos de nível nacional e internacional, 97 artigos de imprensa popular e 10 capítulos de livros.

A edição de 2022 será híbrida, ou seja, em formato presencial e também com transmissão on-line.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.simposioacav.com.br, onde também estão disponíveis os valores e opções de participação.

Confira a programação do Simpósio da Acav

04 de outubro (terça-feira)

08 às 16 horas – Pré-Simpósio da MSD Saúde Animal

16h30 às 18h30 – Evento do Cobb-Vantress Brasil

19 horas – Abertura oficial

Palestra magna – “Sustentabilidade do campo à mesa”, com os dirigentes José Antonio Ribas Júnior (JBS), Neivor Canton (Aurora Coop) e Ricardo Santin (ABPA)

Em seguida será servido o coquetel de confraternização.

Dia 05 (quarta-feira)

08h30 às 09 horas – Desafios na capacitação de pessoas para a correta vacinação e erros comuns no processo, com a médica-veterinária mestre Francilane Gomes

09 horas às 09h30 – Diagnósticos diferencias de doenças da atualidade através de necropsias, com o Dr. Eduardo Muniz

09h30 às 10 horas –  Bronquite infecciosa: um panorama após pandemia, com o palestrante de renome internacional Dr. Sjaak de Wit

10 horas – Mesa Redonda para abordagem dos temas do Bloco Sanidade

10h30 às 11 horas –  Intervalo

11 às 13 horas – Evento da Aviagen

13 às 15 horas – Almoço

15 horas às 15h30 – Pontos chaves de manejo e atualização nutricional, com o especialista do Cobb, Vitor Hugo Brandalize

15h30 às 16 horas – Pontos chaves de manejo e atualização nutricional, com Dr. James Samuel Bentley, da Hubbarde

16 horas às 16h30 – Pontos chaves de manejo e atualização nutricional, com o zootecnista mestre da Ross, Emilio Cura

16h30 às 17 horas – Mesa redonda sobre os temas do Bloco Nutrição

Dia 06 (quinta-feira)

08h30 às 09 horas – A importância fisiológica para as reprodutoras na qualidade da água, com o especialista Francisco Carnino

09 horas às 09h30 – A importância da qualidade dos ovos incubáveis para a qualidade da progênie, com o zootecnista Cláudio Carvalho

09h30 às 10 horas – Fatores que interferem no desenvolvimento embrionário e seus efeitos, nos problemas metabólicos e pós-eclosão, com Dr. Edgar Oviedo-Rondón.

10 horas às 10h30 – Mesa Redonda sobre os temas do Bloco Manejo

10h30 – Lançamento do livro Breeder Management And Nutrition Moving The Industry Forward, dos doutores Edgar Oviedo-Rondón e Hugo Romero Sanchez. Haverá diálogo com os autores e sorteio de livros.

11h30 às 12 horas – Novos desafios na gestão de pessoas no Brasil e América Latina, com Dr. Mário Penz

12 horas às 12h30 – Como a inteligência artificial esta mudando a produção de proteína animal, com Tiago Ponte

12h30 – Inovação e tecnologia: o que há de novo na avicultura mundial, com Jean Kurtz

13 horas às 13h30 – Mesa redonda sobre o futuro da avicultura com as pautas do Bloco Inovação

13h30 – Encerramento

Fonte: Ascom Acav

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Desperdício pode custar US$ 540 bilhões ao setor de alimentos em 2026

Estudo mostra que perdas começam antes do consumidor e estão ligadas à falta de visibilidade e método de gestão.

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Foto: Gustavo Porpino

O mundo pode perder US$ 540 bilhões com desperdício de alimentos em 2026, como aponta o relatório da Avery Dennison. Esse número não é apenas grande. Ele é revelador porque mostra algo que o varejo ainda evita encarar: o desperdício não é exceção, é estrutural. E mais do que isso, não é um problema de sustentabilidade. É, antes de tudo, um problema de negócio.

Ao longo da cadeia ou ciclo de vida do produto – da produção ao ponto de venda – o desperdício continua sendo tratado como parte do jogo. Perde-se na colheita, no transporte, no armazenamento e na loja. E no final, essa perda é diluída no resultado, como se fosse inevitável. Mas não é.

Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.

Quando um setor chega ao ponto de ter custos de desperdício equivalentes a até 32% da receita no Brasil, não estamos falando de exceção operacional. Estamos falando de falta de governança. O problema não é falta de tecnologia. É falta de visibilidade

Um dado chama atenção: 61% das empresas ainda não têm clareza sobre onde o desperdício acontece. Esse é o ponto central. Não se gerencia o que não se mede e, no varejo alimentar, grande parte das perdas continua invisível (produtos que vencem no estoque, erros de armazenagem, falhas de reposição, excesso de compra, quebra operacional e perda no transporte).

Tudo isso acontece todos os dias, mas raramente é tratado como prioridade estratégica. O desperdício não dói quando acontece: dói no resultado, quando já é tarde.

A maior parte das perdas não acontece no consumidor, mas antes. A logística e a gestão de estoque concentram alguns dos principais gargalos: transporte sem controle adequado, armazenagem inadequada, previsão de demanda imprecisa e processos ainda manuais (67% das empresas ainda operam assim).

Existe um comportamento recorrente no varejo alimentar: quanto mais vende, mais perde, especialmente em períodos de alta demanda, promoções e sazonalidade. O aumento de volume traz mais ruptura, mais avaria, mais erro e mais desperdício.

E o mais perigoso: isso acontece enquanto o faturamento cresce, porque o volume mascara a ineficiência. Em uma operação supermercadista onde atuamos, o aumento de vendas em perecíveis foi comemorado como avanço de performance. Mas ao analisar o resultado consolidado, ficou evidente que a margem não acompanhou o crescimento. Parte do ganho foi consumida por excesso de compra sem ajuste fino de demanda, perda por vencimento e falhas no giro de estoque. Ou seja, o crescimento existiu, mas, o resultado não.

Existe um discurso crescente sobre sustentabilidade, muito importante. No varejo, a mudança não virá por consciência ambiental, mas pela pressão de resultado.

A provocação que o setor precisa ouvir é: enquanto o desperdício for tratado como efeito colateral, ele continuará existindo. Enquanto não houver visibilidade, não haverá controle. Enquanto não houver controle, não haverá margem.

O problema não é o alimento que se perde. É o modelo de gestão que permite que ele se perca. O desperdício global de alimentos não é apenas um número de US$ 540 bilhões. É um retrato claro de um sistema que ainda opera com baixa disciplina e pouca visibilidade.

A oportunidade não está apenas em reduzir perdas: está em transformar perda em resultado. E isso não exige revolução tecnológica. Exige algo mais simples e mais difícil: governança, método e execução.

Fonte: Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.
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Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias

Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

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Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.

Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria Mapa
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo

Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

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Foto: Divulgação

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.

O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.

A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”

Fonte: Assessoria Copacol
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