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Simpósio Brasil Sul põe Chapecó no mapa nacional do leite

Região Sul lidera produção nacional de leite e Santa Catarina já detém a terceira melhor média de produtividade

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O Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite que chega à oitava edição se propõe a discutir os principais gargalos e desafios da produção de leite, que sofreu este ano, além das intempéries, o impacto da greve dos caminhoneiros e a sazonalidade que todo ano faz o preço ao produtor oscilar. Entre os principais temas de discussões estão as tecnologias capazes de melhorar a qualidade e produtividade de olho no mercado externo. O encontro técnico vai reunir o setor de 06 a 08 de novembro em Chapecó/SC e as inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br.

O evento realizado anualmente em Chapecó, reflete o crescimento da atividade. Hoje o Oeste de Santa Catarina, noroeste do Rio Grande do Sul e sudoeste do Paraná são as regiões que mais crescem em produtividade do leite no Brasil. Com cerca de 300 mil produtores distribuídos por quase todos os municípios. A expectativa é de que em 10 anos, a produção aumente 77%, chegando a 19,5 milhões de toneladas de leite por ano. O evento espera receber mais de 600 participantes.

O presidente da Comissão Científica do 8° Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, o Médico Veterinário Airton Vanderlinde, complementa que “A atividade leiteira envolve hoje cerca de 45 mil propriedades catarinenses, grande parte delas, pequenas propriedades de agricultores familiares, com grande impacto socioeconômico nos municípios. Nossa produção deve continuar crescendo nos próximos anos, pois temos algumas características que nos favorecem, como a vocação do nosso povo, topografia, clima favorável, qualidade genética e um sistema cooperativo organizado que acelera o fomento da adoção de novas tecnologias nas propriedades”.

Até 17 de outubro as inscrições podem ser realizadas a um custo de R$ 360,00 para profissionais; R$ 260,00 para estudantes; R$ 200,00 para associados do Nucleovet; R$ 300,00 para agroindústrias e órgãos públicos (a partir de 10 inscrições); e R$ 250,00 para universidades (a partir de 10 inscrições). Após 18 de outubro, esses valores terão reajustes.

 

Produção do Sul

O setor tem dados positivos na Região Sul que, pelo segundo ano consecutivo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, juntos, lideram a produção nacional de leite. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 a região Sul foi responsável por 35,2% dos 35 bilhões de litros de leite produzidos no Brasil, o Sudeste ocupa a segunda posição no ranking respondendo por 34% da produção. Motivo para focar em pesquisa e tecnologias que possam elevar ainda mais esses índices.

Os três estados do Sul apresentaram também a maior produtividade do país em 2015, com 2.900 litros/vaca/ano, um aumento de 3,9% em relação do último ano. Em Santa Catarina a produtividade média é de 2.755 litros/ vaca/ ano, a terceira melhor média do país. O melhor indicador está no Rio Grande do Sul, com 3.073 litros/vaca/ano. A produtividade média do país é de 1.609 litros/vaca/ano.

 

Produção catarinense

Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do Brasil, sendo que a agricultura familiar responde por quase 90% de toda produção do Estado. Nos últimos anos, de 2000 a 2013, a produção catarinense de leite aumentou 190%, muito acima da média nacional. Os números são ainda maiores se falarmos das regiões do Oeste e Sul Catarinense, que cresceram 256% e 223% em produção no mesmo período. Em 2015, o Estado produziu cerca de 3,05 bilhões de litros.

De acordo com o Secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o leite é a atividade do setor agropecuário que mais cresce em Santa Catarina e tem os maiores ganhos a incorporar com a utilização de tecnologia e organização da cadeia produtiva. “O leite é candidato a ser mais uma estrela do nosso agronegócio e nós precisamos preparar esse setor para ser competitivo no mercado, ou seja, ser capaz de produzir leite bom, a custo competitivo e com qualidade”.

 

Informações:

Data de início: 06/11/2018

Data de encerramento: 08/11/2018

Local: Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes

Endereço: Rua Assis Brasil, 20 D – Centro, Chapecó – Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, Chapecó/SC

Inscrições: www.nucleovet.com.br

Contato: (49) 3329 1640 / nucleovet@nucleovet.com.br

Fonte: Ass. de Imprensa

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Notícias Leite 4.0

Cotrijal avança em tecnologia de monitoramento de rebanhos

Com a coleta individual de dados, o objetivo é garantir o bem-estar animal e a lucratividade

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Na era do agronegócio 4.0, em que a tecnologia está a serviço das propriedades para garantir maior eficiência, a Cotrijal apresenta aos produtores de leite um sistema de monitoramento dos rebanhos. O funcionamento do SenseHub foi demonstrado em encontro na quarta-feira (17), na Associação dos Funcionários, em Não-Me-Toque, reunindo produtores e técnicos do Departamento Veterinário.

Com a coleta individual de dados, o objetivo é garantir o bem-estar animal e a lucratividade. O equipamento fica preso ao animal através de um colar ou brinco, avaliando e gerando informações importantes sobre reprodução, saúde e nutrição. São gerados de hora em hora relatórios de cio, de vacas com cio irregular, de suspeita de aborto, de vacas em anestro, de saúde geral do animal e alertas de dificuldades.

“Todas estas informações chegam ao produtor através de um aplicativo no celular ou computador, de maneira simples, didática e fácil de visualizar, para que ele possa tomar a atitude correta no momento certo. O monitoramento animal vem para facilitar a vida do produtor rural, vendo o cio quando ninguém está olhando, observando se o animal está ficando doente, o quanto está comendo e se está em estresse calórico, por exemplo”, revelou Jerônimo Silveira Ribeiro, médico veterinário da empresa Allflex.

Suporte para aquisição

Os produtores interessados em instalar o sistema na sua propriedade contarão com o apoio da Cotrijal. A cooperativa atuará com um aporte financeiro para a aquisição e o produtor pagará uma taxa mensal pelo uso. Interessados devem procurar o seu veterinário.

Rebanhos monitorados, resultado multiplicado

“Queremos oportunizar aos produtores o acesso a uma tecnologia que tem dado resultados muito positivos na reprodução, que é um dos principais problemas das propriedades. Com a gestão de comportamento, poderemos melhorar a taxa de serviço e evoluir em concepção e taxa de prenhez. Isso é sinônimo de mais leite e mais lucro”, apontou Renne Granato, gerente de Produção Animal da Cotrijal.

Resultados otimistas

Mais de cinco milhões de vacas utilizam o equipamento em mais de 50 países, com resultados bastante satisfatórios no Brasil: as taxas de serviços ultrapassam os 65%; e a taxa de prenhez está acima de 20%.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

EUA esperam abocanhar 80% da cota livre de tarifa para trigo do Brasil

Atualmente, os EUA fornecem cerca de 300 mil a 400 mil toneladas em um ano normal

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Cleverson Beje

A US Wheat Associates, grupo que representa a indústria de trigo dos Estados Unidos, busca ficar com 80% da cota de importação de trigo livre de tarifa de 750 mil toneladas do Brasil, disse Vince Peterson, presidente do grupo. Peterson lidera uma delegação de produtores e comerciantes de trigo dos EUA que visitam moinhos brasileiros de trigo e processadores de alimentos esta semana, para avaliar o potencial de vendas para os próximos meses, quando a cota livre de tarifas para compras de fora do Mercosul for implementada.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou a cota livre de tarifas durante sua visita a Washington no mês passado. Ela também se aplica a outros fornecedores, como a Rússia. Atualmente, qualquer venda de trigo dos EUA para o Brasil, um dos maiores importadores mundiais do cereal, está sujeita a uma tarifa de importação de 10%, enquanto as vendas argentinas entram sem impostos, uma vez que o país integra o Mercosul. “Isso faz a diferença. Dez por cento em uma commodity de US$ 250 por tonelada é um diferencial bastante significativo para os compradores”, disse Peterson à Reuters, na quarta-feira (17).

Os Estados Unidos são fornecedores de trigo ao Brasil de longa data. Costumavam vender quantidades muito grandes nos anos 60 e 70. Naquela época, lembrou Peterson, o país sul-americano comprava tanto trigo duro (HRW, vermelho duro de inverno) que o produto era conhecido no mercado como “Brazil spec”. Com a crescente produção da Argentina, associada à vantagem do Mercosul, o país vizinho ficou com o maior mercado.

Atualmente, os EUA fornecem cerca de 300 mil a 400 mil toneladas em um ano normal. Isso pode aumentar muito se a safra brasileira ou argentina tiver problemas. O Brasil importa cerca de 6 milhões de toneladas de trigo por ano, aproximadamente metade do seu consumo. Apesar de ser uma potência agrícola, o país carece de áreas suficientes com o clima temperado ideal para o cultivo de trigo.

Peterson espera competição por essa cota livre de tarifas, particularmente da Rússia, que expandiu sua presença no mercado global de trigo nos últimos anos com o aumento da produção e os preços relativamente baixos. Ele acha que o produto dos EUA, no entanto, tem vantagens tanto em logística quanto em qualidade. “Os moinhos brasileiros estão acostumados com o nosso produto, sabem muito bem como trabalhar com suas especificações”, afirmou.

O Ministério da Economia do Brasil está finalizando a regulamentação sobre a cota. A Abitrigo, uma associação local de moinhos de trigo, espera que ela possa ser implementada em breve, para que os processadores brasileiros possam ter mais opções no mercado.

Fonte: Reuters
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Notícias Peste suína clássica

Mapa fará trabalho integrado com Estados do NE para erradicar doenças

Tereza Cristina se reúne com o governador do Piauí, Wellington Dias, e acerta ação conjunta com secretarias de Agricultura e Vigilâncias Sanitárias estaduais

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Em reunião na quarta-feira (17), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o governador do Piauí, Wellington Dias, decidiram realizar uma ação integrada entre o governo federal e os Estados do Nordeste para instituir programas de erradicação da peste suína clássica e de outras doenças que ainda ameaçam a agricultura e a pecuária da região.

Dias pediu à ministra investimento conjunto do ministério com as vigilâncias sanitárias estaduais para combater as doenças, e Tereza Cristina disse ter ficado feliz com o interesse demonstrado pelo governador. Uma reunião técnica será realizada nos próximos dias para dar início ao trabalho.

“Precisamos resolver de uma vez por todas esse problema sanitário no Brasil”, disse a ministra. “Temos de fazer um grande programa e seguir um cronograma para erradicar certas doenças preocupantes para a produção brasileira e para as exportações do país”.

O ministério já tinha a intenção de lançar até junho um programa de erradicação da peste suína clássica. Hoje, parte do Nordeste e da Região Norte são considerados área não livre da doença. No Nordeste, só Bahia e Sergipe são considerados livres de PSC, uma doença que não é transmitida aos humanos, mas obriga a vigilância sanitária a eliminar os focos da doença abatendo os rebanhos de áreas próximas à ocorrência.

Foi publicada no mês passado no Diário Oficial da União a Portaria n° 40, que constituiu grupo de trabalho com o objetivo de elaborar a proposta do Plano Estratégico para a Erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) nos Estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

Na semana passada, dois focos de peste suína clássica foram detectados em criações familiares no município de Lagoa do Piauí, a 42 quilômetros de Teresina. De acordo com o governador, cerca de 800 porcos tiveram que ser abatidos. De outubro a dezembro de 2018, foram encontrados 41 focos de PSC em 18 municípios do Ceará, levando ao abate de 2.600 suínos.

Para o governador do Piauí, o surgimento desses casos aumenta a necessidade de unir esforços para acabar com essa e outras doenças. “Aumentamos as barreiras de proteção, mas é entrar em campo para eliminar o problema. Precisamos de um investimento conjunto com o ministério e os demais estados da região”, disse Dias.

Atualmente, é proibido o trânsito de suínos do Nordeste (exceto de Bahia e Sergipe) para os Estados livres da doença, o que inclui todos os do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Barreiras de fiscalização são montadas nas divisas dos Estados para impedir o trânsito de animais da área não livre da doença. A Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério diz que será necessário realizar um programa de vários anos para erradicar a PSC do território nacional, assim como foi feito, com sucesso, em relação à febre aftosa que atinge bovinos.

A coordenação do grupo de trabalho do Mapa está a cargo do auditor fiscal federal agropecuário Abel Neto e conta com o assessoramento epidemiológico do professor Vitor Salvador Gonçalves, da Universidade de Brasília (UnB). Os demais componentes são da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), do Sindicato das Indústrias de Suínos do Rio Grande do Sul (Sipsrs), da Associação Brasileira de Veterinários Especialista em Suínos do Ceará (Abraves/CE) e do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Mapa. O grupo poderá convidar para participar de suas reuniões representantes de outras áreas do ministério, integrantes do Comitê Científico Consultivo do Programa Nacional de Sanidade (Suídea) e de entidades públicas ou privadas.

Fonte: MAPA
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