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Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite reunirá debates sobre os principais desafios da bovinocultura leiteira
Em novembro, Chapecó (SC) será sede das mais importantes discussões relativas aos desafios da produção leiteira e de uma feira de negócios, focada em qualidade,sanidade, nutrição, manejo e tecnologias para bovinocultura de leite
O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas – Nucleovet, prepara mais um evento técnico para 2016. Entre os dias 08 e 10 de novembro, realiza o VI Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó – SC.
Conforme o presidente no Nucleovet, Luis Carlos Peruzzo “O Nucleovet em conjunto com a cadeia produtiva de aves e suínos construiu uma sólida tradição em torno dos encontros técnicos, discutindo temas e apresentando tecnologias de interesse do setor, ao longo do tempo contribuiu efetivamente com a formação continuada e acesso às mais avançadas pesquisas e qualificados pesquisadores. O resultado desse modelo de trabalho junto com as agroindústrias, instituições de pesquisa e Universidades é o avançado nivel de tecnificação que a avicultura, e no mesmo caminho a suinocultura, alcançaram. Inovando, nesse sentido o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, adota o mesmo formato dos demais eventos, que já são sucesso.”
A VI edição do evento reunirá especialistas da cadeia leiteira do Brasil e exterior, com lançamentos, negócio, workshops e muito networking. Paralelo à programação científica ocorre a Milk Fair – feira de tecnologia para a produção leiteira. Entre os participantes o SBSBL reúne médicos veterinários, zootecnistas e engenheiros agrônomos das indústrias e cooperativas da Região Sul.
Discussões qualificadas
A programação cientifica do Simpósio reunirá os principais temas que desafiam a cadeia da bovinocultura leiteira na atualidade.
Nutrição e manejo de pastagens:
– Manejo Eficiente de Pastagens Tropicais para o Sul do Brasil;
– Integração Lavoura/Pecuária e seus efeitos na sustentabilidade da Produção Leiteira;
– Sistema SílviPastoril para o Sul do Brasil;
– Impacto da Nutrição de Precisão na Eficiência e Rentabilidade da Propriedade Leiteira;
– Uso de Óleos Essenciais na alimentação de Bovinos Leiteiros;
Mercado:
– Panorama do Mercado Lácteo Brasileiro e Mundial;
Sanidade, produção e reprodução:
– Estratégias para otimizar eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros;
– Instalações em Compost Barn – Desvendando Mitos e Atualizando Conceitos;
Principais afecções de casco, seus impactos e medidas de controle
– Impacto dos principais distúrbios metabólicos e estratégias para maximizar a produção e saúde na fase de transição;
– Uso da Genômica como Ferramenta para Melhoramento Genético;
– Estresse Térmico: Impactos na Produção e Estratégias de Manejo e Nutricão para minimizá-lo;
– Atualizações e Últimas tendências no controle e tratamento de mastites;
– Sanidade Ruminal e sua Influência na Composição e Qualidade do Leite;
Inscrições
Profissionais e estudantes ligados ao setor podem inscrever-se com valores diferenciados. As inscrições podem ser feitas online clicando no site www.nucleovet.com.br a partir do dia 19 de setembro. O investimento é de R$ 350,00 para profissionais e R$ 250,00 para estudantes.
Fonte: Assessoria

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Brasil anuncia US$ 100 milhões anuais para fundo do Mercosul
Recursos são destinados a projetos de infraestrutura, energia, saneamento e desenvolvimento regional, com Paraguai e Uruguai entre os principais beneficiários.

O Brasil anunciou que vai destinar US$ 100 milhões por ano ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo criado para reduzir as desigualdades entre os países do bloco sul-americano.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta segunda-feira (29), durante reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), em Assunção, no Paraguai.
A proposta será formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30) durante a Cúpula do Mercosul, reunião com chefes de Estado do bloco econômico na capital paraguaia.
O novo compromisso ocorre durante as negociações para renovação do fundo, criado em 2004 para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento regional.
Como funciona
O Focem é um fundo destinado a apoiar países e regiões com menor desenvolvimento econômico dentro do Mercosul. Os recursos são usados em projetos como rodovias, ferrovias, energia, saneamento, habitação, escolas e laboratórios.
A ideia é diminuir diferenças entre os integrantes do bloco e fortalecer a integração, principalmente em áreas de fronteira.

Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil
Atualmente, o Focem tem a meta de receber até US$ 100 milhões por ano de todos os países do Mercosul. Brasil e Argentina são os maiores financiadores do mecanismo.
Pelas regras atuais, o Brasil responde por cerca de 70% das contribuições, com a participação da Argentina em torno de 27%.
Principais números
- US$ 100 milhões: valor anual que o Brasil pretende aportar;
- 70%: participação brasileira nas contribuições atuais;
- 48%: parcela dos recursos recebida pelo Paraguai;
- 32%: parcela destinada ao Uruguai.
Pressão por adesão
Ao anunciar o aumento da contribuição brasileira, Mauro Vieira afirmou que a renovação do fundo não deve depender apenas do Brasil. O governo espera que a Argentina também amplie sua participação financeira.
Segundo o ministro, os demais países do bloco precisam acompanhar o esforço, principalmente os que são os principais beneficiários dos recursos.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
A nova estratégia representa uma mudança em relação à proposta apresentada anteriormente pelo governo brasileiro, que previa reduzir o tamanho do fundo para cerca de US$ 30 milhões anuais. A ideia enfrentou resistência de Paraguai e Uruguai.
Obras financiadas
Desde sua criação, o Focem já apoiou projetos de infraestrutura e desenvolvimento em diferentes países do Mercosul.
Entre as iniciativas estão obras de transporte, sistemas de energia, saneamento básico, melhorias urbanas e ações voltadas a comunidades de regiões fronteiriças.
O fundo também financia projetos ligados à cidadania indígena, desenvolvimento tecnológico e integração entre cidades próximas às fronteiras.
Próximos passos
A renovação do Focem ainda depende de acordo entre os países do Mercosul e da aprovação dos respectivos Legislativos nacionais.
Além do fundo, a Cúpula do Mercosul deve discutir novos acordos comerciais e medidas para ampliar a integração econômica do bloco.
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Mulheres comandam uma em cada cinco propriedades rurais no Brasil
Estudo mostra que produtoras administram 30 milhões de hectares no Brasil, com forte presença na agricultura familiar, mas ainda enfrentam desigualdade de renda e barreiras para ocupar cargos de liderança.

As mulheres comandam a produção agropecuária em duas de cada dez propriedades rurais do Brasil, o equivalente a 19% dos estabelecimentos do país. Juntas, elas administram cerca de 30 milhões de hectares, área que representa 8,5% da superfície rural explorada, com presença mais expressiva em pequenas propriedades de até 20 hectares e na agricultura familiar.

Foto: Shutterstock
Os dados foram compilados pelo estudo Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro, publicado pela Fundação IDH e elaborado a partir de revisão bibliográfica sobre a representatividade feminina no comando de atividades rurais no Brasil no Século 21.
Como acontece em outras atividades econômicas no país, o trabalho feminino nas fazendas é menos valorizado do que o dos homens. “Somente 17,4% das mulheres do setor recebem mais de três salários mínimos, ante 29,8% dos homens”, compara a divulgação do estudo.
O levantamento se dedica a analisar o papel feminino em seis cadeias produtivas do agronegócio: pecuária, cacau, citros, soja, café e cana-de-açúcar.
Resultado por cadeia produtiva
A pecuária é o subsetor de atividade no campo com maior participação feminina: em 33% das propriedades com produção pecuária, há mulheres liderando a

Foto: Divulgação
produção.
No caso do cacau, as mulheres gerem 22% das propriedades, especialmente aquelas pertencentes às suas famílias e localizadas na Bahia e no Pará.
Nas culturas de laranja, limão, tangerina, lima ácida e toranja, as mulheres lideram 18% da produção.
Na cultura da soja, a que tem maior peso na economia brasileira, o estudo concluiu que “o acesso à gestão ainda enfrenta barreiras culturais severas, incluindo pressão doméstica para o abandono de cargos de liderança”. Elas representam 17% da força de trabalho na produção primária.

Foto: Divulgação/Pixabay
Em uma das culturas mais tradicionais do país, a do café, a gestão feminina só é verificada em 13,2% dos estabelecimentos. Nas propriedades que elas administram, a participação feminina na mão-de-obra chega a 43%, bem acima do que acontece sob o comando masculino (24%).
Na cana-de-açúcar, a participação feminina é ainda menor: apenas 8,8% delas compõem a força de trabalho e 5,4% estão em cargos de liderança.
De acordo com a Fundação IDH, as mulheres dedicadas à atividades rurais são consideradas “campeãs de inovação”, pois dão prioridade á responsabilidade social e técnicas avançadas de conservação do solo.
O IDH que dá nome à fundação é a sigla em holandês para Iniciativa de Comércio Sustentável. A fundação tem sede em Utrecht, nos Países Baixos. No Brasil, a Fundação IDH atua em cadeias produtivas rurais nos estados de Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
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Até R$ 53,4 milhões ficam pelo caminho quando a colheitadeira não está bem regulada
Concurso com 173 máquinas no Paraná mostra que operadores treinados reduziram as perdas na colheita de soja em cerca de 75%, revelando o impacto econômico de um ajuste muitas vezes negligenciado no campo.

Os nomes dos melhores operadores de colhedoras da safra de soja na região de Maringá (PR) foram divulgados na última quinta-feira (25). As avaliações, realizadas durante o 21º Concurso Regional de Qualidade na colheita da Soja-safra 2024/2025 demonstraram resultados expressivos. Enquanto a perda média regional chegou a 1,75 saca por hectare, os participantes registraram apenas 0,43 saca por hectare, apresentando perdas aproximadamente quatro vezes menores que a média da região.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
Além de reconhecer os melhores operadores de colhedoras da safra, o concurso reafirmou a importância da assistência técnica, da capacitação profissional e da adoção de boas práticas de colheita como estratégias capazes de gerar ganhos econômicos para os produtores e para toda a economia regional.
O Sistema Seagri, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), revelou os vencedores do concurso em cerimônia realizada no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá.
O concurso avaliou 173 colheitadeiras em 16 municípios, consolidando-se como uma das mais tradicionais ações de extensão rural desenvolvidas na região de Maringá. Ao longo de mais de duas décadas, a iniciativa tem contribuído para a difusão de tecnologias, aperfeiçoamento técnico dos operadores e redução das perdas na colheita da soja.
O assessor Regional de Lavouras do IDR-Paraná de Maringá, José Sérgio Righetti, destaca que o concurso tem a função não só de premiar os melhores, mas de

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
motivar esses operadores e sensibilizá-los sobre a importância da eficiência deles. “É uma oportunidade que o técnico da Extensão Rural tem de abordar o produtor para mostrar as boas práticas de produção, pensando na sustentabilidade. Todo mundo ganha mais com a redução de perdas. O produtor ganha porque tem mais produto para ser vendido. O meio ambiente ganha mais porque teremos menos soja guaxa, ou menos problemas ambientais”, explica ele.
O primeiro colocado foi Rodrigo Aguiar Mori, de Ivatuba, com uma perda de 7,30 kg/ha. Em seguida, ficaram Luiz Carlos Teixeira Lampagnani, de Lobato, com 7,62 kg/ha; Kleber Henrique dos Santos, de Itambé, com 8,18 kg/ha, Aldemir Flauzino Figueredo, de Ângulo, 8,57 kg/há, e Maurício Ponzio, de Ângulo com uma perda de 8,62 kg/ha.

Foto: Divulgação
Conhecimento gera resultados
Os números evidenciam que grande parte das perdas pode ser evitada por meio da correta regulagem das colhedoras, da manutenção preventiva dos equipamentos e da qualificação dos operadores, demonstrando que conhecimento técnico e boas práticas de manejo geram resultados concretos no campo.
Os resultados do concurso também permitem dimensionar o impacto econômico da redução das perdas. Considerando os aproximadamente 300 mil hectares cultivados com soja na região de Maringá, a diferença observada entre a média regional e a média alcançada pelos participantes representa um potencial de preservação de 396 mil sacas de soja, equivalentes a cerca de 23,8 mil toneladas, ou aproximadamente R$ 53,46 milhões circulando na economia.
Embora esse valor represente uma estimativa potencial, ele demonstra que pequenas melhorias operacionais podem gerar impactos econômicos significativos para os produtores, cooperativas, empresas prestadoras de serviços, comércio local e municípios da região.
Parte desses recursos é reinvestida nas próprias propriedades rurais, por meio da aquisição de insumos, manutenção de máquinas, contratação de serviços e novos

Foto: Divulgação
investimentos. Ao mesmo tempo, fortalece cooperativas, revendas agropecuárias, oficinas mecânicas, cerealistas, transportadores, armazéns e diversos outros segmentos ligados à cadeia produtiva da soja.
Os benefícios alcançam também o comércio, os prestadores de serviços e os municípios, ampliando a arrecadação tributária e contribuindo para investimentos públicos em educação, saúde, infraestrutura e qualidade de vida.
Outro destaque do concurso é o reconhecimento dos operadores de colhedoras. Esses profissionais exercem papel fundamental na eficiência da colheita, sendo diretamente responsáveis pela correta regulagem das máquinas e pela qualidade da operação.
A premiação valoriza sua qualificação, dedicação e compromisso com a excelência, incentivando o aperfeiçoamento contínuo e a adoção das melhores práticas de campo.

Foto: Dhiony Costa
Agricultura mais eficiente e sustentável
Além dos ganhos econômicos, a redução das perdas contribui para uma agricultura mais sustentável. O melhor aproveitamento da produção significa maior eficiência no uso da terra, da água, da energia, dos insumos e do trabalho empregado ao longo do ciclo produtivo, permitindo produzir mais sem ampliar a utilização de recursos naturais.
Para os extensionistas, concursos são reconhecidos como importantes instrumentos de ensino, motivação e difusão tecnológica. Por meio dessa iniciativa, o IDR-Paraná estimula a adoção de boas práticas, promove a aprendizagem prática entre produtores e operadores, reduz desperdícios, aumenta a eficiência produtiva e fortalece o desenvolvimento rural sustentável.
O 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja foi realizado pelo Sistema Seagri, por meio do IDR-Paraná, com apoio da Embrapa Soja, Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Cocari, Cooperativa Integrada, Sociedade Rural de Maringá, Sindicato Rural de Maringá, Sicredi, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Unicesumar e Uningá.
Conheça os vencedores do 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja:





