Bovinos / Grãos / Máquinas Em Chapecó (SC)
Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite começa na próxima semana
Evento vai reunir profissionais, pesquisadores, produtores rurais, estudantes e lideranças do setor nos dias 05, 06 e 07 de novembro.

Chapecó (SC) sedia, na próxima semana, mais uma edição do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), evento referência em disseminação de conhecimento, aperfeiçoamento da classe, desenvolvimento de novas tecnologias e troca de experiências. O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), acontece nos dias 05, 06 e 07 de novembro no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
A programação técnico-científica engloba os painéis indústria, qualidade da forragem e saúde, manejo e ambiente. Nesta edição, ainda acontecem a 8ª Brasil Sul Milk Fair e o 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte.

Presidente do Nucleovet, Tiago Mores: “Nossa missão é entregar um evento completo que demonstre e reforce a pujança da bovinocultura brasileira”
O presidente do Nucleovet, Tiago Mores, ressalta que o evento é organizado para oportunizar discussões atuais, com apresentação de novas soluções e geração de conexão entre empresas e profissionais. “Recebemos médicos veterinários, zootecnistas, técnicos, profissionais de agroindústrias, produtores rurais e estudantes de todo o Brasil e da América-Latina, nossa missão é entregar um evento completo que demonstre e reforce a pujança da bovinocultura brasileira”.
Na visão de Mores, o sucesso do evento também tem sido baseado em uma abordagem pragmática de assuntos do cotidiano e que possam agregar informação técnica e aplicação prática.
O presidente da comissão científica, Claiton André Zotti, explica que a programação é elaborada por uma comissão responsável por avaliar os temas de maior relevância para o setor na atualidade. “Com uma equipe formada por profissionais de diversos segmentos da cadeia produtiva, conseguimos construir uma programação riquíssima e que engloba importantes debates”, destaca.
Zotti reforça que as discussões são levantadas por renomados pesquisadores do setor, qualificando ainda mais a grade técnico-científica do evento. “Tratamos de um ramo complexo e desafiador, temos novas práticas e técnicas sendo desenvolvidas a todo momento. É crucial que profissionais da bovinocultura de leite e de corte mantenham-se atualizados acerca dos avanços do setor”.
Inscrições
As inscrições para participar do 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) já estão no último lote. Os investimentos são de R$ 570,00 para profissionais e de R$ 460,00 para estudantes. Com esse ingresso o participante tem acesso total ao evento – 13º SBSBL, 8ª Brasil Sul Milk Fair e 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte. Há também a possibilidade de participar somente do 3º Fórum Bovinocultura de Corte e da 8ª Milk Fair. O valor para essa modalidade é de R$ 200,00.
Para participar somente da 8ª Brasil Sul Milk Fair e conferir novas tecnologias e soluções expostas por empresas do setor, as inscrições podem ser feitas pelo valor de R$ 100,00.
Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSBL serão concedidos códigos-convites bonificados. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos de universidades têm condições diferenciadas. As inscrições podem ser realizadas, clicando aqui.

Bovinos / Grãos / Máquinas Editorial
Confinamento muda a lógica da pecuária brasileira
Crescimento da terminação intensiva redefine ritmo de produção e amplia eficiência no setor bovino.

Durante décadas, a pecuária brasileira foi organizada em torno de um sistema extensivo baseado no pasto e em ciclos longos de produção. Esse modelo continua dominante, mas já não explica sozinho o funcionamento da cadeia da carne bovina no país. Nos últimos anos, o confinamento deixou de ser apenas uma solução para períodos de seca ou escassez de forragem. A terminação intensiva passou a ocupar papel estrutural dentro de muitas operações pecuárias, principalmente como ferramenta para acelerar o giro do rebanho e padronizar carcaças.
Os números confirmam essa mudança. Em 2025, o Brasil alcançou 9,25 milhões de bovinos confinados, crescimento de 16% em relação ao ano anterior, segundo o Censo de Confinamento apresentado pela dsm-firmenich. Mais do que um salto pontual, o dado reforça uma trajetória de expansão contínua ao longo da década.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
O avanço do confinamento está diretamente ligado à intensificação produtiva da pecuária. Animais mais precoces, dietas mais eficientes e integração com a produção de grãos reduziram o tempo necessário para levar o bovino ao peso de abate.
O confinamento está deixando de ser apenas uma etapa final da produção e passa a funcionar como ferramenta de gestão. Ele permite ajustar o ritmo da oferta de animais, liberar áreas de pastagem e reduzir a exposição do sistema produtivo às variações climáticas.
Outra transformação relevante é o surgimento de estruturas especializadas que recebem animais de diferentes produtores. Os chamados boitéis transformam o confinamento em prestação de serviço e ampliam rapidamente a capacidade de terminação do setor sem exigir que cada pecuarista invista em estruturas próprias.
Esse movimento indica uma pecuária cada vez mais organizada em torno de eficiência produtiva e gestão econômica. O pasto continua sendo a base do sistema, mas o confinamento passa a definir o ritmo final da produção.
A tendência sugere que a pecuária brasileira caminha para um modelo híbrido: produção a pasto durante a maior parte do ciclo e terminação cada vez mais concentrada em sistemas intensivos.
Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!
Bovinos / Grãos / Máquinas
Febrac reforça importância da rastreabilidade bovina para exportações
Sistema permite acompanhar cada animal do nascimento ao abate e atende exigências de mercados internacionais.

A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) defende a ampliação da rastreabilidade bovina e acredita que o sistema deve ganhar importância nas exigências de compradores internacionais da carne brasileira. A entidade acompanha a iniciativa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, que busca ampliar o controle sobre os rebanhos no estado.
O vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, afirma que alguns mercados já vêm adotando esse tipo de exigência. “Eles estão vendo com bons olhos todo esse projeto desenvolvido pelo Estado, em parceria com a Secretaria da Agricultura, e a Febrac tem apoiado bastante esse movimento”, afirmou.
A rastreabilidade permite acompanhar o histórico de cada animal, do nascimento ao abate, e é usada como ferramenta de controle sanitário e transparência na cadeia produtiva. O sistema inclui a identificação individual dos bovinos e o registro de informações sobre origem, vacinação, alimentação e movimentações.
O controle atende às exigências sanitárias de mercados importadores e permite respostas mais rápidas em caso de surtos sanitários. Apesar disso, pequenos e médios produtores ainda enfrentam dificuldades, citando custos elevados e adaptação às tecnologias exigidas.
Martins ressalta que a rastreabilidade deixou de ser um item secundário e passou a ser uma necessidade do setor. “Ela está diretamente relacionada não só à biosseguridade, mas também à segurança alimentar e sanitária da proteína que chega ao consumidor”, explicou.
A Febrac acompanha o projeto piloto da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em alguns rebanhos do Rio Grande do Sul, reforçando o compromisso com a evolução do setor e a adaptação às exigências internacionais.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Carne bovina de Mato Grosso tem melhor remuneração no mercado europeu
Exportações ao bloco somam US$ 32,4 milhões até fevereiro e evidenciam a busca por mercados de maior valor agregado.

A União Europeia foi o destino que pagou o maior preço pela carne bovina exportada por Mato Grosso em fevereiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o valor médio chegou a US$ 6.082,14 por tonelada, o mais alto entre todos os mercados atendidos pelo estado.
O preço ficou acima do registrado em destinos tradicionais, como a China, que pagou em média US$ 4.206,20 por tonelada, e os países do Oriente Médio, com US$ 4.481,37 por tonelada.

No acumulado até fevereiro, o bloco europeu importou 5,3 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), gerando receita de US$ 32,4 milhões para Mato Grosso.
Mesmo com menor participação no volume total exportado, a União Europeia se destacou pelo maior retorno financeiro por tonelada. O índice de atratividade das exportações colocou o bloco na liderança, com 119,91 pontos, à frente de outras regiões como Europa (88,65) e Oriente Médio (80,39).
“Mato Grosso tem buscado ampliar o número de mercados atendidos e quando conseguimos acessar destinos mais exigentes, como a União Europeia, isso demonstra que a nossa carne atende padrões elevados de qualidade e sustentabilidade”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.



