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Bovinos / Grãos / Máquinas 12º SBSBL

Simpósio aborda qualidade do leite e inovação em produtos lácteos

Especialistas apresentaram os impactos da Contagem de Células Somáticas (CCS) na qualidade do leite, exigências do mercado e novos produtos que têm sido desenvolvidos para o consumidor.

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Presidente da Comissão Científica do SBSBL, Claiton André Zotti - Fotos: MB Comunicação

A eficiência na produção do leite desde o campo até a indústria é imprescindível para garantir qualidade e trazer mais lucratividade para o setor. A médica veterinária Mônica Oliveira Pinho Cerqueira e a engenheira agrônoma Luciana Saboya abriram a programação do 12º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), realizado em meados de novembro, trazendo novas perspectivas sobre o tema. Realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), no Centro de Eventos, em Chapecó.

Promovido anualmente pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o 12º SBSBL contou ainda com 7º Brasil Sul Milk Fair, em que o jornal O Presente Rural, mídia oficial do evento, foi um dos expositores, e do 2º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte. O 1º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto promovido pela Epagri também integrou a programação científica do SBSBL, além da estreia da Fazenda do Futuro.

Médica veterinária Mônica Oliveira Pinho Cerqueira

Mônica pontuou os impactos da Contagem de Células Somáticas (CCS) na qualidade do leite, fator que está diretamente relacionado ao sistema imunológico e, portanto, à saúde do gado leiteiro. Um dos principais problemas decorrentes da mastite é o aumento de CCS. “A mastite impacta na redução de leite na fazenda, pode afetar a qualidade dos produtos lácteos, mas nós não medimos isso, não temos noção da grandeza que isso representa. Sabemos que há perdas, mas muitas vezes essas perdas passam despercebidas, são invisíveis, e nem os produtores nem a indústria percebem que estão perdendo em rentabilidade”.

Presidente da Comissão Científica do SBSBL, Clailton André Zotti

Segundo a especialista, desde 2002 até hoje o Brasil tem médias geométricas de CCS muito elevadas no leite. “Estamos falando de médias de 450 a 500 mil células somáticas por ml, então precisamos agir, precisamos mudar esse cenário em função dessas perdas”.

Ao citar exemplos de ações realizadas pelo mundo para reduzir a incidência da CCS no leite, Mônica trouxe como referência o caso da Associação Americana de Melhoramento de Rebanhos Leiteiros e a implementação, nos Estados Unidos, do Dairy Herd Improvement (DHI), que formou um elo entre todos os agentes envolvidos na cadeia produtiva de leite para o controle da CCS.

A criação de políticas públicas com foco no controle de mastite é uma estratégia que o país deve adotar como prioridade para o setor leiteiro. “São necessárias políticas públicas e alinhamento entre todos os elos dessa cadeia produtiva, incluindo a assistência técnica. Precisamos de um programa nacional para o controle da mastite, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos, o Canadá e outros países da Europa”, reforçou a médica veterinária.

Novos produtos

Com um mercado consumidor cada vez mais exigente e também com necessidades específicas no que diz respeito à alimentação, o setor lácteo tem como desafio desenvolver produtos atentos para essas novas demandas. Segundo a engenheira agrônoma Luciana Saboya, hoje o Brasil ocupa a terceira posição entre os produtores mundiais de leite, com uma produção anual de 34 bilhões de litros. “O leite está presente em 98% dos lares brasileiros. Temos que disseminar o valor desse produto, valorizar o leite e estarmos atentos às tendências internacionais para agregar valor ao nosso produto e ressaltar ainda mais seus benefícios”.

Engenheira agrônoma Luciana Saboya

Luciana listou alguns cuidados que devem ser adotados para garantir a qualidade do leite cru, desde o momento da ordenha na propriedade, até formas de aumentar a produtividade e eficácia no processamento industrial, bem como a estabilidade do leite longa vida durante a estocagem.

A especialista também apresentou tendências internacionais no mercado de lácteos, com produtos focados no bem-estar do consumidor que, ao mesmo tempo, representam potencial para agregar valor a esta matéria-prima. Um dos exemplos destes novos produtos que estão chegando no mercado é o leite A2, que proporciona mais fácil digestão. Em termos de funcionalidade e sustentabilidade, Luciana ainda citou o leite com fibras, cultura probiótica e posbióticos, leite UHT com mais proteína e cálcio, shakes e bebida láctea fermentada com mais proteínas e também apontou para a necessidade de reduzir o açúcar em leites aromatizados. “Com esses exemplos gostaríamos de incentivar a busca por novas tecnologias, para valorizarmos o leite e os derivados dessa cadeia, lembrando sempre que a qualidade é fundamental para tornar o desenvolvimento desses produtos possível”, destacou.

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Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Nova tarifa da China sobre carne bovina atinge Brasil e outros fornecedores

Sobretaxa de 55% será aplicada a volumes importados fora da cota anual estabelecida pelo governo chinês a partir de quinta-feira (01°).

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Fotos: Shutterstock

A decisão do governo chinês de impor uma tarifa extra sobre a carne bovina importada deve redesenhar o fluxo do comércio global do produto a partir de 2026. Anunciada nesta quarta-feira (31), a medida estabelece uma sobretaxa de 55% para volumes que ultrapassarem as cotas definidas para grandes fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos.

A política entra em vigor já nesta quinta-feira 01º de janeiro, com validade prevista de três anos. Segundo o Ministério do Comércio da China, o mecanismo faz parte de um conjunto de salvaguardas voltado à proteção da produção interna, que enfrenta dificuldades em um cenário de excesso de oferta no mercado doméstico.

Para o próximo ano, a cota total destinada aos países afetados será de 2,7 milhões de toneladas, volume próximo ao maior patamar já registrado pelo país, de 2,87 milhões de toneladas importadas em 2024. Apesar da previsão de ampliação gradual dessas cotas ao longo do período de vigência da medida, os limites iniciais ficaram abaixo do volume comprado nos primeiros 11 meses de 2025 de alguns dos principais exportadores, entre eles Brasil e Austrália.

Ao justificar a decisão, o governo chinês afirmou que o crescimento das importações teve impacto direto sobre a indústria local. A avaliação foi divulgada após uma investigação iniciada em dezembro de 2024, que concluiu que o aumento da carne bovina estrangeira no mercado interno causou prejuízos significativos ao setor produtivo nacional.

Analistas avaliam que a mudança deve provocar retração nas compras chinesas em 2026. Para Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, a pecuária bovina da China enfrenta limitações estruturais e não consegue competir com grandes exportadores, como Brasil e Argentina. Segundo ele, esse desequilíbrio não pode ser corrigido no curto prazo, mesmo com avanços tecnológicos ou ajustes institucionais.

No Brasil, a sinalização oficial foi de tranquilidade. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o anúncio não representa motivo de grande preocupação. Em entrevista à TV Globo, ele destacou que o país avançou ao longo de 2025 na abertura e consolidação de novos mercados internacionais para a carne bovina, o que reduz a dependência do mercado chinês.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil assume a liderança global na produção de carne bovina em 2025

Dados do USDA mostram que o país superou os Estados Unidos pela primeira vez na série histórica, com 12,35 milhões de toneladas produzidas.

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Fotos: Shutterstock

O Brasil assumiu em 2025 a liderança mundial na produção de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez desde o início da série histórica divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

De acordo com relatório publicado na última terça-feira (09), a produção brasileira alcançou 12,35 milhões de toneladas neste ano, enquanto os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas. O documento não especifica até qual mês os dados foram consolidados.

Os números do USDA trazem dados comparativos desde 2021 e, até então, o Brasil nunca havia superado os norte-americanos em volume produzido. A virada em 2025 marca um novo patamar para a pecuária bovina brasileira.

Para 2026, porém, a projeção do órgão norte-americano indica equilíbrio entre os dois países. A estimativa aponta produção de 11,7 milhões de toneladas no Brasil e 11,71 milhões de toneladas nos Estados Unidos.

O volume atribuído ao Brasil pelo USDA fica acima da projeção oficial brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou produção de 11,38 milhões de toneladas, número que já representava crescimento em relação a 2024.

Além de liderar a produção em 2025, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
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Vacinação contra brucelose entra na reta final em São Paulo e novo ciclo começa em janeiro

Campanha do segundo semestre termina dia 31, enquanto a imunização de bezerras de três a oito meses segue de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026, com aplicação obrigatória por veterinário credenciado.

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Foto: Divulgação

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no segundo semestre acaba nesta quarta-feira (31). A campanha subsequente referente ao primeiro semestre de 2026 tem início na quinta-feira, dia 1º de janeiro com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 30 de junho.

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível clicando aqui.

A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.

O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

Fonte: Assessoria SAA-SP
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