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Simbióticos enzimáticos: um conceito inovador para a microbiota intestinal
Em 2015, a União Europeia proibiu a utilização de antibióticos como promotores de crescimento com o intuito de prevenir o aparecimento de bactérias super resistentes, as quais necessitam de doses cada vez mais altas para promoverem algum efeito
Atualmente a demanda mundial por alimentos cárneos saudáveis tem aumentado, forçando a cadeia produtiva a se adaptar a este novo cenário. Em 2015, a União Europeia proibiu a utilização de antibióticos como promotores de crescimento com o intuito de prevenir o aparecimento de bactérias super resistentes, as quais necessitam de doses cada vez mais altas para promoverem algum efeito. Outro importante ponto levado em consideração pelo órgão regulamentador ao tomar esta decisão está no resíduo da utilização deste produto ao longo da produção animal, tanto na carne quanto no ambiente.
O Brasil está entre os principais produtores de carne, e apesar de ser permitido o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento o consumidor tem se atentado aos quesitos de saúde e respeito ao ambiente envolvidos no setor da produção animal.
Probióticos
Probióticos são bactérias e leveduras que após uma ingestão em doses efetivas, são capazes de se estabelecer ou mesmo colonizar o trato digestivo e manter ou aumentar a microbiota natural, prevenindo a colonização de organismos patogênicos. Esta prevenção está relacionada com o princípio de exclusão competitiva que pode ser definida como a ocupação dos sítios de adesão do trato intestinal por bactérias benéficas, impedindo a fixação de bactérias patógenas. A ação dos probióticos pode ser interferida por fatores como o calor, unidade de armazenamento e alguns antibióticos.
Algumas espécies de bactérias probióticas utilizadas são Enterococcus faecium, Bifidobactérium bifidum, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus plantarum, Bacillus subtilis, Bacillus licheniformis, Bacillus coagulans. Como levedura probiótica, a Saccharomyces cerevisiae também está contida em alguns produtos.
Prebióticos
Prebióticos são substâncias nutricionais não digeríveis, resistentes a ação das enzimas, não metabolizados ou absorvidos durante a sua passagem pelo trato digestivo, que funcionam como substrato para as bactérias benéficas. Isto é, os probióticos estimulam seletivamente o crescimento e atividade de uma ou mais espécies de bactérias benéficas intestinais, melhorando a saúde do seu hospedeiro. Daí a importância de apostar na dupla Pro+Pre para reorganizar a flora intestinal, pois possuem a capacidade de alterar a microflora intestinal de maneira favorável à saúde do animal. Dentre as principais fontes de prebióticos estão alguns açúcares, absorvíveis ou não, fibras e oligossacarídeos. No intestino grosso as bactérias probióticas fermentam os oligossacarídeos em ácido acético, butírico, propiônico e outros ácidos graxos voláteis, baixando o pH do intestino grosso. O baixo pH no intestino grosso desfavorece o desenvolvimento de bactérias patogênicas gram negativas Escherichia coli, Salmonella e Campylobacter.
Simbióticos
Simbióticos são definidos como “uma mistura de probióticos e prebióticos que afetam beneficamente o hospedeiro, através de uma ação sinérgica, melhorando a sobrevivência e implantação de suplementos alimentares microbianos vivos no trato gastrointestinal, estimulando seletivamente o crescimento de bactérias promotoras da saúde e bem estar”, conforme a figura 1(em anexo).
Enzimas digestivas
As enzimas são oficialmente divididas em diversas classificações, dentre elas as enzimas digestivas são responsáveis por hidrolisar os substratos alimentares. Enzimas digestivas são proteínas com estrutura tridimensional, secretadas pelo organismo (excessão da fitase), responsáveis por catalisar ou acelerar a digestão dos alimentos. Cada enzima possui um substrato específico, ou seja as carboidrases são responsáveis por hidrolisar substratos de carboidratos (Figura 2). As enzimas são desnaturadas com temperaturas e pH extremos, devendo ser adicionadas em dietas de animais de produção após processos que adicionem calor ao alimento. Figura 2 (Em anexo)
A matéria completa você pode ler na edição impressa do jornal O Presente Rural de SUÍNOS E PEIXES de outubro, ou na versão ONLINE
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





